domingo, 23 de setembro de 2018

Escalada na Via Leila Diniz

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Leila Diniz

Participantes: Leandro do Carmo e Vander Silva

Data: 21/01/2018



Relato

Coincidentemente, estava de volta a via Leila Diniz, exatamente, 6 anos depois. A minha primeira e única investida nessa via, havia sido em 21 de janeiro de 2012. Nesse dia, havia escalado com o Guilherme Belém e meu irmão, Leonardo Carmo, sendo a primeira via dele. Mas hoje, meu parceiro foi o Vander Silva. Como o calor no sábado havia sido algo meio clima desértico, sugeri ao Vander que entrássemos bem cedo na via. Como ele topou, marcamos as 6:30 em Itaipu, assim não correríamos o risco de pegarmos esse calor. Como estávamos só eu e ele, com certeza, às 10 horas já deveríamos ter terminado a via.

Acordei bem cedo, ainda estava escuro. Me preparei e saí de casa. O tempo estava nublado e com cara que poderia chover. Mas com o tempo que fez ontem, não dava para acreditar... Assim que passei o túnel de Charitas, caíram uns pingos que marcaram o parabrisa, mas olhando para o alto, tinha certeza que essa chuva não iria para frente. Passei na casa do Vander e de lá seguimos para Itaipu. Chegamos e a praia estava vazia, também pudera, não era nem 7 da manhã. A movimentação ainda não havia começado. Somente o pessoal dos bares e os pescadores transitavam pela praia. Aquele clima agradável de colônia de pescadores logo se transformaria... Mas com certeza, nesse momento já estaria bem alto!

Escalada na via Leia Diniz, Morro das AndorinhasO Vander ficou preocupado com o tempo e eu falei para ele não se preocupar, não iria chover! Caminhamos pela areia e chegamos à base da via. Enquanto mostrava ao Vander os grampos, uma mulher que trabalhava num bar que fica ao lado da base, falou: “É por aqui mesmo que o pessoal sobe.” O local tá frequentado! Nos arrumamos no conforto das mesas e comecei a subir. Nessa primeira enfiada, é fácil ver as sequências dos grampos. O primeiro grampo ficou baixo, devido a um platô construído por um antigo bar, demolido há alguns anos atrás. Não adiantava costura-lo. Subi mais um pouco e protegi no segundo grampo. Dali, fui subindo. A via tinha muita areia. Tanta areia, que parecia calçada de casa em frente à praia. Mais alguns lances e estava na primeira parada. O Vander veio logo em seguida. O tempo estava bem agradável.

Dali segui para a segunda enfiada. Com certeza mais chata da via. Segue subindo até abaixo de um grande platô de vegetação e fazer uma diagonal para a direita entre em meio vegetação. Já não tinha mais contato visual com o Vander e a corda fazia um grande arrasto. Fui no limite da corda e parei num grampo, montando a parada. O Vander chegou logo em seguida. Já tínhamos feito quase a metade da via.

Dali toquei para a terceira enfiada e novamente haveria contato visual. A via sobe bem levemente para a direita e segue assim até a próxima parada.  Os grampos a partir daí ficam um pouco mais espaçados, mas nada que comprometa. A via vai seguindo com lances bem tranquilos. O visual vai ficando cada vez mais bonito. Já fazia tanto tempo que nem lembrava direito da via. Estava como se fosse a primeira vez... Na verdade, lembrava para onde eu tinha que ir, mas nada além de uma vaga lembrança. Como a via fica bem tranquila, não me preocupei muito. Havia olhado o croqui na base e na primeira parada, mas como não parei na indicação dele e ainda acabei pulando um grampo, abandonei-o definitivamente.

Escalada na via Leia Diniz, Morro das AndorinhasSubi mais alguns lances e parei antes de um grande platô de vegetação, que dá a impressão de que é o final da via, mas ela continua numa longa diagonal para a direita, até um diedro bem visível. O próximo grampo fica escondido entre umas bromélias e de onde eu estava não estava vendo. Quando estiquei o pescoço para o lado, foi que vi o grampo. Dei segurança para o Vander que veio logo em seguida.

Dali segui, segui para a penúltima enfiada da via. Fui subindo sem muita dificuldade e optei por parar logo abaixo de um lance mais vertical, meio estilo domínio. O Vander veio em seguida e pedi para ele montar a parada dois grampos abaixo, visto que eu poderia cair nesse lance e como estava num grampo, daria uma queda fator 2. Daria até para fazer num trecho mais fácil, mas optei pelo mais difícil... Passado o lance, segui até a parada dupla final, uns 10 metros de onde estava.

Já no final da via, arrumei os equipamentos e fomos tentar achar o caminho. Tinha bastante mato, tentei por um lado e nada. Voltei e aí sim conseguir achar a trilha. Ela estava quase na direção dos últimos grampos. Pegamos a trilha de volta e rapidamente chegamos ao estacionamento. Era por volta de 10:30 da manhã... Dentro do esperado. Além do tempo de escalada, acertamos na previsão do clima. Dia extremamente agradável, sem chuva. Missão cumprida.

Vídeo




Fotos


Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

Escalada na via Leia Diniz, Morro das Andorinhas

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Por Leandro do Carmo

Data:10/12/2017

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Dicas para Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

A trilha pode ser divindade em duas partes. Na primeira você caminha no leito de um trecho da antiga rodovia RJ116 e no outro, no leito da antiga Estrada de Ferro que ia até Cantagalo. No primeiro trecho, caminhamos literalmente sobre o asfalto, sendo possível ver olho de gato e até as faixas amarelas em alguns pontos. No segundo, passamos por pontes antigas e até trechos contam ainda com trilhos. Por todo o percurso, passamos por pontos de água e locais para banho.
Na logística, se tiverem em dois carros, vale a pena deixar na rua que leva à Sede do Parque Estadual dos Três Picos, um pouco acima de onde terminará a caminhada. Se tiverem com apenas um carro, pode-se deixar o carro no mesmo local e pegar um ônibus ou van, até o posto da Polícia.

Como Chegar

O início fica na rua ao lado do Posto da Polícia na RJ 116, nos limites do município entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo.

Relato da Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Ponte que cruzamos durante a travessia
Nos dias de calor, nada melhor do que caminhar em meio a mata e com diversos pontos para banho. Mas será que existiria um lugar assim? A resposta é sim e é em Cachoeiras de Macacu. Caminhar pelas trilhas da região é garantia de poder se refrescar em dias quentes... O destino dessa vez foi a Travessia Theodoro x Boca do Mato. Uma bela e peculiar caminhada, pois caminhamos por cima de um trecho da antiga estrada que ligava Cachoeiras de Macacu à Friburgo e depois pelo leito da antiga Estrada de Ferro Cantagalo.

Saímos bem cedo de Niterói e seguimos viagem até Cachoeiras de Macacu. O dia não estava dos melhores e parecia que não teríamos sol. Chegamos à entrada da sede do Parque Estadual dos Três Picos em Cachoeiras de Macacu, deixamos um carro lá e seguimos para o início da trilha, 15km serra acima.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da travessia
No início do caminho, logo após o posto policial, que fica no limite entre os municípios entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo, estacionamos os carros e nos preparamos para nossa caminhada. Como nem todos se conheciam, nos apresentamos antes de iniciar a caminhada. Dali, seguimos andando. Fomos andando pela estradinha até que tem uma saída discreta à esquerda, com uma barreira impedindo o acesso de carros. Passamos pelo canto e entramos definitivamente na trilha, ou melhor, no asfalto, ou seria trilha mesmo? Mas como assim asfalto? Pois é, essa parte da trilha segue pelo trecho desativado da antiga rodovia e literalmente caminhamos no asfalto. A vegetação tomou conta e ficou apenas um caminho limpo no centro da estrada.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Caminho asfaltado
E fomos andando. Por hora, víamos as faixas amarelas pintadas na estrada e até olho de gato. Coisas bem inusitadas para uma trilha. Passamos por diversos pontos de água e por muitos deslizamentos, talvez um dos motivos pela desativação desse trecho. Mais a frente, uma bela cachoeira. Continuamos a descida, esse é um detalhe que não havia comentado, mas a trilha é uma suave e constante descida, o que a torna um passeio perfeito. Passamos por uma grande ponte, de onde podíamos ouvir e ver o rio bem ao fundo.

Passamos por diversos pontos de água. Em dias quentes, uma boa pedida para um banho. Como o piso é bem regular, rapidamente chegamos novamente ao asfalto. Nesse ponto, a trilha volta para o leito da rodovia. Paramos para fazer um lanche e seguimos descendo por cerca de 1km pelo acostamento até entrarmos novamente na trilha. A entrada é meio discreta.

Começamos a descida por um caminho bem definido até chegarmos a uma construção, tipo uma torre, que servia para abastecer de água as locomotivas à vapor. Uma pausa para as fotos. Percebi em meio a vegetação algumas vestígios de construções, talvez do tempo da Estrada de Ferro. A partir desse ponto, começávamos a caminhar no leito da rodovia. Em um trecho, é possível ainda ver um pedaço do trilho. Novamente passávamos por grandes pontes, o que proporcionava uma aventura a mais... Uma dessas pontes, impressionava pelo tamanho. O Rio corria pequeno ao fundo. Continuamos a descida até chegarmos à uma área bem aberta da antiga Estrada de Ferro. O local está bem cuidado. Ali paramos para um descanso e um lanche reforçado. Eu saquei meu fogareiro, preparando um rápido almoço e o tradicional café.

Ainda ficamos por mais algum tempo, até começarmos a caminhada de volta, onde pegamos uma estrada de chão, passando por diversas propriedades até estar de volta à rodovia. Dali, caminhamos até a entrada o Parque Estadual dos Três Picos, onde um grupo subiu para pegar o outro carro. Aprovei para conhecer a Trilha do Jequitibá, próximo a sede o Parque. Um refrescante banho fechou o dia! Ainda paramos na estrada para comermos algo. E de lá, seguimos viagem de volta. Missão cumprida.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Posto policial

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Rio durante a caminhada
Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da trilha

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Trecho que caminhamos na rodovia

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Durante travessia, já no trecho da Estrada de Ferro

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato