domingo, 21 de setembro de 2014

Projeto Limpando Nossa Praia - Um mergulho consciente!!!



Por Leandro do Carmo
 
Dia 20/09/2014
Local: Praia de Itaipu

Participantes: Leandro do Carmo, João Paulo Neto, Leonardo Carmo, Renato Rubis e Angelo Cordeiro

Relato

A ideia de fazer um mergulho para limpar o fundo já era um projeto antigo. Sempre esbarrei na falta de participantes. Conversando com o Felipe Queiroz do Parque Estadual da Serra da Tiririca, fiquei sabendo que teria um evento de limpeza na praia de Itaipú. Fiz alguns contatos e logo arrumei um voluntário, o João Paulo. Ele ficou bastante entusiasmado com a idéia e logo nos organizamos. Fizemos vários convites, mas no final das contas, estávamos em apenas três para o mergulho.  Pouca gente, mas o suficiente para efetuarmos o trabalho.

Com tudo certo, fui procurar alguém para ficar no apoio com os caiaques. Meu medo era ficar muito vulnerável com o movimento das embarcações na superfície. Assim falei com meu tio, o Renato e meu irmão Leonardo, que logo aceitaram o convite. Assim estávamos com a equipe completa.

No dia do evento, o João Paulo foi pegar as garrafas alugada em Jurujuba. Eu, meu irmão e meu tio, chegamos cedo em Itaipu, pois nosso medo era não conseguir um bom lugar para estacionar e ter que carregar o equipamento por uma distância maior. Ficamos bem localizados e assim que estacionamos o carro, fomos retirando os caiaques de cima do carro, deixando tudo pronto. Algum tempo depois, o pessoal do Parque Estadual da Serra da Tiririca – PESET chegou e montou o stand que receberia os voluntários.  Fui até a praia, onde outro grupo também organizava atividades, inclusive uma de mergulho. Ali estava a maior concentração de pessoas. Voltei e meu irmão e meu tio foram para a água dar uma remada enquanto eu aguardava o João Paulo.

Nesse meio tempo, o João Paulo me ligou dizendo que tinha que esperar encher as garrafas, pois as que tínhamos alugado, foram levadas por outra pessoa.  Paciência. . . Era preciso 20 minutos para encher uma. Como havíamos alugado 3, teríamos um atraso de 1 hora. Não tinha outra maneira a não ser esperar. Depois de algum tempo, dei uma ligada para o João Paulo que falou que já estava no estacionamento. Fui até lá, peguei os últimos equipamentos e levamos tudo para a areia. Já tinha bastante gente quando chegamos. Algumas pessoas já haviam começado a coleta de lixo na praia.

Com tudo pronto, decidimos que começaríamos o mergulho numa pequena enseada e seguiríamos batendo o fundo até um determinado ponto mais a frente.  Levamos tudo para a água e fomos colocando em cima do caiaque. O meu ficou super lotado: duas garrafas com colete, cintos de lastro, roupa, nadadeira e mais algumas coisas. Meu tio levou algumas coisas e o meu irmão, como tem um caiaque fechado, teve que rebocar uma garrafa com um colete, o que deu um arrasto forte. O João Paulo e o Ângelo seguiram pela areia e foram caminhando até o nosso ponto de saída.

Fui remando até lá e vi que o mar estava um pouco mexido. Mas ali era raso e daria para desembarcar o equipamento. Não estava muito confortável, mas foi o que deu. Tinha muito ouriço no fundo de pedras, o que nos rendeu alguns espinhos no pé. Rapidamente nos arrumamos e seguimos até um ponto mais tranquilo. Ali, combinamos que o Leonardo e o Renato nos acompanhariam durante o mergulho, dando o apoio necessário. Faríamos 30 minutos de mergulho, subiríamos até a superfície e programaríamos o próximo.

Assim fizemos. Descemos e fomos seguindo. A visibilidade não era das piores. Já nesse começo, retiramos alguns plásticos e mais a frente vimos uma âncora, que marcamos o local para voltar um outro dia. Mais a frente, retiramos alguns cabos e redes e fizemos nossa primeira subida à superfície. Deixamos nos caiaques o material recolhido e  voltamos para o fundo.

Continuamos nosso mergulho e mais a frente, retiramos mais rede e cabos enroscados, que por sinal é o que mais tem no local. Deu muito trabalho, pois estava bem preso entre os corais e tínhamos que cortar os cabos e ir dividindo em pedaços menores, para facilitar a retirada. Soltei também, um grande pote de plástico que estava preso e um grande pedaço de rede.

Quando estávamos com uns 40 minutos de mergulho, subimos e decidimos ir voltando devagar. Na volta, encontramos um barco que nos avisou que havia uma grande rede bem abaixo deles e que não estavam conseguindo tirá-la. Descemos e analisamos o local. Vi que ela estava agarrada em duas grandes garatéias e enroladas em cabos. Vi que para tirá-la, precisaria cortá-los. Assim começamos. Cortamos alguns cabos e fomos puxando e, devagar, a rede foi soltando. O problema agora era conseguir trazê-la para a superfície. Eu, João Paulo e o Angêlo seguramos nos cabos e começamos a subir. Fizemos muita força, mas conseguimos chegar à superfície. Tivemos ajuda do barqueiro Léo, onde conseguimos colocá-la em cima do barco, finalizando com sucesso o resgate.

Como essa subida foi bem cansativa, aceitamos a carona do Léo até a praia. No caminho ouvimos alguém pedir ajuda, eram dois mergulhadores que tinham achado uma tampa de fogão, mas que pelo peso, não estavam conseguindo subir com ela. Arrumamos um cabo no barco e o João Paulo desceu e amarrou a tampa e cortou alguns cabos que a prendiam, assim, do barco, conseguimos puxá-la. Com mais esse inusitado lixo, ouvimos mais dois mergulhadores chamarem Um deles, era o Sérgio Schueler avisando que acharam um triciclo. Chegamos perto, puxamos o cabo e colocamo-lo dentro do barco. Agora sim estávamos pronto para voltar. 

Chegamos à praia e tinha tanto lixo que foi preciso colocar o barco na areia para retirar tudo. Algumas pessoas ajudaram e assim ficou mais fácil. Levamos tudo para um local reservado na praia, onde alguns biólogos faziam a separação e retiravam alguns seres marinhos que estavam presos na rede e nos cabos.

Missão cumprida!!! Pousamos para a foto junto com o nosso troféu!!! Valeu pessoal e que essa seja a primeira de muitas!!!! Até a próxima!!!!

 















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