sábado, 25 de fevereiro de 2017

Pico do Frade de Macaé, enfim... Cume!

Por Leandro do Carmo

Data: 30/12/2016

Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Alexandre Rockert e Caíque Amaral


Dicas de como chegar e o local de início da trilha, estão descritas na postagem da primeira tentativa: Pico do Frade - Macaé RJ, uma missão quase cumprida!

Texto sobre o Pico do Frade: Pico do Frade - Macaé

Vídeo da trilha: Video Pico do Frade

Relato

Dois anos depois, estava de volta para completar aquela escalada que estava engasgada... Chegar a poucos metros e ter que voltar, nem sempre é uma escolha fácil. Mas como sempre digo: A montanha sempre estará lá! Abortamos a escalada naquela e ocasião e agora estou tendo a oportunidade de voltar e assinar o livro de cume. Na primeira vez, não tínhamos nenhuma informação de início da trilha, fator que foi determinante para abortarmos, pois perdemos horas procurando a entrada da trilha. Mas dessa vez, apesar o imenso calor, organizamos com cuidado nossa aventura. (Link para a primeira tentativa).

Como estaria em Rio das Ostras no período entre o Natal e o Reveillon, nos organizamos para atacar o Frade. O calor estava absurdo. No Rio de Janeiro, a sensação térmica estava beirando os 50 graus. Tínhamos um problema: o calor. Mas também tínhamos a solução, que por sinal bem simples: começaremos a caminhada bem cedo. Para isso, na noite anterior, deixamos tudo pronto, assim poderíamos sair bem cedo. Acertamos de sair às 5h da manhã, mas para isso acordamos as 4:30h. Saímos de casa conforme combinado e a viagem foi bem tranquila. Na estrada pudemos ver o nosso destino bem ao fundo e tinha certeza que hoje tudo daria certo. Estacionamos o carro e seguimos até o início da trilha. Era 6:40 da manhã quando cruzamos a cerca e começamos a subir.

O início é por um trecho de pasto, bem íngreme. Dessa vez optei por seguir paralelo a cerca, pelo seu lado esquerdo, sem atravessá-la. Os primeiros 40 minutos da trilha sãos os mais fortes, principalmente por ser o trecho inicial. Aos poucos o corpo vai acostumando e logo estávamos num ritmo bem rápido. A trilha está bem definida e não há bifurcação no caminho. Fomos subindo e a manhã estava bem agradável. Corria um vento bom, compensando o grande calor. Fomos passando por trechos bem bonitos, até que chegamos a um primeiro mirante. De lá, pudemos ver o belo vale a nossa frente. Continuamos a caminhada e mais acima chegamos num trecho mais íngreme, onde uma corda fixa nos auxiliou.

Dali em diante foi uma sequencia de sobe e desce até que chegamos a um enorme bloco de pedra. Este antecede os lances de cabo de aço e corda. A partir daí, só se deve continuar se tiver equipamento de segurança... Como estávamos preparados, seguimos subindo.

Começamos a subida e fomos seguindo os cabos. Uns mais finos, outros mais grossos, mas no geral, estão em condições razoáveis. Em alguns pontos, o cabo está com algumas pontas que podem causar ferimentos, fique atento. Mais acima, nos deparamos com um trecho bem íngreme. Fui o primeiro a subir e fixei uma corda mais confiável para nos auxiliar. Passa esse primeiro trecho, contornamos o caminho para a direita e seguimos até o topo de um platô. Ali a escalada realmente começaria. Como o Caíque nunca havia escalado, optamos por não leva-lo dessa vez. Quem sabe depois de um treinamento adequado ele possa a vir a superar esse desafio? A Montanha sempre estará lá... Como ele não subiria, meu irmão resolveu ficar também para fazer companhia.

Eu e o Alex seguimos... Num pequeno platô, paramos e dali o Alex foi me dando segurança. Passei por um pequeno arbusto e fui subindo sem muitas dificuldades. Mais acima, resolvi montar a parada e o Alex veio subindo. Ainda estava sombra, apesar do sol estar bem no alto. Por sorte a escalada é pela parte oeste. Assim que o Alex chegou, já comecei a subir. Apesar de ter cabo de aço e cordas por todo esse trecho também, dá para escalar em livre tranquilo. É até mais gostoso. Os lances são bem tranquilos e com boas agarras.

A manhã continuava agradável e continuei subindo até chegar a próxima parada. A partir dali segui por um longo trecho de caminhada até chegar a um ponto onde fiz segurança de corpo para o Alex subir. A partir dali, seguimos andando até o cume. É bom ficar atento, pois qualquer escorregão, não terá onde segurar... Lá de baixo, não dava para perceber como era esse trecho. Tinha a impressão de que seria um costão rochoso, mas havia uma vegetação rasteira por todo o percurso. Alguns metros acima, chegamos a uma parte com pequenos arbustos. Segui por um caminho até uma área aberta, sendo um belo local para acampamento. Olhando de longe, não percebemos que o cume tem essa vegetação.

Fiquei alguns minutos procurando o livro de cume em meio a vegetação, mas não achei por ali. Sabia que ele existia e não queria descer sem poder assiná-lo. Voltei até uma laje de pedra, onde inicia o caminho e,enfim, consegui achar a urna com o livro. Deixei meu nome escrito. Aproveitei para fazer algumas fotos e um rápido lanche. Parei ainda para apreciar a bela vista. Além de todo o litoral, pude ver ao fundo a Pedra do Peito de Pombo, a Represa de Tepera e todas as montanhas da região. Um belo espetáculo!

Depois de dois anos da primeira tentativa, consegui vencer mais esse desafio! Para muitos, apenas uma montanha... Mas existem coisas nessa vida que são difíceis de explicar... Só quem está lá, consegue sentir.

Foi hora de preparar as coisas para partir. Começamos nossa descida. Foram alguns rapeis até que entramos novamente na trilha. Como a volta é mais descida que subida, chegamos bem mais rápido ao carro... Afinal de contas, pra baixo, todo santo ajuda!


Até a próxima pessoal..











5 comentários:

  1. Legal Leandro, espero um dia poder está entre vcs...um abraço

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    1. Fala Luciano, acompanhe nossa programação em www.pitbullaventura.com.br

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  2. Boa tarde. O frade de macaé da pra fazer com apenas uma corda de 60m?

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