terça-feira, 27 de agosto de 2019

Trilha da Pedra do Desengano - Parque Estadual do Desengano

Por Leandro do Carmo


Dia: 22/06/2019

Local: Parque Estadual do Desengano

Participantes: Leandro do Carmo, Jésus Paulo, Mauro Mello, Marcelo Correa, Ivison Rubim, Simone Cruz e Márcio




Vídeo da Trilha da Pedra do Desengano


Como Chegar ao Início da Pedra do Desengano

A partir do centro de Santa Maria Madalena até o pórtico de entrada do parque, são cerca de 11,6 km - https://goo.gl/maps/L3aHtgoHDD2EyaUc7
A partir desse ponto, a estrada vai piorando e carros de passeio nem sempre conseguem subir as rampas mais íngremes.

Existem algumas opções de transporte na cidade. É fácil conseguir informação.

Dicas para a Trilha da Pedra do Desengano

No geral, a trilha é bem marcada, mas pode gerar dúvidas em alguns pontos, devido a queda de árvores. O último ponto de água está aproximadamente a 3 km do início da trilha. Existem alguns trechos de laje que são expostos, em dias de chuva, fica bastante escorregadio.

Relato da Trilha da Pedra do Desengano

Saímos cedo da pousada onde ficamos hospedados, isso no centro de Santa Maria Madalena. O dia estava meio encoberto e as montanhas da região estavam encobertas. Não havia sinal de chuva. Pegamos a estrada em direção à Morumbeca dos Marreiros. O nosso objetivo do dia era a Pedra do Desengano, que dá nome ao parque é ponto culminante da unidade de conservação, com 1.761 metros de altitude.

Depois que passamos pelo pórtico do Parque, a estrada foi ficando ruim, mas como 4x4 foi tranquilo subir, ao contrário do carro do Marcelo, que deve ter sofrido um pouco... Num certo ponto da estrada, o Marcelo encostou o carro e todos subiram no meu e de lá, fomos até a porteira de acesso às Estalagens, onde estacionamos bem ao lado da estrada. O local tem poucos pontos de estacionamento. Dali, fomos caminhando até chegarmos ao pórtico de início da trilha. Ainda fomos até a maior estalagem para conhecer o local.

Iniciamos a trilha, caminhando paralelos à uma cerca e em poucos metros, entramos completamente na mata.  O tempo estava bastante úmido. A caminhada começou tranquila e com pouca subida, avançávamos rapidamente. Caminhávamos por uma mata bem preservada. Passamos perto de um córrego e ouvíamos o som dos pássaros e o barulho da água. E foi assim até o último ponto de água, com aproximadamente 3km.

Nesse ponto havia uma placa indicando ser o último ponto de água. Minha garrafa ainda estava cheia e não foi necessário enchê-la. A partir desse ponto, a subida começa a ficar mais íngreme, mas nada complicado. Fizemos uma pequena pausa e continuamos a caminhada. Mais acima, o que seria um mirante, foi uma janela para uma paisagem completamente branca. As nuvens baixas do dia  impediam nossa visão, não conseguíamos ver nada...

Continuamos a subida e chegamos às primeiras lajes. Cruzamos grandes bromélias até ter que fazer um lance mais exposto, subindo por uma fenda até um pequeno platô. A rocha estava bem molhada e por isso, fomos bem devagar. Acima, mais um lance de costão, até começarmos novamente na trilha, agora com vegetação rasteira e pequenos arbustos. De baixo, dava para ver um cume mais a esquerda e como a visibilidade estava muito ruim, não tinha muita noção de onde era o cume do Desengano.

Na medida em que avançávamos, a esperança de pegar uma janela com pelo menos alguns segundos de tempo aberto, diminuía. Seguimos andando e começamos a contornar para a direita, indo numa direção oposta até chegar à base do último costão antes do cume. Esse bem maior que os dois anteriores. Ali na base, fizemos uma parada rápida e começamos a subir. Meu pai resolveu ficar ali esperando, não é muito chegado a altura.

Era hora do ataque ao cume. Haviam alguns totens pelo caminho, os quais ajudavam na orientação. Continuava bem úmido. Todo o cuidado era pouco. O trecho não era tão técnico, mas era bem exposto. Como estava tudo fechado, não dava para ter uma noção exata. Mais alguns minutos de subida e estávamos no cume. Lá, fizemos uma pausa para o lanche, assinamos o livro de cume e ainda ficamos um tempinho lá em cima, antes de começar a descida. Fui na frente para encontrar meu pai que nos esperava. Já na base, dava para o resto do pessoal descendo e como era alto o trecho. Com todos juntos, iniciamos a descida.

Descemos rápido e logo estávamos de volta ao início da trilha. Lá, descansamos um pouco e pegamos o caminho de volta.










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