segunda-feira, 28 de julho de 2014

Escalada na Via Paredão Chuva de Guias

Por Leandro do Carmo

Data: 30/05/2014
Via Paredão Chuva de Guias –  2º Vsup E2 D2 275m (croqui
Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca

Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois vira para a esquerda, Seguirá reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a esquerda. O começo é muito fácil, um costão, até o segundo grampo. Depois segue também muito fácil. O crux, Vsup, é no final, muito bom, mas terá que escalar em 2º para chegar lá. Em alguns pontos a via está bem suja. No verão o sol bate forte durante todo o dia. Vale a pena entrar bem cedo.

Relato

Continuando a minha “difícil tarefa” (ah se todo o problema fosse esse...) de ter que escalar no Córrego dos Colibris, pois como já havia falando antes, a Stephanie precisa escalar todas as vias do local para seu trabalho de mestrado, escolhemos a Paredão Chuva de Guias. Assim seguiríamos a ordem das vias da esquerda para a direita.

Escolhida a via era hora escalar! Marcamos cedo. Aproveitei para deixar minha mãe lá na entrada do Parque, em Itacoatiara, pois ela está fazendo do Curso Básico do CNM e seguimos para o início da trilha. Na semana anterior a Stephanie teve seu carro roubado, chegaram dois caras numa moto e apontaram uma arma para ela. Ainda bem que levaram só o carro, a gente vê tanta coisa absurda por aí... A escalada para ela já tinha dois objetivos: seu trabalho de mestrado e desestressar a difícil semana!

Bom... Então vamos lá!

Chegamos ao início da trilha, fizemos a pequena caminhada e chegamos rapidamente a base da via. Eu já havia estado ali a um tempo atrás, quando o Parque organizou um mutirão de limpeza da trilha. Nos arrumamos, com muito menos mosquito que da outra vez e comecei a escalar. O começo é bem tranquilo, na verdade, praticamente uma caminhada, seguindo assim até quase o terceiro grampo. Fiz a parada e a Stephanie veio logo em seguida, sempre no ritmo: escala, para, bate foto, escala novamente, para... Mas estávamos lá para isso! Me preparei e segui para a próxima enfiada. Outra bem tranquila e sem problemas. O tempo estava agradável. Escalar durante a manhã tem suas vantagens. Se a via até agora não se mostrava muito interessante, o mesmo não se poderia dizer do visual. Uma bela vista se formava da Lagoa de Itaipu, Camboinhas, o Bairro de Itaipu, Pedra do Cantagalo, etc...

Depois de uma pausa para contemplar a paisagem, continuei escalando. Essa terceira enfiada já é um pouco mais difícil que as outras duas. Passei com muito cuidado em um lance, numa espécie de degrau entre as bromélias, mais para evitar impactar a vegetação. Mais um pouco acima, montei outra parada e a Stephanie logo chegou novamente. Continuei e fiz a quarta parada, a última antes do crux da via. Uma pausa para água e algumas fotos e segui para a melhor parte da via, assim eu esperava!

Subi e cheguei na base desse lance. A parede ganhava verticalidade. Bem protegida. Os lances são em pequenas agarras, umas bem sólidas, outras passei torcendo para não quebrar. Venci o lance e segui até o próximo grampo, numa pequena diagonal para a esquerda. O grampo ficou distante, talvez tenha ficado mal acostumado pela sequência anterior. Tinha corda para ir até o final, mas resolvi parar ali mesmo e esperar a Stephanie subir, assim ficaria mais próximo dela no crux. Ela subiu e passou lance, deu uma descansada e continuou subir, ainda falei: “ Não cai aí não!” Bem no lance da diagonal, pois se ela caísse ali, iria em cima de uns cactos. Ela me respondeu: “Por que você foi falar isso!” Mas ela passou e chegou na parada. Mais uma enfiada curta e estávamos no cume, ou melhor, no final da via.

Aproveitamos para fazer um lanche, descansar e apreciar o belo visual. Nos preparamos para os intermináveis rapeis, acho que foram 9, não importa, foram muitos!!!! Terminamos e fomos para o Bananal, onde o pessoal do CNM ministrava a aula do curso básico. Mas antes disso, paramos na praia de Itacoatiara, onde comprei um sanduíche, afinal de contas já era hora do almoço! Fomos em direção ao Bananal, pegando a trilha da subsede do Parque e encontramos o pessoal por lá. Ainda ficamos mais um tempo antes voltar, acompanhando os futuros escaladores, inclusive um deles é a minha mãe, mas essa história vai ficar para um outro relato...


Valeu pessoal e até a próxima!!!!!

Primeira Enfiada

Partindo para a segunda enfiada

Flores do caminho

Bem lá no alto

No rapel

Visual da Via


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