quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Por Leandro do Carmo


Dia: 07/07/2019
Local: Parque Estadual dos Três Picos
Participantes: Leandro do Carmo, Marcelo Lopes, Renato Teixeira, João do Carmo, Maria Fernanda May e Rafael Damiati

Dicas da Trilha do Seio da Mulher de Pedra

A trilha pode estar bem fechada no início, ela fica tomada por uma espécie de samambaia. Possui alguns pontos de água no início. Levar uma corda de uns 10 metros para auxiliar a subida. Existem três trechos mais técnicos.


Vídeo da Trilha do Seio da Mulher de Pedra




Como Chegar ao Início da Trilha do Seio da Mulher de Pedra


Caminho do Mirante Soberbo até o Início da trilha: https://goo.gl/maps/RMHNMH8Rs22DHuZH8

Relato da Trilha do Seio da Mulher de Pedra



Era para estarmos na Travessia Petrópolis x Teresópolis, mas o dia de sábado amanheceu ruim e a previsão não era das melhores. Para não ficar sem fazer nada, optamos por fazer o Seio da Mulher de Pedra. O local conhecido como Mulher de Pedra fica na região de Vargem Grande, dentro dos limites do Parque Estadual dos Três Picos, município de Teresópolis.

Saímos de Niterói pontualmente as 5:20, hora marcada na noite anterior. A madrugada estava fria, mas sem sinais da chuva do dia anterior. Seguimos na estrada e na altura de Margé, já dava para ver como o dia estava limpo... Nem parecia aquele sábado fechado! Chegamos ao ponto de encontro, Padaria Mini Max (https://goo.gl/maps/TJbW5wXTyAg12BZm6), às 7 horas, tomamos um café da manhã reforçado e ali, aguardamos o resto do pessoal chegar.

Com todos juntos, seguimos viagem. Saímos da estrada e entramos na região chamada Vargem Grande. Andamos por mais alguns quilômetros até chegarmos ao local de início da trilha. Estacionamos os carros de modo a não atrapalhar a passagem e começarmos a caminhar. Entramos por uma cerca de arame e passamos por um casebre. Num largo, seguimos para a direita até chegar bem próximo a uma cerca e de lá seguimos subindo. O caminho estava batido, haviam feito recentemente. Esse início é tomado por uma espécie de samambaia. Continuamos a subia zig zag até entrarmos de vez na mata. Passamos por alguns pontos de água até pegarmos uma subida forte.

Depois de vencido esse trecho, chegamos a um largo. Nesse ponto, pegamos à esquerda e seguimos por um bambuzal.  Mais um pouco de subida e estávamos de frente a um enorme paredão. Dali, seguimos para direita com alguns trepa pedras até chegarmos ao primeiro ponto mais técnico. Uma subida numa fenda bem suja. Estava molhado. A atenção precisava ser redobrada. Mais acima, uma corda de nylon azul bem nova dava uma ajuda em mais um trecho técnico.  A subida a partir daí fica bem íngreme e perigosa. Um pouco acima, mais um trecho exposto. Dá pra usar um grande tronco para auxílio na subida. Vencido o lance, toquei pra cima até um local mais confortável e com sol. Ali fui avisado que o Renato havia sentido a perna e decido abortar a subida.

Olhando o vale lá embaixo, dava pra o quanto havíamos subido. Mas o quanto faltava, não conseguíamos ver. O tempo estava bem fechado e as nuvens baixas encobriam o cume. Mais no alto, depois de todos reunidos, paramos para um lanche e um descanso antes do ataque ao cume. Depois de tomar uma água e comer algo, continuamos nossa subida. Depois de passarmos por um trecho com bastante bambuzinhos, começamos a caminhar numa área com vegetação rasteira, típica dos cumes da região. A subida era forte e pegamos algumas lajes pelo caminho.

Depois de alguns minutos, chegamos ao cume. Uma área bem aberta. Uma vista de 360°. Preparei um café e fizemos um bom lanche. O tempo continuava fechado e ventava bastante. Procurei um local mais abrigado do vento. Fiquei ainda na esperança de que abrisse um pouco. O tempo foi passando e nada. Na hora que começamos a descer, as nuvens dissiparam um pouco, o suficiente para vermos os Dois Bicos e o Vale dos Frades. Mas poucos minutos depois, já fechou novamente. Seguimos descendo por entre as lajes e caminhos até estarmos no ponto onde fizemos o lanche antes do ataque ao cume.

Ali resolvi descer mais rápido para ver se encontrava o Renato que havia sentido a perna e ficara no caminho. Com tudo combinado, segui descendo mais rápido, sendo acompanhado pelo Marcelo. Passamos pelos trechos mais delicados e não encontramos o Renato no local onde havia resolvido parar. Provavelmente já havia começado a descida.  Seguimos descendo num ritmo bem forte. O Marcelo viu uma mensagem de que o Renato havia chegado no carro. Bom, agora era só descer.

Descemos bem rápido, como diz o ditado “pra baixo todo santo ajuda”... Já no carro, encontramos o Renato descansando. O tempo fechou com força e comecei a sentir alguns pingos de chuva. Olhei em direção ao cume e via que ficou completamente tomado pelas nuvens. Só que agora, eram nuvens de chuva. Depois que todos chegaram, nos apressamos e iniciamos o caminho de volta. Ainda paramos no Paraíso da Serra para um bolinho de aipim e caldo de cana, antes de descer a serra... Missão cumprida!!!!!

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra


Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Trilha da Pedra do Desengano - Parque Estadual do Desengano

Por Leandro do Carmo


Dia: 22/06/2019

Local: Parque Estadual do Desengano

Participantes: Leandro do Carmo, Jésus Paulo, Mauro Mello, Marcelo Correa, Ivison Rubim, Simone Cruz e Márcio




Vídeo da Trilha da Pedra do Desengano


Como Chegar ao Início da Pedra do Desengano

A partir do centro de Santa Maria Madalena até o pórtico de entrada do parque, são cerca de 11,6 km - https://goo.gl/maps/L3aHtgoHDD2EyaUc7
A partir desse ponto, a estrada vai piorando e carros de passeio nem sempre conseguem subir as rampas mais íngremes.

Existem algumas opções de transporte na cidade. É fácil conseguir informação.

Dicas para a Trilha da Pedra do Desengano

No geral, a trilha é bem marcada, mas pode gerar dúvidas em alguns pontos, devido a queda de árvores. O último ponto de água está aproximadamente a 3 km do início da trilha. Existem alguns trechos de laje que são expostos, em dias de chuva, fica bastante escorregadio.

Relato da Trilha da Pedra do Desengano

Saímos cedo da pousada onde ficamos hospedados, isso no centro de Santa Maria Madalena. O dia estava meio encoberto e as montanhas da região estavam encobertas. Não havia sinal de chuva. Pegamos a estrada em direção à Morumbeca dos Marreiros. O nosso objetivo do dia era a Pedra do Desengano, que dá nome ao parque é ponto culminante da unidade de conservação, com 1.761 metros de altitude.

Depois que passamos pelo pórtico do Parque, a estrada foi ficando ruim, mas como 4x4 foi tranquilo subir, ao contrário do carro do Marcelo, que deve ter sofrido um pouco... Num certo ponto da estrada, o Marcelo encostou o carro e todos subiram no meu e de lá, fomos até a porteira de acesso às Estalagens, onde estacionamos bem ao lado da estrada. O local tem poucos pontos de estacionamento. Dali, fomos caminhando até chegarmos ao pórtico de início da trilha. Ainda fomos até a maior estalagem para conhecer o local.

Iniciamos a trilha, caminhando paralelos à uma cerca e em poucos metros, entramos completamente na mata.  O tempo estava bastante úmido. A caminhada começou tranquila e com pouca subida, avançávamos rapidamente. Caminhávamos por uma mata bem preservada. Passamos perto de um córrego e ouvíamos o som dos pássaros e o barulho da água. E foi assim até o último ponto de água, com aproximadamente 3km.

Nesse ponto havia uma placa indicando ser o último ponto de água. Minha garrafa ainda estava cheia e não foi necessário enchê-la. A partir desse ponto, a subida começa a ficar mais íngreme, mas nada complicado. Fizemos uma pequena pausa e continuamos a caminhada. Mais acima, o que seria um mirante, foi uma janela para uma paisagem completamente branca. As nuvens baixas do dia  impediam nossa visão, não conseguíamos ver nada...

Continuamos a subida e chegamos às primeiras lajes. Cruzamos grandes bromélias até ter que fazer um lance mais exposto, subindo por uma fenda até um pequeno platô. A rocha estava bem molhada e por isso, fomos bem devagar. Acima, mais um lance de costão, até começarmos novamente na trilha, agora com vegetação rasteira e pequenos arbustos. De baixo, dava para ver um cume mais a esquerda e como a visibilidade estava muito ruim, não tinha muita noção de onde era o cume do Desengano.

Na medida em que avançávamos, a esperança de pegar uma janela com pelo menos alguns segundos de tempo aberto, diminuía. Seguimos andando e começamos a contornar para a direita, indo numa direção oposta até chegar à base do último costão antes do cume. Esse bem maior que os dois anteriores. Ali na base, fizemos uma parada rápida e começamos a subir. Meu pai resolveu ficar ali esperando, não é muito chegado a altura.

Era hora do ataque ao cume. Haviam alguns totens pelo caminho, os quais ajudavam na orientação. Continuava bem úmido. Todo o cuidado era pouco. O trecho não era tão técnico, mas era bem exposto. Como estava tudo fechado, não dava para ter uma noção exata. Mais alguns minutos de subida e estávamos no cume. Lá, fizemos uma pausa para o lanche, assinamos o livro de cume e ainda ficamos um tempinho lá em cima, antes de começar a descida. Fui na frente para encontrar meu pai que nos esperava. Já na base, dava para o resto do pessoal descendo e como era alto o trecho. Com todos juntos, iniciamos a descida.

Descemos rápido e logo estávamos de volta ao início da trilha. Lá, descansamos um pouco e pegamos o caminho de volta.










terça-feira, 20 de agosto de 2019

Via Reino Mágico - Pedra Dubois

Por Leandro do Carmo

Via Reino Mágico – 4° V E3 D4 1.035m – Pedra Dubois – Santa Maria Madalena



Base da via Reino Mágico

https://goo.gl/maps/vMJ38hs2uq7X3sUQ9

Relato da Via Reino Mágico - Pedra Dubois

Mais uma via a convite do Marcelo Correa... Que por sinal, tem mandado muito bem nas escolhas!!!! O destino dessa vez foi a pequena cidade de Santa Maria Madalena, no interior do Rio de Janeiro. Ficamos hospedados na Colônia de Férias da ASPERJ, sendo muito bem recebidos pela Dona Rosália, bem no centro da cidade.

Saímos cedo de Niterói, a viagem até lá levou cerca de 4 horas. Chegamos por volta das 8 horas da manhã e só tivemos tempo de chegar à pousada, deixar as coisas e seguir para a base da via. No caminho, encontramos o Maurinho, que já nos esperava, pois havia ficado em uma outra pousada. Com todos reunidos, nos dirigimos para a base da via. Estacionamos o carro próximo a uma casa e descemos para atravessar um córrego e começar a subir. Levamos um bom tempo para vencer o trecho. O mato estava bem alto e soltava uma foligem que nos deixou completamente marrons!

Depois de atravessar uma cerca, a coisa melhorou e conseguimos caminhar com mais facilidade. Depois de alguns minutos, finalmente chegamos à base. Levamos cerca de 35 minutos para percorrer poucos metros. Fizemos um lanche rápido e começamos a subir. O Marcelo dividiu a cordada com o Maurinho e eu, com o Blanco. Fui subindo os costões iniciais, com proteções de 60 em 60 metros. E foi assim, sempre a procura da próxima chapeleta... Ao todo, 9 enfiadas, mais uns 60 metros de caminhada em cerca de 1h 20min, até chegarmos ao ponto onde “realmente” a via começa.

Uma subida que cansou... Subimos uns 600 metros bem rápidos... Fizemos mais uma pausa para o lanche, porque agora iríamos até o cume! O dia estava bem agradável. O sol não estava muito forte e o vento soprava fraco. Depois de comer alguma coisa, saímos para o resto da escalada. O Marcelo foi na frente, em seguida, o Maurinho. O Blanco tocou a próxima e me deu segue até a parada. Essa enfiada foi bem tranquila e logo estava na 10ª parada.

A próxima enfiada foi mais puxada, já era bem mais vertical e um lance bem delicado. Mas devagar fomos subindo. O Blanco guiou novamente. Guiei a 12ª enfiada. Fui para a esquerda e costurei um grampo um pouco longe. O Maurinho havia subido direto. Optei por costurar, mas isso deu um arrasto grande na corda. Com um lance mais delicado, subi e cheguei na parada. Aí de segurança ao Blanco que chegou em seguida. A vista impressionada. Dali conseguia ver até a Pedra da Bolívia, em Itaocara.

Uma pequena pausa para uma água e vamos pra cima, pois ainda faltavam duas enfiadas. O Blanco saiu para guiar a 13ª enfiada. Acabou não vendo uma chapeleta e tocou numa linha mais delicada e com a rocha bem suja. De vagar ele subiu e logo estava na 14ª parada. Foi minha vez de subir e a via continuava nas mesmas características: agarrinhas e lances em aderência. Estávamos subindo rápido e logo estaríamos no cume. Mas faltava a última enfiada, mais uma daquelas boas...

O Blanco guiou novamente, tocando bem rápido até a parada e logo em seguida, subi. Fui subindo, já vendo a cordada do Marcelo e Maurinho tocando para a última. Dei um gás até chegar ao Blanco e de lá, como já estava com as costuras no rack, segui sem parar até a última parada, onde já estavam o Maurinho e Marcelo. Enquanto subia, ouvia o Ivison pedindo as coordenadas para achar onde nós estávamos. Ele havia feito cume pela trilha. Não é tão simples achar o final da via a partir do cume. Não há trilha definida.

Assim que cheguei na parada, passei pelo Maurinho e Marcelo e continuei a subida até uma área mais aberta, uns 50 metros depois dos últimos grampos, ponto onde deveria de estar o livro de cume. Poucos minutos depois, estávamos todos reunidos. O Ivison e o Sandro, que haviam feito cume pela trilha, também estavam ali nos esperando. Logo depois eles subiram até o cume para encontrar quem ficou lá em cima esperando.

Depois de algum tempo arrumando as coisas, começamos a subir por um vara mato até o cume, onde a galera nos esperava com um bom café, feito pelo Ivison. Para ainda para tirar algumas fotos e iniciamos a descida. Ela segue bem forte por um costão e no colo, entre o Dubois e o cume secundário, pensei que fosse continuar descendo, mas havia uma subida... Olhei para ela e pensei como seria bom se pudesse quebrar para a direita... Mas a subida nem foi tão ruim assim e logo começamos a descer forte. Imaginei a subida... Em pouco tempo estávamos já no pasto, vendo a bonita Fazenda Diboá. Deu para ver um pouco do pôr-do-sol e de lá seguimos até o carro. Um dia cansativo, porém espetacular! Missão cumprida.

Filmagem do Drone






















terça-feira, 13 de agosto de 2019

Trilha Salkantay - 4 Dias

Por Leandro do Carmo

Participantes: Leandro do Carmo, Alberto Matrilhas, Rafael Faria, Alexandre Bibiani, Vanessa Berton, Raquel Terto, Leonardo Chicayban

Data: De 10 a 13/08/2018

Vídeo completo da Trilha Salkantay




1º Dia da Trilha Salkantay

Cusco x Mollepata x Challacancha – Van (115 KM - https://goo.gl/maps/QzLMXmeqTun)
Challacancha x Soraypampa x Lagoa Humantay x Soraypampa - Caminhada - 12,5 km

2º Dia da Trilha Salkantay

Soraypampa x Chaullay – Caminhada - 23,3 km

3º Dia da Trilha Salkantay

Chaullay x Santa Teresa – Van (30 KM - https://goo.gl/maps/cqfwEZ5Exct)
Santa Teresa x Hidrelétrica – Van (10 km - https://goo.gl/maps/hE5hNEyJD3N2)
Hidrelétrica x Machu Picchu Puelblo – Caminhada - 13 km

4º Dia da Trilha Salkantay

Machu Picchu Pueblo x Ruínas Machu Picchu x Hidrelétrica - Caminhada - 23,7 km
 Hidrelétrica x Cusco - Van (224 km - https://goo.gl/maps/W9epU4iM1TeXb1pk8)

Dicas para a Trilha Salkantay

A Trilha Salkantay é uma bela opção para quem quer chegar a Machu Picchu através de caminhada. É uma trilha bem aberta, sem trechos técnicos. Porém, a altitude cobra seu preço, principalmente no segundo dia. Além de ser o dia mais longo, é o dia onde se chega a maior altitude do percurso, cerca de 4.600m. No geral, o segundo dia é o mais pesado. Os outros são mais tranquilos. Pra quem já tem experiência em longas caminhadas, não terá problemas. Optamos por fazer em 4 dias, mas as possibilidades são muitas.

Relato da Trilha Salkantay

Enfim havia chegado o grande dia. Já estava em Cusco de o dia 06 de agosto e cumpri bem o que havíamos planejado quanto a aclimatação. Para quem vive ao nível do mar e nunca havia subido acima dos 3.000 metros, estar bem preparado, fisicamente e psicologicamente, era muito importante. No ponto mais alto da travessia, estaríamos na marca de 4.600 metros.

Para aclimatar bem e não sentir os efeitos do “soroche”, como é conhecido o mal estar provocado pela altitude, havíamos programado algumas subidas graduais a pontos mais elevados. Cheguei em Bogotá no dia 05/08 e lá a altitude já é de 2.640 m, porém, nada muito diferente do que já subi aqui no Brasil. Por exemplo, o Pico da Bandeira tem 2.892m. Passei quase um dia inteiro por lá, chegando em Cusco no dia seguinte. Em Cusco, já com altitude de 3.400m, foi hora de ver, realmente como o corpo se comportaria.

Já no Aeroporto Internacional de Cusco, já pude provar a famosa folha de coca, disponível logo na saída, perto do centro de informações turísticas. Foi uma tarde para dar uma boa volta pelo centro da cidade. Muita gente já sente logo na chegada. Eu estava bem. Senti que não haveria problemas. Para continuar o processo de aclimatação, optamos por fazer o tour do Vale Sagrado e programamos fazer o Cerro Vinicunca, também conhecida como Montanha Colorida ou Rainbow Mountain. Este seria o cume mais alto de toda a viagem, chegando aos 5.100m.

Cumprida essa etapa, que está em outro relato, passamos a véspera da Salkantay, visitando os sítios arqueológicos próximos a região de Cusco. Esse foi nosso plano de aclimatação. Fomos bem conservadores e pudemos ir preparando o corpo. Achei muito importante esse processo, pois pudemos sentir o frio andino, conversar com as pessoas, integrar mais o grupo, afinal de contas, iríamos passar os próximos 4 dias bem juntos.

Depois de tudo pronto, nos reunimos no Hostel para a conversa final. Ali, acertamos os detalhes e pudemos sair para comprar o que faltava. Nossa programação era sair no dia seguinte, as 4:30 da manhã.

Dia 1 da Trilha Salkantay - Cuzco x Soraypampa

Havia dado tudo certo até o momento. A ansiedade estava grande. Havia passado uma boa noite e como já estava tudo pronto, pude acordar um pouco mais tarde, era só levantar, pegar a mochila e sair. Nos reunimos na recepção do hostel e o nosso guia, o Belli Chaves, chegou na hora combinada. Fomos até a van que nos levaria ao início da caminhada. Era uma manhã fria, assim como as outras em Cusco. Apesar do frio, o céu estava estrelado, o prenúncio de um grande dia.

Ainda estava escuro e o movimento na cidade já estava grande. A maioria dos passeios saem na madrugada. Todos são bem longe. Seguimos viagem e pegamos o Amílcar, cozinheiro da equipe. De lá seguiríamos até à vila de Mollepata, situada a 2.900 metros. Parte do caminho até Mollepata fizemos à noite, não deu para ver muita coisa. Entre cochilos e balanços, chegamos ao ponto onde faríamos café da manhã. O café foi bem servido, como estava muito cedo, não consegui comer muito, mas fiz um sanduíche e guardei na mochila, sabia que mais tarde a fome iria apertar.

Trilha Salkantay
De volta a van, seguimos pela precária estrada, agora já podendo contemplar a bela paisagem. Ao fundo, as montanhas de neve roubavam a cena. Seguimos até chegar a uma casinha no meio da estrada, havíamos chegado à Challacancha, 3.675m acima do nível do mar, ponto de início da caminhada. Lá haviam vários cavalos e muitas pessoas. Descemos da van e nos arrumamos. A expectativa era grande. O dia estava aberto, porém muito frio. Mesmo com sol, foi preciso estar com o anorak. Ajeitei a câmera, o GPS, os bastões de caminhada e dei uma alongada. Após uma rápida conversa, alinhamos alguns detalhes e começamos a caminhada. Estava me sentindo bem, mas como o Alexandre havia comprado o “Soroche pills”, um medicamente contra os efeitos da altitude, tomei um para garantir.

Enfim começamos a caminhar. Achei que fôssemos caminhar na estrada, mas pegamos um caminho subindo e logo estávamos numa trilha. Até o corpo se acostumar, demorou um pouco. Fizemos várias paradas nesses primeiros 30 minutos de caminhada, uma estratégia para se manter bem. Dali em diante, só ganharíamos altitude até o Passo Salkantay, a 4.600m. Depois de subir um bom trecho, começamos a caminhar paralelo à estrada e a um antigo sistema de captação de água. Agora, a caminhada era plana.

Trilha Salkantay
Ao fundo, podíamos ver a muitas montanhas, um cenário bem bonito. Nosso guia foi nos apresentando diversas plantas locais e seus significados. Grandes ensinamentos. Como estávamos num grupo fechado, a interação era grande. Muitas risadas e descontração. O quilômetros foram sendo deixados para trás naturalmente...

Um pouco a frente, paramos num belo mirante. Ali o Belli nos explicou um pouco sobre as montanhas e o que elas significam para os Quechuas. Aproveitei para comer o sanduíche que havia guardado e peguei algumas folhas de coca para ir mastigando. Após algum tempo caminhando, chegamos a entrada de Soraypampa. Ali era o ponto final das vans, principalmente para quem vai fazer o lago Humantay. Passamos por vários campings e alojamentos. Uns bem confortáveis, outros nem tanto. Mas o local é mesmo voltado para o turismo. Cruzamos um rio e fomos direto ao ponto onde acamparíamos.

Trilha Salkantay
Trilha SalkantayHaviam algumas cabanas de palha e montaríamos nossas barracas lá dentro, assim estaríamos bem abrigados do frio. Estávamos a 3.850m e me sentia bem. Ajudei a montar algumas barracas e fomos para o local onde teríamos o almoço. Nos reunimos no refeitório e pudemos degustar uma bela comida preparada pelo Amílkar, sempre com a entrada de uma sopa, característica do Peru. Muita fartura. Não tinha economia na comida. Tudo foi bem servido.

Após o almoço descansamos um pouco e seguimos para a visita ao Lago Humantay. A partir de onde estávamos, seria só caminhar a distância de 1.700 metros, menos de 2km! Mas estamos a 3.900 acima do nível do mar e teríamos um desnível de, aproximadamente, 300 metros. Começamos a caminhar e lentamente fomos ganhando altura. Apesar de curta a subida é dura, ainda mais com os efeitos da altitude. Encontrar uma pedra no caminho era certeza de descanso. Era sentar e recuperar o fôlego.

Trilha SalkantayO dia continuava bom. A vista era fantástica. Nunca havia estado perto de montanhas de neve. Então isso me impressionava bastante. O frio seco incomodava bastante, mas estava preparado. Muita gente vem de Cusco somente para visitar a Lagoa Humantay, logo a trilha fica bem cheia, mas como estávamos já na parte da tarde, não tinha tanta gente assim. Em todo o trajeto, avistamos a geleira lá no topo, cintilante e reluzente. Mais alguns minutos e quando a trilha fica mais plana, a laguna desponta. Havíamos chegado ao nosso objetivo do dia. Um local fantástico. A água com vários tons de verde hipnotizavam. As pedras ao redor, da lagoa, com nevado Humantay acima, tornavam o local um cenário de filme! Nem ficamos muito tempo e o sol começar a ir embora. Sem a luz do sol, o verde do lago se transformou num cinza. O frio foi aumentando. Era hora de descer...

Descemos por aproximadamente 1 hora até o acampamento. Tomamos um chá e depois jantamos. Conversamos sobre o dia seguinte, sem dúvida o mais importante da travessia. Tudo acertado, segui para a barraca, onde separei e arrumei as coisas, pois acordaríamos bem cedo. Ainda. A noite estava completamente estrelada. Teríamos um dia espetacular! Ainda tentei sair para tirar algumas fotos, mas desisti e voltei para barraca. Peguei no sono rapidamente.

Mais algumas fotos do Primeiro dia

Trilha Salkantay

Trilha Salkantay

Trilha Salkantay

Trilha Salkantay


Dia 02 da Trilha Salkantay -  Soraypampa x Chaullay (2.920 m)

Acordamos cedo, mas nem comparado com os dias anteriores. Abri o zíper da barraca e fui recebido com um copo de chá de coca bem quente. Vou te falar que faz uma diferença enorme! Deu um ânimo para sair do saco de dormir. Fui consultar o termômetro e a mínima no lado externo da barraca havia sido de -1,9°C e dentro, 3,2°C. Engraçado, mas havia sido uma das minhas melhores noites no Peru. Arrumei tudo e fui para o refeitório, onde o café da manhã já nos esperava.

Trilha Salkantay
Tomamos um belo café, muito bem servido pela nossa equipe. Aliás, um ponto forte da nossa viagem até o momento. Tudo como programado, na verdade, um pouco além, considerando a excelente comida. Como estava muito cedo, não consegui comer muito, mas guardei um pedaço de pão para comer mais tarde. O dia amanheceu espetacular. Se o nosso maior medo era o frio, bem provável que sentiríamos calor hoje, pelo menos enquanto tivesse sol... O dia clareou rápido, mas devido as grandes montanhas, o sol demorou a aparecer.

No lado de fora, já estávamos todos reunidos. Me sentia muito bem, mas tomei um “soroche pill” para garantir. Começamos a caminhada. Fomos seguindo o vale a atravessamos o rio para a outra margem e começamos a subir. Passamos por um acampamento e chegamos a uma parte plana. Uma paisagem bem diferente, está vamos em Salakantaypampa, a 4.150m acima do nível do mar. Devido a altitude, não haviam árvores. O sol já estava quase chegando. A montanha Salkantay roubava a cena. Impossível não se impressionar. Cruzamos o rio novamente. Um pouco mais a frente, cruzamos um trecho com água congelada.

Continuamos por um caminho com bastante pedras. Faltava pouco para sol chegar. A temperatura estava na casa dos 5°C. Continuei mastigando folha de coca para diminuir os efeitos da altitude. Mais um pouquinho de subida e o sol finalmente chegou. Impressionante como o corpo se recupera. Instantaneamente uma onda de calor toma conta e te dá um novo ânimo para continuar a caminhada.

Faltava pouco, mas com a altitude, tudo fica mais difícil. Quando terminei a subida, vi que ainda faltava um longo trecho. Não seria tão fácil assim. Essa primeira parte era plana, estávamos em Suyroqocha, a 4.480m. a placa informava: “ABRA SALKANTAY A 1KM”. Bom, agora estava chegando, mas pensei: “não deve ser moleza...” Estava certo! Uma pequena pausa antes de continuar o ataque final. Ali havia um camping, mas não encontramos ninguém. Continuamos a caminhada.

Trilha Salkantay
Continuamos num trecho curto e depois de uma forte subida, chegamos à “Abra Salkantay”, ponto mais alto da caminhada e passagem entre Salkantay e Humantay. No alto de Salkantay existia gelo de um branco diferente. A azul do céu estava fantástico. A montanha Salkantay, imponente, roubava a cena.

Todas as pessoas que chegavam, comemoravam. Uma vitória chegar ali. Demos um descanso e ao invés de seguir o caminho normal, fomos visitar a lagoa Salkantay. O local é pouco visitado e o Belli nos levou para conhecer. Seguimos andando e logo estávamos caminhando sobre a neve. Minha primeira experiência nesse tipo de terreno. Pisar naquela neve branquinha foi fantástico. Caminhamos até chegar a borda do grande lago. Lá procuramos um local mais abrigado do vento e fizemos uma pausa.

Trilha Salkantay
Belli nos explicou o significado de vários coisas, falando sobre Salkantay, Pachamama, o equilíbrio, entre outras coisas. Participamos de um pequeno ritual e seguimos para Chalaway, onde faríamos nosso almoço. Nuvens pesadas começaram a se formar na direção de onde iríamos.

Seguimos descendo e aos poucos fomos deixando a neve para trás e com ela, a altitude. A medida que descia o corpo ia se soltando mais. Meio que “pra baixo todo santo ajuda”, fomos descendo. Demos uma parada, onde pudemos dar um bom descanso e começou a dar um chuvisco bem leve. Ao fundo já dava para ver algumas construções, mas não sabíamos exatamente onde iríamos parar. As nuvens amentavam e assim que chegamos à Wayracpampa, local onde teríamos nosso almoço, caiu uma chuva forte. Ela veio sem dar trégua. Por pouco não nos pegou no meio do caminho.

Novamente o almoço foi excelente. Ao barulho da chuva no telhado, comi bem e tomei um chá para poder ajudar na digestão. Descansamos um pouco enquanto aguardávamos a chuva passar. Assim que ela deu uma parada, pegamos a mochila e começamos a andar. E, literalmente, andamos! A chuva havia passado, mas olhando para cima dava para ver muita nuvem estacionada na região da Salkantay. Aos poucos, a vegetação de altitude foi dando lugar a arbustos. À medida que descíamos, as árvores iam aumentando de tamanho e em pouco tempo estávamos numa floresta bem parecida com a nossa. Demos uma parada numa venda e descansamos um pouco. Nossa equipe de apoio passou com os cavalos e fui seguindo. Eles andavam rápido!

Trilha Salkantay
Mais um pouco de descida e chegamos ao Camping Challway. Havia terminado o dia mais duro da caminhada. O local tinha muito conforto! Wifii, banho quente, refrigerante, etc... Melhor, impossível. Depois do banho quente tomado, coisas arrumadas, nos reunimos para a janta e um bate papo descontraído. Alteramos um pouco a nossa programação do dia seguinte e fomos dormir...





Mais algumas fotos do Segundo Dia

Trilha Salkantay

Trilha Salkantay

Trilha Salkantay

Dia 03 da Trilha Salkantay - Chaullay x Machupicchu pueblo

Foi o dia na qual acordamos mais tarde. Devido a nossa mudança nos planos, não faríamos a primeira parte da caminhada. Optamos por contratar uma van para nos levar até Santa Tereza, que é um dos nove distritos da Província de La Convención, situada no Departamento de Cusco, pertencente a Região de Cusco. Lá, visitaríamos as fontes termais. A noite foi ótima, as barracas foram armadas no segundo andar das casas, o que fez a noite ser bastante agradável.

Tomamos um bom café da manhã. Arrumamos tudo e ajudamos a levar as coisas para a van que nos levaria à Santa Teresa. Na programação inicial, desceríamos a pé, mas optamos por seguir de carro. Nos despedimos do José, responsável pelos cavalos e parte da carga. A partir de agora, era outra parte da travessia.

A estrada para descer era muito precária. Em alguns pontos podíamos ver o fundo do vale a centenas de metros abaixo. Ainda bem que a família do motorista estava junto! Assim, acho que não correria muito nesse caminho estreito e perigoso. Continuamos a descida e passamos por diversos grupos caminhando. Paramos num ponto onde pudemos comer algumas Granadillas, um tipo de maracujá bem doce.

Trilha Salkantay
Chegamos à Santa Teresa e paramos no lugar onde teríamos nosso almoço. Lá deixamos nossas coisas e fomos para as Águas Termais. Foi uma manhã para relaxar. Várias piscinas com temperaturas diferentes. A água vem de dentro da montanha. Após relaxar, voltamos para nosso almoço. Almoçamos e preparamos nossas coisas. Parte do nosso material ficou ali mesmo e pegaríamos na volta. Nos despedimos do Amílkar, nosso excelente cozinheiro e de lá seguimos para a Hidrelétrica. Começaríamos a nossa caminhada até Machu Picchu Pueblo. Machu Picchu pueblo ou Machupicchu, também conhecido como Aguas Calientes é uma cidade no Peru às margens do rio Urubamba, cujo nome em Quechua é Machu Pikchu.

Até o ponto onde começaremos a caminhada são cerca de 10km. Passamos na portaria, onde assinamos um livro e de lá continuamos na van por mais alguns metros. O ponto de partida é na estação de trem que vai até Machu Picchu Pueblo. Tem restaurantes e pequenas vendas. Dá para fazer aquela compra de última hora... Iniciamos a caminhada.

Seguimos na linha do trem por alguns metros e entramos num trilha até chegar a outra linha. Dali fomos seguindo até cruzar uma grande ponte. No alto, podíamos ver a cidade sagrada de Machu Picchu. Uma emoção grande poder chegar até ali. Seguimos andando e passamos por vários restaurantes e campings. Passamos também do primeiro ponto de controle para ingressar em Machu Picchu, no dia seguinte teríamos que estar ali por volta das 4 da manhã.

Trilha Salkantay
Depois de aproximadamente 10 km de caminhada, já a noite, chegamos a Machu Picchu Pueblo. Uma cidade pequena mas muito moderna. Construída no meio do vale do rio Urubamba, parecia cenário de filme. As luzes e construções modernas faziam da cidade um local bem diferente dos quais já havia passado. Enquanto em Cusco tínhamos antigas construções, em Machu Piccu Pueblo, tínhamos a modernidade como contraponto.

Fomos até a praça central, chamada de Plaza Manco Capac. Lá nos encontramos novamente com o Belli, que nos levou a um restaurante, onde jantamos. Ali ele nos explicou como faríamos para entrar nas ruínas de Machu Picchu, a hora na qual deveríamos sair, etc. Fomos para o hostel onde passaríamos a noite. Tomei um bom banho e descansei um pouco.  Como ainda estava cedo, não dava para dormir. Aproveitei para dar uma volta na cidade.

Trilha Salkantay
O local é muito aconchegante. Se em Cusco tinha muito turista, aqui não seria diferente. Tem de tudo: mercado, pizzaria e até pão francês! No mercado, comprei logo 6 pães. Comi logo 2 antes de chegar ao hostel. Receberíamos um kit com café da manhã para o dia seguinte, mas como não sabia o que seria, fiz as minhas compras. Ainda demos uma volta para fazer algumas fotos e voltei para o quarto para descansar. O dia seguinte seria um dos mais importantes da minha vida.

Conversando com o pessoal, disse que o dia seguinte seria o mais fácil da viagem. Teríamos um dia de turista! Até hoje o pessoal me sacaneia... Vocês verão o porquê...

Dia 04 da Trilha Salkantay – Machu Picchu e volta a Cusco

Trilha Salkantay
Acordamos bem cedo e saímos no horário combinado. Caminhamos até o primeiro ponto de controle. O acesso às ruínas é liberado somente a partir das 5 horas da manhã. Chegamos por volta das 4. Já tinham algumas pessoas na fila.  Ficamos ali conversando e rindo muito, o que fez o tempo passar rapidamente. Pontualmente a entrada foi liberada. Começamos a caminhada. Atravessamos a ponte e mais a frente começamos o primeiro dos cerca de 2.000 degraus até a entrada das ruínas de Machu Picchu. Ainda estava escuro quando começamos a subir. Muita gente caminhando. Depois de cerca de 1 hora, chegamos à portaria. A fila já estava grande. Procuramos o responsável por nossa visita guiada. Enquanto estávamos na fila, percebemos que alguns ingressos estavam com a data de visitação diferente. Assim que chegamos na roleta, três ficaram barrados.

Não sei o que aconteceu, mas o guia acabou comprando três entradas para o dia errado. Enquanto eles tentavam resolver o problema, eu, Vanessa e Rafael tivemos que continuar andando, pois não podia ficar ali esperando... Apesar de estar realizando um sonho, não curti muito a entrada, pois estava preocupado se o Alberto, Alexandre e o Léo iriam conseguir entrar. Depois de algum tempo, o nosso guia falou que eles entrariam. Aí relaxei um pouco... Mas teve uma hora em que o guia falou: “vocês descem por ali e seguem para o acesso à Montanha Machu Picchu, vocês tem 20 minutos para conseguir entrar”. Começamos a andar... Só que a entrada é longe e quase perdemos o horário.

Quando cheguei na portaria, quem estava lá? Alberto, Alexandre e o Léo! Resolvido. Estávamos juntos novamente. Enquanto estávamos achando que eles não conseguiriam entrar, quase que a gente perde o horário! Bom tudo acertado, começamos a subir bem mais tranquilos. Aí sim, pude começar a curtir e apreciar o local. Foi quando caiu a ficha. Estava em Machu Picchu! Sempre via documentários sobre o local e imaginava como seria ao vivo...

Trilha Salkantay
Tinha visto um pouco da cidade, mas agora era hora de concentrar na subida, afinal de contas ela era longa. Ouvi alguém dizer que eram cerca de 2.500 degraus... O dia estava excelente. A paisagem era bem diferente da qual havíamos estado no dia anterior. Saímos de um local onde a neve era o destaque, para um, onde o verde das florestas era exuberante. A medida que subia, podia ver as ruínas de Machu Picchu ao fundo e ficando cada vez mais distantes. Muita gente de todos os tipos. Gente de sapato, calça jeans, e até de mochilão, como a gente. A verdade é que todos subiam!

Trilha Salkantay
O calor estava forte e os degraus não davam trégua. Concentrando um passo após o outro e depois de passar por inúmeros mirantes, havia chegado no cume da Montanha Machu Picchu. Sua altura é de, aproximadamente, 3.082m e o desnível da subida é de 652 metros, a partir do ponto de controle. A distância percorrida, foi de 2 km. Sentei para descansar e esperar o resto do pessoal chegar. O dia continuava quente e bem aberto. As ruínas de Machu Picchu ficavam bem ao fundo. Tão pequenas que mal dava para acreditar. Com todos reunidos, tiramos várias fotos.

Depois de descansar, era hora de voltar. Ainda tinha muita coisa para fazer... Comecei a descida já com o estoque de água reduzido. Como pra baixo todo santo ajuda, foi bem mais fácil a descida. Rapidamente estávamos no ponto de controle e esperamos todos chegar. O tempo que passei sentado, esperando o pessoal chegar, pude sentir aquela paz e energia que o lugar passa. Apesar da enorme quantidade de gente, sempre há um lugar mais vazio onde você pode relaxar.

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Dei uma volta completa entre as ruínas meio que forçado. Havia encontrado uma sombra para descansar, só que quando tentei voltar, não podia. Tive que seguir andando e dar uma grande volta. Acho que andei uns 20 minutos a mais... Cansado como eu estava, acho que durou umas duas horas!!! Fomos voltando até o local onde havíamos combinado. Ali realmente descansei. Comprei uma água e comi uns biscoitos. Uma parte do grupo seguiu descendo. Ainda teríamos mais cerca de 11 km de caminhada plana. Ainda bem que o Alexandre demorou um pouco a chegar. Bom, era hora de ir embora...

E pegamos o caminho de volta. Descemos as escadas e logo estávamos caminhando ao lado da linha do trem. Era só caminhar... Como num piscar de olhos, havia se passado 4 dias... Uma mistura de satisfação com um certo teor de nostalgia... Havia saído das Ruínas de Machu Picchu há menos de 2 horas, mas era como se eu já estivesse longe há muito tempo... De vez em quando olhava para cima e podia as ruínas bem no alto das montanhas... Quem sabe um até logo?

Trilha Salkantay
No caminho, encontramos algumas pessoas que havíamos visto pela travessia. Depois de tanto caminhar, chegamos novamente na Hidrelétrica. Encontramos a van que iria nos levar novamente a Cusco. O pessoal resolveu almoçar. Eu comprei algumas frutas e fiz um lanche. Estava na hora de saída do trem, uma grande confusão. Fui para van e esperei a galera chegar. Bom, agora era só curtir a viagem de volta... Quem dera se fosse tão simples... A van estava bastante empoeirada, o espaço era pequeno e eu estava literalmente quebrado! Lembra que havia falado que esse seria o dia mais tranquilo? Talvez tenha sido o mais pesado!

As quase 6 horas de viagem de volta até Cusco foram horríveis. Ainda bem que eu estava dormindo e não vi o caminho que fizemos. O Rafael que optou por voltar no dia seguinte, disse que o caminho era no estilo do dia na qual descemos de Chaullay até Santa Teresa. Por isso que demorava tanto! Pelo menos demos muitas risadas com as histórias do Alberto... Chegamos à Cusco por volta da meia noite. Foi o tempo de guardar as coisas e dormir... Não lembro de mais nada!

Mais algumas fotos de Macchu Picchu

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