sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Via Tensão Harmônica, comemorando 40 anos!


Por Leandro do Carmo

Via Tensão Harmônica, comemorando 40 anos!
Dia: 13/04/2019
Local: Costão de Itacoatiara
Participantes: Leandro do Carmo e Marcelo Correa

É uma história engraçada... Pela primeira vez fui obrigado a escalar! Isso mesmo, obrigado a escalar! Já na terça feira mandei uma mensagem para o Blanco deixando o sábado em aberto para a escalada. Ainda não sabíamos qual via faríamos. Na quinta feira, ele me passou uma mensagem avisando que teria um compromisso e não poderia, mas insistiu para que eu falasse com o Marcelo. Pensei: “o cara não poderá escalar e quer muito que eu vá”. Até aí tudo bem, mandei mensagem para o Marcelo e acertamos de escalar no sábado. Sugeri as vias da Face Sul do Costão, lá decidiríamos qual fazer... O Ary e o Rafael se juntariam a nós nesse dia.

Na sexta feira a noite, estava tão cansado, que enviei uma mensagem para o Marcelo avisando para deixarmos nossa escalada para a parte da tarde. Posso contar nos dedos as vezes que escalei à tarde... Como ele não me respondeu, fui dormir. Já sabendo que não teria hora para acordar, dormi bem tranquilo. Por volta das 7 horas da manhã, minha esposa veio com o celular na mão, avisando que o Marcelo queria falar comigo. Meio sonolento, peguei o telefone.

Leandro: “Fala Marcelo! Beleza?”
Marcelo: “Beleza Leandro! Vamos escalar! O Ary vai também. Só vi sua mensagem agora.”
Leandro: “Te passei uma mensagem ontem, cheguei em casa cansadão e tô com uma maior preguiça.”
Marcelo: “Vamos lá... Falei com o Ary e ele vai também...”Como já tinha acordado e a mochila já estava pronta, resolvi escalar.
Leandro: “Então beleza, vou só pegar as coisas aqui e passo aí na sua casa...”

Decidido escalar, peguei as coisas e encontrei o Marcelo na casa dele e de lá, seguimos para Itacoatiara. Até agora, tudo normal...

Chegando em Itacoatiara, fomos direto para a subsede assinar o Termo de Risco. O Ary já estava lá. Faltava o Rafael, que chegou logo em seguida. Preenchemos o termos e seguimos para o início da trilha. Caminhamos pela costão, um pouco próximo ao mar, até entrar no caminho dos pescadores e após passar o acesso à Via do Tetinho, continuamos andando até contornar o Costão. A base da via é difícil de achar... Não dá para ver o primeiro grampo. Mas, olhando em volta, é o único lugar onde daria para começar a via. O Ary veio logo atrás e confirmou o que havia pensado.

Subimos um pouco e nos equipamos. O Marcelo iniciou a escalada e foi subindo meio que na intuição. Logo avistou a primeira chapeleta. Subiu mais um pouco e montou a parada na terceira chapeleta. Dali subi e vi que a via estava um pouco suja, talvez pela falta de frequência. Cheguei à parada e segui direto. É um trecho bem bonito. Vai seguindo uma leve diagonal para a esquerda, acompanhando uma sequência de buracos até chegar uma chapeleta. Dali, sobe um pouco, fazendo uma lance um pouco mais difícil e vai agora numa diagonal para a direita, até entrar em um grande buraco, onde tem uma dupla de chapeletas.

Nesse ponto já conseguia mais ver a cordada do Ary e Rafael. O Marcelo chegou logo em seguida e na conversa resolveu guiar o próximo lance, o crux. A saída é bem vertical e com uma passada para a esquerda, dá para chegar na chapeleta e de lá seguir subindo. O Rafael passou o lance e resolveu parar na próxima chapeleta, a anterior a parada dupla.

Subi logo em seguida e já dava para ver o Ary e o Rafael logo acima, já descansando. Passei do Marcelo que estava na parada e segui subindo direto. Essa saída, também é bacana. Mas o trecho acima até a parada dupla é o mais sujo da via. Mas não é muito complicado. É aquele toca pra cima direto. Chegando na dupla, montei a parada e o Marcelo chegou logo em seguida. Dali, subimos mais uns 50 metros de costão até estar próximo da descida para a Pata do Gato.

Já no cume, ficamos apreciando a bela vista para Itaipuaçu. O dia estava bem agradável. Fizemos algumas fotos e sem pressa, começamos a descer. Passamos pelo cume do Costão lotado e paramos para tomar um Açaí. Sem pressa, ainda ficamos conversando um pouco. Na hora de ir embora, tinha que ir para a AABB para encontrar minha esposa e as crianças. Dei uma carona para o Marcelo que em cima da hora resolveu almoçar lá também... Nem percebi nada... Quando cheguei ao clube, vi que o restaurante estava fechado e no celular, havia uma mensagem da minha esposa dizendo que era para ir no Chalezinho que estavam servindo um churrasquinho. Quando cheguei lá, vi todos reunidos e cantando parabéns! Festa surpresa!!!!

Muitos amigos reunidos para comemorar meu aniversário de 40 anos! Só agora que fui entender o motivo do Marcelo ter me ligado de manhã cedo para escalar, do Blanco ter forçado a barra para eu ir escalar com o Marcelo, do Marcelo ter feito uma parada a mais na escalada...


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