domingo, 3 de setembro de 2017

Guia de Trilhas na Bienal do Livro!

Por Leandro do Carmo

Olá Pessoal, no dia 09/09, estarei na Bienal do Livro apresentando o Guia de Trilhas de Niterói e Maricá. Somente entre 12 e 13h. Conto com sua presença!!!!!!!


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Serra do Cipó - Travessia Alto Palácio x Serra dos Alves



Serra do Cipó
Travessia Alto Palácio x Serra dos Alves
3 dias, 2 noites e 45 km de pura aventura

14, 15, 16 e 17/06/2017

Participantes: Leonardo Carmo & Carina Melazzi


O Parque Nacional da Serra do Cipó está situado na área central do Estado de Minas Gerais, entre as coordenadas 19º 12` e 19º 34` latitude Sul e 43º 27` e 43º 38` longitude Oeste, na parte Sul da Cadeia do Espinhaço.

A área total do PARNA Serra do Cipó é de aproximadamente 34.000 hectares. O acesso pode ser realizado pelas rodovias MG-10 e MG-424. A rodovia MG-10 está asfaltada até o km 100. A entrada para a sede do Parque Nacional da Serra do Cipó é feita no Km 94 da rodovia MG-10.

Planejamento:

A organização da viagem começou com aproximadamente um mês de antecedência. Foi necessário entrar em contato com a administração do parque para fazer a reserva e receber o tracklog, pois o trecho que iríamos percorrer ainda era um projeto em andamento, ou seja, uma trilha inacabada com marcações limitadas. Precisamos enviar também o termo de responsabilidade para liberarem a nossa entrada no parque.

Em relação à logística da travessia, fechamos o transfer do carro com o Chiquinho, da Pousada Serra dos Alves. Optamos pelo transfer em nosso próprio carro, o que custou R$ 200. Teríamos a opção de irmos com o carro dele, mas custaria R$ 400.

Da Serra dos Alves até Alto Palácio são aproximadamente 188 km, sendo que 20 km em estrada de terra. Em condições normais, esse trajeto é feito entre 2h/2h30, mas por conta do trânsito caótico de BH e da entrada que dá acesso à Serra do Cipó, demoramos o dobro do tempo previsto.

Sobre a hospedagem, optamos por ter um pouco mais de conforto após o término da travessia. Depois de várias tentativas, conseguimos uma vaga na Casa de Cultura, na Serra dos Alves. Foi difícil encontrar vaga nas pousadas, pois teria festa junina no vilarejo.

1º dia – Alto Palácio x Casa de Tábuas (16 km)

Como entramos na triha atrasados devido aos imprevistos, precisaríamos percorrer os 16 km em apenas 4 horas para chegarmos ao primeiro ponto de acampamento ainda com luz do sol. Em condições normais, isso seria fácil. Com cargueiras pesando mais de 20 kg, fica difícil rsrs.

O início da trilha é bem marcado e bem óbvio até a parte das pinturas rupestres. Logo em seguida, vem o trecho do Travessão. A partir desse ponto, o bicho começou a pegar. Não conseguimos encontrar o local certo para passar e para não perder tempo, resolvemos descer reto passando por um trecho superexposto. Depois de vencermos a descida, atravessamos o rio e subimos por uma encosta íngreme com pedras soltas até entrarmos na trilha novamente.

Até então, estávamos navegando com o auxílio de um mapa impresso. Quando começou a escurecer, resolvemos usar o GPS do celular.

Andar à noite foi complicado. Justamente quando escureceu, pegamos um trecho bem complicado onde não tinha trilha definida e raríssimas marcações. Depois de andarmos um bom tempo no escuro e com campo de visão reduzido, o GPS do celular nos abandonou e não tínhamos a menor condição de continuar. Em meio à situação crítica, resolvemos acampar antes do primeiro ponto.

2º dia – Meio do nada x Casa de Tábuas x Casa dos Currais (11 km)

Acordamos bem cedo na expectativa de visualizarmos a trilha, mas o intenso nevoeiro nos surpreendeu. Começamos então a explorar um pouco a área até que encontramos um rastro. Ligamos o GPS do celular e assustadoramente ele indicou que estávamos na trilha... e nela seguimos.

Tudo parecia ir bem até que o rastro desapareceu e o GPS resolveu nos abandonar mais uma vez. Um pouco antes disso acontecer, a gente já estava achando estranho, pois não havia marcação no caminho. Depois de andarmos vários quilômetros, decidimos voltar para onde havíamos acampado e explorar o outro lado.

Por sorte ou coisas do destino, encontramos com um ser solitário e igualmente “perdido” que surgiu em nosso caminho. Ele estava vindo do lugar para onde queríamos ir, e a gente estava voltando da trilha que ele queria seguir. Paramos por alguns minutos, trocamos informações e cada um seguiu seu rumo.

Seguimos confiantes até que achamos algumas estacas amarelas marcando o caminho. Mais adiante, as marcações desapareceram novamente, juntamente com o rastro. Do nada, novamente por sorte ou coisas do destino, começamos a ouvir assovios. Prontamente respondemos e assim estabelecemos uma comunicação. Era um grupo de MG, Sabará, que estava esperando um casal de amigos que, assim como a gente, tinha entrado na trilha com atraso.

Dali partimos e pegamos uma carona num verdadeiro GPS que eles estavam utilizando. Mais na frente, encontramos outro grupo, também de MG, e resolvemos seguir com eles. Esse grupo também usava GPS de verdade.

Nesse segundo trecho é praticamente impossível navegar sem GPS. O curioso é que a maioria das marcações estavam em pontos óbvios.

Rumamos então para o nosso segundo ponto de acampamento: Casa dos Currais.

Por volta das 15h chegamos à Casa dos Currais. A estrutura é bem melhor do que a da Casa de Tábuas. Esse ponto é base dos guarda-parques. É possível tomar banho quente esquentando a água no fogão à lenha improvisado. Outra opção é tomar banho gelado no rio que passa pertinho da casa.

3º dia – Casa dos Currais x Serra dos Alves (8 km)

Esse terceiro trecho também é praticamente impossível fazer sem GPS. Não vimos nenhuma marcação e raramente a trilha seguia uma linha óbvia. Após percorremos a metade do último trecho, chegamos à pousada da Lucy. A pousada está desativada e a área agora pertence ao parque. Ali paramos para almoçar. Nesse ponto existe um cânion espetacular. Mais para o final da trilha, passamos por outra casa que também foi desapropriada e uns 500 m depois paramos para tomar um gostoso e merecido banho de rio. Dali pra frente foi só mirar o vilarejo, atravessar um rio, subir um morro e pronto rsrsrs.

A missão estava concluída.

Curtimos a festa junina local para dar aquela relaxada. Afinal, no outro dia teríamos que pegar a estrada de volta pra casa.

PS.: Não sabemos se o projeto da travessia evoluiu desde junho, por isso, quem quiser se aventurar por lá, mas sem passar muitos perrengues, vale a pena dar uma pesquisada e, com certeza, levar um GPS.

Contato do parque: http://www.icmbio.gov.br/parnaserradocipo/

Contato do Chiquinho: http://pousadaportaldaserra.com/

Contato da Casa de Cultura: https://www.facebook.com/casadeculturaserradosalves/

Mapa para chegar à Serra dos Alves:


Até a próxima...


























quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Escalada no Nariz e Verruga do Frade - Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Por Leandro do Carmo

Depois de adiar a ida ao Dedo de Deus, foi dia de voltar à Verruga do Frade.. Quase um ano após eu ter guiado aquela imensa chaminé, marcamos de voltar àquele cume fantástico. Mas escalar a Verruga não é das tarefas mais fáceis. A caminhada de aproximação é longa e a escalada em si é dura, principalmente para aqueles que não estão muito acostumados com chaminé, afinal de contas são aproximadamente 40 metros, ora apertada, ora mais larga...

Bom, definimos os aventureiros dessa empreitada: Eu, Leonardo Carmo, Ary Carlos, Vander Silva, Rafael do Carmo e Guilherme Gregory. Fizemos as compras da entrada do Parnaso com antecedência, pois nossa ideia era entrar bem cedo no parque, pois ele só abre as 8 da manhã e se quiser entrar antes disso, tem que comprar as entradas com antecedência. E assim fizemos... Marcamos nossa saída de Niterói às 5 da manhã, quanto mais cedo começarmos, mais cedo acabaríamos...

O tempo estava firme, porém com algumas nuvens, mas a previsão não era de chuva. Mas queria dessa vez, pegar uma vista boa, pois na primeira vez, acabei não tendo esse prazer... Seguimos na estrada ainda de noite. Tomamos um café na Parada Modelo e de lá seguimos para nosso destino. Entramos no Parque e estacionamos o carro na Barragem e de lá seguimos subindo a trilha do Sino.
Na altura do antigo Abrigo 2, pegamos o caminho da Travessia da Neblina. Já no começo, percebe-se a diferença. Apesar de consolidada, a trilha é bem menor que a “avenida” do Sino. Ela segue uma descida suave. Cruzamos alguns córregos até que iniciamos uma subida forte, o pior trecho da caminhada de aproximação. É uma subida íngreme, que por diversas vezes, precisamos utilizar as mãos para ajudar. Ao final dessa subida, dobramos a direita e seguimos pela crista até avistar o nosso objetivo do dia! Passamos pelo Paredão Roi Roi e num mirante, demos uma parada para fazer algumas fotos. Dali dava para ver um grande desmoronamento, deixando uma grande marca na floresta.

Continuamos a subida até que chegamos à base do Nariz do Frade. Ali nos arrumamos e foi hora de decidir quem guiaria... Eu já falei logo: “Já guiei isso aí e não vou de novo!” Deixei a rabuda para o próximo da lista. Bom, os responsáveis pela empreitada foram Ary e Guilherme. Para colocar na lista das vias completas, tem que guiar! Avisei logo. Só olhando de baixo foi mais fácil. Fiquei só dando as dicas.

O tempo estava muito agradável e algumas nuvens que vinham por trás do Parque não assustavam, mas ligavam o sinal de alerta. Assim que os dois subiram, eles fixaram as cordas e eu subi em seguida, levando mais uma corda, assim, daria para fazer a próxima enfiada. Na subida, fui relembrando dos lances feito ano passado. Subir participando é bem mais tranquilo, mas mesmo assim percebi que ela é bem exigente e se não estiver bem com a técnica de chaminé, pode ter um pouco de dificuldade.

No Platô, já preparamos a subida para o próximo lance e a entrada para a chaminé horizontal é meio estranha. O Guilherme me perguntou: “É por aqui mesmo?” Eu ri e disse que sim... Falei: “Segue na chaminé, fazendo uma horizontal, que nem um siri!” Lá tem boas agarras de pé e se for devagar e entender a dinâmica, vai tranquilo. O Guilherme subiu e fui em seguida. Subi e cheguei à base da Verruga, uma “pequena” pedra, se comparada ao grande Nariz, é claro... Aproveitei para dar uma acelerada na galera, pois a concentração de nuvem havia aumentado. Depois de descansar um pouco, percebi como o dia estava bonito. Olhando para baixo, consegui ter a noção exata da altura. Da última vez, a visibilidade estava prejudicada e a única vista que tinha, era um tapete de nuvens...

Garanti algumas fotos e me preparei para subir o lance final. Era hora de subir a Verruga. São dois lances para fazer, até conquistar seu cume. Lá no alto, aproveitei para descansar um pouco, enquanto a galera ia chegando. Desci e assinei o livro de cume, deixando mais uma vez minhas lembranças, dificuldades de alegrias em poder fazer mais um impressionante cume. Difícil numa hora dessas conseguir descrever em palavras o sentimento em estar ali...

Comecei a arrumar as coisas e quando fui puxar a corda ela travou, desci ainda um trecho e consegui liberar a corda. Abri o rapel. Levei uma corda e o próximo a descer, foi com outra, assim pude arrumar o segundo, com duas cordas, indo até à base. Mas antes, ainda tive que fazer um lance para recuperar a mochila na entrada da segunda chaminé. Depois de resgatada a mochila, desci até a base e fiquei o aguarda da galera.

Preparei um risoto de frango com creme de leite, uma das ótimas opções de comida liofilizada que temos e para fechar o almoço, um cafezinho, já clássico nas montanhas por onde passo. Aí foi hora de arrumar as coisas e seguir descendo, o caminho era longo...

Como o carro do Vander havia ficado na Barragem, desci um pouco mais rápido para aproveitar e tomar um banho. Ele me disse que deixou o carro aberto. Bom, segui na frente e assim que cheguei à Barragem, o carro estava fechado. Ainda procurei a chave e se havia alguma porta aberta. Pensei: “O Vander acabou levando a chave”. Aproveitei para tomar um banho gelado. Assim que o Vander chegou falei que o carro estava fechado e ele me disse que deixou aberto.  Ficamos um tempo procurando e ele disse que nunca fechava o carro e que a chave tinha que estar ali.

Só existia uma explicação, o guarda que fica ali, fechou o carro e levou a chave.  Não deu outra. O Marcos Velhinho e o Leonardo desceram até a sede da segurança e a chave estava lá. Atrasou um pouco, mas não teve jeito. Todo queria saber: “Por que o Vander não fecha o carro e leva a chave?” Já no carro, seguimos viagem de volta... Um belo dia...

Missão cumprida e até a próxima!










quarta-feira, 19 de julho de 2017

Lançamento do Guia de Trilhas de Niterói e Maricá

Por Leandro do Carmo



Dia: 27/07/2017
Local: Clube Niteroiense de Montanhismo

Hora: A partir das 19:30h
Endereço: Rua Siqueira Campos, 77, Santa Rosa, Niterói.

O lançamento que vai revolucionar o mundo das trilhas de Niterói e Maricá! De forma inédita, o Clube Niteroiense de Montanhismo selecionou uma série de roteiros fantásticos que farão com que você se surpreenda com cenários fantásticos em Niterói e Maricá.

O Guia conta com aproximadamente 250 km de trilhas mapeadas e distribuídas em 13 setores nos municípios de Niterói e Maricá. São 57 roteiros com informações de como chegar, fotos do início da trilha e de pontos importantes, gráfico altimétrico, mapas topográficos e dados formatados de acordo com a nova classificação de trilhas da FEMERJ. Conta ainda com dados históricos e curiosidades sobre os locais das trilhas.

São 330 páginas no tamanho 16x23cm, com aproximadamente 450 fotos coloridas.

Autor: Leandro do Carmo
Editora Kimera

Além das trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Niterói possui muitas outras, que estavam esquecidas e sem frequência há muitos anos, como por exemplo algumas trilhas do PARNIT. Já em Maricá, tivemos a oportunidade de detalhar e disponibilizar roteiros fantásticos. São cachoeiras, grutas, travessias, córregos, restingas, e muito mais.


Como chegar ao Clube Niteroiense de Montanhismo


Para comprar, acesse a loja do clube:



Para acompanhar as caminhadas de catalogação das trilhas, acesse:

http://pitbullaventura.blogspot.com.br/search/label/Guia%20de%20Trilhas 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Travessia Tupinambá

Por Leandro do Carmo

A Travessia Tupinambá veio para recolocar definitivamente o PARNIT no circuito das trilhas da cidade. Com o crescente número de praticantes, é muito importante que possamos dar opções, assim não sobrecarregamos trilhas como aa do Parque Estadual da Serra da Tiririca.  É uma travessia que interligam 7 trilhas já consolidadas na região, saindo de São Francisco e terminando no Jardim Imbuí, mas é possível fazer o caminho inverso. No trecho do contraforte do Morro da Viração, há a possibilidade de visitarmos as ruínas de um possível posto de observação, que pelas características da construção, devem ser do mesmo período de construção da Atalaia Portuguesa que fica perto da Rampa de Voo Livre. Um pedaço da nossa história perdido em mio a floresta. Contamos ainda com dois fantástico mirantes. Uma vista de tirar o fôlego! O trabalho de manejo e sinalização vem sendo feito a meses. Tudo liderado pela administração do PARNIT e com a ajuda de diversos voluntários, inclusive sócios do clube. Para quem quiser mais informações pode acessar o site do clube: www.niteroiense.org.br

Fotos de alguns dias de manejo na trilha.

Trecho do Jardim Imbuí










Trecho da Trilha dos Blocos