quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Morro do Açu e Alicate - Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Por Leandro do Carmo

Data: 08 e 09 de Abril de 2017

Participantes: Leandro do Carmo, Ary Carlos, Andréa Vivas, Flávia Figueiredo, Nazaré Coelho, Rafael Pereira, Tafarel Ramos, Gabriel e Rafael Vieira

Relato

O título desse relato era pra ser Portais de Hércules. Pelo menos era a nossa programação, mas o tempo não deixou, adiou mais uma vez. Mas nem por isso desistimos. Na montanha toda experiência é válida e sempre há algo novo para fazer.

Aproveitando que o Taffarel abriu a atividade no Clube Niteroiense de Montanhismo, resolvi me juntar ao grupo e ir aos Portais.  Os Portais de Hércules ficam a cerca de 2 km dos Castelos do Açu, em um pequeno desvio no caminho sentido Travessia Petrópolis-Teresópolis, O percurso é relativamente curto.   O lugar é simplesmente um capricho natural, e, principalmente, geológico! Frente a frente com a majestosa Serra dos Órgãos, avistando paredões rochosos de aproximadamente 500 m de altura, seguida da Pedra do Garrafão, Agulha do Diabo, São João, Santo Antônio, Cabeça de Peixe, Dedo de Deus, Dedo de Nossa Senhora e Escalavrado. Abaixo, quase 300 metros de vale, um abismo colossal de onde emerge a Coroa do Frade, umas das montanhas mais bonitas do Parque, com 1.500 m de altitude. Com certeza um dos mais belos mirantes da região.

Ingressos comprados, abrigo agendado, era só esperar o dia chegar. Mas esquecemos de combinar com São Pedro... A previsão para o fim de semana não era das melhores, mas como já estava tudo pago e pelas políticas da empresa concessionária que administra o parque, não há devolução e nem podemos reagendar, fomos assim mesmo. A viagem até Correas, Petrópolis, foi tranquila. O tempo ainda estava firme, apesar de muitas nuvens. Chegamos à portaria do Parque e fizemos os trâmites para a entrada. Com tudo pronto, foi hora de começar a caminhada.

Seguimos por um belo e marcado caminho, margeando o rio. Nesse primeiro trecho, fomos ganhando elevação bem lentamente, salvo em algumas subidas mais fortes. Fomos seguindo até chegarmos na bifurcação que dá acesso a Cachoeira Véu da Noiva. As vezes, costumo deixar a mochila e vou visitar essa imensa queda d’água. Vale muito a pena, principalmente nos dias de calor. Como o dia não estava dos melhores, resolvi seguir subindo. Fui à frente do grupo e na altura da Pedra do Queijo, encontrei o Velhinho e meu irmão que estavam guiando um grupo na Travessia Petrópolis x Teresópolis.

Na Pedra do Queijo parei para fazer algumas fotos e um lanche rápido. As nuvens cobriam o Vale do Bonfim e não foi possível ver muita coisa. Assim que a galera chegou batemos uma foto e continuei subindo e fui encontrar meu irmão no Ajax. O tempo fechou mais um pouco e ameaçou cair uma chuva.  Ainda faltava a subida da Isabeloca, talvez a pior do dia. Fui cadenciando a subida, naquele ritmo constante. Fazia pouco tempo que havia sido feito um manejo na trilha, exatamente na subida da Isabeloca. Como o trecho estava bem erodido, o trabalho veio na hora certa.

Enfim chegamos ao alto da Isabeloca. O trecho mais forte havia passado. No alto do chapadão podíamos ver parte da Baia de Guanabara e bem ao fundo, Niterói. O tempo não permitia mais que isso. Estava ventando um pouco mais e a chuva começou. Veio fraca, mas o suficiente para molhar. Coloquei o poncho e segui andando. A partir daí, não há grandes desníveis. Antigamente, muita gente sentia dificuldade devido aos trechos de lajeado, mas hoje em dia está tão marcado, que até a rocha tem uma linha branca, ficando difícil se perder.

Fomos andando com aquela chuvinha fraca até que avistei de longe os Castelos do Açu. Não conseguia ver o cruzeiro no alto do Morro do Açu, as nuvens baixas atrapalhavam muito. Mais em baixo já podíamos ver o Abrigo do Açu e fui direto prá lá. Cheguei molhado e rapidamente tirei a roupa e fui para o banho. Como já estava molhado, ataquei a água fria. Na verdade, ser tivesse frio, estaria bom, o problema que a água estava a ponto de congelar, mas encarei assim mesmo!

Ficamos o restante do dia dentro do abrigo pois o tempo ficou ruim, não dando espaço para nenhum passeio. No começo da noite a chuva apertou e apareceram algumas pessoas bem molhadas que estavam passando um sufoco na área de camping. A chuva era tanta que a barraca não aguentou. Levantaram acampamento e foram pedir ajuda no abrigo. Acabaram dormindo embaixo da escada, mas pelo menos estavam secos  e sem frio.

Ainda restava uma esperança de conseguirmos ver o nascer do sol dos Portais de Hércules. Combinamos de acordar na madrugada e ver as condições do tempo. Sem mais nada para fazer, fui dormir. De madrugada, ainda ouvia o barulho da chuva. Nem me mexi quando os celulares começaram a despertar. Na posição em que estava, fiquei. A manhã chegou e aos poucos todos foram levantando. Deixei minha mochila arrumada e fui tomar o café da manhã. Dei um volta pelo abrigo e pelos Castelos do Açu. Estava bem molhado e às vezes caía uma chuva fraca.

Foi dando a hora de voltar... Como não tínhamos ido aos Portais, resolvi ir ao Alicate na descida. Pegamos o caminho de volta. Tudo bem fechado, não tivemos muita coisa para fazer. Demos uma volta completa pelos Castelos do Açu e seguimos caminho de volta. No Alto da Isabeloca, comecei a ir na frente do grupo. O Rafael se juntou a mim. Depois que passamos pela Pedra do Queijo, pegamos uma saída bem discreta à direita em direção ao vale entre a trilha e o Alicate.

Deixamos a mochila num canto e seguimos descendo. O caminho é bastante íngreme, principalmente nesse trecho inicial. Estava tudo molhado e escorregadio. Todo cuidado era pouco. No fundo do vale passa um córrego e ao fundo a Cachoeira do Alicate. Tentamos ir lá, mas tinham muitas árvores caídas no caminho. Resolvemos deixar para outro dia. Nosso objetivo era o cume do Alicate.

Voltamos e atravessamos o córrego e começamos a subir. A partir daquele ponto, seria só subida até o cume. o caminho é bem diferente das principais trilhas do PARNASO, um caminho mais fechado, porém sem bifurcações que possam trazer dúvidas. Fomos subindo e logo chegamos ao cume. Com certeza teríamos um belo visual se as nuvens permitissem. De vez em quando, podíamos ver parte do Vale do Bonfim ao fundo. Mais alguns minutos de caminhada e estávamos no cume. Descansamos um pouco e assinamos o livro de cume. Fui até um mirante que está do lado oposto e de lá pude ver a cachoeira Véu da Noiva bem pequena. Um espetáculo. Vi o Pico do Glória, já pensando numa próxima investida...

Descemos e em pouco tempo já estávamos de volta à trilha principal. Dali fui seguindo até a portaria do parque. Aproveitei para tomar banho em um dos  poços próximos a portaria. A água estava gelada, mas consegui descansar um pouco para pegar o caminho de volta. Mesmo com mudanças nos planos, cumprimos a missão!

Abrigo do Açú

Voltando...

Castelos do Açu

Na saída...

Castelos do Açú ao fundo

No abrigo

No abrigo

No Alicate, com o Véu da Noiva ao fundo

Cume do Alicate

Vale do Bonfim ao fundo

Por dentro dos Castelos do Açú


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Escalada na via "De OIho nas Vizinhas"

Por Leandro do Carmo

Dia: 22/10/2017
Participantes: Leandro do Carmo e Blanco P. Blanco

Relato da conquista - Croqui - Vídeo

Mais vias de escalada em Niterói


Relato

Já estava há algum tempo para escalar a via De Olho nas Vizinhas, conquistei essa via junto com o Ary em 2014 e não havia repetido ela inteira, fui somente uma vez após a conquista para intermediar uns lances que haviam ficado expostos. Nossa ideia, era conquistar uma linha que havia visto há um tempo atrás. Mas não saiu como planejávamos...

Preparei todo o material de conquista na véspera e levei tudo. Passei na casa do Blanco por volta das 7 da manhã e de lá seguimos para serrinha. Deixei o carro no Mirante da Serrinha e descemos até a entrada da trilha. O caminho estava muito fechado e foi difícil conseguir vencer um pequeno trecho. Depois do incêndio que limpou o local no ano passado, a vegetação de pequeno porte cresceu com força. O trecho após a rampa de pedra estava tomado por espinhos. Talvez, se tivéssemos entrado pelo bambuzal, teríamos levado menos tempo. Mas já era tarde...

Enfim chegamos à base! De cara já optamos por não seguir para o lado. Estávamos sem facão e chegar onde queríamos, ficaria difícil. Decidimos escalar a via De Olho nas Vizinhas. Nos preparamos e eu iria guiar a primeira enfiada. Mas para isso, o Blanco teria que levar a minha mochila que estava pesadíssima. Nela estava todo o material e junto com as garras de água e alguma coisa dele, deixou a mochila com cara de cargueira para grandes travessias!

Comecei a subir e costurei o primeiro grampo, depois fui para o segundo e fui progredindo parede acima. Aos poucos, a vista foi aparecendo e a escalada foi ganhando forma. Já tinha até esquecido dos lances... Pequenas agarras e algumas lacas deixavam a escalada mais delicada. Passado o crux da via, foi subir um dique e chegar a primeira parada. Primeira etapa concluída!

O Blanco chegou e foi guiando a próxima enfiada. Quando ele chegou à parada, foi hora de pegar a mochila e subir. Sabia que a mochila estava pesada, mas não sabia que era tanto! Coloquei nas costas e fui malhando a panturrilha até lá em cima. Chegando à parada, deixei a mochila e segui para a próxima enfiada. Essa, quase uma caminhada. Fui subindo até chegar a última parada antes da pequena caminhada.

Dali, o Blanco foi para o trecho final e parou um pouco mais cima do que fizemos inicialmente. Fui logo em seguida e segui direto, indo até a parada dupla final. Como estávamos com uma corda de 70m, foi tranquilo chegar. O último incêndio que teve na região, modificou bastante o local. Acima da última parada existia uma árvore caída. Dessa vez já não tinha mais nada. Ficou até mais fácil terminar a via.

Na parada, o Blanco desceu e foi até a base de um trecho mais vertical, perto da matinha. De top rope fez uns lances que deixaram uma boa opção para a via. Depois desci também, onde fui até uma gruta, um pouco mais à esquerda . Há possibilidade de grampear e deixar uma variante bacana no local... Quem sabe um dia...

Subi e fui direto ao Mirante do Carmo para descansar e curtir o visual. Dali, podíamos ver a galera escalando a via Golpe do Cartão mais embaixo. Aí foi descansar e seguir a trilha até o carro...

Blanco escalando a segunda enfiada


Visual da última enfiada

Na primeira parada

A base vista do alto

Trecho da caminhada

Última enfiada

No mirante do Carmo

Lagoa de Itaipu ao fundo

Itaipuaaçu

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Parque Estadual da Pedra Selada


Área: aproximada de 8.036 hectares

Abrangência: parte dos municípios de Resende e Itatiaia

TEM COMO OBJETIVOS BÁSICOS

Preservar as populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies migratórias, raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas como a floresta atlântica, os remanescentes de bosques de araucária e os campos de altitude.

Primeira e ainda única unidade de conservação de proteção integral estadual presente na Serra da Mantiqueira, forma importante corredor ecológico com o Parque Nacional do Itatiaia e com outras UCs públicas e privadas próximas, protegendo as nascentes de rios contribuintes de algumas das principais bacias hidrográficas da Região Sudeste – Paraná e Paraíba do Sul –, contribuindo para a preservação das cadeias de montanha em que está situado o extraordinário monumento geológico representado pelo grupo de picos que compõem a Pedra Selada.


Ao proporcionar oportunidades de visitação dentro de seus limites, recreação, interpretação, educação e pesquisa científica, o parque cumpre seu papel de estímulo ao desenvolvimento do turismo em bases sustentáveis, contribui para o desenvolvimento regional, abrindo oportunidades para pequenos e médios empreendimentos, gerando empregos e renda na atividade turística nas zonas rurais fluminenses.


MAPA


HISTÓRICO

A região hoje protegida pelo parque abrange um vasto corredor florestal, contendo parcialmente áreas públicas, propriedades rurais produtivas e propriedades de veraneio. Tal configuração é consequência do mesmo processo histórico de ocupação e crescimento econômico em diferentes locais ao longo da Serra da Mantiqueira.

O nome da serra na língua tupi-guarani significa “Serra que chora”, o que remete aos principais cursos d’água na região. Os principais são: rio Preto (que faz divisa entre os estados de Minas e Rio de Janeiro), rio Marimbondo, córrego do Vale do Pavão (Visconde de Mauá), rio Pirapitinga e rio Santo Antônio (Serrinha do Alambari).

Inicialmente a Serra da Mantiqueira, na região de Resende, foi ocupada pelos índios puris, que viviam da caça, pesca e agricultura primária de forma nômade. Eles se concentravam tanto nas margens do rio Paraíba quanto na região alta da serra. O domínio indígena prevaleceu até meados do século XVIII.

No final do século XIX, com a exaustão e infertilidade das terras, principalmente pela devastação no ciclo do café, além da carência de mão de obra após o fim da escravidão, as áreas passaram a ser ocupadas por núcleos coloniais de imigrantes europeus, que chegaram à região por meio de incentivo do governo brasileiro. Sem muito apoio do governo brasileiro, somente algumas famílias se fixaram.
Desde 1922, turistas vinham da Europa praticar o montanhismo em pontos como a Pedra Selada e o Pico das Agulhas Negras, hospedando-se nas casas das famílias europeias.

Foram emigrantes de Minas Gerais que introduziram as pastagens para a produção da pecuária leiteira, fazendo com que a região da Serra da Pedra Selada fosse responsável por um terço da produção leiteira do estado do Rio de Janeiro, até o final do século XX. Após um período de declínio econômico, entre as décadas de 1950 e 1960, naturalmente a cobertura vegetal nativa se regenerou, principalmente nas áreas de maior declividade.

Posteriormente, durante a década de 1970, com a vinda de movimentos sociais alternativos isolados (hippies e novos rurais), a região de Visconde de Mauá começou a desenvolver a vocação turística.
Atualmente a produção leiteira ainda exerce grande importância econômica, porém, ocupa uma área muito menor em relação ao período áureo.

A implantação do parque, única unidade de conservação estadual na Serra da Mantiqueira, permite a formação de importantes corredores ecológicos que protegem as nascentes dos rios de algumas das principais bacias hidrográficas da Região Sudeste, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável local. Abre ainda oportunidade para pequenos e médios empreendimentos, gerando postos de trabalho e renda, provenientes do fomento às atividades turísticas.

Como chegar
Tônibus:
A partir do Rio de Janeiro, tomar uma das linhas Rio de Janeiro–Resende, na rodoviária Novo Rio. Na rodoviária de Resende, é preciso tomar outro ônibus até Visconde de Mauá. É possível também sair do Rio de Janeiro direto para Visconde de Mauá.

De Carro :

Partindo da cidade do Rio de Janeiro pela Rodovia Presidente Dutra, utilize a saída 311, que dá acesso à RJ-163. Após 28 km, acesse a RJ-151 para chegar à Vila de Visconde de Mauá, local da sede administrativa do parque.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dedo de Deus

Por Leandro do Carmo

Dedo de Deus
Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Participantes: Leandro do Carmo, Marcelo Correia e Rafael Faria.

Na última tentativa de escalar o Dedo de Deus, havia abortado a subida antes dos lances de cabo de aço. Havia chovido na véspera e estava muito molhado. Mas dessa vez, a previsão era boa. O tempo bom já durava pelo menos uns três dias, mais que suficiente para viabilizar a subida. Dessa vez daria certo!

Fomos combinando, mas ao se aproximar da data, alguns foram desistindo. No grupo ficaram apenas eu, Marcelo Correia e Rafael Faria. Uma cordada de três seria o suficiente. Combinamos de levar duas cordas, assim poderíamos fazer um rapel maior  na descida. Acertamos os detalhes e nossa ideia era começar a subir as 6:30. O Marcelo já estaria em Teresópolis e eu e o Rafael sairíamos de Niterói bem cedo, pois imprevistos podem acontecer. E não é que aconteceu!

A estrada que liga Manilha à Magé está em obra e no caminho passamos por um buraco grande. A princípio nada de estranho com o carro. Mas quando já estávamos perto da subida para Teresópolis, percebemos que o pneu estava furado. Até aí tudo bem, era só trocar. Levantamos o carro e na hora de encaixar o estepe, havia um pino na que não deixava a roda encaixar. Não tínhamos nenhuma ferramenta na qual pudéssemos usar. Foi preciso chamar a equipe da Concessionária que administra a rodovia. Até que chegou rápido, mas isso atrapalhou um pouco os nossos planos de entrar bem cedo na trilha. Nossa preocupação era encontrar muita gente no caminho. Mas já não tinha jeito.

Avisamos ao Marcelo e assim que conseguimos colocar o pneu no carro, seguimos viagem. Chegamos ao Paraíso das Plantas e o Marcelo disse que dois grupos já haviam entrado na trilha. Seguimos subindo. Até o lance dos cabos de aço, seria, mais ou menos, 1 hora de subida. Seguimos juntos durante boa parte do caminho, até que segui à frente. Já bem próximo dos cabos, passei por um grupo de quatro pessoas. Na base, me arrumei e assim que o Marcelo e o Rafael chegaram, eles se prepararam também e subi o primeiro artificial e depois emendei nos cabos até a primeira parada. Dali, o Marcelo subiu e em seguida o Rafael. Subimos mais um lance até que entramos na trilha. Estava bastante úmido e escorregadio. Tínhamos que subir com bastante cuidado.

Na bifurcação, optamos por deixar a mochila do Rafael para subir mais leve e ganharmos tempo. Entramos à direita e chegamos a base de onde nos encordamos e começamos a escalada, mesmo não sendo muitos lances técnicos. Subi até a primeira parada dupla e ali entramos o outro grupo que havia entrado antes. Dali, o Marcelo guiou subiu até a gruta.

Resolvemos ir pela Maria Cebola e como ainda não havia guiado esse trecho, segui subindo. O primeiro grampo é alto e passei o estribo, assim consegui subir mais rápido até o segundo grampo. Havia deixado minha mochila com o Rafael. Mais um grampo acima e entrei no diedro. Fui subindo devagar, apoiando as costas na parte de cima. O trecho não é muito difícil tecnicamente. O que pesa mesmo é a exposição e a altura. Como não havíamos levado nenhum equipamento móvel, fui subindo mais devagar. As nuvens tiraram a impressão de vazio e o lance foi ficando mais fácil. Só quando cheguei à pequena árvore que pude relaxar e olhar para baixo e ver o que havia passado.

O Rafael veio em seguida e por último o Marcelo. Dali, o Marcelo já entrou no corredor até a chaminé onde se junta com a Black Out. O Marcelo guiou esse lance e eu fui por último. Seguimos subindo até o lance do cavalinho. Novamente, fiquei por último. Na gruta, nos preparamos para fazer o Passo do Gigante, um lance bem diferente. Dali, seria só subir um pouquinho e chegar à escada que dá acesso ao cume. Segui subindo e foi mais fácil que dá primeira vez. Passado o lance, segui direto para a escada e fui para o cume.



Chegando lá, encontramos o grupo de Minas Gerais que estavam na frente. Ali, pudemos contemplar um belo visual. O dia estava firme, com poucas nuvens, o que deu um toque especial... Foi hora de fazer um lanche, fotos e dar uma boa descansada, pois a descida seria dura. Do cume, fizemos o vertiginoso rapel de 60 metros e depois mais dois, até chegar à base da Vi Teixeira. De lá, seguimos descendo até chegarmos de volta ao carro. Um dia perfeito!


Dedo de Deus e Cabeça de Peixe vistos do Paraíso das Plantas
Lance após os cabos de aço



Grupo caminhando no Escalavrado

Marcelo Correia com o Escalavrado ao fundo


Escalavrado

Na Maria Cebola


Na parada da Maria Cebola

Teresópolis ao fundo


No "Passo do Gigante"

Grampos da conquista, em 1912

Grampos da conquista, em 1912

Escada para chegar ao cume

Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora e Dedinhos

Assinando o livro de cume



Deixando a assinatura...

Marcelo Correia, Rafael Faria e Leandro do Carmo