quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Trilha da Pedra da Gávea

Por Leandro do Carmo

Trilha da Pedra da Gávea


Local: Rio de Janeiro – Parque Nacional da Tijuca
Data: 07/09/2017
Participantes: Leandro do Carmo, Ricardo Bemvindo, Daniel Carvalho, Tatiana Freitas, Marcelo Kohatsu e José Lisboa.



Relato da Trilha da Pedra da Gávea


Quando fui a primeira vez na Pedra da Gávea, havia sido para escalar. Na ocasião, fiz a Travessia dos Olhos. Dessa vez subiria pela trilha normal. Uns amigos do trabalho queriam fazer uma trilha, eu sugeri a Pedra da Gávea. Apesar das dificuldades e obstáculos e de não ser nada aconselhável para pessoas inexperientes, resolvemos encarar o desafio. A semana havia sido de forte calor, com isso, marcamos bem cedo. Às 6 da manhã já estava passando pela Glória. Às 7 horas, chegávamos à Barrinha, onde encontramos o último que viria direto da Tijuca. Dali seguimos de carro até a Praça Professor Velho da Silva, onde estacionamos o carro. Dali, seguiríamos à pé. Existia a possibilidade de seguir subindo pela Estrada Sorimã, mas como poderia não ter mais vaga para estacionar, achei melhor estacionar um pouco mais distante. Afinal de contas, seriam apenas 500m a mais.

Começamos a subida e logo chegamos à portaria do parque. Mas antes de entrarmos literalmente na trilha, fizemos a tradicional foto. Dali fomos subindo, sempre num papo bem agradável. O início é bem bacana e passamos por vestígios de antigas construções. Mais acima, vimos a entrada para a pequena cachoeira. Por enquanto a subida estava suave, mas veio um trecho bem íngreme. Eu estava bem tranquilo, mas os que não estavam muito acostumados, começaram a sentir. Apesar do calor, não estava sol. Haviam muitas nuvens, mas por enquanto, isso não seria o problema. Passamos por vários trechos mais técnicos até chegarmos ao local conhecido como Praça da Bandeira.

Aproveitamos para descansar e fazer um lanche, além de beber bastante água. Ainda tínhamos um
boa subida pela frente, além do trecho mais difícil da subida, a famosa “Carrasqueira”. Depois de recarregadas as baterias, voltamos a caminhar. Aproveitamos para fazer uma foto num mirante bem bonito, onde temos uma vista impressionante para o “rosto do imperador”. Ali, podemos ver claramente o formato de rosto, parecendo ter sido esculpido. Daí, as inúmeras teorias de que a Pedra da Gávea é a prova de que os fenícios haviam passado por aqui há milhares de anos. Bom, a única verdade garantida, era que tínhamos que continuar a subida. Ainda bem que haviam nuvens. Senão, já teríamos problemas com o calor.

Como não chovia há muito tempo, estava bastante seco e o caminho a partir dali escorregava muito. Mais um pouco de subida e chegamos à Carrasqueira. Estava cheio. Ou melhor dizendo, extremamente cheio. Uma confusão. Gente subindo, gente descendo, gente vendendo rapel, gente chorando, um caos! Havia conversado com amigos que falaram: “Você é louco de ir na Pedra da Gávea em um feriado!”. Achei que fosse exagero, mas não, eles estavam certos. A galera ficou um pouco preocupada. Subimos até onde dava. Uma hora, parou tudo. Ninguém mais se entendia... Uns querendo descer, outros, subir. Como estava com uma corda, subi pelo lado e fixei-a num grampo, o que ajudou a galera subir. Acabei deixando a corda lá para pegar na volta, assim acho que ajudaria a diminuir a confusão.

A vista que tínhamos da Barra da Tijuca era fantástica. Claro que paramos para uma foto! Continuamos a subida e passamos pelo portal, uma curiosa formação rochosa em uma forma perfeita de uma grande porta. O trecho ali está bem erodido. Com cuidado vencemos mais esse obstáculo. Andamos mais um pouco até a subida final. Subimos por um amontoado de raízes expostas, até alcançar o cume. Fomos caminhando até o mirante voltado para a Zona Sul do Rio. Descansamos bem. Bebemos água, lanchamos e tiramos diversas fotos. O dia estava perfeito. O sol chegou meio tímido e foi ganhando força. A hora foi avançando e resolvemos voltar, afinal de contas havíamos concluído apenas metade do caminho.

Começamos a descida e os sinais de cansaço começaram a aparecer para os que não estavam tão acostumados. Mas mesmo assim, seguimos descendo, não tinha jeito. De volta à Carrasqueira, o que eu achava que estava ruim, havia piorado. Muito mais gente aguardava para subir e muitas, ainda para descer. Devagar, fui passando pelo lado e alguns desceram com o auxílio da corda. Montei um rapel assistido para um amigo e descemos juntos até a base. Não queríamos perder tempo. Subi novamente para retirar a minha corda e fiquei até com pena das pessoas que estavam ali. Um cara me implorou para deixa-lo usar a corda e descer com a namorada dele. Não tinha como recusar... Mas também não poderia ficar ali o dia inteiro. Assim que ele chegou até embaixo, desfiz o nó e desci.

Ainda bem que começamos bem cedo a caminhada. Quanto mais o tempo passa, mais gente vai chegando e se aglomerando. Seguimos descendo até chegar à portaria, onde batemos a foto do final da atividade. Todos cansados, porém felizes! Fomos direto até a padaria e fizemos um lanche reforçado. Pegamos o carro e enfrentamos o pesado trânsito de um dia de sol no Rio de Janeiro. Acho que demorei mais tempo para chegar em casa, do que para subir e descer. Mas depois de um dia como esse, não havia motivo para aborrecimento.... Era só curtir as lembranças!

Pedra da Gávea
Visual

Pedra da Gávea
Galera contemplando o visual

Pedra Bonita
Pedra Bonita lotada

Pedra da Gávea
Visual no cume

Pedra da Gávea
Já no cume

Pedra da Gávea

Pedra da Gávea
Início da caminhada

Pedra da Gávea
Na subida, a foto clássica!

Pedra da Gávea
São Conrado embaixo


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Vídeo: Travessia Cobiçado x Ventania

Por Leandro do Carmo


Relato completo


Travessia Cobiçado x Ventania

Por Leandro do Carmo

Travessia Cobiçado x Ventania

Data: 14/12/2018
Participantes: Leandro do Carmo, Alex Figueiredo, Fernando Silva e Leandro Pestana

Vídeo

A travessia Cobiçado x Ventania é uma das trilhas mais bonitas da Região Serrana. É o segundo trecho dos Caminhos da Serra do Mar, a caminhada corta a crista das montanhas que dividem as cidades de Petrópolis e Magé.

São 12 km de trilha e a parte mais exigente é a forte subida do Morro do Cobiçado, depois a trilha segue mais leve até o Pico dos Vândalos (1.742 m de altitude), ponto culminante da travessia. De lá podemos apreciar o visual de toda a Baía de Guanabara e da cidade Maravilhosa em contraste com as montanhas da Serra.

O destaque vai também para a flora da região, localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, rico em biodiversidade, durante a travessia é possível observar espécies de rara beleza, como as orquídeas e as amaryllis que, dependendo da época do ano, são vistas em abundância na trilha. Afinal, o PARNASO abriga a maior porção remanescente de Mata Atlântica preservada.

O terceiro cume, a pedra do Diabo, não é de passagem obrigatória. Normalmente, os caminhantes contornam a base da montanha. No entanto, o visual do topo é recompensador de onde se tem uma vista privilegiada da Agulha do Itacolomi.

Passamos ainda pelo morro do Tridente com uma bela vista para o vale do Caxambu e em seguida descemos para o Alto da Ventania. Avistar os Castelos do Açu, o Pico Grande de Magé e  o Alcobaça são também atrativos dessa trilha e fecham o último cenário da travessia.

A descida é bem tranquila e retorna ao bairro do Caxambu, passando ainda por cachoeirinhas e plantações que são o destaque da região.



Relato

Recebi o convite do Alex Figueiredo para a Travessia Cobiçado x Ventania e como estava de férias, não resisti ao chamado. A travessia é o segundo trecho da trilha de longo curso “Caminhos da Serra do Mar” que corta, por enquanto, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Marcamos de sair cedo de Niterói. Como haveríamos de pegar a ponte Rio x Niterói no horário de “rush”, não poderíamos deixar para muito tarde. Saímos tranquilos e com trânsito bom. Encontramos o resto do grupo já na rodovia Washington Luiz, na Casa do Alemão. Aproveitamos para reforçar o café da manhã. De lá seguimos caminho para Petrópolis.

Nosso destino era o bairro de Caxambu, especificamente na Igrejinha de Três Pedras. Lá deixaríamos o carro e iniciaríamos a caminhada. Chegando à Petrópolis, cortamos o centro da cidade e começamos a subir umas ruas bem estreitas, características da região. Passamos por casas bem humildes até entrar na área rural, onde as plantações de hortaliças se destacam na paisagem. Apesar de já termos visto a Igreja, e do GPS apontar o caminho, optamos por perguntar a uma senhora que passava próximo: “O Caminho para o Cobiçado é por aqui?” Ela respondeu: “É aqui sim. Mas é bem lá no alto!” Apesar da resposta desanimadora, pelo menos para ela, ficamos contentes de termos que abandonar o carro e começarmos a caminhada, afinal de contas, estávamos lá para isso.

Fizemos os ajustes finais e logo começamos a andar. O início é por uma rua bem precária. Fomos subindo e passamos por algumas propriedades produtoras de hortaliças. Ao final da estrada, o caminho mais óbvio é seguir reto, mas devemos dobrar à esquerda, seguindo um muro e uma rua de barro, que vai se estreitando mais à frente. Bem ao final do muro, há um FORD antigo, que pelo estado deplorável, permanecerá por ali por muito tempo. Alguns pararam para fotos e seguimos andando. O tempo estava bem fechado e apesar do calor dos dias anteriores, poderíamos até pegar uma chuva.

Mais um pouco de subida e chegamos a uma placa do Parque Nacional da Serra dos Órgãos indicando o início da travessia. Paramos para mais algumas fotos e continuamos a subida. Cortamos alguns cursos d’água e fomos ganhando altitude aos poucos, até que a subida inclinou consideravelmente. A subida cobrava seu preço. O dia estava bem encoberto. Pelo menos o sol não castigava. Mais alguns minutos e estávamos no cume do Cobiçado, estávamos a 1.678 metros

Ali, fizemos nossa primeira parada. Não conseguíamos ver muita coisa. As nuvens estavam baixas e de vez em quando avistávamos alguma coisa bem ao fundo. Nesse ponto, a vista deveria ser um espetáculo. Seguimos caminho. Descemos um pouco e pudemos observar a crista ponde passaríamos, com o Picos dos Vândalos, bem a nossa frente, um pouco distante ainda... Depois da descida, veio mais uma subida. Seguimos assim até o Pico dos Vândalos. Fizemos mais uma parada e pudemos ver um pouco mais além. As nuvens haviam dado uma trégua... Até agora, havíamos caminhado bem. O dia estava bem agradável. O Pico dos Vândalos é ponto mais alto da travessia, com 1.710 metros. Fizemos mais uma parada.

Avisei que iria mais rápido, pois queria passar na Pedra do Diabo antes. A travessia não passa por ela, é preciso desviar e subir. Já que estava ali, aproveitei para subi-lo. Desci na frente, num ritmo bem forte e rapidamente contornei a Pedra do Diabo e achei o desvio para subi-la. A caminhada é curta e não compromete a travessia. Se o dia estivesse limpo, teria sido um espetáculo. Com tudo fechado, nem fiquei muito tempo lá em cima. Na volta, vi o grupo um pouco mais a frente e acelerei o passo até encontra-los novamente.

Dali chegamos ao Tridente, somente alguns metros mais baixo que a Pedra do Diabo, com 1.682 metros. Continuamos a caminhada e seguimos por uma forte descida até chegar a uma área bem aberta, antes do Ventania. Paramos para algumas fotos e seguimos andando. Faltava pouco para chegarmos ao Ventania. De longe podíamos ver umas pedras e as torres de transmissão de energia. O caminho que serpenteava rumo ao final da travessia, também ficara bem visível.

Mais alguns minutos e está vamos ao sopé de uma das torres. Ali paramos para um descanso. Nesse ponto, temos acesso à parte da travessia Caxambu x Santo Aleixo. Fui seguindo uma trilha bem definida até um mirante. Mas foi impossível ver alguma coisa. O tempo encoberto não me permitiu... Após algumas fotos, seguimos descendo, sempre acompanhando as torres de transmissão. Já chegando ao final, paramos para um delicioso banho num dos córregos da região. Uma parada obrigatória depois da caminhada.

Depois de uma boa descansada e um bom papo, seguimos caminho. Foram poucos metros de trilha, até chegarmos uma estradinha de terra. Dali seguimos descendo. Existiam algumas marcações de setas nos postes, indicando o sentido do “Caminhos da Serra do Mar”. Mais alguns minutos e chegamos ao ponto final do ônibus, onde existe um bar. Vimos o motorista dentro do bar e perguntamos se esse era o ônibus que iria de volta para a Igreja Três Pedras e se daria tempo para uma água. Ainda levaria uns 15 minutos para sair... Tempo suficiente para um merecido lanche! Aí foi só curtir e vigiar o motorista voltar para o ônibus.

Em mais alguns minutos estávamos de volta ao carro. Nada mal para um dia completamente fechado... Sempre uma experiência nova. Missão cumprida!














sexta-feira, 12 de outubro de 2018

domingo, 23 de setembro de 2018

Escalada na Via Leila Diniz

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Leila Diniz

Participantes: Leandro do Carmo e Vander Silva

Data: 21/01/2018



Relato

Coincidentemente, estava de volta a via Leila Diniz, exatamente, 6 anos depois. A minha primeira e única investida nessa via, havia sido em 21 de janeiro de 2012. Nesse dia, havia escalado com o Guilherme Belém e meu irmão, Leonardo Carmo, sendo a primeira via dele. Mas hoje, meu parceiro foi o Vander Silva. Como o calor no sábado havia sido algo meio clima desértico, sugeri ao Vander que entrássemos bem cedo na via. Como ele topou, marcamos as 6:30 em Itaipu, assim não correríamos o risco de pegarmos esse calor. Como estávamos só eu e ele, com certeza, às 10 horas já deveríamos ter terminado a via.

Acordei bem cedo, ainda estava escuro. Me preparei e saí de casa. O tempo estava nublado e com cara que poderia chover. Mas com o tempo que fez ontem, não dava para acreditar... Assim que passei o túnel de Charitas, caíram uns pingos que marcaram o parabrisa, mas olhando para o alto, tinha certeza que essa chuva não iria para frente. Passei na casa do Vander e de lá seguimos para Itaipu. Chegamos e a praia estava vazia, também pudera, não era nem 7 da manhã. A movimentação ainda não havia começado. Somente o pessoal dos bares e os pescadores transitavam pela praia. Aquele clima agradável de colônia de pescadores logo se transformaria... Mas com certeza, nesse momento já estaria bem alto!

Escalada na via Leia Diniz, Morro das AndorinhasO Vander ficou preocupado com o tempo e eu falei para ele não se preocupar, não iria chover! Caminhamos pela areia e chegamos à base da via. Enquanto mostrava ao Vander os grampos, uma mulher que trabalhava num bar que fica ao lado da base, falou: “É por aqui mesmo que o pessoal sobe.” O local tá frequentado! Nos arrumamos no conforto das mesas e comecei a subir. Nessa primeira enfiada, é fácil ver as sequências dos grampos. O primeiro grampo ficou baixo, devido a um platô construído por um antigo bar, demolido há alguns anos atrás. Não adiantava costura-lo. Subi mais um pouco e protegi no segundo grampo. Dali, fui subindo. A via tinha muita areia. Tanta areia, que parecia calçada de casa em frente à praia. Mais alguns lances e estava na primeira parada. O Vander veio logo em seguida. O tempo estava bem agradável.

Dali segui para a segunda enfiada. Com certeza mais chata da via. Segue subindo até abaixo de um grande platô de vegetação e fazer uma diagonal para a direita entre em meio vegetação. Já não tinha mais contato visual com o Vander e a corda fazia um grande arrasto. Fui no limite da corda e parei num grampo, montando a parada. O Vander chegou logo em seguida. Já tínhamos feito quase a metade da via.

Dali toquei para a terceira enfiada e novamente haveria contato visual. A via sobe bem levemente para a direita e segue assim até a próxima parada.  Os grampos a partir daí ficam um pouco mais espaçados, mas nada que comprometa. A via vai seguindo com lances bem tranquilos. O visual vai ficando cada vez mais bonito. Já fazia tanto tempo que nem lembrava direito da via. Estava como se fosse a primeira vez... Na verdade, lembrava para onde eu tinha que ir, mas nada além de uma vaga lembrança. Como a via fica bem tranquila, não me preocupei muito. Havia olhado o croqui na base e na primeira parada, mas como não parei na indicação dele e ainda acabei pulando um grampo, abandonei-o definitivamente.

Escalada na via Leia Diniz, Morro das AndorinhasSubi mais alguns lances e parei antes de um grande platô de vegetação, que dá a impressão de que é o final da via, mas ela continua numa longa diagonal para a direita, até um diedro bem visível. O próximo grampo fica escondido entre umas bromélias e de onde eu estava não estava vendo. Quando estiquei o pescoço para o lado, foi que vi o grampo. Dei segurança para o Vander que veio logo em seguida.

Dali segui, segui para a penúltima enfiada da via. Fui subindo sem muita dificuldade e optei por parar logo abaixo de um lance mais vertical, meio estilo domínio. O Vander veio em seguida e pedi para ele montar a parada dois grampos abaixo, visto que eu poderia cair nesse lance e como estava num grampo, daria uma queda fator 2. Daria até para fazer num trecho mais fácil, mas optei pelo mais difícil... Passado o lance, segui até a parada dupla final, uns 10 metros de onde estava.

Já no final da via, arrumei os equipamentos e fomos tentar achar o caminho. Tinha bastante mato, tentei por um lado e nada. Voltei e aí sim conseguir achar a trilha. Ela estava quase na direção dos últimos grampos. Pegamos a trilha de volta e rapidamente chegamos ao estacionamento. Era por volta de 10:30 da manhã... Dentro do esperado. Além do tempo de escalada, acertamos na previsão do clima. Dia extremamente agradável, sem chuva. Missão cumprida.

Vídeo




Fotos


Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Por Leandro do Carmo

Data:10/12/2017

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Dicas para Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

A trilha pode ser divindade em duas partes. Na primeira você caminha no leito de um trecho da antiga rodovia RJ116 e no outro, no leito da antiga Estrada de Ferro que ia até Cantagalo. No primeiro trecho, caminhamos literalmente sobre o asfalto, sendo possível ver olho de gato e até as faixas amarelas em alguns pontos. No segundo, passamos por pontes antigas e até trechos contam ainda com trilhos. Por todo o percurso, passamos por pontos de água e locais para banho.
Na logística, se tiverem em dois carros, vale a pena deixar na rua que leva à Sede do Parque Estadual dos Três Picos, um pouco acima de onde terminará a caminhada. Se tiverem com apenas um carro, pode-se deixar o carro no mesmo local e pegar um ônibus ou van, até o posto da Polícia.

Como Chegar

O início fica na rua ao lado do Posto da Polícia na RJ 116, nos limites do município entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo.

Relato da Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Ponte que cruzamos durante a travessia
Nos dias de calor, nada melhor do que caminhar em meio a mata e com diversos pontos para banho. Mas será que existiria um lugar assim? A resposta é sim e é em Cachoeiras de Macacu. Caminhar pelas trilhas da região é garantia de poder se refrescar em dias quentes... O destino dessa vez foi a Travessia Theodoro x Boca do Mato. Uma bela e peculiar caminhada, pois caminhamos por cima de um trecho da antiga estrada que ligava Cachoeiras de Macacu à Friburgo e depois pelo leito da antiga Estrada de Ferro Cantagalo.

Saímos bem cedo de Niterói e seguimos viagem até Cachoeiras de Macacu. O dia não estava dos melhores e parecia que não teríamos sol. Chegamos à entrada da sede do Parque Estadual dos Três Picos em Cachoeiras de Macacu, deixamos um carro lá e seguimos para o início da trilha, 15km serra acima.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da travessia
No início do caminho, logo após o posto policial, que fica no limite entre os municípios entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo, estacionamos os carros e nos preparamos para nossa caminhada. Como nem todos se conheciam, nos apresentamos antes de iniciar a caminhada. Dali, seguimos andando. Fomos andando pela estradinha até que tem uma saída discreta à esquerda, com uma barreira impedindo o acesso de carros. Passamos pelo canto e entramos definitivamente na trilha, ou melhor, no asfalto, ou seria trilha mesmo? Mas como assim asfalto? Pois é, essa parte da trilha segue pelo trecho desativado da antiga rodovia e literalmente caminhamos no asfalto. A vegetação tomou conta e ficou apenas um caminho limpo no centro da estrada.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Caminho asfaltado
E fomos andando. Por hora, víamos as faixas amarelas pintadas na estrada e até olho de gato. Coisas bem inusitadas para uma trilha. Passamos por diversos pontos de água e por muitos deslizamentos, talvez um dos motivos pela desativação desse trecho. Mais a frente, uma bela cachoeira. Continuamos a descida, esse é um detalhe que não havia comentado, mas a trilha é uma suave e constante descida, o que a torna um passeio perfeito. Passamos por uma grande ponte, de onde podíamos ouvir e ver o rio bem ao fundo.

Passamos por diversos pontos de água. Em dias quentes, uma boa pedida para um banho. Como o piso é bem regular, rapidamente chegamos novamente ao asfalto. Nesse ponto, a trilha volta para o leito da rodovia. Paramos para fazer um lanche e seguimos descendo por cerca de 1km pelo acostamento até entrarmos novamente na trilha. A entrada é meio discreta.

Começamos a descida por um caminho bem definido até chegarmos a uma construção, tipo uma torre, que servia para abastecer de água as locomotivas à vapor. Uma pausa para as fotos. Percebi em meio a vegetação algumas vestígios de construções, talvez do tempo da Estrada de Ferro. A partir desse ponto, começávamos a caminhar no leito da rodovia. Em um trecho, é possível ainda ver um pedaço do trilho. Novamente passávamos por grandes pontes, o que proporcionava uma aventura a mais... Uma dessas pontes, impressionava pelo tamanho. O Rio corria pequeno ao fundo. Continuamos a descida até chegarmos à uma área bem aberta da antiga Estrada de Ferro. O local está bem cuidado. Ali paramos para um descanso e um lanche reforçado. Eu saquei meu fogareiro, preparando um rápido almoço e o tradicional café.

Ainda ficamos por mais algum tempo, até começarmos a caminhada de volta, onde pegamos uma estrada de chão, passando por diversas propriedades até estar de volta à rodovia. Dali, caminhamos até a entrada o Parque Estadual dos Três Picos, onde um grupo subiu para pegar o outro carro. Aprovei para conhecer a Trilha do Jequitibá, próximo a sede o Parque. Um refrescante banho fechou o dia! Ainda paramos na estrada para comermos algo. E de lá, seguimos viagem de volta. Missão cumprida.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Posto policial

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Rio durante a caminhada
Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da trilha

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Trecho que caminhamos na rodovia

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Durante travessia, já no trecho da Estrada de Ferro

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Travessia da Neblina

Por Leandro do Carmo

Travessia da Neblina - Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Relato da Travessia da Neblina

Travessia da Neblina
A história era para ser outra... Mas foi o que deu para o dia! Havíamos marcado de fazer a Agulha do Diabo. Marcamos eu, Ary Carlos, Marcelo Correia e o filho dele, Lucas. Fomos na sexta feira e optamos por dormir no parque, assim poderíamos começar a trilha bem cedo. Saí do trabalho e fui direto para casa. O Ary já estava me esperando e seguimos direto para Teresópolis. Tínhamos que entrar até as 22 horas no parque pois é o horário máximo de entrada, permitido somente para que compra ingressos antecipadamente no site, caso contrário, o horário é até as 17:00. Saímos antes das 20 horas e seguimos viagem. Sexta feira, geralmente o trânsito fica enrolado, mas não contávamos com tanto... O caminho até Manilha, onde pegaríamos a estrada para Magé estava muito engarrafado e corríamos o risco de não chegar à tempo. O tempo foi passando e por sorte conseguimos chegar em cima do laço! Mas acabamos mudando os planos em cima da hora. O Marcelo deu a ideia de dormirmos na casa do filho dele, que fica bem próximo à entrada do parque, assim poderíamos ter uma noite mais agradável. Aceitamos prontamente.

A noite foi ótima e a expectativa para o dia seguinte era grande. Acordamos ainda no escuro e tomamos um café reforçado, afinal de contas o dia seria longo... Chegamos no parque e subimos a estrada até a Barragem. O céu estava estrelado. Garantia de tempo bom. Garantia? Bom, isso era o que eu achava... Seguimos subindo a trilha do Sino e após a Cachoeira do Véu da Noiva, percebi que o céu já não estava tá aberto assim, inclusive, muitas nuvens se aproximavam. Mais para cima um pouco, uma leve neblina encobria o caminho. Como estava cedo, pensei que pudesse ser passageira. Assim continuamos a subida. Entramos pelo acesso ao Paredão Paraguaiao e uma leve garoa foi caindo. Mais acima, próximo à bifurcação para a Pedra da Cruz, percebi que o chão já estava bem úmido. Fui desanimando... Olhei para o céu e perdi de vez as esperanças de fazer cume. Assim que chegamos na laje de pedra que fica no início da descida do Caminho das Orquídeas, paramos para avaliar a situação.

Travessia da NeblinaDali já poderíamos ver a ponta da Agulha do Diabo, mas não víamos nada. Estava tudo encoberto. A
garoa caía e as vezes aumentava. Até daria para fazer, mas subir e não curtir? Esse não era nosso objetivo. Poderíamos voltar quando quiséssemos. Voltamos a um lugar um pouco mais abrigado e ainda esperamos mais um pouco, afinal de contas, esperança é a última que morre! Três pessoas passaram e disseram que estariam indo para a Agulha. Bom, cada um tem seu objetivo... Depois de esperar algum tempo e nada das condições melhorarem, resolvemos abortar. Mas para não perder de zero, optamos por descer pela Travessia da Neblina. Dali, subimos para o cume da Pedra da Cruz.
Lá de cima, confirmamos a precariedade do tempo. Decisão acertada. Seguimos descendo e cruzamos para o Queixo do Frade, onde subimos mais um trecho e daí seguiríamos descendo até o ponto do antigo Abrigo 2. Na descida, paramos no ponto onde ficaríamos de frente apara a Verruga do Frade. Havia subido a Verruga há um tempo atrás, mas ainda não havia tido a oportunidade de vê-la por esse ângulo. Estava bastante encoberta, mas por um instante, as nuvem se dissiparam e pudemos vê-la perfeitamente. Aquela “pedrinha” no alto e aquele “rasgo” na pedra impressionam pela beleza. Paramos para várias fotos, afinal de contas, o local pedia!

Continuamos a descida e passamos por alguns grampos onde fixamos uma corda para ajudar. O Marcelo fez um caminho contornando um pouco mais para a esquerda e eu desci sem o auxilio da corda. Dali, passamos pela base do Nariz do Frade e sua Verruga. Apesar do tempo fechado, estava agradável. Ainda bem que não choveu. Dali, conseguíamos ver Teresópolis entre as nuvens. O tempo continuava fechado. Mais abaixo, passamos pelo Paredão Roi Roi e com mais um tempo de caminhada, chegamos ao ponto do antigo Abrigo 2. Dali, seguimos descendo até a Barragem.
Mesmo a noite estrelada da véspera não foi garantia de tempo bom. Atividade na Serra é assim! O que não deu hoje, dará em outra oportunidade. Em breve voltaremos, afinal de contas, a montanha sempre estará lá!

Travessia da Neblina

Travessia da Neblina

Travessia da Neblina

Travessia da Neblina

Travessia da Neblina