domingo, 26 de maio de 2013

Trilha - Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso – Torre Central

Dia: 27/04/2013

Participantes: Leandro Collares, Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Alexandre Valadão, Eny Hertz, Neuza Ebecken, Renata Garcia e Mariana Abunahman

Dicas: Subida moderada, pequena exposição em pequenos lances, mas nada de dificuldade, só . A trilha se inicia próximo a umas caixas d’águas. Bem marcada. O início é bem protegido pelas árvores, mas na crista, fica exposto ao sol. O último ponto com água é a +/- 30 minutos do início da trilha, numa saída à esquerda (seguir o barulho das águas).


Da entrada, em Bonsucesso, até o início da trilha(o google não reconhece a estrada):

Exibir mapa ampliado

Relato

Quando vi o local no programa Montanhistas do Canal OFF, pensei: tenho que ir lá! Pesquisei alguma coisa sobre o lugar e o deixei guardado para uma futura investida. Quando vi que o Leandro Collares abrira uma atividade no Clube, tratei logo de me organizar para aproveitar a oportunidade.

Marcamos para sair de Niterói às 06 da manhã e eu e meu irmão, pontualmente, estávamos lá. Seguimos pelo Rio, pois a estrada que vai para Magé, seguindo por Itaboraí, não está muito boa. No Paraíso das Plantas, quase chegando à Teresópolis, encontramos o Alexandre Valadão, que já nos aguardava. Deixei meu carro lá estacionado e fomos de carona com ele. Dali até o Distrito de Bonsucesso, roda-se uns 60 km.

Assim que chegamos à Bonsucesso, entramos à direita, numa leve subida, com uma Igreja no alto. Há uma placa indicando Lucios. Seguimos numa rua asfaltada, em condições razoáveis, até que tudo virou barro. Era tanto buraco que, por vezes, achava que o carro não iria subir. Mas ele foi guerreiro! No caminho tortuoso, estava tão concentrado nos buracos que nem percebi a beleza do local. Quando vi, estava no meio de um monte de alface! Ali é um lugar de plantação de hortaliças, das mais variadas. Mais acima, já dava para ver as Torres.

Estacionamos o carro ao lado de uma casa e, para variar, ao lado de uns pés de alface! Olhei para frente e lá estavam: as Torres... Um paredão imponente, onde afloram duas torres, cortadas por grandes fendas, dando a impressão de que estão coladas na parede. Com altura de quase meio quilômetro, elas se estendem por toda a cabeceira do lugar conhecido como Vale do Lúcio.

As Torres de Bonsucesso é um conjunto formado por três torres de granito: a Torre Maior (2.000 m), a Torre Central (1.860 m) e o Ferro de Passar Roupa (1.630 m).

O nosso destino seria a Torre Central. Acertado os detalhes, alongamos, tiramos algumas fotos e iniciamos a caminhada. No começo, é por uma estradinha de chão, até que passamos por uma porteira e seguimos até umas caixas d’água. Dali, entramos numa pequena porteira e realmente começamos a trilha. A subida começa tranquila e encontramos algumas bifurcações, mas rapidamente vemos o caminho principal, um pouco mais aberto. Algumas fitas nas árvores, ajudam na orientação.

Depois de uns 45 minutos de subida, entramos numa parte mais íngreme. Estava na frente e de repente, ouvi um barulho nas árvores e uma bomba caiu sobre minha cabeça... rs. Conferi logo para ver se não era de urubru! A sorte é que eu estava de boné... se não! Demos uma pequena parada e continuamos a subir. As árvores fechavam nossa visão e ainda não víamos o nosso destino. Um barulho de água corrente nos acompanhou nesse começo. Deveríamos estar perto da nascente, pois mais para cima era a parede.

Depois de mais alguns minutos, elas apareceram. As Torres estavam lá. E mais a direita já dava para ver a crista. Não conhecia a trilha, mas tinha certeza que passaríamos por ali. As árvores foram diminuindo e a vegetação foi se transformando, diminuindo o tamanho a medida que subíamos. Mais alguns metros e estávamos numa pedra, um verdadeiro mirante. Subi para bater algumas fotos e aguardar o pessoal chegar. Todos aproveitaram para tirar algumas fotos também.

Continuei subindo, agora com toda a visão aberta, nada atrapalhava.... Só uma dorzinha de cabeça que me acompanhava desde lá de baixo.
Chegamos à Pedra do Ferro de Passar. Dizem que parece um ferro, dali não percebi. Vou esperar chegar mais acima para ver se tenho outra impressão, pensei. Muitas orquídeas espalhadas por toda a trilha na parte alta, principalmente depois do Ferro de Passar. Outras flores também dão um toque especial ao local. O dia que estava aberto, deu uma nublada de leve, com o sol saindo de tempo em tempo. Isso foi tornando a subida mais agradável. Nos dias de calor deve ficar puxado!

Chegamos no final da grande chaminé, a direita da Torre Central, para quem olha lá de baixo. Dali, passamos por trás dela até que chegamos no lado esquerdo. Subi junto com meu irmão, pois o resto do grupo ainda não haviam chegado. Um pequeno trepa-pedra, um pouco exposto. A única segurança são uns pequenos arbustos e depois disso, um paredão de quase 500 metros... O menos experientes devem usar alguma proteção.

O lugar é mágico! Um visual daqueles de tirar o fôlego. Como o dia estava bom, as montanhas se perdiam no horizonte. O verde predominava. Em direção a Teresópolis, vários morros riscados de marrom, marcados pelas fortes chuvas que arrasaram a cidade tempos atrás. Ao fundo, o Dedo de Deus, Escalavrado, Verruga do Frade e a Pedra do Sino se destacavam. O silêncio tomava conta. A sensação de que estava flutuando... A brisa e o sol, completavam a vida que eu pedi a Deus! Por um instante esqueci de tudo, parecia que fazia parte daquele lugar...

Aos poucos fui voltando à lucidez... Bati várias fotos e pedi para o meu irmão tirar algumas também. Voltei para ver o resto do pessoal e eles estavam praticando a montagem de um baudrier com o auxílio de fitas. De um lance de trepa-pedras, o Collares me passou as mochilas que ficaram lá em baixo e depois de alguns minutos, estavam todos lá em cima. Assinamos o livro de cume, lanchamos, batemos fotos e contamos mentira!!! Dava para ver o caminho que fizemos para subir, muitas vezes, marcado na vegetação rasteira.

Falaram que lá do alto dava para ver o ferro de passar.... Estou até agora tentando vê-lo!!! Não sei se estou exigente de mais... Por volta do meio dia, iniciamos a descida. Fomos devagar eu fui parando para tirar algumas fotos enquanto o resto do pessoal ia na frente. Cheguei numa pedra, abaixo do Ferro de Passar, onde subi e fui acompanhado o pessoal descer. Uma bela cena... As roupas coloridas zig zagueando no meio do verde, até sumirem em meio a vegetação...

Desci acelerado e em alguns minutos já estava junto com o resto do grupo. Fui fechando a fila. Cheguei no ponto onde o barulho da água estava maior, aproveitei e dei um pulo lá para me refrescar. Mas nem deu! A água estava tão gelada que doía até os dedos... Parecia que estava saindo da geladeira. Não sei se acontece com todo mundo, mas só na volta é que percebo o quanto subi!!!!!

Enfim chegamos. Descemos em 1:30h, praticamente a metade do tempo que levamos para subir. Voltamos até o carro. Todos vivos, agora se prontos para outra... essa eu não sei! Segui com uma fome de matar até ao Paraíso da Plantas e lá devorei um pastel com caldo de cana. Peguei mais um guaraná natural para ir acompanhado um biscoito salgado e seguimos viagem de volta... Aí foi só lembrar das belas imagens...

Até a próxima!

5 comentários:

  1. Falou galera! Espetacular o relato de vocês! não conhecia este lugar, vou me organizar para ir também! Abraços a todos!

    ResponderExcluir
  2. Tem o contato do rapaz que levou vocês???

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá C.Rodrigues, fomos por conta própria, mas se precisar de guia, entre em contato com Leonardo Carmo - 99796-0339

      Excluir
  3. Obrigado pelas dicas, Leandro. Vou lá amanhã pela primeira vez.

    ResponderExcluir

Comente aqui.