quinta-feira, 3 de julho de 2014

Pico do Peito do Pombo

Pico do Peito do Pombo – Sana, Macaé- RJ.

Participantes: Leonardo Carmo, Stephanie Maia, Cadu, Alexandre Rockert, e Rafael (carinha parente do Highlander)



Iniciamos a trilha as 9:20. O início aparentemente é bem tranqüilo. Depois de uns 10 minutos a trilha começa a ficar bem úmida, com uma espécie de lama, mas não chega a ser um atoleiro.



O caminho é bem marcado nesse ponto, não tem erro.

As 10:24 chegamos na primeira porteira. Nesse momento encontramos um maluco que estava descalço, sem lanterna, sem comida e água dizendo que ira fazer a trilha também.

Seguimos todos juntos.

As 10:38 chegamos na segunda porteira.

As 10:46 chegamos na terceira porteira.

As 10:54 chagamos na parte do rio. Não tema mais ponte. A travessia tem que ser feita passando pela água ou pulando as pedras. Em tempo chuvoso é complicado de passar. A Stephanie parece que vai pelas pedras mas corajosamente voltou, triou as meias e bota e passou pela água gelada.



Após atravessar o rio, passamos pela quarta porteira. Nesse ponto é preciso ter atenção, pois tem vários caminhos de “boi” que podem induzir ao erro.  É uma área de pasto morro acima.



Como a orientação que tínhamos não era precisa, resolvemos que a Stephanie, Alexandre e o Cadu ficassem esperando enquanto eu procurava o caminho certo. O carinha que encontramos no caminho também subiu comigo. Depois de tocar uns bois e vacas, subir e descer o pasto feito um deles, encontrei o caminho e continuamos a trilha.

Depois de um tempinho, chegamos no setor da mata fechada por volta de 12:00. Paramos pra beber uma água e encher os reservatórios.



Dali em diante a trilha fica pesada. Bem hardcore. Um bom preparo físico nesse momento faz a diferença.

Quase no final da trilha você tem que optar em contornar a pedra para a direita ou esquerda. Pra esquerda o caminho é bem mais curto, porém um pouquinho exposto. Pela direita é mais protegido. Alguns lances com auxílio de corda fixa, mas da pra fazer sem também. Uns 5 minutinhos andando você se depara com o impressionante e intrigante Peito do Pombo.



As 13:49 chegamos no final da trilha.



Ficamos descansando, tirando fotos, conversando, dormindo, delirando até as 15:06 quando resolvemos descer.



Como já sabíamos que pegaríamos noite no caminho, deixamos as lanternas preparadas.

Depois de alguns escorregões, risadas, dores no joelho, etc, paramos para captar mais água.
Nesse momento, o carinha que estava com a gente, descalço, sem comida e lanterna, disse que tinha acabado de sofrer uma cirurgia. Tinha tirado um rim e parte do outro. O cara era literalmente parente do Highlander. Depois de uma boa conversa continuamos a descida. No caminho encontramos um pé de limão galego. Na verdade parecia um pé mutante. O limão parecia uma tangerina. A Stephanie, já alucinada, falava sem parar: pega pra colocar na cachaça... pega pra colocar na cachaça... Como não da pra contrariar mulher, desci com o Cadu até o pé mutante e fizemos a colheita.


Sobe pasto, desce pasto...  desce pasto.... desce mais pasto... até que chegamos no setor da travessia do rio. Paramos para lanchar, beber água e conversar mais um pouco. A água estava bem gelada e o nosso amigo Rafael, parente do Highlander, amarradão com as pernas dentro da água. Dali em diante já caminhamos no escuro. O Cadu estava doido pra estrear a sua lanterna. Ele caminhou durante todo o período noturno iluminando as copas das árvores e o mato. Mas com a sua habilidade de pesquisador não encontrou nada, exceto um cavalo que pastava meio doidão já no final da trilha. O Alexandre, as vezes me assustava rsrs. Ele ficava pra trás e dava umas corridas. Ele falava que era pra forçar menos os joelhos na descida. O parente do Highlander descalço, sem lanterna e já sofrendo de hipoclicemia continuava andando sem reclamar. A Stephanie resmungava mas não parava. Eu queria fazer toda a parte noturna sem lanterna. Comecei bem. Andei boa parte assim até que eu escuto um assovio. Eu estava fechando a fila e a Stephanie na minha frente. O Alexandre e o parente do Highlander estavam mais na frente puxando a fila e o Cadu "caçador de sombras" estava mais próximo a eles. Continuamos andando e novamente escutei o assovio só que um pouco mais perto. Como a Stephanie não falou nada, fiquei queto. Quando escutei pela terceira vez pedi para que ela parasse e pegasse a minha lanterna na minha mochila. Parecia cena de filme de terror. O assovio chegando mais perto e ela não conseguia abrir a minha mochila. De repente aparece um coroinha num cavalo branco. A Stephanie disse que era um burro, não o coroinha mas o animal que estava com ele. Sem saber o que fazer a Stephanie teve a brilhante ideia de perguntar sobre o resultado do jogo Brasil x Chile. O coroinha ficou quase um minuto falando que tinha sido 1 x 1. Resumindo depois de vários minutos ele voltou a falar em 1 x 1 mas que o Brasil tinha vencido nos pênaltis. Acho que ele já tinha bebido algum "suco de cana ardente" pois falou que ia deixar o seu cavalo/burro na grama alta relaxando e que talvez não voltasse pra casa no mesmo dia. Bom, sei que da mesma que forma que ele apareceu ele sumiu. A partir daí resolvi ignorar a minha visão noturna e liguei a lanterna.


Depois disso, as 19:03 chegamos na base (início da trilha). Todos estavam bem e já perguntando quando seria a próxima atividade mas na verdade todos queriam beber uma gelada.


Para finalizar, paramos em um bistrô onde degustamos um caldo verde com pimenta, caldo de abóbora, espaguete e uma boa e desejada cerveja.

Vai a dica: assim que atravessar o rio e passar pela porteira, siga em frente em direção a uma árvore bem grande. Por ser uma árvore grande, ela vai se destacar. Pegue o caminho de “boi” que passa bem ao lado dessa árvore e comece a subir o pasto. Do lado direito tem uma cerca. Se oriente por ela também. No alto do pasto, também do lado direito, tem um pequeno bambuzal. Chegue até ele. Nesse ponto você pode optar por passar pro lado de lá da cerca por uma espécie de porteira aberta ou continuar subindo. Passando pro lado de lá ou não terá que ir beirando a cerca. Chegando no alto do pasto, terá uma abertura na cerca, mas não tem porteira.  Passe por ali e comece a descer. Nesse ponto você já vai avistar a mata fechada e o Peito do Pombo.  Escolha um caminho de “boi” rumo à entrada da mata. Qualquer caminho levará pra lá. É meio instintivo. Na entrada da mata tem uma espécie de porteira, mas ela não abre. Tem que passar por uma abertura lateral. Cuidado pra mochila não rasgar na cerca.

Nesse ponto tem praticamente o último ponto de captação de água. Tem um outro mais acima só que se for em época de estiagem a captação pode ser difícil.

Agora é só subir até o Peito do Pombo. Não tem erro.

Pra quem vai escalar é bom ficar ligado. No primeiro grampo já tem um mosquetão em péssima condição de uso. Os grampos também não estão lá essas coisas.

Outra dica, bem no início da trilha tem um estacionamento. R$ 10,00 o dia todo. Vale deixar o carro ali.

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