quarta-feira, 22 de junho de 2022

Ondas da Praia do Morcego - Jurujuba

Por Leandro do Carmo 

Ondas da Praia do Morcego


Dia: 17/04/2022
Local: Jurujuba – Praia do Morcego
Participantes: Leandro do Carmo


Relato  

Era domingo de Páscoa. Há pelo menos quatro dias que amanhecia chovendo. Com esse tempo, escalar estava descartado. Então, resolvi que tiraria um dia para dar uma remada. Acordei antes das seis da manhã na sexta e no sábado, mas com a chuva caindo, desanimei de sair. O impressionante era que ia dormir com uma noite estrelada, mas quando acordava, aquele tempo feio.  

Achando que mais cedo ou mais tarde o tempo desse uma trégua, acordei cedo novamente. Dia firme. Apenas chão molhado e algumas nuvens no céu. Tomei café da manhã, arrumei as coisas no carro e segui para a praia de Charitas. Eu costumo sair ao lado do Clube Naval, pois dá para ir de carro até a água e tem bastante lugar para estacionar, sem problemas, mesmo nos dias de sol e praia cheia.  

Arrumei as coisas e fui para a água. Passei pelos veleiros atracados na lateral do Clube Naval e quando olhei para a Ilha da Boa Viagem e vendo as ondas batendo nos costões, lembrei da ressaca que havia chegado na noite anterior. Como ali é bem abrigado, nem sinal de ondas. Nessa hora, lembrei logo das ondas na face norte do Morro do Morcego. Minha ideia inicial era sair no Naval e até a Fortaleza de Santa Cruz, seguindo para a Boa Viagem e voltar pelas praias das Flexas, Icaraí, São Francisco e Charitas.  

Assim que fui avistando a Praia do Morcego ao fundo, já conseguia ver as ondas. Algumas canoas havaianas seguiam bem ao fundo, também na direção do Morcego. Mas alguns minutos de remada e estava bem próximo das ondas. O dia estava bem agradável. Já tinha bastante gente dentro d’água e algumas fora também. Fiquei um pouco distante para poder entender as ondas e onde e com que frequência estavam quebrando.  

Impressionante como uma remada despretensiosa poderia se transformar num grande dia. A Vida vai te dando oportunidades e temos que estar preparados para aproveitar. Sempre tive vontade de dropar nessa onda e hoje estava ali, vendo-as quebrarem bem a minha frente. Estava como uma bolsa estanque dentro do pequeno cockpit do caiaque, quase não tendo espaço para as pernas. Isso me fez pensar como faria para pegar aquelas ondas.  

Revolvi ir até a praia do Morcego e deixar a bolsa lá. Assim teria um pouco mais de conforto. Aproveitei para fazer alguns vídeos e deixar registrado esse dia. Voltei para a água e remei em direção as ondas, me posicionando para pegar as menores. Meu medo era entrar água no caiaque e depois ficar difícil de sair ou remar até a praia, não estava com saia protetora. Mas as ondas menores já foram ótimas. Além de pegar as ondas, também deu para treinar as manobras rápidas, muito importante nessas horas.  



segunda-feira, 20 de junho de 2022

Escalada na Via Leila Diniz e Remada em Itaipu

Leandro do Carmo

Via Leila Diniz e Remada em Itaipu


 

Dia: 07/03/2022
Local: Itaipu
Participantes: Leandro do Carmo, João Pedro, Gabriel Oliveira e Angela


Relato  

Nos preparamos para uma conquista na Ilha do Veado, em Piratininga. O Gabriel e o João já haviam ido algumas vezes. Conquistar uma via já exige uma logística mais elaborada, ainda mais em uma ilha. As vias do local seriam as primeiras do tipo em Niterói, não há relatos de conquista insular na cidade. Para esse dia, levamos um caiaque e um SUP. A conta não bate, somos quatro, temos uma prancha e um caiaque? Os outros dois irão nadando, simples.  

E assim combinamos. Chegamos à Piratininga um pouquinho antes das 5 horas da manhã. Ainda estava escuro. Tudo vazio. Foi só estacionar o carro e pude ouvir o barulho das ondas batendo. Penei logo: “não vai rolar”. Mas para ter certeza, fui com a Ângela dar uma conferida no mar. Fomos pela areia e passamos por alguns pescadores. De perto, deu para confirmar minhas suspeitas: o mar realmente estava forte. As ondas estavam quebrando com força na areia. Voltamos para o carro para esperar o Gabriel e o João, que ainda não haviam chegado.  

Assim que o Gabriel e o João chegaram, pelo barulho das ondas, também sentiram que hoje seria complicado. Conversamos sobre outra possibilidade. A idéia era fazer alguma via. Resolvemos ir para a Leila Diniz, em Itaipu. Seguimos até lá e como estávamos com o caiaque e a prancha em cima do carro, resolvemos deixar um carro num estacionamento fechado, pagando um pouco mais caro, porém garantindo a segurança. Deixei meu carro no estacionamento em frente à praia. Separamos o equipamento e seguimos para a base da via.  

A praia estava vazia. Deu para ver um grupo de pescadores puxando uma rede e lembrei-me da minha infância quando via com mais frequência esse tipo de pesca artesanal na região. O dia estava completamente aberto. Por esse lado aqui de Itaipu, nem sinal de ondas. O mar estava um tapete, bem diferente das condições de Piratininga. Agora não tinha jeito. Já na base, nos arrumamos e o Gabriel e a Ângela saíram para primeira cordada. Eu e o João seguiríamos em seguida.  

O João subiu rápido e fui logo em seguida. Como de costume, a primeira enfiada fica com bastante areia da praia. O crux da via está nesse trecho, mas com agarras bem sólidas. Subi rapidamente e logo cheguei à parada onde o João estava. Resolvemos subir à francesa na próxima e fui até acabarem as costuras, mesmo pulando algumas proteções. Avançamos bem e o João veio logo em seguida. O Gabriel e a Angela estavam na mesma tocada, subindo quase juntos a nós.  

Montei a parada e o João veio logo em seguida. Como estava com as costuras, subiu direto, tocando pra cima. A vista estava impressionante. A cor da água surpreendia. Era um tom de verde que nos fazia parecer estar na Ilha Grande. Em vários trechos do costão do Morro das Andorinhas podíamos ver as pedras do fundo. Ainda estávamos na sombra, mas o sol já dava sinal que apareceria a qualquer momento.  

O João tocou, parando mais acima. Subi logo em seguida. E fomos assim até o final da via. Já no platô, o sol chegou tranquilo. Fizemos um lanche e apreciamos a vista, que por sinal, continuava fantástica. Até foi melhorando, na medida em que o sol batia, dando um contraste com aquela água clara, parecendo uma pintura. Meu medo era ter bastante capim na saída, estávamos no verão e, geralmente, ali fica complicado. Dei uma volta e parecia que não seria tão ruim assim. Guardamos todos os equipamentos e começamos a saída. Até que foi mais fácil do que imaginava. Atravessamos o trecho, praticamente em linha reta e logo estávamos na trilha do Morro das Andorinhas.  

No caminho de volta, resolvemos dar uma remada. Pensamos na possibilidade de alugar algum caiaque duplo para que todos pudessem remar. Deixamos os equipamentos de escalada no carro e fomos até a praia procurar alguém que tivesse alugando. Conseguimos achar um e voltamos ao carro para pegar os equipamentos. Não foi tão fácil passar com a prancha pela areia. A praia já estava lotada. Entrei no mar e aguardei o João, Gabriel e a Angela. Nossa idéia iniciar era ir até a Ilha Mãe.  

A água estava mesmo fantástica, corroborando com a impressão que tive lá de cima. A temperatura estava bem agradável, apesar do sol forte. Mas, não deixei de passar protetor solar e colocar uma camisa manga comprida com proteção UV, além de um boné, é claro. Fomos costeando o Morro das Andorinhas. Eu já fui muitas vezes ali, mas hoje foi um dia daqueles na qual poderíamos classificar como inesquecíveis. Nem acreditava que estava em Itaipu. Remamos até um pouco depois da Ilha Menina, onde percebemos um vento mais forte. Optamos por ficar por ali.  

Voltamos bem devagar, curtindo esse dia espetacular. Difícil foi conseguir atravessar a praia lotada. Uma aventura a parte. Mas até que o improviso deu certo. Mas será que foi melhor do que o programado? Essa resposta nunca terei...  








sábado, 4 de junho de 2022

Curso de Iniciação à Canoagem Oceânica

Por Leandro do Carmo

Curso de Iniciação à Canoagem Oceânica

Canoagem Oceânica


Dia: 12/03/2022
Local: Urca
Participantes: Leandro do Carmo e Clube Carioca de Canoagem  

Relato  

Sempre tive a vontade de dar a volta na Ilha Grande remando. Mas uma aventura dessa não dá para simplesmente ir lá e fazer. Ainda mais para alguém que nunca remou grandes distâncias. Não teria muito problema em acampar nas praias, preparar a logística de equipamento e comida, pois já fiz a volta na Ilha andando. Porém, entre andar e remar existe uma diferença gigantesca que dispensa explicações.  

Dado que uma parte do planejamento eu já domino, faltaria a segunda: me preparar para o mar. Aí que vem a questão: qual a melhor forma de otimizar essa preparação? Entendo que existam duas maneiras: ou aprendemos com erros e acertos durante um longo tempo ou encurtamos essa curva de aprendizagem, buscando conhecimento técnico com quem domina o assunto. Então, comecei a pesquisar. Com algumas rápidas “googladas”, fui parar na página do Clube Carioca de Canoagem. Vi que além de cursos, eles também fazem, anualmente, a volta na Ilha Grande! E como diz a música: “É pra que eu vou”. Então, fiz contato e me matriculei no curso de iniciação à canoagem oceânica.  

Cheguei cedo à praia da Urca e já tinha algumas pessoas por lá. Amanheceu com o tempo aberto, mas algumas nuvens no horizonte anunciavam uma virada de tempo. Com todos reunidos, batemos um papo e demos uma olhada no equipamento. Separamos alguns caiaques e na areia, tivemos nosso primeiro contato. Depois desse primeiro papo, foi hora de ir para a água.  

Já na água, pude perceber o vento entrando mais forte. Enquanto estávamos na enseada, tudo tranquilo. Mas foi só sair do abrigo da praia que percebi o quanto forte estava o vento. Não foi tão fácil ficar parado para praticar os procedimentos, mas conseguimos. Fomos divididos em alguns grupos e pudemos praticar a saída e entrada no caiaque, tirar água de dentro, manobras, posição da remada e muitas outras técnicas.  

Por fim, aproveitamos para ir remando até um pouco mais para fora, aproveitando para por em prática uma parte do que foi ensinado. Retornamos com um vento contra bem forte, mais um aprendizado. Já na praia da Urca novamente, colocamos os caiaques na guarderia e arrumamos as coisas. Uma manhã cansativa, porém, bem aproveitada. Saindo com a sensação de quero mais. Um bom sinal de que estou no caminho certo...

Canoagem Oceânica











Canoagem Oceânica


Canoagem Oceânica

Canoagem Oceânica


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Iniciando na Canoagem Oceânica

Por Leandro do Carmo

Iniciando na Canoagem Oceânica
















 Trajeto: Naval x Praia das Flexas x Boa Viagem x UFF x Fortaleza de Santa Cruz x Morcego x Naval

Dia: 20/02/2022
Local: Baía de Guanabara
Participantes: Leandro do Carmo  

Tempo total: 2h 47min
Distância: 16,2 km
Velocidade média: 6,1 km/h
Velocidade máxima: 12,1 km/h  

Relato  

Sempre gostei do mar. Mergulho há anos e sempre estou remando de SUP. Mas agora resolvi que buscar outros rumos. Há algum tempo que venho pesquisando sobre expedições de caiaques e remadas mais longas, coisas do tipo: “dar a volta na Ilha Grande”.  Mas acho que agora chegou a hora. Passei alguns meses pesquisando sobre a compra de um caiaque oceânico na qual pudesse levar o equipamento necessário para passar alguns dias parando de praia em praia. Meu medo era comprar um que não fosse tão bom. A inexperiência as vezes cobra seu preço. Em uma pesquisa, achei um anúncio e pelo preço, valeria a pena arriscar. Fui à Campo Grande buscá-lo. E hoje era dia de testá-lo na água!  

Colocar em cima do carro não é fácil. É um caiaque de 6 metros. Dependo de uma pessoa para me ajudar e estar lá disponível para colocar na água e voltar com ele para o carro no retorno. Aproveitei que meu irmão iria remar nesse dia e fomos para o canto da praia de Charitas, ao lado do Clube Naval. O dia estava bom, sem vento. Como era a primeira vez remando num caiaque oceânico. Saí da praia e nas primeiras remadas percebi o quanto ele rende na água. Muito mais que os caiaques pequenos na qual estava acostumado.  

Fui em direção à Icaraí. Não tinha muito definido o trajeto na qual iria fazer. Fui decidindo na hora, à medida que remava. Enquanto me sentisse confortável, iria avançando. Cruzei toda a praia de Icaraí, passando pelo MAC. Dei uma parada rápida na praia da Boa Viagem, aproveitando para beber uma água. Me impressionei como tem um bom rendimento. Isso me animou. Resolvi ir até o Gragoatá, próximo a UFF. Arrastei o caiaque pela pequena faixa de areia da praia e coloquei-o na água novamente. O fundo nesse trecho é de pedras e tomei cuidado para não arrastar o fundo. Pelo lado da ilha da Boa Viagem, estavam formando algumas ondas que podiam dificultar a remada, então resolvi passar pelo outro lado. Aproveitei o intervalo entre as ondas e entrei no caiaque, começando a remar.  

Segui paralelo a litorânea, mas não tão próximo, pois tinha que prestar atenção nas linhas arremessadas dos pescadores. Me afastei um pouco. Já na altura do Forte São Domingos de Gragoatá, percebi um aumento do vento, mas quando me afastei, percebi que deveria ser por conta da sua posição, adentrando ao mar e fazendo uma espécie de barreira, dividindo aquele trecho. Passei por um antigo campo de futebol, bem ao lado da praia do Gragoatá e lembrei do tempo em que ali jogava futebol. Foram várias manhãs de domingo, bons tempos. O campo estava desativado, cercado por tapumes. Hoje, sofre com uma disputa judicial sobre a posse do local. E quem perde somos nós.  

Passei por um pequeno barco de pescadores e já podia ver o Campus da Universidade Federal Fluminense bem de perto, também lembrando da minha época de faculdade. Não estudava ali, o Campus de Administração era no Valonguinho, mas frequentei muito a biblioteca, prédio localizado bem próximo ao mar. Que nostalgia! Assim que contornei o Campus do Gragoatá, pude o Centro de Niterói e estação das Barcas. Resolvi voltar dali.  

Durante a volta, já fui pensando em qual caminho poderia fazer. Resolvi seguir rumo a Fortaleza de Santa Cruz. Dali segui remando. Cruzei a litorânea e aos poucos fui deixando a Ilha da Boa Viagem para trás. Aos poucos fui ficando distante de tudo e lentamente a Fortaleza de Santa ia aumentando de tamanho. Não tinha companhia, além de algumas aves que cruzavam o caminho. Mais alguns minutos e havia chegado bem próximo à Fortaleza, dali, mudei o rumo e segui para a praia de Eva, onde fiz uma parada rápida. Na água novamente, contornei o Morro do Morcego, voltando novamente para o Naval, onde encontrei novamente meu irmão. Ele havia acabado de chegar.  

Para uma primeira vez, achei uma experiência fantástica. Fiquei muito animado com rendimento e das possibilidades que podem se abrir! Missão cumprida e já pensando nas próximas.  

 

terça-feira, 10 de maio de 2022

Abertura da Temporada de Montanhismo

Por Leandro do Carmo

❗Alô, pessoal! Está chegando o maior evento de Montanhismo do Brasil! 

                  🌱🏔️🏜️🏕️

O *Rio nas Montanhas (RNM)* é o nome da Abertura da Temporada de Montanhismo (ATM) do Rio de Janeiro. Um evento *gratuito* e aberto ao público que, em 2022, chega na sua 35ª edição com o tema *Montanhistas: Presentes!*

E aí? Vamos comparecer em peso no evento? Tem atividade para todos os gostos e idades. 

Para quem ainda não conhece, o RNM acontece tradicionalmente na *Praça General Tibúrcio, na Praia Vermelha, na Urca – Rio de Janeiro*. O evento foi criado para celebrar o início da melhor temporada para prática do montanhismo no Rio de Janeiro.

O evento vai contar com stand de parceiros institucionais, equipamentos, palestras, atividades externas, workshops, muro de escalada, exposição de fotos e muito mais! E no domingo teremos a famosa GINCANA INTERCLUBES!

                       🧘🏾‍♀️🧗🏻‍♂️🧗🏾‍♀️

 Estão todos convocadíssimos a participarem!

*As atividades já estão abertas no site para inscrição:* www.rionasmontanhas.com.br

Corre que tem atividade com vagas limitadas! 🏃‍♀️🏃🏿‍♂️

Especificamente em relação ao CNM, iremos oferecer uma atividade de trilha com a Julietti no Morro da Urca e vamos participar da invasão feminina. As inscrições já estão abertas no site do clube. 

sábado, 30 de abril de 2022

Remada à Ilha de Cotunduba

Por Leandro do Carmo 

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba















Trajeto: Praia da Urca x Ilha de Cotunduba x Praia da Urca


Dia: 19/03/2022

Local: Urca
Participantes: Leandro do Carmo e Clube Carioca de Canoagem

Tempo total: 3h
Distância: 12,1 km
Velocidade média: 4,6 km/h
Velocidade máxima: 14 km/h  

Relato  

Voltando à Urca e ao Clube Carioca de Canoagem, ainda como a segunda etapa do curso de iniciação à Canoagem Oceânica. Consegui marcar uma remada no sábado. Cheguei cedo à Urca. Conseguir estacionar por lá já é uma aventura, mesmo chegando cedo. Consegui deixar o carro bem longe, numa rua sem saída. Dei uma caminhada e fui direto à sede do CCC. Como cheguei bem cedo, ainda fiquei esperando um pouco. Aos poucos, algumas pessoas foram chegando.

Ofereci ajuda para ir colocando os caiaques na areia, como uma forma de ir conhecendo as pessoas de lá. Alinhamos todos os caiaques próximos a água e fizemos os ajustes finais. O sol batia forte. Coloquei um boné e passei protetor solar, além de estar com uma camisa de manga comprida e proteção UV. Entre algumas conversas, o pessoal acabou decidindo remar até a Ilha Cotunduba. Eu, fiquei na minha. Qualquer lugar estaria ótimo. Com todos na água, iniciamos a remada.  

Hoje, estava bem diferente da última vez. O mar bem calmo e sem vento. Remamos entre as embarcações fundeadas e logo estávamos próximo a praia do Forte São João. Continuamos remando até chegar a ponto do Morro Cara de Cão. Ali pude ver os paredões do Forte São João bem de perto, uma novidade para mim. O Forte da Laje estava bem mais em frente e a Fortaleza de Santa Cruz, bem ao fundo, do outro lado da Baía de Guanabara. Me afastei um pouco dos costões, com medo de ser surpreendido por alguma onda. Não queria pagar esse mico logo na minha primeira remada.  

A remada estava bem agradável, mar calmo e quase sem vento. Passamos pela praia de fora e podia ver a face nordeste do Pão-de-Açúcar. Já estive várias vezes escalando o Pão-de-Açúcar, mas vê-lo por esse ângulo é algo bem diferente e fantástico. Seu paredão de gnaisse impressiona! Assim que alcançamos a parte mais extrema do Pão-de-Açúcar, a Ilha Cotunduba aparecia mais destacada na paisagem.  

Aos poucos, fomos nos aproximando. Já conseguia ver a Praia Vermelha. Nesse ponto, conseguia ver as bóias de balizamento do canal. Aí que me dei conta que estávamos na rota de grandes embarcações. Dei uma olhada ao redor e nenhum sinal. Somente pequenas embarcações.  Já bem próximos à Cotunduba, nos dirigimos à noroeste da ilha. Ali há uma enseada formada por uma extensão da ilha, deixando um local bem abrigado e ótimo para um mergulho.  

Tinham alguns pescadores na ilha. Ficamos ali durante um tempo. Aproveitei para beber uma água e fazer algumas fotos do local. Tínhamos uma vista bem bonita do morro do Leme e da praia de Copacabana. Deu para dar uma boa descansada e me preparar para a volta. Depois de um tempo ali, começamos a remar novamente. Contornamos a ilha pela ponta oposta a que chegamos, passando por fora. A volta foi bem rápida e cruzamos por mais embarcações de turismo, um cuidado extra para quem rema na região.  

Passamos novamente pelo Pão-de-Açúcar, Praia de Fora, Morro Cara de Cão, até entrar, novamente, na enseada, em direção à Praia da Urca. Uma ótima remada, num astral fantástico. Uma pena que a distância dificulte iniciar a remada ali pela Urca, mas quem sabe nos encontramos novamente pelas águas da Baía de Guanabara...

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba

Remada à Ilha de Cotunduba


terça-feira, 8 de março de 2022

Escalada na via Ezequiel Gongora

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Ezequiel Gongora - 4º V E2/E3 D1 160m

Data: 15/02/2022 
Local: Morro do Ubá - Itaipú
Participantes: Leandro do Carmo e Marcos Lima

Via Ezequiel Gongora


Toda vez que falava com o Velhinho sobre escalar, ele falava: Vamos lá fazer a Ezequiel Gongora... E isso foi ficando. Eu ainda não havia ido nesse setor. Além da Ezequiel Gongora, a maior via, existem outras mais curtas, mas pouca informação de repetições. Mas a via saiu sem programação...

Já era quase oito da noite, quando passei uma mensagem para o Velhinho perguntando se ele queria escalar no dia seguinte. Ele disse que havia marcado com o Arthur para ir na Serrinha. Eu me convidei e marcamos as 7h30min no posto da subida da estrada para Itaipuaçu. Por volta das 7 horas da manhã, ele me enviou uma mensagem avisando que o Arthur não iria mais. Tranquilo, iríamos só eu e ele. Cheguei à casa dele as 7h 30min e antes de entrar no carro ele já disse: Ezequiel Gongora. Excelente ideia!

Seguimos em direção a entrada da pequena trilha. Estacionamos o carro. A entrada da trilha não está marcada e não tão óbvia. Inclusive, marquei no Wikiloc para facilitar. Já na trilha, após nos aproximarmos do muro de uma casa, ouvimos alguém gritando: “Não pode fazer essa trilha não”. De vez em quando ouvimos relatos de que moradores reclamam. Da próxima vez, vamos sem fazer barulho.

Fomos caminhando e identificando a base das outras vias, com a ideia de repeti-las em outra oportunidade. Como havia dito, a trilha é bem curta e logo estávamos na base, que por sinal é bem fácil de identificar. Ali, nos arrumamos e eu saí para guiar a primeira enfiada. Estava nublado e uma temperatura bem agradável. A saída foi bem delicada com pequenas agarras. Fui subindo até vencer uma barriga numa sequência de 5 grampos até começar a ir uma pouco para a direita. Os lances são bem técnicos. Com mais uma subida, estava na primeira parada.

Via Ezequiel Gongora

O Velhinho veio logo em seguida. Na parada, ainda comentamos o quanto o dia estava agradável. Pela posição do sol, se o céu estivesse aberto, já estaríamos querendo ir embora. Mas a brisa estava ótima e logo saí para a segunda enfiada. Saí num lance bem longo e logo estava próximo a uma canaleta. Subi pela borda da esquerda, onde tem mais agarras, mas algumas com risco de quebra. Fui bem devagar e escolhendo bem onde por as mãos e os pés. Subi até um grampo, mas resolvi descer e parar no de baixo.  O velhinho chegou logo depois.

Na parada, pedi para o Velhinho guiar a próxima enfiada. Ele prontamente aceitou e saiu. Foi subindo e costurou um grampo que estava meio escondido e mais acima, perdemos contato visual. Já na parada, foi minha vez de subir. Saí para escalar e logo venci os primeiros lances. Com corda de cima, não precisa escolher tanto as agarras. Acredita e vai. Mais alguns metros e estava na parada, bem antes do crux.

Dali, já podíamos ver o trecho vertical onde está o crux. Descansei um pouco, me preparei e saí para guiar a última enfiada. A saída foi tranquila, até chegar a um grampo. O trecho fica bem vertical, mas agarras são bem sólidas, diferente da enfiada anterior. Isso deu um pouco mais de confiança. Fiz uma passada reta e logo costurei o grampo de meio. Não dava para ver o próximo, mas era só subir. Não hesitei. Me reposicionei e toquei pra cima. Coloquei um pé mais alto e procurei uma boa mão e fiz o lance, saindo um pouco mais para a direita. Depois de dominado o degrau, passei a solteira no grampo de inox. Respirei fundo e aí, tudo ficou mais tranquilo.

Via Ezequiel Gongora

O Velhinho veio em seguida. Na parada, pedi para o velhinho descer de baldinho até um grampo de baixo, para evitarmos fazer o rapel dali. E assim começamos a descida até a base da via. Já na base, nos arrumamos e seguimos para tomar um Assaí em Itacoatiara. Ainda bem que o Arthur furou... Tive a oportunidade de escalar uma via que ainda não havia feito em Niterói.



Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora

Via Ezequiel Gongora



quinta-feira, 3 de março de 2022

Stand Up - Remada: Naval x Icaraí x Boa Viagem x Adão e Eva x Naval

Por Leandro do Carmo

Remada: Naval x Icaraí x Boa Viagem x Adão e Eva x Naval

Data: 13/02/2022 
Local: Niterói 
Participantes:
Leandro do Carmo

Acordei cedo e decidi ir remar. Não tinha programado nada, mas estava com vontade de remar mais do que já havia feito. Peguei a prancha e estacionei o carro ao lado do Clube Naval, em Charitas. O dia estava meio nublado, mas estava firme. Tomei minha segunda parte do café da manhã e botei a prancha na água.

Comecei a remar e rumei em direção a Icaraí. Estava bem calmo, mar liso. Já via algumas canoas e caiaques bem longe. Segui remando tranquilo. Na altura da Marina Center, da Estrada Fróes, decidi ir direto para o Itapuca. Um pouco mais atrás de mim, tinha uma outra pessoa remando. A medida que fui me distanciando, ela foi remando bem próximo a praia. Cruzei toda a praia de Icaraí e passei pela pedra do Itapuca. Dali, fui em direção ao MAC. Já bem embaixo dele, parei para fazer algumas fotos e continuei até a praia da Boa Viagem.

Tinha bastante gente na praia, principalmente, perto da ponte. Várias pessoas fazendo rapel e outras praticando acrobacia nos tecidos.  Dei uma parada para descansar e beber uma água. Nessa hora chegou o rapaz que havia visto um pouco antes em outra prancha. Ficamos conversando durante alguns minutos e resolvi voltar a remar. Cruzei a praia e comecei pelo outro lado, em direção ao Gragoatá.

Nesse momento, cruzei com duas canoas havaianas e fui em direção a uma boia, contornando-a e seguindo rumo à Fortaleza de Santa Cruz. Fui remando sozinho, a única companhia eram os peixes que de vez em quando pulavam e as tartarugas que apareciam. A medida que fui me aproximando da Fortaleza, começaram a passar alguns barcos de pesca. Nesse ponto, aumentam também, a quantidade de canoas. Poucas atravessam da Boa Viagem nessa direção.

O vento começou a aumentar e preferi mudar os planos iniciais. Segui em direção a praia de Adão e Eva, mas o vento aumentou e retornei costeando o Morro do Morcego, onde fiquei um pouco mais abrigado. Passaram por mim algumas canoas e dois caiaques. Mais a frente, próximo a praia do Morcego, mais remadores.  Esse é um ponto bem frequentado e destino dos remadores. O vento aumentou e seria mais difícil voltar. Por isso, optei por parar na prainha ao lado para descansar, a remada de volta seria dura. A água estava impressionante, nem parecia a Baía de Guanabara.



Depois de alguns minutos descansando, coloquei a prancha na água e comecei a remar com um vento contra bem forte. Fui procurando alguma maneira de minimizar o vento, mas não tinha jeito, era colocar o remo na água e remar. Passei pela fazenda de marisco em Jurujuba. Numa rajada mais forte, perdi o equilíbrio e fui para a água. Subi e voltei a remar. Passou um veleiro grande e só ouvi alguém chamar: Leandrinho! Quando olhei, era meu xará, Leandro Pessoa, da Corsário Divers. Estavam ele e Fernanda. Muito bom revê-los ali. Parei de remar um pouco para falar com ele e foi o suficiente para voltar alguns metros.

Ele seguiu e eu voltei a remar. Já em frente ao Clube Naval, remei entre vários pequenos barcos a vela que estavam em aula. O vento que estava forte, aumentou. Pensei que fosse melhorar quando eu contornasse o clube Naval, mas não. Continuou forte. Fui remando com mais força e aos poucos fui me aproximando. Já conseguia ver meu carro. Aí, foi questão de tempo chegar à praia.

Foram 12,3 km de remada hoje. E esse vento no final foi um desafio extra. Missão cumprida!












sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Remada em Rio das Ostras – Travessia Praia do Remanso x Praia da Joana

Por Leandro do Carmo

Remada em Rio das Ostras – Travessia Praia do Remanso x Praia da Joana

Data: 05/02/2022
Local: Rio das Ostras
Participantes: Leandro do Carmo


No dia anterior, havia ido até a Ilha do Costa, mas hoje meu objetivo era outro: sair da praia do Remanso e ir até a praia da Joana. A logística já é um pouco mais complicada, pois o ponto de partida é diferente do ponto de chegada. Optei por fazer assim, pois sempre rola um vento contra naquele trecho, seria mais difícil voltar remando.

Meu pai me deixou na praia e combinei com ele de ir me buscar mais tarde, lá na praia da Joana. O dia não estava tão bom quanto o anterior, mas já havia visto piores. O vento estava um pouco mais forte e o mar mais mexido. Levei o caiaque para a areia e me arrumei. Fui para a água e acabei deixando o caiaque tombar na hora que fui entrar. Voltei com ele para a areia para drenar a água.

Me preparei novamente e dessa vez, deu tudo certo. Dei algumas remadas e ultrapassei a linha da arrebentação. Acelerei um pouco e percebi como as vagas estavam maiores. Rumei em direção à ilha e depois tomei o rumo da praia Virgem. Passei por todo costão entre a Praça da Baleia e a Praia Virgem. Até que foi bem tranquilo. Quando passei pela praia das Areias Negras, vi que havia duas canoas havaianas e bastante gente na areia, talvez estivesse tendo algum evento.

Continuei a remada. Apesar das condições não tão boas quanto a do dia anterior, fui remando rápido. Fui me aproximando da ponta da praia Virgem, na entrada do canal entre a costa e a Ilha do Coqueiro. De longe, percebi que a ondulação estava bem grande, talvez pelo estreitamento. Me afastei um pouco da costa para me posicionar melhor e não ser pego de surpresa por alguma onda. O mar ficou mais mexido. Remei um pouco mais forte para sair dali o mais rápido possível. O caiaque subia e descia forte. Isso de uma certa forma ajudou. O vento havia ficado mais forte e assim que avistei a praia da Joana, optei em ir na direção da Ilha do Coqueiro, na esperança de me abrigar do vento.

Não deu muito certo e segui para entrada da barra. Ali o vento havia melhorado. Remei para dentro do canal. A maré estava vazando, mas consegui chegar rapidamente. Fui até o final de uma grande curva, onde pude descansar um pouco. Dali, voltei lentamente até chegar a praia da Joana e aguardar o resgate. Uma grande remada, sendo um bom teste para remadas em condições adversas.



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Remada em Rio das Ostras – Ilha do Costa

Por Leandro do Carmo

Remada em Rio das Ostras – Ilha do Costa 


Data: 04 /02/2022 
Local: Ilha do Costa - Costazul 
Participantes: Leandro do Carmo

A primeira vez que havia ido a Ilha do Costa, em Rio das Ostras, foi em maio de 2011. Nessa época, o blog nem havia ido ao ar, mas já tinha feito um vídeo para o youtube Ilha do Costa - Rio das Ostras RJ . Foram quase 11 anos de espera, mas enfim, voltei! Quando fui para Rio das Ostras, já estava decido que voltaria lá. No dia que cheguei, dei um pulo na praia e percebi que estava bem calma e sem vento. Condições perfeitas para uma remada. A distância entre a praia do Remanso e a pequena Ilha é curta, cerca de 800 metros, mas em dias de vento forte, o mar naquele trecho fica bem mexido. 

Bom, deixei tudo certo e acordei cedo. Conforme minhas previsões, o dia estava ótimo. Sem vento e mar calmo. Coloquei o caiaque no carro e segui para a praia do remanso. Estacionei bem em frente, aproveitando que estava cedo e levei o caiaque para a areia. A praia ainda estava vazia. Arrumei tudo e coloquei o caiaque na água. Comecei a remar. 

A remada foi bem tranquila e em poucos minutos já estava na ilha. A maré estava baixa, deixando uma faixa considerável de areia. A água estava fenomenal. Clara e calma. Algumas ondas batiam do outro lado da ilha, a que fica voltada para o mar aberto, mas tudo dentro da normalidade. Fui até ao ponto mais alto da Ilha, de onde fiz alguns vídeos e fiz vários vídeos com o drone. Um pouco depois, chegou um grupo em uma canoa havaiana. Conversamos um pouco. Aproveitei para dar uma rápida caminhada pela ilha. Depois de alguns minutos, me preparei para voltar.  

A volta também foi tranquila e rápida. Voltei ainda com a praia vazia. Missão cumprida!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Stand Up - Ilha Mãe

Por Leandro do Carmo

Stand Up – Ilha Mãe

Data: 20/01/2022
Local: Charitas
Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Carina, Flávia Figueiredo, Leandro Pestana, Fernando Marques e Luciana Caribé


Depois de remar duas vezes na Baía de Guanabara, resolvi ir para Itaipu. Minha ideia era remar até a Ilha Mãe. Dessa vez não fui sozinho. Marcamos de nos encontrar as 6h, na Lagoa de Itaipu. A ideia de sair da lagoa, era para evitar pegar a praia cheia na volta, além de caminhar pouco com a prancha e caiaques.

Chegamos na hora combinada e fomos arrumando as coisas até entrarmos na água. A maré estava cheia, corria pouca água no canal. Foi fácil iniciar a remada e chegar à arrebentação. Conforme o tempo passa, o canal fica mais assoreado. Tô vendo o dia dele fechar e voltar a ser como era. Muita gente não sabe, mas o canal não é natural, ele foi aberto de forma permanente na década de 70.

As ondas estavam pequenas e passar a arrebentação foi bem tranquilo. Dali, rumamos para a Ilha Mãe. A remada foi bem tranquila. Mais um dia bem agradável. Rapidamente chegamos lá. Ficamos um bom tempo parados deixando a maré levar. Aproveitei para dar uma remada em volta. Depois de um tempo, começamos a remar de volta. Ainda fomos à enseada da Casa de Pedra.

Não foi fácil entrar no canal de Itaipu com a maré vazando. Estava forte. Tive que remar com mais força para vencer a correnteza, logo após a arrebentação. Passado esse aperto, seguimos remando até ao ponto onde saímos. Uma boa manhã.