sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Todas as Trilhas de Maricá

Por Leandro do Carmo

Trilhas de Maricá

Lista com todas as trilhas de Maricá. Todas elas estão detalhadas no Guia de Trilhas de Niterói e Maricá, disponível para venda no em https://www.niteroiense.org.br/produto/guia-de-trilhas-de-niteroi-e-marica/



O Guia conta com aproximadamente 250 km de trilhas mapeadas e distribuídas em 13 setores nos municípios de Niterói e Maricá. São 57 roteiros com informações de como chegar, fotos do início da trilha e de pontos importantes, gráfico altimétrico, mapas topográficos e dados formatados de acordo com a nova classificação de trilhas da FEMERJ. Conta ainda com dados históricos e curiosidades sobre os locais das trilhas.
São 330 páginas no tamanho 16x23cm, com aproximadamente 450 fotos coloridas.

Autor: Leandro do Carmo
Editora Kimera

Além das trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Niterói possui muitas outras, que estavam esquecidas e sem frequência há muitos anos, como por exemplo algumas trilhas do PARNIT. Já em Maricá, tivemos a oportunidade de detalhar e disponibilizar roteiros fantásticos. São cachoeiras, grutas, travessias, córregos, restingas, e muito mais.

Para comprar, acesse a loja do clube: https://www.niteroiense.org.br/produto/guia-de-trilhas-de-niteroi-e-marica/

Setor Calaboca

  • Grutas do Spar
  • Morro do Catumbi
  • Travessia da Serra de Itaitindiba
  • Travessia da Serra do Calaboca

Setor Centro

  • Alto Camburi
  • Morro do Buriche
  • Morro do Caju
  • Morro do Camburi - Rampa de Voo de Maricá

Inoã


  • Monte de São José de Imbassaí
  • Pedra de Inoã
  • Pedra do Macaco

Itaipuaçu


  • Circuito APA da Restinga
  • Morro da Peça
  • Pedra de Itaocaia

Ponta Negra


  • Circuito Ponta Negra

Silvado


  • Circuito do Silvado
  • Pedra do Silvado
  • Travessia Silvado x Espraiado

Espraiado

  • Circuito Alto Espraiado
  • Circuito do Pico Lagoinha
  • Circuito Serra Chuva x Alto Espraiado
  • Espraiado x Rampa de Sampaio Correa
  • Serra da Chuva
  • Travessia Espraiado x Tomascar


Todas as Trilhas de Niterói

Por Leandro do Carmo

Trilhas de Niterói

Lista com todas as trilhas de Niterói. Todas elas estão detalhadas no Guia de Trilhas de Niterói e Maricá, disponível para venda no em https://www.niteroiense.org.br/produto/guia-de-trilhas-de-niteroi-e-marica/



O Guia conta com aproximadamente 250 km de trilhas mapeadas e distribuídas em 13 setores nos municípios de Niterói e Maricá. São 57 roteiros com informações de como chegar, fotos do início da trilha e de pontos importantes, gráfico altimétrico, mapas topográficos e dados formatados de acordo com a nova classificação de trilhas da FEMERJ. Conta ainda com dados históricos e curiosidades sobre os locais das trilhas.
São 330 páginas no tamanho 16x23cm, com aproximadamente 450 fotos coloridas.

Autor: Leandro do Carmo
Editora Kimera

Além das trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Niterói possui muitas outras, que estavam esquecidas e sem frequência há muitos anos, como por exemplo algumas trilhas do PARNIT. Já em Maricá, tivemos a oportunidade de detalhar e disponibilizar roteiros fantásticos. São cachoeiras, grutas, travessias, córregos, restingas, e muito mais.

Trilhas do Parque da Cidade

  • Circular dos Platôs
  • Morro da Viração via Cafubá
  • Morro da Viração via Parque da Cidade
  • Santo Inácio
  • Travessia Parque da Cidade x Cafubá
  • Trilha a Esquerda da Bifurcaçao Jaqueiras
  • Trilha Circular da Rampa Sul
  • Trilha Circular das Jaqueiras (Trilha da Velocidade)
  • Trilha Circular do Platô das Bikes
  • Trilha Colonial
  • Trilha das Ruínas
  • Trilha do Mirante da Lagoa
  • Trilha dos Blocos
  • Trilha dos Eucaliptos
  • Travessia Tupinambá
  • Circuito Temiminó
  • Ilha do Pontal
  • Trilha do Morro do Morcego

Trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca - Darcy Ribeiro

  • Pedra do Cantagalo via Esmeraldas
  • Pedra do Cantagalo via Jacaré
  • Pedra do Cantagalo via Vila Progresso
  • Travessia Vila Progresso x Av. Central

Parque Estadual da Serra da Tiririca - Engenho do Mato

  • Caminho de Darwin
  • Córrego dos Colibris
  • Falésia do Peixoto
  • Mirante do Bairro Peixoto
  • Trilha do Mirante do Alto Colibri

Parque Estadual da Serra da Tiririca - Itacoatiara

  • Alto Mourão
  • Bananal
  • Costão e Pata do Gato
  • Platô do Camaleão

Parque Estadual da Serra da Tiririca - Itaipu


  • Circuito Itaipu
  • Ilha Mãe
  • Morro da Peça de Itaipu
  • Morro das Andorinhas

Parque Estadual da Serra da Tiririca - Várzea das Moças


  • Circuito Várzea das Moças
  • Trilha do Ouro
  • Várzea das Moças x Itaocaia Valley
  • Várzea das Moças x Engenho do Mato



quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Pedra do Picu - Escalada na Via do Naval

Por Leandro do Carmo

Via do Naval – Pedra do Picu

Data:
Participantes: Leandro do Carmo, Blanco P. Blanco, Gustavo Chicayban, Sandro Costa, Vander Silva e Suzana Heiksher

Como Chegar a Pedra do Picu


Existem dois acessos para chegar à Pedra do Picu. Um, fica Fazenda Velha, distante uns 18 km do centro de Itamonte. O outro, na qual utilizamos, fica no bairro Engenho da Serra, onde fica a fábrica de água mineral Engenho da Serra.

Curiosidades sobre a Pedra do Picu


A Pedra do Picu foi um marco de referência para os colonizadores da região, que a descreveram como uma barbatana de tubarão, que é visualizada desde a BR 354. É a responsável pelo nome de Itamonte que em tupi significa ITA= pedra , ou seja, Pedra no Monte. Não se encontra dentro dos limites do Parque Nacional do Itatiaia, mas é protegido por lei através da APA da Mantiqueira.

Hospedagem na Região: http://www.picus.com.br/

Vídeo da Escalada na Via do Naval - Pedra do Picu


Relato da Escalada na Via do Naval - Pedra do Picu


Ainda lembro a primeira vez que vi a Pedra Picu. Passando pela BR 354, avistei aquela curiosa formação rochosa. Seu formarto, parecendo uma barbatana de tubarão, é um espetáculo a parte. Mas foi quando fiz a Serra Fina pela primeira vez em 2013 que realmente me despertou o interesse em poder escala-la. A partir daí, toda vez que frequentava a região, surgia o assunto da escalada na Pedra do Picu. Mas como fica bem distante, precisaria de um final de semana para realizar essa ascensão.

Enfim, havia chegado a oportunidade. O Blanco havia proposto a escalada para o final de setembro. Não hesitei. Faltava apenas acertar a logística da viagem. Quem pode foi antes. Eu saí por volta das 20:30h. A viagem foi rápida e tranquila. Ainda encontrei o Sandro e a Suzana no Graal de Itatiaia. Chegamos ao Hostel Picus por volta das 24h. Armei minha barraca e dei uma organizada rápida nas coisas e fui dormir.

No sábado de manhã, acordei cedo. Fui tomar o café da manhã e arrumar o equipamento para a escalada. O dia estava ótimo. Firme e aberto. Não fazia frio nem calor, enfim, perfeito. Aos poucos, todos foram chegando. Acertamos os últimos detalhes e seguimos para o início da trilha, que fica próximo a fábrica de água mineral Engenho da Serra. Lá, estacionamos o carro e seguimos para a caminhada.

A localidade onde fica o início da trilha é bem legal. Um conjunto de casas bem aconchegantes e com aquele clima de interior. Pegamos informação a respeito do início da trilha com um senhor que passava na hora. Ele nos indicou para onde deveríamos ir e deu ainda algumas importantes informações sobre a trilha. E dali, começamos a caminhada. Subimos e num determinado ponto, antes de um sistema de capitação de água, pegamos uma discreta saída para direita, onde chegamos a uma cerca. Passamos por ela e seguimos subindo num pasto.

Já conseguíamos ver a Pedra do Picu bem no alto, se destacando de maneira imponente. Impossível não parar e tirar uma foto. Fomos até o final onde o pasto vira um caminho mais largo que vai estreitando até chegar a uma cerca. Nesse ponto, viramos à direita e seguimos andando num caminho bem tranquilo. A subida estava bem suave. Mais acima alguns trechos mais fortes até que chegamos a um ponto de água e mais acima uma placa indicando 700m. Pensamos: “Agora vai ser moleza, são só 700 metros.”  Mas estávamos enganados. E esses 700 metros pareceram uma eternidade...

Foi um trecho forte, mas havíamos chegado. Demos uma pausa e fomos contornando a pedra no sentido anti horário, como indicado no Guia de Itatiaia. Mais algumas subidas e descidas e chegamos à base da via. Pela descrição que continha no guia, era ali. Nos equipamos e dividimos as cordadas. Numa, estava o Blanco, Vander e Gustavo; na outra, eu, Suzana e Sandro. A cordada do Blanco saiu à frente. Eu comecei logo depois.

Subi reto num lance de pequenas agarras e sem proteções, mas bem tranquilo. Protegi num buraco, passando uma fita numa coluna de pedra. Dali, segui numa horizontal para a esquerda, já passando por algumas proteções até chegar ao lance do primeiro crux. Uma passada bem bonita, onde desce um pouco e atravessa uma calha. As agarras são boas, mas precisa entrar bem. Passei rápido e cheguei à parada, onde ainda estava o Gustavo. Logo em seguida veio o Sandro. Nesse lance ele deu uma bobeada e caiu, mas voltou logo e completou. A Suzana veio em seguida e no mesmo lance do Sandro ela também teve uma queda, só que como ela já havia tirado a costura da frente, a queda foi um pouco maior. Isso fez a adrenalina subir...

Depois de passado o susto, ela se posicionou e chegou à parada. Subi até a próxima, fazendo um esticão curto para parar antes do artificial. O Sandro veio logo atrás e em seguida, a Suzana. Ela resolveu não continuar. A queda havia abalado o psicológico e como a parada era bem confortável, resolveu nos esperar ali. Faltava pouco para finalizarmos. O dia continuava perfeito com um céu azul e pouco vento. O Vander se enrolou um pouco no artificial, o que nos fez atrasar, mas nada que comprometesse a escalada. Assim que o Gustavo subiu o artificial, eu iniciei minha subida. Subi até chegar a sequência de chapeletas. É um artificial AO, um 5° feito em livre. Apesar da verticalidade do trecho, existem boas agarras. Vencido o lance, saí para a esquerda numa pequena horizontal, mas bem interessante, seguindo para cima até a parada dupla. O Blanco já havia subido.

Dei segurança ao Sandro que subiu rápido. A última enfiada foi muito tranquila, quase uma caminhada. No cume, o visual era fantástico. Com dia aberto, o limite era o horizonte. Fizemos um lanche e preparamos nosso tradicional café no cume. Batemos várias fotos, afinal de contas queríamos registrar cada momento, cada vista....

Era hora de descer. Nos arrumamos, dividimos as cordas e seguimos para os dois rapeis de quase 60 metros. Já na base, foi pegar o caminho de volta, mas pra baixo... Todo santo ajuda...












quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Via Leste - Pico Maior - Parque Estadual dos Três Picos

Por Leandro do Carmo

Via Face Leste – Pico Maior
Dia: 25/07/2019
Participantes: Leandro do Carmo e Blanco P. Blanco









Vídeo da escalada na via Face Leste do Pico Maior

Relato da escalada na via Face Leste – Pico Maior

A via Leste, localizada no Pico Maior, no interior do Parque Estadual doa Três Picos, é uma das escaladas clássicas do Brasil. Com cerca de 700 metros, a via possui lances variados, expostos, chaminés, artificiais e tudo que uma grande escalada pode proporcionar. Não é a toa que é uma dos garndes desejos doa escaladores. E para mim, não seria diferente...

Havia tempo em que me sentia preparado para escalar essa via. Não é uma via das mais complexas, mas tem que estar escalando bem, ter um bom psicológico e ainda cumprir bem logistica, principalmente na questão do horário. Tinha certeza de que já havia amadurecido bem para cumprir esse desafio.

Sempre conversava com o Blanco sobre escalar o Pico Maior. Já era certo que faríamos, faltava apenas decidir quando... Em junho de 2019, surgiu a possibilidade de fazermos a escalada em julho, mais precisamente no dia 25, aniversário do Blanco. Mas para escalar dia 25, teria que chegar um dia antes e ir um dia depois, pelo menos... Consegui programar minhas férias para esse mesmo período. Com tudo programado antecipadamente, era torcer para o tempo ajudar...

Os dias foram passando e a ansiedade aumentava. Vi alguns vídeos, li alguns relatos e sempre que dava uma folga, consultava o croqui do Guia de Escalada da Região de Três Picos. Nossa ideia era ficar acampado no Vale dos Deuses, assim estaríamos mais perto das escaladas. Mas  algumas semanas antes recebemos a notícia de que a área de camping do parque ficaria fechada para obras... Tínhamos que procurar o plano B. As opções eram muitas, mas acabamos ficando na Pousada dos Paula.

O Blanco chegou antes e escalou no Capacete com o Alexandre. Eu cheguei somente no dia 24, quarta-feira. À noite, conversamos um pouco sobre a via e separamos o equipamento. O Alexandre acabou desistindo de ir e foi embora, aproveitando a carona do João do Carmo, que também estava lá na pousada. Arrumei todo equipamento na mochila, incluindo uma corda extra para o rappel. Ficou bem pesada, mas não tinha muito jeito... Combinamos de sair as 5:30 da manhã. Nossa ideia era começar bem cedo, para termos tempo de fazer cume com tranquilidade e terminar o rappel ainda durante o dia.

Na quinta-feira, levantamos e como programado, saímos em direção ao nosso objetivo. Estacionamos o carro ao lado da última porteira e de lá seguimos até a base. Nem eu, nem o Blanco já havíamos ido até a base da via. Mas sabíamos onde era o acesso. Fomos à trilha em direção ao Pico Médio e Menor e entramos no local onde tem uma placa indicando a direção para a via Leste. Andamos mais um pouco. Ainda pegamos um caminho errado e tivemos que voltar, mas nada que nos fizesse perder muito tempo.

Enfim havíamos chegado à base da via. Era 7:40h da manhã. Ela está bem aberta, com muita pedra em volta. Há um tempo houve um desplacamento que ocasionou esse acúmulo de pedras na base. Não sei como era antes, mas deixou a base bem aberta e confortável. Dali, já conseguíamos ver boa parte da face onde está a via. Nos arrumamos, organizamos o equipamento e estava tudo pronto. O Blanco saiu guiando. A ideia era escalar em simultâneo e nossa programação era ir até a quinta parada. Quando havia esticado uns 50 metros de corda, eu saí para a escalada.

Fui subindo e logo passei da pequena placa em homenagem a conquista da via. Dali vai subindo numa escalada constante e com poucas proteções. Aos poucos fui me acostumando com o ritmo da via. Boas agarras e ótima qualidade da rocha. Até a quinta parada, foram 16 costuras e levamos cerca de 55 minutos. O platô é bem confortável. A vista dali já surpreendia. O dia estava fantástico. O azul do céu cada vez mais forte. Não tinham nuvens nem vento. Na quinta parada, uma breve pausa para água e continuamos a escalda.

Como a distância das proteções são mais longas, acaba tendo mais liberdade nos esticões, ficando o mais natural possível...

Partimos para mais um trecho. Nossa ideia era ir até a primeira chaminé, na P8. O Blanco seguiu na dianteira e quando já tinha um tanto de corda considerável, comecei a subir. Mantivemos nossa estratégia de escalar à francesa. A mochila pesada começou a cobrar seu preço. Dei uma ajustada nela e segui subindo. Passei por alguns lances um pouco mais difíceis até que cheguei numa pequena subida com bastante vegetação. Dali, segui caminhando até me juntar ao Blanco, já no início da primeira chaminé. Ele ficou mais em cima, assim conseguíamos ficar mais confortáveis.

Mais uma pequena pausa. A partir daí, começaríamos a escalar dando segurança. Ganhamos bastante tempo. Fizemos as 8 enfiadas em exatas 2 horas. Faltavam 8! O Blanco novamente subiu à frente, guiando a chaminé. Subi em seguida. Agora eu sentia a mochila pesando. A chaminé até que é razoável. Cheguei rápido no alto e passei para o outro lado. Dei uma pequena parada no grampo que está fora e na hora de sair, a mochila ficava puxando pra fora na hora que eu ameaçava fazer o lance. Não teve jeito. Tinha que passá-la para o Blanco para conseguir fazer o lance. Desci até o grampo de baixo, tirei a costura. Estiquei a corda e coloquei uma costura e deixei a mochila correr até onde ele estava. Não foi muito fácil, mas era o que tinha que fazer. Assim que o Blanco pegou a mochila, consegui fazer o lance bem rápido.

Na parada resolvemos tirar a corda da mochila para aliviar o peso. Continuar com ela seria muito desgastante. Falamos no rádio com o pessoal que havia ficado na pousada. Estávamos na P9. Como não estávamos mais escalando à francesa, a tendência seria demorar mais um pouco. Mas, havíamos subido bem rápido até aqui, tínhamos tempo de sobra. O Blanco subiu e saí em seguida. O lance é bem vertical, mas com boas agarras. Aliás, é assim durante toda a via. Mais acima, um lance mais delicado e logo estava na P10. Dali, seguimos direto para P11, onde paramos num pequeno platô, fazendo uma parada mais confortável. De tempo em tempo, mandávamos informações, via rádio, para o pessoal da pousada que nos acompanhava.

Seguimos em direção à segunda chaminé. Passamos pela grande canaleta, até entrar na chaminé, ela é até mais difícil que a outra, fazendo a P12 antes do artificial. Havíamos feito 12 enfiadas. Era aproximadamente 12h. O tempo continuava perfeito. Nem sinal de piora.  Estávamos escalando num bom ritmo. Uma pequena pausa para uma água. O sol não chegava aonde estávamos. Era o suficiente para o frio chegar. Rapidamente tocamos pra cima!

O artificial é bem tranquilo e as proteções estão bem próximas, facilitando bastante. Sincronizamos bem os movimentos e lo o Blanco estava na P13. Subi também sem problemas e bem rápido. Faltava pouco. Paramos num platô bem confortável e com um visual fantástico. Mais uma água e uma descansada rápida para pegar o próximo artificial. O Blanco  saiu na frente e logo chegou à P14. Saí em seguida. Mais um artificial tranquilo e com as proteções bem próximas. Desse ponto, já emendamos logo e num esticão, estávamos na última parada antes do cume.  A alegria tomou conta. Estava a poucos metros de completar a Face Leste.

Mais uma rápida parada, agora para ajustar tudo e chegar triunfando ao cume. Acima da parada, um lance num degrauzinho era o último desafio. Dali para o cume foi só caminhar... Enfim havíamos chegado. Era 14:40h, 7 horas de escalada. A alegria tomou conta. Era cume! Entramos em contato com o pessoal da pousada novamente. Cantamos parabéns para o Blanco, com direito a bolo e tudo. A velinha ficou para a próxima... Assinamos o livro de cume e demos uma boa rodada pelo local. Ficamos ainda um tempo no lado oposto ao que chegamos. A vista para o Vake dos Frades era fantástica. Ainda estava cedo e tínhamos bastante tempo. Daria para fazer tudo com bastante calma.

Voltamos e arrumamos o material para iniciarmos o retorno. Não é tão simples achar o rapel e isso é o maior dos problemas de quem chega tarde ao cume e não conhece... Não são poucos os casos de ter que passar a noite ali, esperando o dia seguinte... Tínhamos algumas referências e como o tempo estava bem aberto e tínhamos bastante tempo, estávamos mais tranquilos. Avistamos dois totens e dali, começamos a descer em direção ao Capacete. Foram alguns lances estranhos, mas era o caminho óbvio a fazer. O Blanco avistou uma marcação bem abaixo e foi em direção. Havia achado a parada dupla. Pelas características, estávamos no início do rapel pela via Cidade dos Ventos. Nesse ponto, faríamos um rapel curto até a próxima dupla de grampos. Emendamos a corda e iniciamos o rapel.

O primeiro foi tranquilo e rápido. Iniciamos o segundo e foi onde erramos. Fomos bem para a direita, no momento em deveríamos ter ido reto. Acabamos indo para a via Abra Cadabra. Quando comecei a rapelar, vi uma dupla bem embaixo, mas aí já era tarde... Deu um pouco mais de trabalho, mas rapelamos sem maiores contra tempos. Chegamos à base da via. Já estávamos quase! O dia continuava agradável. A temperatura estava ótima para o local. O por do sol foi fantástico, deixando a paisagem na cor dourada. Da base, pegamos uma pequena trilha do caminho da Via Sylvio Mendes e fizemos o último rapel.

Foi hora de relaxar completamente. Dali até a pousada era apenas caminhar. Bebi uma água e fiz um lanche com calma. Organizei todo o equipamento na mochila. Foi praticamente fechar a mochila para a noite cair com força. Acendi a lanterna. Iniciamos a caminhada de volta com a sensação de dever cumprido. Caminhamos durante um tempo até chegar ao carro. De lá, seguimos até a pousada, onde fomos recebidos com muita festa! Um dia espetacular, que ficará marcado...




















quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Offroad - Fusca - Cassorotiba x São José de Itaboraí x Silvado

Por Leonardo Carmo

Offroad - Cassorotiba x São José de Itaboraí x Silvado


A previsão para o final de semana era de chuva e como não dava pra escalar, resolvi tirar o fusca da garagem e botar ele pra ralar um pouco. A minha ideia era de subir até a rampa de voo de Maricá. Eu já tinha visto alguns vídeos da estrada de terra subindo pelo outro lado, mas eu queria fazer entrando por Cassorotiba. Como eu não sabia como estavam as condições da subida, chamei o Leandro pra ir com o carro dele, uma Hilux. Precisava de uma retaguarda, mesmo sabendo do potencial do fusca. Por volta das 8h da manhã de domingo, partimos para o início da brincadeira. Não estava chovendo mais, porém ainda estava tudo bem encharcado. Era exatamente o que eu queria ☺.

Começamos por Cassorotiba, Maricá. O início estava tranquilo. Algumas poças, mas nada demais. Depois de alguns minutos de lama contida, pegamos a estradinha que sobe até a rampa.

A subida estava meio ensaboada, mas com tração traseira fui progredindo aos poucos. Em alguns momentos dava aquela derrapada, mas o fusca é valente e cavucava a lama até achar aderência e continuar subindo.

Depois de subir um pouco, veio o primeiro lance. Ainda não era o "crux", mas foi um lance bom. Era uma curva quebrando pra esquerda. Tinham algumas valas e a lama estava mais molenga do que deveria estar. Depois de dar aquela analisada, engatei a primeira e mantive a aceleração. O bichinho me surpreendeu subindo valente. Pensei que nesse ponto fosse passar mais perrengue.

Passado esse lance, veio um outro mais forte. Dessa vez era uma curva quebrando pra direita, só que bem mais íngreme. Saindo da curva, veio uma reta mais íngreme ainda e muito ensaboada. Pensando que perrengue estava acabando, veio uma outra curva quebrando pra esquerda e com uma vala considerável. Esse ponto era o "crux".

Antes de passar por essa sequência de lances mais puxados, parei pra dar uma analisada mais profunda e constatei que não seria nada fácil, mas fusca é fusca, não arrega. Engatei a primeira e toquei pra cima. Fui tentando fazer o melhor traçado, desviando das valetas e pedras. Depois de umas boas sacudidas, passei pelo "crux" e parei mais acima pra esperar o Leandro.

Na hora de descer também foi legal. O carro meio que deslizava por conta da lama. Desci de primeirinha, evitando de frear muito forte pra não parar no barranco.

Depois de terminar a descida e ver como a subida foi puxada, continuamos seguindo pra Itaboraí. Várias poças fundas com bastante lama, mas o fusca novamente passou com estilo.

Tive que parar algumas vezes pra tirar um pouco de água que entrava pelos buracos dos pedais, mas nada muito sério.

Chegando em Itaboraí, precisamente em São José de Itaboraí, resolvemos continuar pela estrada de terra e sair na RJ 114. Depois de andar mais 10 km, saímos na RJ 114. Andamos mais um pouco e resolvemos dar um voadão no Silvado. Renato, meu tio que estava com Leandro, não conhecia o local. 

Chegando em Silvado, paramos pra beber uma cerveja. João, meu sobrinho, ficou amarradão dando biscoito pras galinhas... ôooo vida boa de criança.

Pena que não tenho muitas imagens/vídeos do fusca dessa vez.

Enquanto a gente voltava, eu já estava planejando a próxima missão.