terça-feira, 6 de agosto de 2013

Travessia Petrópolis-Teresópolis

Por Leandro do Carmo 

Data: De 12 a 14 de Julho/2013

Participantes: Leandro do Carmo, Leandro Collares e Michael Rogers

Dicas: Caminhada pesada; Tenha em mente que é fácil se perder; A serração, característica do local, pode baixar a qualquer momento, o que dificultará muito a orientação; Arrume bem a mochila e não leve coisas desnecessárias; Pode-se ficar nos Abrigos (comprar ingresso www.parnaso.tur.br), e usar a cozinha de lá, o que diminui bastante o peso da mochila; Possibilidade de banho quente nos abrigos; Existem vários guias que podem ser contratados; se for fazer sozinho, estude bem o local, os pontos de orientação são importantíssimos; existem setas de metal fixadas no chão e totens para indicar o caminho; Não encontrei nada indicando o caminho errado, como li em vários relatos; Os guardas levam o carro de uma portaria a outra, isso mediante pagamento e sem o aval do parque, facilitando muito a locomoção.

Material levado
Utilizado: mochila 48 litros; saco de dormir (0ºC); isolante; travesseiro inflável; toalha pequena; segunda pele (camisa e calça); 2 calças; 1 fleece; 1 casaco fino; 1 anorak; 1 poncho; luva; gorro; 6 pares de meia; garrafa pet 1,5 l; duas garrafinhas de 500 ml; canivete; headlamp; material primeiros socorros; copo.
Utilizado, porém, dispensável: fogareiro Júpter (Nautika); 1 refil de gás; talher; panela; dois potes pequenos para comida (mediante pagamento, pode-se usar a cozinha do abrigo, com tudo isso disponível);
Alimentação: Comida liofilizada (macarrão a bolonhesa, arroz, feijão e strogonoff de frango); pães; polenguinho; leite em pó com chocolate (já dividido em porções – sacolé); café solúvel; porções de carboidrato; biscoito; chocolate.


Relato

Enfim consegui realizar um sonho! E de maneira fantástica... Papai do Céu foi generoso e nos presenteou com um final de semana maravilhoso! Mas até chegar lá, demorou um pouco... Afinal de contas, a travessia não é uma simples tarefa... Muito menos quando os participantes nunca a fizeram! Mas depois de muita preparação e suor, conseguimos!

Já estava na programação fazer a travessia neste ano. Considerada por muitos como uma das mais belas do Brasil. Faltava arrumar uma data e companhia. Em uma das reuniões do CNM – Clube Niteroiense do Montanhismo, levantei a idéia e logo os interessados foram surgindo... Abri a atividade e logo fechamos um grupo de 6: eu; meu irmão, Leonardo G Carmo; Alex Figueiredo; Leandro Collares; Giovani Neto; e Michael Rogers. Dos seis, somente o Alex já havia feito a travessia. Depois de fazer as reservas no parque, alguns participantes foram desistindo por vários motivos. Na semana anterior, estávamos reduzidos a metade (eu, Collares e Michael) e sem o Alex! Estava contando com ele, era o único que já havia feito! Liguei para o Collares e resolvemos manter a atividade.

Vou falar que fazer a vista, deu um cagaço! Para todo mundo que eu ligava, me diziam que não era aconselhável... era melhor ter um guia.... tinha que ter alguém que já tivesse feito... é fácil de se perder... etc. Mas a gente se preparou. Estudamos o caminho, referências, guias, condições do tempo e li vários relatos que achava na internet. Não podia dar errado. Agente não estava indo com os olhos vendados... E também conseguimos um GPS com Neuza, para nos ajudar, caso precisássemos.

Primeiro dia

Portaria de Petrópolis (Bonfim) – Abrigo do Açú
Distância: 7 Km
Desnível: 1.100 m
Tempo: 04 h 25 min
Características: 1ª parte – forte subida; 2ª parte – misto de lajes e trilhas, a orientação pode ficar comprometida caso não tenha visibilidade; um ponto de água (Ajax).





Decidimos sair de Niterói às 06:30 h do dia 12, sexta-feira. Queríamos chegar cedo para curtir bastante o local e o caminho até o Açu. Fomos de carro até a sede de Petrópolis, no Bonfim, onde combinamos com o Edson, vigilante do Parque, para levar o carro até a sede de Teresópolis no domingo, nosso tão esperado destino. Decisão acertada! Não tem preço o conforto. Iríamos perder muito tempo pegando ônibus... Já na sede, reverti os valores pagos pelo meu irmão em serviços nos abrigos, como banho quente e uso de cozinha, apesar de estar levando fogareiro.

Batemos algumas fotos e iniciamos a subida. O começo é um passeio. Caminhamos sempre ouvindo o barulho do rio à nossa esquerda. Ultrapassamos alguns grandes grupos. Por cerca de 45 minutos, seguimos até encontrarmos a bifurcação que indicava o caminho para a Cachoeira do Véu da Noiva e Gruta do Presidente e a subida para o Açu. Uma parada rápida. A partir daí, a coisa começa a apertar. Fomos subindo sem dar trégua. Já podíamos avistar de perto o Alicate e todo o vale do Bonfim. Chegamos à conhecida Pedra do Queijo. Agora, uma pausa maior. Um lanchinho para recarregar as baterias e algumas fotos! Dali já dava para ver o que tínhamos que subir. Mas para que pensar no fim, se não chegamos nem a metade?


Mochila nas costas, seguimos em direção ao nosso segundo ponto de referência: O Ajax. Lugar onde existia um ponto de acampamento, o que não é mais permitido, e o último ponto de captação de água antes do Açu. Passamos por ele paramos um pouco mais a frente, numa sombra. A partir do Ajax, era com a gente. O Collares só conhecia o caminho até ali. Seguimos subindo um pouco e depois descemos para subir a tão esperada “Subida da Isabeloca”, última subida forte antes das lajes de pedra. Seguimos... O peso da mochila já dava seus sinais de boas vindas... Em pequenos passos fomos vencendo a subida metro por metro... um visual fantástico, por vezes levava o cansaço embora, mas logo ele estava de volta!

Enfim, chegamos nas lajes de pedra. Primeiro ponto da travessia onde é possível se perder. Mas com esse tempo aberto, muito difícil. Além dos tradicionais totens, a linha esbranquiçada na pedra, o caminho está marcado com setas de metal presas a laje. As amarelas, indicando Teresópolis e as brancas, Petrópolis. Foi assim até o lance do mergulho, antes do cavalinho... Dali, já dava para ver a Baía de Guanabara, o Mourão, Pão-de-Açúcar, Pedra da Gávea, São João de Rio das Ostras.... A vista estava impressionante. Uma sensação única, difícil de descrever... Seguimos o caminho sem erro, ou melhor, quase sem erro. Eu e o Michael seguimos um pouco mais rápido e perdemos contato visual com o Collares, que saiu um pouco da trilha. Decidimos que nunca mais nos distanciaríamos.

Pequenas subidas, descidas, zig-zags, e avistamos os Castelos do Açú . Não tinha mais erro. Contornamos o Morro do Acú a direita e seguimos em direção aos castelos, onde fica o Abrigo 1. Caminhamos com cuidado, o chão estava muito molhado, meio brejo, onde se pode afundar o pé na lama com facilidade. Com cuidado, seguimos e já avistamos o Abrigo do Açú a nossa esquerda.

Ao chegar no Abrigo do Açú, fomos muito bem recebidos pelo Hamilton, guarda parque de plantão. Impecável organização! Entramos e ouvimos as regras e fui para o quarto do bivaque, me preparar para o banho quente. Fomos super bem, até mais rápido do que esperávamos, fizemos em 04 h 25 min essa primeira parte da travessia. Estava muito tranquilo e não senti tanto, talvez porque fosse o primeiro dia... Tinha que esperar o dia seguinte. Como ainda estava cedo, tínhamos tempo para fazer tudo bem devagar. Essa é a vantagem de fazer a travessia em três dias e saindo bem cedo, também no primeiro dia.

O banho quente reanimou! O vento frio deu lugar a uma agradável temperatura dentro do abrigo. Vesti
roupas secas e fui preparar o meu almoço. Comida liofilizada é um luxo. Nesse primeiro dia comi macarrão a bolonhesa com feijão. Um almoço de primeira! O pessoal que já estava no abrigo e os que chegaram, ajudaram a completar o bom clima no local. Tudo muito agradável. Uma rápida descansada e fomos dar um volta pelo Açú. Conhecemos os Castelos, o Abrigo 1, feito rusticamente com pedras empilhadas uma a uma. Subimos até um mirante por uma corda para apreciar um pouco a vista. Por dentro dos Castelos, já dava para perceber o porque desse nome...Como já estava dando a hora, subimos até o cume do Açú, onde tem a cruz em homenagem a montanhistas mortos por um raio tempos atrás, queríamos ver o por do sol.



Estava tudo fechado, um vento forte. Ainda bem que estava com o anorak, meu companheiro de travessia! Por um instante, o tempo abriu! A vista era algo impressionante! De um lado dava para ver o Sino, Garrafão e até os Três Picos!!! Pelo outro, Região dos Lagos, Baía de Guanabara, Pedra da Gávea, Ilha Grande e até o Pico do Frade, em Angra dos Reis! 360º de pura beleza. Fiquei impressionado! Mas foi só o sol se por que o frio aumentou drasticamente. Mesmo com toda aquela roupa, estava ficando impossível estar ali. Descemos até o abrigo, fizemos um lanche reforçado, conversamos um pouco e fomos dormir. Era concentrar para acordar bem no dia mais importante da travessia!

Segundo dia

Abrigo do Açú – Abrigo 4 (Pedra do Sino)
Distância: 10 Km
Desnível: subidas e descidas, com altura máxima de 2.205 m (Morro da Luva) e mínima de 1.957 m (Vale das Antas)
Tempo: 05 h 54 min
Características: misto de fortes subidas e descidas; difícil orientação; a parte mais exigente da travessia; alguns lances técnicos e expostos; vários pontos de água;


É difícil dormir com um entra e sai no quarto, mas é fácil acordar de manhã. Estava de pé por volta das seis. Tomei um café e fui arrumar a mochila. O Michael já havia saído para ver o nascer do sol. Tudo pronto, fiquei esperando o Collares. Enquanto isso fui batendo um papo com o pessoal que iria para a travessia também. Eu e o Michael demos uma alongada enquanto vigiava o tempo. Muito encoberto pela forte serração, mas quando abrisse... Hoje prometia!!! E assim começamos a caminhada, eram 08h10min.

Seguimos pela área de camping que fica ao lado do Abrigo do Açu, em direção ao Morro do Marco. Uma trilha bem marcada, não tem erro. Descemos por um misto de laje e trilha e depois subimos até chegarmos na crista do Morro do Marco, seguimos à direita e começamos a descer para a esquerda. O totens e as setas de metal no chão, vão marcado o caminho. A descida também é um misto de laje de pedra e pequenas trilhas. Fomos assim até chegar ao Vale da Luva, nos pés do Morro da Luva. Passamos por um riacho e subimos forte até o cume do Morro da Luva. Essa subida foi chata. Muito íngreme no começo e muito molhada, dificultando bastante. Demos uma parada numa pequena pedra, uma espécie de mirante, onde observávamos os outros grupos em fila indiana descendo o Morro do Marco. Um belo visual. Aproveitamos para fazer um lanche rápido. Mais um pouco de subida, outra pedra e seguimos a trilha para direita, em direção ao cume, também molhada e com muita lama, que por sinal nos acompanhou até o final da travessia!

No cume do Morro da Luva, seguimos um pouco para a direita e começamos a descer para a esquerda. A trilha continua bem marcada, é só seguir o totens e setas de metal. Na descida já dá para ver a trilha seguindo reto para a direita no fundo do vale. Já no fundo do vale, cruzamos um terreno com lama e água e seguimos à direita, reto, até umas lajes de pedra, com pequenas quedinhas d’água. Considerei esse ponto e a descida antes do dinossauro como os pontos mais difíceis de orientação. Isso se você não estiver enxergando nada! Pois fora isso, é um passeio!

Quando chegamos nas quedinhas d’água, viramos levemente para a esquerda e fomos em direção ao fundo do vale, sempre na cola dos totens e setas! O caminho é por uma laje, seguindo o rio sempre a esquerda. Dali já dava para ver, no fundo e a esquerda, o lance do elevador. No final, viramos a esquerda, cruzando alguns corrimões e pequenas pontes e estávamos de frente para a grande escada de vergalhão fincado na rocha: o famoso elevador! Vencemos as dezenas de degraus numa parede bem íngreme e molhada. Mais acima fizemos outra breve parada e vimos mais um grupo passando pelas pequenas pontes que antecedem o lance do elevador.

De frente já dava para ver o Morro do Dinossauro, teríamos que chegar ao cume dele, para então descer até o Vale das Antas... Aí é um ponto onde dizem para ter cuidado. E assim fomos, seguindo os totens e setas até a passagem para o Morro do Dinossauro. Fomos contornando essa pedra, nunca descendo muito, pois no final havia um vale imenso. Chegamos tranquilos, mas não achamos os grampos que podem ser usados na descida. Acho que no começo descemos um pouco e não vimos essa grande descida, mas sem problemas... Estávamos certos e seguindo para o ponto onde víamos a divisão, muito sutil, de duas cristas, sempre seguindo a trilha bem marcada, totens e setas...

Quando ultrapassamos o cume, já vendo o garrafão a nossa frente, foi uma sensação fantástica.... Tivemos que parar para bater fotos, foi instantâneo!!! Dali de cima vimos o Vale das Antas, numa diagonal para a esquerda e ficou fácil achar o caminho e chegar ao fundo do Vale. Até chegarmos ao local onde se acampava, passamos por enormes poças d’água e lama. Uma verdadeira aventura desviar disso tudo! Dei uma rápida olhada no entorno, enquanto esperava o Michael e o Collares. É impressionante como as pessoas largam suas fezes de qualquer jeito, nem para terem o cuidado de enterrar! Uns verdadeiros animais! Mais uma pausa para um lanche e água.

Já tínhamos percorrido mais da metade e estávamos muito bem. Estávamos tranquilos em todos os aspectos. Sem nenhum contratempo! Ah! Esqueci de falar que ligamos o GPS umas 3 vezes só para ver se ele estava funcionando e se marcava bem os pontos de orientação!

No Vale das Antas, tem a maior nascente do Rio Soberbo. Uma água cristalina e gelada! Cruzamos o rio por uma pequena ponte de madeira e tocamos para cima. Mais uma subida! A essa altura, tudo vai ficando difícil. Mais uma curta descida, e chegamos num verdadeiro atoleiro. Passei pendurado numa pequena árvore, para evitar que afundasse o pé na lama. E deu certo! Cruzamos mais um riacho que passa por baixo de uma raiz e começamos a subir forte novamente. Mais acima, chegamos na Pedra da Baleia e depois a mais uma pedra, um pouco menor que ela. Subimos mais um pouco e seguimos descendo para o Vale dos Sete Ecos, numa óbvia trilha para a esquerda. O paredão do Sino Impressiona nesse ponto. A serração as vezes ficava forte. O vento não dava trégua! Rapidamente descemos e vencemos o lance do mergulho. Fui na frente e pequei as mochilas para facilitar. A partir daí não tinha mais erro!

Faltava pouco! Mais uma subida forte. Depois de horas subindo e descendo... A prova final! Em passos
curtos, fui vencendo a única passagem para a Pedra do Sino. Finalmente chegamos ao lance do Cavalinho! Um pedra atravessada na trilha, onde para vencê-la, tem que literalmente montá-la! Deixei a mochila na base e venci o lance. Já no alto, o Collares me passou as mochilas para facilitar a subida dele e do Michael. Vencido o lance do Cavalinho, seguimos subindo até uma escada de ferro. Passamos por ela e foi só contornar o Sino até ver a formação de pedras que parecem uma miniatura dos Castelos do Açú. A Travessia estava vencida! Teoricamente, ainda faltava a descida do Sino, mas a descida do dia seguinte era como passear no parque! Uma grande emoção!!! Depois de 05:30 estávamos lá!

Ali, verifiquei que tinha sinal de celular. Aproveitei para ligar para casa, pois havia dois dias que não falava com ninguém! Já estava com saudade da minha esposa e do meu filho. Mandei algumas mensagens para o pessoal do Clube que ficou e seguimos até o Abrigo 4. Na chegada, o Abrigo ainda estava vazio. Como ficaria na barraca com o Collares, deixei logo a mochila lá e fui tomar aquele banho! Depois de estar aquecido, limpo e seco, descansei um pouco na varanda do Abrigo e ficamos batendo um papo! Chegou um grupo de CET que veio rápido e leve direto do Bonfim, perguntei sobre o Alfredo, pois estaria com eles. Me disseram que ele vinha bem atrás.

Fui preparar o almoço. Fiz um arroz, feijão e strogonoff de frango. Comi ferozmente!!! Depois da barriga cheia, aproveitamos para ir a Pedra da Baleia. O tempo estava bem fechado. As nuvens impediam a gente de ver alguma coisa. Achava que o pôr-do-sol tinha ido por água a baixo... Mas não desista nunca! Fomos em direção ao cume do Sino e aguardamos um pouco. Quando o tempo ameaçou abrir... Não só ameaçou como abriu espetacularmente! Nos brindou com um belo pôr do sol!!!! Muitas fotos para coroar nossa vitória! Pode até parecer fácil para uns, mas para fim foi um grande desafio estar ali.

Assim que o sol foi embora, descemos rapidamente, pois veio o frio! Voltamos para o Abrigo 4. Preparei um chocolate quente, comi alguns pães e fui dormir. Agora era só esperar a noite passar para voltarmos para casa...

Terceiro dia

Abrigo 4 (Pedra do Sino) – Barragem (Sede Teresópolis)
Distância: 11 Km
Desnível: -1.000 m
Tempo: 03 h 35 min
Característica: descida longa e tranquila pelas curvas de nível; muito ponto de captação de água; impossível se perder!





No terceiro dia, acordei cedo e fui sozinho a Pedra da Baleia ver o sol nascer, mas não dava para ver nada... Uma forte neblina cobria tudo. Voltei meio desapontado e preparei o café da manhã. Um café com leite e alguns pães deram uma aquecida. Na madrugada, choveu um pouco e o dia amanheceu muito fechado, mas tinha a sensação de que o tempo iria abrir. Começamos a levantar acampamento... Foi um final de semana que ficará na lembrança... A todo momento comentávamos como havíamos ido bem na Travessia. Tudo dentro do programado, sem problemas. Fomos até mais rápido do que esperávamos. É claro que o tempo ajudou! Mas estávamos lá... indo embora, deixando saudades...

A vontade de ficar era muita, mas começamos a descer... De vez em quando olhava para trás e via o abrigo meio escondido pela neblina... Na altura da Cota 2000, aproveitamos para sair da trilha e seguir até um ponto onde dava para ver o Mirante do Inferno e a ponta da Agulha do Diabo... Só para dar água na boca! O céu já estava aberto, nenhuma nuvem no céu. A vista estava fantástica! Voltamos ao caminho normal e fizemos nossa parada no mirante do antigo Abrigo 3, onde aproveitamos para fazer um lanche. Seguimos descendo... Passamos pela Cachoeira do Papel e fizemos nossa última parada na Cachoeira do Véu da Noiva. Dali, seguimos descendo até a barragem. Foi um alívio ver o carro ali parado! O Edson caprichou e deixou o carro lá em cima! Nos cumprimentamos e batemos a tradicional foto de chegada!!!!

Depois de três dias, duas noites, muita caminhada e muito frio, estávamos lá. Tínhamos completado um de nossos grandes sonhos: Travessia Petrópolis – Teresópolis!

E como se diz: MISSÃO DADA, É MISSÃO CUMPRIDA!!!!

Valeu e até a próxima!

Fotos do Primeiro Dia

Olhando parte da travessia da janela de casa.

Subida para Açú

Chegado ao Abrigo do Açú

Na cruz

Vista do nosso destino

Pôr-do-sol fantástico!!!
Fotos do Segundo Dia

Visual de mais um grupo na Travessia

Vista fantástica

Garrafão

Descendo para pegar o elevador

Vendo o começo do elevador

Michael contemplando a vista

Mais beleza

Lama eterna!!!!

Depois do lance do mergulho

Vendo o cavalinho

Pôr-do-sol na Pedra do Sinho

Collares iluminado!!!!


Fotos do Terceiro Dia

Trilha da Pedra do Sino

Visual

Dedo de Deus no fundo

Vista para o Mirante do Inferno

Aqui ficava o Abrigo 2



9 comentários:

  1. Valeu, Leandro e Michael! Memorável! Obrigado pela companhia e parceria. Abraços, Collares.

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  2. Show sua travessia e forma de relato, suscinto e com detalhes técnicos.
    Muito legal mesmo, parabéns Leandro e turma.

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  3. Fiz a Travessia nesse fds passado, e lendo o seu relato bateu uma saudade de lá que quero voltar logo... :)
    Adorei o relato, Leandro. Parabéns pela travessia e pelo belo relato.
    Bjs
    Mariana

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  4. Muito maneiro o relato e os dias estavam ótimos! Saudades do pessoal do CNM. Abçs.

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  5. Caro Leandro, boa tarde. Antes de mais nada, parabéns pelo post. Poderia indicar a segunda-pele e o fleece que usou na travessia? Estou meio perdido de qual segunda-pele e fleece comprar e queria ter um parâmetro. Um forte abraço e sucesso.

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    1. Fala aê! Eu tenho usado uma segunda pele, calça e camisa, comprada na rei.com, de marca própria, que tem me atendido muito bem. O fleece, uso um ripcurl que comprei há uns 15 anos! Muito importante é ter um corta vento, pode esses levinhos da trilhas e rumos, já faz uma diferença absurda. Costumo sempre levar um poncho em caso de chuva também. Não esquecer de levar meias extras para dormir e um bom saco de dormir. Gastar muito dinheiro com essas coisas, só se tiver sobrando. As nossas travessias nem são tão complicadas assim... Abraço!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Eu acabei perdendo o telefone dele, mas você pode ligar para a portaria so parque e pedir para falar com qualquer guarda. Todos elea fazem o traslado doa carros. Já fiz com outros também.

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