terça-feira, 1 de setembro de 2015

Pico Médio - Parque Estadual dos Três Picos

Por Leandro do Carmo

Um pouco sobre o Parque Estadual dos Três Picos - PETP

Criado em 5 de junho de 2002 e ampliado em 2009, hoje o parque soma 58.790 ha, sendo  a maior unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Estado. Localiza-se na região central do Estado do Rio de Janeiro, com cerca de dois terços de sua área dentro do município de Cachoeiras de Macacu e o restante divide-se entre os municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Silva Jardim e Guapimirim. O seu nome evoca o imponente conjunto de montanhas graníticas denominado de Três Picos (Pico Menor, Médio e Maior). Este afloramento rochoso, de aproximadamente 2.316 m de altitude, localizado entre os municípios de Nova Friburgo e Teresópolis, é o ponto culminante de toda a Serra do Mar.

Dentro de seus limites encontra-se o mais elevado índice de biodiversidade de todo o Estado do Rio de Janeiro, o que em parte se explica pela variação de altitudes: de 100 até os 2.316 m do Pico Maior. É considerada pelos especialistas uma região prioritária em termos de conservação. Além da preservada cobertura vegetal e riqueza animal, na área do parque existem diversas nascentes que formam bacias hidrográficas de influência regional. Nesse sentido, sua criação foi fundamental para assegurar maior proteção dos mananciais e, portanto, melhor qualidade de vida para a população do entorno.

A trilha

A Cabeça de Dragão está localizada no Parque Estadual dos Três Picos, no Vale dos Deuses, e seu cume está a 2.075 metros acima do nível do mar.

Mapa do início da trilha, partindo do Ceasa de Nova Friburgo:



Desse ponto até ao Mascarim, nem todos os carros conseguem chegar. Se tiver chovendo, aí complica mais ainda. Porém existem alguns lugares no entorno da estrada que há possibilidade de estacionar. Existe a possibilidade de estacionar na sub sede do parque e seguir a pé.

A trilha

Partindo do Abrigo Três Picos (Mascarim), cruzar a porteira que tem uma placa do parque e seguir numa estradinha, cruzará mais uma porteira e terá um curral a sua direita. Mais a frente verá uma gigantesca Araucária e uma placa indicando as trilhas do local. Seguir para a esquerda, sentido Pico Médio/Leste. Descerá um pouco, cruzará um pequeno córrego e depois uma porteira, pegar a esquerda e começar a subir. Seguir sempre a trilha mais batida. Mais acima cruzará um córrego, bem largo. Continuará subindo e chegará numa laje de pedra bem íngreme que deverá subir. Mais acima, terá outra laje, mas aí, deverá pegar a direita. À frente, o primeiro lance de corda. Continuará subindo e passará a andar numa horizontal para esquerda, bem colada na parede.  Depois, seguirá pelo segundo lance de corda. Bem íngreme. Geralmente fica bem molhado. Subirá em terreno bem escorregadio. Para acessar o cume do Pico Menor, basta fazer um lance numa pedra a direita da trilha. Mais a frente, seguindo a trilha, descerá um pouco e  terá o último lance de corda, uma descida até o colo entre o Pico Menor e Médio, depois é só subir em direção ao Pico Médio.

Relato

Acordamos cedo. Dessa vez a trilha seria mais pesada que a do dia anterior. Tomamos um café reforçado e iniciamos nossa jornada. A Andréa e o Ary foram à frente, junto com Vander e o resto do pessoal que fariam a Caixinha de Fósforo. Eu, Cris, Filipe, Paulo e o Antônio, seguimos alguns minutos depois. Como no dia anterior, estacionamos o carro no mesmo ponto. Passamos a porteira e caminhamos pela estrada que dá acesso ao Abrigo Três Picos, do Mascarin. Levamos quase 30 minutos. Não tinha como não parar a todo o momento e bater fotos... A vista era fantástica. Se para mim que já havia feito esse caminho no dia anterior ainda impressionava, que dirá pelos que estão indo pela primeira vez. Ali, a vista era surpreendente, mas o que nos esperava lá em cima seria muito melhor que isso. Chegando lá, a Andréa e o Ary já estavam nos esperando. Com o grupo todo reunido, cruzamos a porteira com a placa do parque  e seguimos. Mais acima chegamos à outra porteira, onde tem algumas gigantescas Araucárias e um curral, a nossa direita. Mais a frente, existe uma placa rústica da indicação das trilhas da região. Paramos nela para algumas fotos e continuamos.

Descemos a esquerda da placa e cruzamos um pequeno córrego, bem abaixo da última casa da região. Cruzamos mais uma porteira e seguimos a trilha bem definida a nossa esquerda. Continuamos subindo e passamos por algumas bifurcações, mas prestando atenção, deve manter-se sempre na mais aberta. Cruzamos uma laje de pedra e margeamos um córrego bem largo, mas com pouca água, até um ponto onde o cruzamos, em direção a uma árvore caída, praticamente fechando o acesso a trilha. Agora a subida ficou um pouco mais forte. Sempre dentro da densa floresta. Já não tínhamos mais a referência visual das montanhas.  Após essa subida, chegamos a um lance numa parede com uma inclinação considerável, mas nada de impossível. Subimos um por um bem devagar até nos deparamos com outra, essa um pouco mais íngreme que a anterior. Mas só que o caminho agora, foi seguindo à direita até o primeiro lance de corda da trilha. Fui na frente para poder ver se era por ali mesmo, passei tentei contato, mas na posição que eu estava, o som não chegava. Fiquei aguardando um tempo até que ouvi o som do pessoal subindo.

Continuamos subindo, agora bem encostado na parede do Pico Menor, passamos por uma gruta e seguimos quase horizontalmente para a esquerda. Essa face fica bem abrigada do sol e, consequentemente, fica mais úmida. Em alguns pontos, o pé quase afundava na lama. Mais a frente, o segundo lance de corda, com muita lama e erosão. Como alternativa, as pessoas acabam pisoteando a vegetação lateral do caminho, aumentando ainda mais a degradação do local. Terminada a corda, pegamos para a esquerda, numa diagonal leve até que começamos a subir. Fomos bem lento, pois estava escorregando muito. Tomei a dianteira e fui subindo. Mais acima cheguei ao ponto de acesso ao Pico Menor. Mais a frente, estava a corda fixa, que é utilizada para acessar o Pico Médio. Há também uma sequência de grampos, numa escalada de 1º grau. Havíamos levado corda, pois não sabíamos das condições que encontraríamos. Nessa parte final, quem carregou a corda foi o Antônio e como ele ainda não havia chegado, desci pela que estava fixada no grampo. Usei mesmo só para um apoio psicológico. Havia um grupo voltando do Pico Médio. Terminei a descida e estava no colo entre o Pico Médio e Menor quando o pessoal começou a chegar.

Adiantei e subi mais um pouco a fim de fazer algumas fotos do pessoal descendo. Fiquei ali durante algum tempo enquanto todos desciam. Quando o último desceu, comecei a subir em direção ao cume e em mais alguns minutos havia concluído o objetivo do dia: O Pico Médio!  O sol voltou a aquecer, mas o vento também estava forte. Como no inverno o sol é mais fraco, não teve jeito, tive colocar o anorak. Aproveitamos para fazer um lanche e bater muitas fotos. Com a minha máquina consegui ver alguém no cume da Caixinha de Fósforo e mais algumas pessoas no Capacete também.

Ficamos lá em cima por aproximadamente 30 minutos. Já era hora e tínhamos que descer e não queríamos pegar trilha à noite. E também, tinha a nossa festa lá no Refúgio Três Picos. Começamos a nossa volta. Aproveitamos para ir ao cume do Pico Menor, pois na ida, passamos ao lado da subida. Subi por outra parte, um pouco depois de onde o Ary havia visto uma Jararaca. Fizemos mais algumas fotos e percorremos todo o caminho de volta. Paramos para descansar aos pés da grande araucária e seguimos até o carro, de onde voltamos até o refúgio.

Uma excelente trilha, com excelente companhia! Valeu e até a próxima!













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