sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Via Bohemia Gelada / Chaminé Pão-de-Açúcar

Por Leandro do Carmo

Data: 06/08/2014
Local: Face Leste do Pão-de-Açúcar

Clube Niteroiense de Montanhismo

Dicas: Lá o sol chega cedo; se for escalar no verão, deixe para a parte da tarde; como relatado no Guia da Urca, muitas escaladores fazem parte da Bohemia Gelada e terminam pela Chaminé Pão-de-Açúcar, no final seguimos para a trilha norma do Costão.


Relato

Assim como no anterior, resolvemos fazer a última aula do Curso Básico de Escalada do Clube Niteroiense do Montanhismo no Pão-de-Açúcar, no setor das cervejas, face leste. Lá, as vias, Heniken, Bohemia Gelada, tem graduações parecidas e são relativamente longas, contando a caminhada na trilha do Costão. Nosso ponto de encontro foi na Urca, as 8 horas da manhã. Nessa aula apenas o Rafael não pode comparecer. Na Urca sempre encontramos gente conhecida. Difícil chegar lá cedo e não encontrar ninguém. Com todos reunidos, eu, minha mãe, Patrícia, Stephanie, Danilo e o Ary, seguimos para pista Cláudio Coutinho. No meio do caminho, o Leonardo ligou dizendo que já estava chegando. Ficamos aguardando na altura da Pedra do Urubu.

Com a chegada do Leonardo e da Mariana, estávamos completos. Seguimos para o começo da trilha do Costão e fomos caminhando sempre conversando e rindo bastante com cada história que surgia... Chegamos na bifurcação e descemos em direção ao pequeno rapel de uns 20 metros para o setor. Todo mundo se equipou e seguimos para a base. A cordada ficou assim dividida: Eu, minha mãe e a Stephanie, seguiríamos na Bohemia Gelada; Ary, Patrícia e o Danilo, na Heniken; e o Leonardo e a Mariana também na Heniken.

Descemos e base terminamos de nos arrumar. Nos encordamos e comecei a subir. O primeiro grampo é bem alto e visível, diferente da Heniken, onde começamos a escalar sem vê-lo. Não tem muita dificuldade, apesar das agarras serem bastante lisas. Mais ou menos na metade, meu pé deu uma escorregada e meu ombro saiu e voltou para o lugar. Primeira vez que isso tinha acontecido, ainda dei uma joelhada certeira numa agarra. Com o sangue quente, nem percebi, mas no dia seguinte... Cheguei no primeiro grampo e segui adiante.

Mais um pouco acima e fiz a primeira parada. A Stephanie e minha mãe vieram logo em seguida. Assim que elas chegaram já me preparei para a próxima. Foi só o tempo de montar a segurança e comecei a subir. O dia estava super agradável. Tempo aberto, sol e temperatura agradável. Mais acima já conseguia ver as cordadas na Heniken. Mais uma parada. Tinha que fazer umas enfiadas mais curtas, pois uma das cordas era menor e as vezes não dava para seguir muito, devido a distância das grampeações.

Cheguei no lance onde tem um buraco. Dava para entrar quase todo nele. O grampo não fica visível, é preciso subir para encontrá-lo. Na tesoura, fui subindo até que encontrei uma boa agarra na lateral direita do buraco, onde passei e costurei o grampo, facilitando a subida. Pelo croqui no Guia da Urca, dá para melhor a proteção ali com um friend. Segui escalando e cheguei no próximo grampo. Dava até  para subir um pouco mais, mas resolvi parar ali mesmo, assim ficaria perto dos participantes nesse lance mais delicado e poderia passar algumas orientações com mais facilidade.

A Stephanie passou bem pelo lance e em seguida veio minha mãe, que também passou sem problemas, apesar de ser mais baixa, o que a fez ter que subir um pouco mais para chegar naquela boa agarra da direita. Ficamos na parada durante um pouco mais de tempo. Descansamos bem e seguimos para mais uma. Passei por um lance onde tem umas pequenas valas paralelas na rocha. Uma curiosa formação. Mais acima, onde a Bohemia Gelada cruza com a Chaminé Pão-de-Açúcar, resolvi não seguir por ela e terminar na Chaminé mesmo. Num pequeno platô, resolvi fazer a parada. O local estava totalmente na sombra, era o local perfeito, apesar de ainda ter corda para continuar.

A próxima enfiada, já na Chaminé Pão-de-Açúcar, comecei num zig zag de grampos, com algumas boas passadas e excelentes agarras. Boa parte ainda na sombra, o que facilitou bastante. A grampeação as vezes parecia longa, mas a solidez da parede e agarras dava tranquilidade para seguir. Fui procurando o melhor ponto para parar. Escolhi o melhor grampo e também tinha que ser aquele mesmo, não dava para seguir, pois a corda não chegaria ao próximo. Minha mãe veio e pedi para ela se ancorar no grampo abaixo. A Stephanie veio em seguida e chegou na parada. Imediatamente ela montou a segurança e segui escalando.

Nesse ponto o Ary resolveu terminar também na Chaminé Pão-de-Açúcar. Fez uma passagem, atravessando da Heniken para ela. Fui subindo, seguindo a mancha negra na rocha e vi o trecho da Santos Dumont de onde se pega a trilha do Costão. Subi mais um pouco para ver  encontrava algum grampo e voltei. Subi para a esquerda, parei num grampo e mandei a Stephanie vir. Minha mãe havia ficado numa parada mais confortável e poderia esperar mais um pouco. O Ary acabava de chegar também. O Leonardo e a Mariana acabaram, também, optado por terminar pela Chaminé Pão-de-Açúcar.

A Stephanie veio escalando e passou por mim, indo direto para o começo da trilha, assim como a minha mãe. Lá esperamos que todos chegassem e aproveitamos para fazer um lanche, afinal de contas já era hora do almoço!!! Com todos reunidos, ficamos ainda batendo algumas fotos e conversando até que decidimos pegar a trilha do Costão. Seguimos subindo e subindo... Depois de já ter feito toda a via, terminar subindo não foi tão legal assim. Mas a vista lá de cima recompensava qualquer esforço. Enfim chegamos ao cume do Pão-de-Açúcar. Havíamos completado nosso objetivo. Estava cheio, foi difícil arrumar um lugar para sentar. Aproveitei para fazer um lanche mais reforçado na lanchonete. A fome estava forte. Ficamos apreciando a bela vista que temos lá de cima e depois de descansarmos bastante, começamos o nosso retorno. Primeiro descemos de bondinho até o Morro da Urca e depois seguimos por trilha até pista Cláudio Coutinho. Um excelente sábado!!!

Valeu, até a próxima!

Leonardo, Mariana e Danilo

Leonardo e Ary

A cordada de Leandro, Denise e Stephanie

Mariana na parada e o Ary chegando

Leonardo escalando

A galera reunida

Vista da trilha

No final da trilha do costão

Visual das cordadas

Descendo para a base da via



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Apoio aos Guarda-Parques do Rio de Janeiro

Por Leandro do Carmo

Eu apóio!!!!

http://www.peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR73678

Em 2012 o governo do Estado do Rio de Janeiro, através do INEA - Instituto Estadual do Ambiente - realizou concurso público para provimento de 220 vagas para o cargo de Guarda-Parques. Os candidatos foram submetidos a exame intelectual das disciplinas pertinentes ao cargo, bem como prova de aptidão física, prova de títulos e exame de saúde, demonstrando que foram seguidas todas as etapas de um certame para cargo efetivo em regime estatutário. Assim, em nome da manutenção dos bons serviços de proteção das Unidades de Conservação, solicitamos humildemente seu apoio assinando essa petição, para que por aclamação popular possamos fazer com que a Casa Legislativa possa aprovar a minuta de uma lei da qual contemple a Conversão do Ato Administrativo, da qual corrigiria tal equívoco sem oneração aos cofres públicos, mantendo o Corpo de Guarda-Parques nas Unidades de Conservação, assegurando que as mesmas não sejam abandonadas e a qualificação e experiência destes profissionais não seja descartada. Contamos com a compreensão e o apoio de todos que amam o meio ambiente, assine abaixo.

Mudança no traçado de um trecho da subida da Isabeloca - PARNASO

Por Leandro do Carmo

Notícia veiculada na lista de e-mails da FEMERJ

-------------------------------------------------

Nos últimos meses a equipe do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) realizou um longo trabalho de mudança de traçado em uma parte do trecho conhecido como Isabeloca, que fica localizado entre a sede de Petrópolis e o Abrigo do Açu, primeiro dia da Travessia Petrópolis-Teresópolis.

A Isabeloca é um dos trechos mais íngremes da Travessia e vem sofrendo com erosão acentuada ao longo dos anos. Por conta disso, diversas outras variantes foram abertas espontaneamente pelos caminhantes, o que agravou ainda mais a degradação desta parte da Travessia. “Visando proteger e recuperar o local, bem como oferecer uma trilha melhor aos nossos visitantes, planejamos e implantamos um novo traçado. Agora vamos trabalhar no fechamento da trilha antiga e na recuperação de toda a área” afirma o responsável pelo Setor de Uso Público do PARNASO, Leonardo Freitas.

Nesse trabalho os funcionários do PARNASO utilizaram os conhecimentos adquiridos por meio dos cursos de manejo de trilhas oferecidos pelo ICMBio em parceria com o Serviço Florestal dos Estados Unidos. “O trecho que estamos fechando tinha uma declividade média de mais de 33% e conseguimos fazer o novo traçado com declividade menor do que 15%.

A trilha nova é mais bonita, mais adequada e vai demandar menor esforço de manutenção ao longo do tempo” comemora o servidor.

Leonardo Boquimpani de Freitas
Parque Nacional da Serra dos Órgãos 







domingo, 24 de agosto de 2014

Fotos de escaladores no Costão de Itacoatiara - 24/08/2014

Por Leandro do Carmo

Estava na praia de Itacoatiara hoje, dia 24/08/2014, e tinham várias cordadas nas vias Luiz Arnaud, Uma Mão Lava a Outra e Paredão Itacoatiara. Um excelente visual!!!

Para saber mais sobre as vias da Face Oeste, acesse: Escalada em Niterói - Morro do Tucum

Seguem algumas fotos que bati!

Escaladores na Luiz Arnaud, Uma Mão Lava a Outra e Paredão Itacoatiara

Uma Mão Lava a Outra e Paredão Itacoatiara

Via Luiz Arnaud

Uma Mão Lava a Outra

Visão Geral da Face Oeste


As duas últimas enfiadas da Luiz Arnaud

Última parada da Uma Mão Lava a Outra



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Encontro dos Montanhistas com o Minc

Caros e caras, 

No próximo dia 3/9, quarta-feira, haverá um encontro do Minc com os montanhistas para renovação de uma aliança que tem dado muito certo, pois além de ter bancado todos os avanços na área de parques e visitação pública etc. no iNEA, ele ainda promoveu diversas outras ações de interesse dos montanhistas e dos esportistas e aventura de uma maneira geral, como "desarmar" dois projetos de lei estaduais horrorosos (um do Miro Teixeira, outro do Átila Nunes); acabou (em tese) com a obrigatoriedade de condutores e visitantes nos parques nacionais (alguns não obedecem, mas isto é problema da atual gestão); conseguiu liberdade de atuação para os fotógrafos de natureza em UCs; e tem feitos outros contatos e aberto outras portas importantes.

A contrapartida é termos um número expressivo de pessoas neste dia, para mostrar que isto tudo não é para duas ou três pessoas apenas, mas, sim, para uma comunidade grande e articulada.

Portanto, deixo aqui o convite enfático para que compareçam neste dia, e ainda convidem outras pessoas de seu círculo de caminhadas e escaladas. A FEMERJ levará uma pauta com novos pleitos.
 
André Ilha

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

3ª Invasão ao Costão de Itacoatiara

Por Leandro do Carmo

Data: 17/08/2014
Local: Parque Estadual da Serra da Tiririca - Itacoatiara - Niterói RJ

Os ventos sopraram a favor!!!! Era pouco provável que o final de semana fosse de sol. Na previsão do tempo dava chuva para domingo, mas mesmo assim não desistimos. Na sexta-feira, algo me dizia que daria tudo certo. Mantive o evento na certeza que teria tempo bom. Já no sábado a noite, tive o sinal de que não teria erro: o céu estava estrelado. O prenúncio da vitória!!!

Acordei cedo, tinha que chegar para arrumar o stand que o PESET colocaria a nossa disposição. Cheguei em Itacoatiara por volta das 7:30 h da manhã. O dia estava totalmente limpo, uma grande manhã. Aos poucos a galera foi chegando. O local foi enchendo e em pouco tempo já estávamos em número o suficiente para uma passeata!!! Tinha bastante gente e quando nos reunimos para a foto, foi que tive a certeza de que havíamos superado o número de pessoas das edições anteriores.

Centro Excursionista Brasileiro, Born To Be Wild, PitBull Aventura, Clube Niteroiense de Montanhismo, Rala Bota, Centro Excursionista Teresopolitano, Trilhando Montanhas e fora a galera que apareceu para conhecer. Foi bonito de ver. Depois da tradicional foto, cada grupo foi se dirigindo para seus objetivos. O CNM aproveitou para fazer a entrega dos diplomas aos formandos do Curso Básico de Escalada.

Alguns foram para o Costão na Face Oeste, outros para a Face Leste. Tinha até cordada no Morro do Telégrafo. Muita gente escalando, caminhando, enfim todos em contato intenso com a natureza. 

Muito obrigado à todos que participaram!!!!

Seguem algumas fotos:

Galera reunida
Bem cedo, antes do pessoal chegar

Denise na via dos Bombeiros

Sandro e Rana na Emil Mesquista

Ary no final da Alan Marra

Coelho finalizando a via

Leonardo Carmo e Ary Carlos

A galera descendo a trilha do Costão

Cordada na Luiz Arnaud

Sandro e Rana acima e o Alfredo abaixo, via Emil Mesquita


Via dos Bombeiros


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Equipe brasileira escala a via The Nose no El Capitan

Por Leandro do Carmo 

Equipe brasileira escala a via The Nose no El Capitan Yosemite National Park  Ca Serra Nevada

Hillo Santana - Brasil, Leonardo Amorim - Brasil, Marvio Oliveira - Flórida

O objetivo inicial era escalar a via Salathe Wall, treinei pesado pra isso. Mas, depois de algumas escaladas antes de entrar na parede, vi que a equipe tinha que ser um pouco mais forte. Por essa razão optei por fazer a The Nose. A The Nose é uma via muito antiga com aproximadamente 50 anos, sua extensão com pêndulos, rappel para acessar outros sistemas de fissuras e/ou fendas, muitas horizontais, que na verdade somam 35 cordadas, é uma via conquistada no estilo mas limpo possível, ou seja, chapeletas somente onde necessário.

Com seus sistema de fissuras perfeita, guiei 70 % em livre. Não houve revezamento na cordada. Guiei tudo, algumas vezes escalava a noite, até as 2 da manhã para adiantar. Escalamos a via em 6 dias por causa dos pesados Haubags, cerca de 150 kg, que tinham que ser rebocados e isso consumiu muito tempo. A via poderia ter sido feita em 2 ou 3 dias, caso tivéssemos leve. Tive uma queda de 13 metros na qual machuquei meu calcanhar. Achei que tinha fraturado o pé que inchou muito, mas mesmo mancando, prossegui na via o mais rápido que pude.

Avistei da parede um urso marrom na base onde tínhamos bivacado, o que é proibido no Parque. Bivacamos na base da via porque o guichê para acampar no Camp 4 já estava fechado quando chegamos. Quando faltava as últimas 10 cordadas, tivemos que racionar a água, era um gole pra cada um no final de cada cordada.

Tive uma nova queda mas tinha avisado pra ficarem atento que os friends não estava muito bem fixo, quando acabei de avisar, caí uns 9 metros no ar sem bater na rocha. Sem os jogos de friends C3 seria impossível fazer a via, no passado  usavam  pitons.

Chegamos no cume por volta das 19:00, organizamos os equipos e consumimos mas 3 horas para achar a trilha de descida, 14 km de trilhas até a Camp 4. Estávamos com muita sede e nos próximos 4 km descendo, encontramos um córrego e bivacamos na trilha ansiosos com a visita do urso...

Valeu equipe, obrigado por tudo. Valeu Deuter, The North Face, Casa Bio. Um sonho é fazer esta via em menos de 12 horas, que já é um grande feito... Em breve fotos facebook.

Abs a todos boas escalada

Hillo Santana








sábado, 9 de agosto de 2014

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

Por Leandro do Carmo

Via Paredão Aline Garcia –  3º IV E2 D2 245m  (croqui)
Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca
Data: 18/06/2014

Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois virar para a esquerda. Seguir reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a esquerda até a base. O começo é o mesmo da Chuva de Guias, muito fácil, um costão, até o segundo grampo. A via é  bem tranquila e constante. Seguindo assim até o final, onde dá para ver a última parada da Chuva de Guias. Rapel obrigatório pela própria via.

Mais uma via feita nos Colibris, faltando apenas duas para concluir o projeto da Stephanie...

Marcamos de escalar na parte da tarde, de manhã estava complicado, tinha algumas coisas para fazer. Não é o que gosto, mas foi o que deu! Eu já havia feito uma parte dela no CBE do Niteroiense no final de semana anterior. Já sabia com era o caminho. O que era fácil, ficou mais fácil ainda!

Chegamos à base e como de costume fomos recebidos pelos mosquitos. Comecei a me arrumar num pequeno degrau já no costão, assim fiquei livre de alguns deles, deixando todos os outros com a Stephanie!!! (Foi mal!!! kkkkkkk). A previsão era de chuva para a tarde, mas o tempo não estava tão ruim assim e se chovesse, seria bem para o final do dia. Depois de pronto, comecei a subir esse fácil costão, que é o mesmo da Paredão Chuva de Guias. Parei no 3º grampo, por sinal, muito mal batido e a Stephanie veio logo em seguida. Assim que ela chegou, já segui novamente. Não queria perder tempo nesse começo.

A via nesse ponto pega uma diagonal para a esquerda, cruzando um mar de bromélias, até o primeiro lance mais difícil da via. Costurado o grampo, segui reto até a segunda parada. A Stephanie veio logo em seguida, fotografando o que precisava. Na parada, repassei a corda e deixei tudo pronto para seguir para a terceira enfiada.

Segui reto para cima até a terceira parada, escalando rápido. Assim como as outras vias desse setor, a parede em alguns pontos é bem suja, ou melhor, cheia de línquens como me disse a Stephanie!!! Coisas de bióloga!!! kkkkkk.  Mas por ser tranquila, não interferiu muito na escalada. A via seguia sempre constante. Na parada, uma pausa um pouco maior para beber uma água. A temperatura estava muito agradável sem o sol. Segui para mais uma enfiada. Agora contornando um platô de vegetação para a esquerda, onde 50 metros acima, montei a quarta parada. A Stephanie chegou e esperei mais um pouco até seguir para última enfiada. Afinal de contas escalamos bem rápido e já podíamos desfrutar do belo visual que tínhamos.

Com as baterias recarregadas, segui para a última enfiada. Bem tranquila como as outras, porém um pouco mais suja. Uma linha reta nas primeiras proteções e depois uma leve diagonal para a direita e estava no fim. A via termina um pouco mais abaixo da Chuva de Guias. Um belo visual. Aproveitamos para fazer um lanche e ainda ficamos um tempo ali, pois havíamos feito a via bem rápido. Por enquanto nem sinal da chuva, mas um vento que sopra, era o sinal de que ela se aproximava. Resolvemos começar os rapeis. Foram uns 8 até chega a base. Um pouco chato, mas tinha que fazer...

Lá pela metade, quando a Stephanie chegou a parada e me viu de cabeça baixa, me perguntou se estava tudo bem. Eu respondi que sim, só estava desanimado... Esses rapeis que não acabam mais!!!! Seguimos descendo e finalmente chegamos à base. Como não queria arriscar ser devorado pelos mosquitos, parei no mesmo degrau que na subida. Tirei todo o equipamento e coloquei na mochila. Puxei a corda e a enrolei. Alguns pingos ameaçaram cair, mas não passou de ameaça. Seguimos até o carro, já meio escuro, pelo fato da floresta ser muito densa.


Missão cumprida!!!! Faltam apenas duas!!!!