sábado, 21 de junho de 2014

Escalada na Via Paredão Estela Vulcanis

Por Leandro do Carmo

Via Paredão Estela Vulcanis 2° Vsup E2 D1 160 m
Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca

Data: 04/05/2014

Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois vira para a esquerda, Seguirá reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a direita. A via é a primeira da direita para a esquerda. Fica bem ao lado do começo da Chuva de Guias e Aline Garcia. A via toda é muito fácil, ficando até chato, o crux fica bem no final, um lance vertical de agarras, bem protegido. Em um trecho, na terceira enfiada, tem que passar por entre as bromélias, ficando difícil visualizar os grampos.  Necessário 5 costuras. Rapel obrigatório pela própria via.


Seria minha primeira vez nas vias do Córrego dos Colibris. Não havia tido oportunidade para escalar no local e ela não estava na minha lista de prioridades. Mas  há pouco tempo ingressou um bióloga no Clube Niteroiense de Montanhismo, com um trabalho de mestrado em curso, na qual, iria estudar o impacto da escalada em costões rochosos. Ela precisava escalar as vias do local, para fotografar e colher informações necessárias para conclusão de seu trabalho. Como não tinha companhia, aceitei essa “difícil” tarefa!!!!

Sugeri começarmos pela Estela Vulcanis, uma via fácil, com o crux somente no final e a menor do local. Assim seria perfeito para podermos ver ritmo que teríamos nas próximas. Marcamos num sábado a tarde, depois do almoço. O sol já não estava tão forte como no começo do ano. Sorte, pois nessa face da montanha, ele bate durante o dia inteiro. Chegamos no começo da trilha e seguimos até a cisterna de cimento, e seguimos até a base. Não tinha tanta certeza de estava na base correta. Ainda fui um pouco mais adiante, mas o caminho esta muito fechado, então concluí que estava no caminho certo!

Os mosquitos atacaram. Por pouco não me carregaram! Tinha tanto, que se você simplesmente batesse na perna, sem olhar, mataria uns 5!!!! Subi um pouco do costão e me arrumei lá em cima. Tinha mosquito, mas não tanto quanto lá em baixo. Depois de prontos, ela subiu até onde eu estava para montar a segurança. Combinamos que iria subir até a parada, onde ela viria, parando sempre que necessário para suas fotos e observações.

Comecei a escalar e na primeira enfiada, a via segue um costão com alguns pontos de escalaminhada. Os grampos estão bem visíveis. Cheguei a uma dupla de grampos e montei a parada. A Stephanie veio logo em seguida e logo chegou. Me preparei, e segui para mais uma. A segunda parte da via, é muito parecida com a primeira, porém um pouco mais difícil, mas nada que ultrapasse o 3º grau. Evitei alguns cactos, contornando pelo lado de fora da linha da via e cheguei num ponto onde montei a segunda parada.

Na segunda parada, aproveitamos para tomar uma água e tirar algumas fotos. Segui em frente e chegou num ponto onde não tinha mais grampos, somente bromélias. Fiquei olhando e não dava para ver a linha da via ou outros grampos. Pensei: “Só pode ser por aqui, passando pelo meio dessas bromélias!” Então passei, seguindo meu instinto. E não é que estava certo! Depois de algumas passadas, quando olhei um pouco para baixo, lá estava o grampo. Tinha tanta vegetação em volta que passei em o vi. Voltei um pouco e o costurei. Segui escalando e a via foi abrindo novamente, ficando com menos vegetação. Mais uma parada e faltavam apenas mais alguns lances para o final.

Segui, costurei um grampo logo acima e com uma passada, meio no equilíbrio, consegui apoio para o pé, um pouco precário, mas o suficiente para projetar meu corpo para cima, onde costurei o próximo grampo. Mais duas passadas e venci o lance. Não continuei até a parada dupla, desci de baldinho e voltei até o platô, onde a Stephanie veio e fizemos ali nossa parada final. Aproveitei para lanchar e tomar uma água. Ainda ficamos um tempo lá em cima. Já era hora de voltar.

Nos preparamos e começamos a série de rapéis. Tivemos bastante cuidado na hora do rapel, pois tinha muitas bromélias e cactos em volta. Já na base, não tinha tanto mosquito quanto na nossa chegada. Mas o pouco que tinha, incomodava. Nos arrumamos rápidos e seguimos o caminho de volta.

Até a próxima.









quinta-feira, 19 de junho de 2014

Vídeo da escalada na via Visão Oposta, Morro do Morcego - Jurujuba, Niterói

Por Leandro do Carmo

Vídeo: Visão Oposta, Morro do Morcego

Fala Pessoal!!!

Tá frio, chovendo... Sem chance de dar uma escalada! Mas para tentar alegrar um pouco nosso feriado, segue um vídeo que fiz lá do Morro do Morcego. Uma escalada na via Visão Oposta, junto com o Ary, Arley, Michael e o Giovani. Um dia perfeito. Pegamos um pouco de mato até chegar à base, mas nada que pudesse desanimar. Ainda mais com um visual desse!!!

Acesse aqui o relato

Vídeo em HD

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Vídeo da escalada na via Entre Quatro Paredes

Por Leandro do Carmo

Escalada tranquila, boa para um fim de tarde depois da praia!

Eu já repeti essa via duas vezes, seguem os links dos relatos:

Primeira vez

Segunda vez




Vídeo em HD


sábado, 7 de junho de 2014

Filme: Travessia Petrópolis x Teresópolis, sempre uma nova aventura!

Por Leandro do Carmo

Segue o vídeo da Travessia Petrô x Terê desse ano. Dei o nome de Travessia Petrópolis x Teresópolis, sempre uma nova aventura!

Além do vídeo, o grande relato que o Marden fez não poderia ficar de fora. Um agradecimento especial a todos que participaram dessa grande aventura.

Link para o relato:
http://pitbullaventura.blogspot.com.br/2014/06/travessia-petropolis-x-teresopolis.html

Vídeo em HD




Segue o grande relato que o Marden fez, não poderia ficar de fora!!!!


Relato da Travessia Petrô-Terê em 9 e 10 de maio de 2014

Escrevo hoje, domingo-dia-das-mães, o relato da travessia que rolou sexta e sábado no PNSO, entre o Vale do Bonfim e a Barragem, pelo grupo de 10 pessoas que, ao longo da travessia, descobrimos que participávamos de uma evento conjunto Born To Be Wild e PitbulAaventura. Vamos aos fatos:

Marcado o horário de 7 da madruga na Praça Afonso Pena, em plena sexta-feira-bruta, os folgados de plantão foram chegando, primeiro Sandro “Grande Líder”, seguido de Ivan “O Terrível” e sua prima potiguar Barbara “Pretroriam”, eu de metrô, Sendi Lee em seguida e aí, após algum tempo, Marília “come banana” e seu filho Rodrigo “sempre sorrindo”, vindo direto de Vargem Grande. Todos juntos, partimos em direção a Petrópolis, para encontrar a dupla-sertanejo-aventureira Leandro e Leonardo “du Carmo” e nosso maestro em sustenido Paulo Guerra, que partiram mais cedo de Niterói.

Na portaria do parque, no Vale do Bonfim, assinados os termos de responsabilidade, preparadas as mochilas, após alongamentos exóticos e algum peso, digamos, deixado “pra trás”, iniciamos a trilha, para encontrar Leandro, Leonardo e Paulo que, por terem chegado bem mais cedo, estavam curtindo um banho no Véu da Noiva e esperando por nós na bifurcação da trilha para o Açu. Após um hora de “esquenta”, com trilha quase sempre plana e em meio a mata, reunimos o grupo todo no que seria a família Pitbull-Born To Be Wild dos próximos dias. Iniciamos então a subida para a Pedra do Queijo. Para os que conhecem, já sabem que ela dá logo o tom da caminhada, onde os fracos não tem vez: subida forte, constante, passadas largas e, de cara, a certeza de que você só pode andar no SEU ritmo, se não, nada de completar a trilha! Cada um no seu passo, fomos subindo e a esperta Marília, que como mais tarde se descobriu, sacou que tinha calculado mal seu estoque de bananas já começou a chiar: “aí, falta muito?”. De cara, eu que não conhecia a figura, já pensei: "ixi, não vai aguentar”. Subimos, sofregamente, até chegar no Queijo onde fizemos uma parada para descanso, fotos, teste dos solados nas aderências de 1°sup. Nessa hora, um primeiro lanche e já vimos o tom das refeições: Marília devorando bananas, Sendi filando todo e qualquer pedaço de comida que aparecesse e os demais em um papo filosófico-fisiológico sobre carboidratos de rápida absorção e vontade de comer um McDonalds. Lá, encontramos um senhor potiguar com seu filho-fotografa-tudo que nos acompanharia no dia seguinte, levando quatro barras de chocolate.

Seguimos a trilha em direção ao Ajax, com nova parada para lanches, bananas, filação de comida dos outros, filosofia, purificação da água, e, por influência do meu leve sotaque mineiro, renomeação do grupo para Bora To Be Uai. Chega a hora, partimos para a famosa subida da Isabeloca! O tempo, até esse momento, estava bom: nem quente nem frio, sol entre nuvens e uma “probabilidade de 30% de chover 2mm de chuva” que, tecnicamente, acompanhou-nos durante toda a caminhada sem no entanto ninguém conseguir fazer a conta de quanta água cairia sobre cada cabeça. Nessa hora, algum preocupação com Marília, que já reclamava de câimbras mas, estranhamente, continuava a andar num ritmo alucinante. Bem, todos super atenciososoferecendo bananas-passa, banana in natura, banana em conserva e “banana é bom pra câimbra” para ela que felizona, continuava a reclamar e andar cada  vez mais rápido. Apesar de que sempre que se olhava para ela, ela dava um jeito de marcar. Sendi Lee, nada boba, ia filando um ou outro pedaço de banana também, além de bolos, pães, castanhas e até gole d’água.

Cada um no seu ritmo, terminamos a Isabeloca e alcançamos o chapadão. Delírio geral, visual, cochilo na grama e, anoraque! O tempo começava a fechar, nuvens pesadas se formando e sinal de chuva pela frente. O tempo permaneceria fechado por mais de um dia, abrindo só no Vale das Antas, no dia seguinte, como uma curtininha para ver o Garrafão. Daí pra frente tudo tranquilo, a chuva começou de leve, veio a famosa neblina ou serração e seguimos, todos juntos, pelo chapadão até o lindo Castelo do Açu e, em seguida, por volta das 15h, atingimos o Abrigo do Açu, onde nos recepcionaram os dois funcionários: um sorrindo e o outro rosnando.

O Abrigo é uma beleza: o pessoal vai chegando, tirando os sapatos, se aconchegando, uns pro bivaque, outros pros beliches. Uns começar a preparar o rango, outros ainda com algum “peso para deixar” e aí, em volta da mesa, a prosa vai ficando boa e começam a aparecer alguns líquidos expressamente proibidos: suco de uva cabernet sauvignon, suco de uva merlot, caldo de cana do norte de Minas e a famosa água-que-passarinho-não-bebe. Nessa hora, Sendi já havia comido mais de 2kg de comida, Marilia já não reclamava de câimbra, pois o fornecimento de bananas estava estabelecido e, coletivamente, começamos a preparar o menu degustação da noite: macarrão tailandês (quanta pimenta num molho bolonhesa!), arroz de carreteiro e, cup nudles, a estrela da festa! Ufa, nenhum miojo! A galera foi comendo tudo que aparecia, consumindo os líquidos disponíveis que o Terrível Ivan não parava de servir e iniciando um baralhinho no jogo mais simples do mundo que o Ivan insiste em não aprender e que aqui, por questões editoriais, não posso dizer o nome. Lá fora, uma friaca danada, chuva, e aquele papo de que “vários já morreram travessia e viraram fantasmas vestindo goretex”, “não dá pra fazer com chuva”, “neblina é perigoso” e “se amanhã estiver fechado vamos descer”.

Passada então a noite sinfônica em que Sandro “o barítono” deu o tom dos barulhos e Ivan preferiu permanecer em claro, despertamos às 5 da matina, num frio de 3 graus, para começar os preparativos para a travessia. Tempo fechado, serração pesada e não ouvi ninguém perguntar se iríamos ou não: às 7 e pouco, todos na porta do abrigo, fotos e pé na trilha. Seguimos para o Morro do Marco e, após a forte descida em direção à Geladeira, iniciamos a subida do Morro da Luva. A partir dessa hora, o senhor-potiguar-do-chocolate e seu filho-fotografa-tudo juntaram-se a nós, oferecendo chocolate o tempo todo no que depois, descobrimos, foi um estratégia bem inteligente. A subida do Morro da Luva, sob chuva fina e com bastante lama, foi feita até de forma bem rápida, Marília, sabendo que não restavam mais bananas, seguiu acelerada (descobrimos depois que ela é maratonista) e a galera foi, sob um frio do inferno, começando a tirar gorros, luvas, blusas de lã, até parar no alto do Morro para o primeiro lanche do dia: “alguém quer chocolate?” A partir daí, a orientação vai ficando difícil, pois são muitas lajes de pedra e, sob neblina, fica fácil de se perder. Contudo, a quantidade de marcos, totens e setas no chão (amarelas apontando o Sino e brancas o Açu) estão tornando a travessia bastante segura. Hoje, quem já a fez uma ou duas vezes e tem bom senso de orientação consegue guiá-la com mais tranquilidade e segurança.

Descemos em direção ao corrimão, onde abastecemos os cantis para encarar o famoso Elevador, lance com vergalhões de aço servindo de degraus que, apesar de fácil, é bastante cansativo e demorado. O tempo continuava fechado, frio, mas o astral da galera permanecia alto, as fotos dos dois blogs que cobriam a aventura não cessavam e o ritmo relativamente rápido para um grupo de 10 pessoas. Decessos o lajão íngreme em direção ao Morro do Dinossauro, sem grandes dificuldades, nenhuma câimbra, pé torcido ou contusão no grupo, a não ser o Ivan que, por não ter dormido, a essa hora já delirava em frases como “agora vem a pior parte da escalada”, “adoro escaladas como essa” e “escalo assim desde criança”. Ao aproximar-nos do Vale das Antas, o tempo começou a melhorar e o sol a aparecer. Aí aparece, diante de nós, que não víamos mais do que 10 metros desde o dia anterior, o majestoso cume do Garrafão! Delírio geral da galera, anoraques sendo retirados, gritos, fotos, fotos e fotos. Paramos no Vale das Antas, para mais um lanche e a Sendi tratou de entrar em ação, comendo tudo que aparecia pela frente.

Saímos em um trilha completamente errada e o Ivan, entre um de seus delírios escalatórios, tratou de chamar a atenção do grupo e mostrar a trilha correta para a Pedra da Baleia. Chegamos a essa interessante formação, que parece mesmo o dorso de uma baleia e o tempo continuava aberto, para infinitas fotos do Garrafão. Em seguida, descemos a laje em direção ao “lance do mergulho” e descobrimos a razão de “tanto chocolate”! O senhor e seu filho-que-não-fotografa-mais esperavam-nos para protegermos o lance com cordas e fitas e descer com segurança. Realmente, o lance estava molhado e a descida foi bastante delicada. Leonardo e Paulo já haviam passado em solo e, mais tarde, disseram que passaram um perrenguinho sem, no entanto, grandes problemas. Passamos o lance com a corda e, enquanto isso, Leandro me mandou correr na frente para ajudar o Sandro a preparar o Lance do Cavalinho. Fui andando esbaforido, pois é uma parte bastante íngreme, até encontrar o Sandro já protegendo o Lance. É realmente um passada bastante técnica e exposta, mas para que escala não apresenta grande dificuldade pois encontram-se enormes agarras de mão. Sandro subiu, içou as mochilas, eu subi (curti demais!), colocamos um corda e começamos a ajudar a galera a passar. Bem interessante a cara de cada um nessa hora: alegria para uns, medo para outros e sempre muita confusão! Sendi Lee veio felizona, dizendo que queria “liberar” o lance pois em alguns dias ia guiar um excursão ali, mas Ivan insistia em tentar puxá-la para cima, hora pelo braço, hora pelo cabelo, enquanto eu batia na mão dele dizendo “deixa ela tentar, deixa ela tentar”. Todos passaram bem, continuamos subindo e, justiça seja feita: o Senhor-chocolate ajudou a galera o tempo todo.

Chegamos à trilha que vai para o Sino, deixamos as mochilas e fomos para o cume da Serra dosÓrgãos afinal, quase todos eram escaladores e, para escalador “só o cume interessa”! No cume, com tempo parcialmente aberto, muitas fotos, abraços, gritos e uma friaca “du cão”. Depois foi só descer em direção ao Abrigo 4, onde chegamos por volta de 13:30h e começou um frenesi gastronômico: pães, biscoitos, sopas, sanduiches, arroz, feijão, salsicha e, pasmem, nenhum chocolate! Foi foda. O cara que cuidava do abrigo, um muleque zem que se descobriu ser irmão gêmeo do Rodrigo-sorriso, que em 3 segundo já era amigo íntimo deste, disse que adorava chocolate, mas nada do Sinhô liberar algum. Ah, essa hora, enfim, apareceu o miojo! Esse abrigo, super estruturado e aconchegante, tem tanta comida deixada pelos frequentadores que sua cozinha parece um mercearia grátis! Você entra, escolhe o que vai comer, faz um café, lava os pratos e continua a trilha. Ficamos por ali até as 15h, debaixo de sol/debaixo de um garoa até iniciarmos a descida para a Barragem.

A descida é um coisa infinita, interminável, mas muito bonita e relativamente tranquila. Começamos ainda com luz e sem chuva, na maior friaca, conversando sem parar, felizões, até que a chuva começou a cair. Descobrimos que havia chovido bastante “abaixo de nós” nos últimos dias, quando tínhamos pegado apenas alguma garoa, mas agora que perdíamos altitude começávamos a tomar um chuva cada vez mais grossa. Dane-se! Daqui pra frente, até debaixo de raio! Depois de uma parada em que a Sendi atacou as últimas migalhas do rango da galera -justiça seja feita, ela levou um brownie e um delicioso biscoito de lentilha :S verde – descemos por três horas e meia e já com as lanternas acessas e debaixo dos tais 30%X2mm de chuva chegamos a uma varandinha na Barragem, onde todos gritam, pulava, tiravam fotos e se abraçavam, hiper felizes pela aventura! Ainda restava alguma adrenalina pois a van não havia chegado e o Ivan precisou ser despachado de carona com um casal para tentar nos tirar dali. Nesse momento, a Barbara, ainda encantada com o Lance do Cavalinho, pulou a janela da varanda e abriu (segredo hein) a casinha para que pudéssemos ficar abrigados do frio em um local confortável. Já jogávamos a primeira rodada de baralho quando a van chegou, nos levou direto para a Parada do Alemão (cerveja!) e depois para o estacionamento onde deixamos o carro na Tijuca. Todos indo embora quando de repente: “ih, de quem é aquela mochila?”. A Marilia havia deixado a mochila pratrás, na pressa de chegar logo em casa: também, pra quê mochila, se não tinha mais nenhuma banana?.

Agradeço a todos, em especial Sandro e Leandro, por terem armado essa aventura, e a todos que participaram da travessia, na minha opinião, uma das mais bonitas do mundo! Dor, machucado, cansaço, frio, sol, roncos e risadas, muitas risadas, me dão a certeza de que entre as melhores coisas dessa vida, com certeza uma delas é estar com os amigos na montanha, sempre!


Garden

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Travessia Petrópolis X Teresópolis, sempre uma nova aventura...

Por Leandro do Carmo


Data: 9 e 10 de maio de 2014

Nesse relato não me preocupei muito com os dados técnicos, pois já havia feito um no ano anterior, para vê-lo, clique aqui.


Vídeo do filme: A Travessia dos Sonhos!, feito em 2013.






Conversando com uma amiga por e-mail, escrevi: A travessia foi super maneira, pegamos um tempo bom na sexta, levamos umas 5 horas para subir até o Abrigo do Açú, é só subida!!! Sem trégua. Choveu a noite inteira e fez muito frio, chegando a 3°C na madrugada. No sábado, o tempo estava bastante fechado e as vezes a visibilidade ficava reduzida a uns 10 metros, foi uma experiência diferente. Da outra vez que fiz, dava para ver tudo, dessa vez... E ela me respondeu: É engraçado você contar todo esse perrengue e dizer que foi muito bom rsrs

Pois é, existem coisas que são difíceis de explicar...  Mas vou tentar!!!!

Essa era a minha segunda vez na travessia e eu estava muito mais tranquilo que na primeira. Já conhecia bem o caminho, a final de contas, havia estudado muito essa trilha. Decidi que faria bem no começo da temporada, estava de férias e saindo numa sexta-feira, não teria problemas. Abri a atividade no Clube Niteroiense de Montanhismo e a única pessoa que poderia ir, era o meu irmão Leonardo. Conversando com o Sandro Born To Be Wild, ele me falou que faria também. Acertamos a data de 09 de maio como partida.

Minha ideia era fazer em três dias. Como domingo, dia 11, era dia das mães, sairíamos bem cedo do Sino, afim de chegarmos em casa para o almoço. Após termos acertado tudo, o Paulo Guerra se juntou a nós. Na verdade tínhamos dois grupos, um saindo aqui de Niterói e o outro, lá do Rio.

Eu, Paulo e o Leonardo, resolvemos ir de carro, pagamos um guarda-parque para levá-lo da sede de Petrópolis até Teresópolis. O resto do grupo, preferiu contratar o serviço de van, para levá-los e buscá-los. Com a questão do transporte definida, foi só preparar a mochila e aguardar o tão esperado dia.

Na semana que antecedeu a travessia, o clima estava perfeito. Sol, temperatura agradável e o mais importante: visibilidade! Pois é, a visibilidade estava perfeita. Da minha casa dá para ver grande parte do caminho que faríamos e em todos os dias as montanhas se mostravam cada vez mais belas. Mas nem tudo é perfeito... Faltando uns três dias, verifiquei a previsão do tempo e ela já começava a dar sinais de que mudaria. Primeiro 5% de chuva na região, depois, passou para 30% e na véspera, já tinha 60%! Não dava para desistir! Os ingressos do parque já estavam comprados e a mochila já estava pronta. Mesmo com a previsão não muito boa, seguimos nossa programação. Decidimos nos encontrar na sedo do Parque, no Bonfim.

Marquei com o Paulo Guerra de passar na casa dele as 05:30 h, pois passar pela ponte Rio-Niterói depois das seis, pode ser um problema. Ou sai cedo e chega cedo, ou poderá ficar preso no trânsito! Por volta das 05:30, eu e meu irmão chegamos na casa do Paulo e seguimos em direção à Petrópolis, nossa missão estava começando! A viagem foi bem agradável e por volta das 08:00h, estávamos chegando no distrito de Corrêas, onde aproveitamos para tomar um café. O resto do pessoal, ainda estava a caminho. Fomos até a entrada do Parque, acertamos tudo na portaria e resolvemos ir na cachoeira do Véu da Noiva. Deixamos recado para avisar ao pessoal que estava chegando que estaríamos aguardando na bifurcação para a cachoeira.

Antes de iniciar a caminhada, aquela tradicional foto! Seguimos caminho. O começo é bem tranquilo, estava frio. O sol ainda não tinha saído. Seguimos por uns 40 minutos, sempre acompanhados pelo som das águas, até que chegamos na placa que indica o caminho para a Cachoeira Véu da Noita e Gruta do Presidente. Acho que em todo lugar tem uma cachoeira que se chama Véu da Noiva! A Gruta do Presidente tem esse nome em homenagem ao ex-Presidente Getúlio Vargas. A informação que tinha, era de que o tempo de caminhada da bifurcação para a cachoeira, seria de 20 minutos. Pensei: 20 minutos para ir,20, para voltar, mais uns 10, para bater fotos... Uns 50 minutos que tínhamos até o resto do pessoal chegar.

Deixamos as mochilas bem a vista, assim o pessoal saberia que estaríamos ainda lá. Comecei a descer e com oito minutos já estava na cachoeira! Cadê os 20 minutos??? Mas beleza, assim teríamos mais tempo para curtir. Atravessamos um rio e contornamos a Gruta do Presidente, depois atravessamos o rio novamente e seguimos até a cachoeira. Um belo visual. A água de tão gelada, parecia que ia quebrar os ossos da mão! Mergulho??? Ficará para a próxima!!!! Encontramos lá pai e filho que iriam fazer a travessia, nos acompanhando durante quase todo o percurso. Eram de Natal e estavam fazendo algumas trilhas aqui pelo estado. Depois de várias fotos, voltamos até o nosso ponto de encontro. E mais alguns minutos foi aparecendo a galera. Sandro, Ivan, Marden, Sendi, Bárbara, Rodrigo e a Marília. Agora sim estávamos completos. Todos com o mesmo objetivo!!!! Enquanto uns descansavam,  uns alongavam e outros até cantavam, o astral da galera contagiava. Garantia de uma excelente travessia.

Enquanto eles descansavam, pois acabavam de chegar, eu, Paulo e Leonardo, seguimos na frente para a nossa segunda parte. Iniciamos a conhecida subida do queijo. O primeiro desafio do dia! Começamos e logo a subida mostrou sua força e sua beleza. Seguimos concentrado e encontramos nossos novos amigos potiguares. Avançamos e com muito custo chegamos à Pedra do Queijo, que na minha opinião nem se parece com queijo! Nossa primeira parada oficial. Fotos e mais fotos... O Marden veio cantando e foi o primeiro a chegar. Perguntei: “E aí Marden, tranquilão né?” Ele respondeu: “Tranquilo o cacete!!!!” Aos poucos todos foram chegando. Mais uma reunião!!!! Depois que todos chegaram, começamos a subir novamente, sendo o Ajax, nossa próxima parada.

E seguimos subindo. O tempo estava agradável, mas já tínhamos notícia de que em Niterói estava tudo fechado, seria uma questão de horas até que, também, mudasse por aqui. De onde a gente estava, não tínhamos muita noção de como estavam as coisas lá por baixo. A barreira que a Serra do Mar faz, impedia nossa visão. Somente na crista é que teríamos a noção de como o tempo estaria. Enfim, chegamos ao Ajax. Antigo local de acampamento e o último ponto de coleta de água. Um verdadeiro oásis!!! O visual, dispensa comentários... Dali dava para ver o pessoal subindo por entre a vegetação, com isso, dava para ver realmente o caminho que fizemos até chagar ali. Ali já era mais da metade do caminho. De difícil mesmo, faltava somente a subida da Izabeloca.

A conversa estava ótima, mas era hora de subir! Eu já sabia como era, mas o Paulo e meu irmão nunca tinham ido... Avisei: “Agora o bicho pega!!!!” E começamos a subir. É uma subida enjoada, mas pelo que já tínhamos feito do que pela dificuldade. A mochila já incomodava um pouco. Mas com passos lentos, vencemo-la!!! Curtimos um belo espetáculo da natureza: as nuvens se aproximando com rapidez, faziam diversos desenhos no céu que desapareciam com a mesma rapidez que se formavam. Paramos para tirar fotos, lanchar e esperar o resto do pessoal.

O primeiro a chegar foi o Ivan, sempre de alto astral. Nos cumprimentamos, como se nem tivéssemos nos encontrado ainda. Esse espírito de companheirismo que a montanha proporciona é uma coisa difícil de explicar... O Paulo me perguntou: “E agora?” Eu respondi: “Agora é passeio!!!!!”

Seguimos caminho. Agora com a companhia do vento e das nuvens. O tempo fechado em direção ao litoral, não nos permitindo ver nada. Da última vez que fui, dava para ver até a Ilha Grande! Quando começamos a avistar os Castelos do Açú, as nuvens o envolveram e rapidamente o tempo fechou de vez. Não dava para ver muita coisa. Mas como diz o ditado: “Nada é tão ruim que não possa piorar.” E piorou, começou a chover! Era pouco, mas estava chovendo. Saquei o poncho da mochila e coloquei antes que a chuva apertasse. Ali é um lugar um pouco chato. Muitas poças de lama. Se pegar o caminho errado, vai chegar, mas vai afundar o pé! Por sorte a chuva passou e o tempo deu uma melhorada. Já nos Castelos, avistamos o abrigo. Seguimos até ele e ficamos esperando o pessoal chegar.

Aos poucos todos foram chegando e se arrumando em suas posições, uns nos beliches, outros no bivaque. Aproveitei para tomar logo o meu banho e fazer uma comida. Dessa vez tinham dois guarda-parques: um bem humorado e um mau humorado. De tanto mau humor, quase rola uma briga entre eles, mas deixa pra lá... Mandei logo um macarrão para sustentar o resto do dia. Depois do almoço ainda tentamos dar uma volta nos Castelos do Açú, mas começou a chover e tivemos que voltar rapidamente. Passamos o resto do dia dentro do Abrigo. Mas quem disse que foi um problema? Nos divertimos bastante. Rolou jogo de cartas, muitas histórias engraçadas e muita comida é claro!!! A todo momento surgia um petisco novo. Um cafezinho lá do Caparaó que o Paulo trouxe, caiu extremamente bem. E para os amantes do bom vinho, não foi a taça, mas foi a caneca que ficou cheia! E assim, aos poucos todos foram descansar.

Durante a noite a temperatura caiu bastante. A chuva não deu trégua. Minha preocupação era estar chovendo no dia seguinte. Fazer todo o próximo trecho debaixo d’água, não seria uma das experiências mais agradáveis... Mas acordamos com um tempo relativamente bom, ou pelo menos sem chuva e isso já bastava... Tínhamos decidido acordar as 05:00 h, assim teríamos bastante tempo para tomar café e arrumarmos as coisas. Aos poucos todos foram levantando, tomamos café e por volta das 07:00h já estávamos pronto para a melhor parte da travessia. Reunião para a tradicional foto e partimos.

Seguimos a trilha a direita do Abrigo 4, chegando ao cume de um morro, onde descemos um lajão, indo em direção ao Morro do Marco. Não dava para ver muita coisa. Porém a trilha é muito bem definida. Subimos e chegamos ao cume do Morro do Marco, que tem esse nome devido a um grande marco feito com pedras, hoje já retirado, onde viramos a esquerda, indo em direção ao Morro da Luva. Descemos, cruzamos um riacho e começamos a subir novamente. O primeiro grande desafio do dia! É uma subida chata, muito molhada. Já próximo ao cume, muita lama. Mas vencemos esse desafio. A visão do Morro da Luva é fantástica, mas dessa vez, estava tudo branco, não víamos mais que 20 metros. Como a trilha é bem marcada, não tivemos problemas.

Ao começarmos a descer, fizemos nossa primeira parada para o lanche. Conversamos um pouco, sempre no grande astral! Descemos e cruzamos o vale, muito molhado e com lama. Se não tivéssemos cuidados, dava, com certeza, para afundar até o joelho! Seguimos até uma laje de pedra, onde saímos no lance dos corrimões, onde tem uma pequena queda d’água. Cruzamos uma pequena ponte e começamos a subir o lance do elevador. Fiquei por último e esperei todos subirem para começar. Passado o lance, demos mais uma parada para descanso. Aí fomos embalado pelo som do Maluco Beleza!!! Isso mesmo, foi nossa trilha sonora nesse ponto! Seguimos reto até uns grampos, num lajão de pedra. Da última vez que fiz, eu desci um pouco mais atrás e segui por um outro caminho, saindo na parte de baixo dessa laje, um pouco mais exposto, porém mais rápido.

Descemos devagar e fomos quebrando para direita, em direção ao Morro do Dinossauro. Seguimos e no final, pegamos a esquerda novamente. Nesse ponto, a visão era para ser algo surreal, mas as nuvens não queriam que contemplássemos esse cenário de beleza! Não teve jeito. Ficamos apenas com as nuvens e o vento. Seguimos a trilha e começamos a descer para o Vale das Antas. Antigo ponto de acampamento e local da nascente do Rio Soberbo. Um local de outro mundo. Assim que se chega no Vale das Antas, você literalmente atravessa um portal e chega num pequeno descampado, parecendo que está chegando naqueles locais de filmes pré-históricos!!! Mais uma pausa para o lanche. Estávamos chegando. Já havíamos percorrido mais da metade do caminho.

A essa altura, meu irmão e o Paulo, já estavam bem adiantados. Não havia dito antes, mas eles seguiram boa parte na frente, oportunidade de um bom treino de orientação. Após o descanso, iniciamos novamente nossa caminhada. Cruzamos a pequena ponte e subimos em direção à Pedra da Baleia. Onde fomos obrigados a fazer uma nova parada. O Garrafão em seus poucos momentos de aparição, nos brindou com uma vista espetacular. Não tinha como não parar e bater algumas fotos. Alguns minutos depois, estávamos novamente na trilha e seguimos em direção ao Vale dos Sete Ecos. No caminho, novamente contemplávamos o Garrafão e toda a pedra do Sino. Um espetáculo.

Descemos em direção ao primeiro lance mais complicado da travessia: o lance do mergulho. Para quem escala ou tem boa experiência, dá para fazer direto, mas para quem nunca tinha feito uma trilha nessa complexidade, fica difícil. Nesse ponto, todos nós paramos. Traçamos logo um plano de ação, muitos grupos perdem muito tempo aqui e nos próximos lances. O Ivan e o Marden prenderam uma corda que o Sandro havia levado e fizeram um corrimão. O primeiro desceu e pedi ao Sandro que fosse logo para já ir preparando o lance do cavalinho. Entreguei um fita longo e ele desceu, já levando quem estava lá em baixo.

Assim, na organização e na cooperação, rapidamente todos passaram. O Ivan fechou o caminho, recolhendo o material. Assim que subimos em direção ao lance do cavalinho, a galera já estava subindo com segurança. Não tivemos nenhum problema e não perdemos tempo. Um trabalho em equipe e bem organizado faz a diferença. Seguimos mais alguns metros acima e passamos pela escada. Em dificuldade a travessia estava concluída, faltava apenas andar... Aproveitamos para fazer o cume da Pedra do Sino. Não vimos nada, mas bater a foto lá no alto era obrigação!!!! O vento começou a incomodar bastante e resolvemos descer. Assim caminhamos até o Abrigo 4.

Lá, o Paulo e meu irmão já tinham preparado o almoço. Não pensei duas vezes, arrumei meu prato e aproveitei para descansar. Todos aproveitaram e comeram também. Enquanto almoçava, meu amigo Leandro Pestana, do CNM, apareceu. Batemos algumas fotos e ele seguiu para cume do Sino, o seu objetivo naquele dia. Tínhamos programado para fazer a travessia em 3 dias, mas como o tempo estava muito ruim e teríamos que descer bem cedo no dia seguinte, resolvemos continuar nossa descida. Eu, meu irmão e o Paulo nos despedimos do pessoal que ficou para almoçar, batemos mais uma foto do grupo e descemos a trilha do Sino. Depois de já ter feito o caminho do Açú até o Abrigo 4, fazer essa trilha do Sino torna-se chato. Aqueles zig zags parecem que não acabam nunca!!! Já no final do dia, com pouca luz, chegamos na Barragem. O carro estava lá em baixo e tivemos que descer tudo a pé.

O Paulo e meu irmão, foram na frente e eu fui ficando para trás. Quando cheguei no ponto da estrada onde temos que contornar, numa subida à direita, isso se tivéssemos de carro, por algum motivo decidi subir e não seguir reto descendo. A nossa sorte! Pois ao lado da Administração o carro estava estacionado. Mas nem sinal do Paulo e meu irmão. Eles tinham ido direto até a portaria. Ficaram lá durante algum tempo pois o carro não estava lá em baixo e o guarda da portaria principal não sabia de nada! Quando liguei para o meu irmão e eu disse que estava no carro, ele me respondeu que o guarda não sabia de nada e nem com quem estavam as chaves. Pensei: “Vou ligar para o Denilson...” Mas quem disse que eu achava o telefone do cara!!!! Pensei: “Vou ter que entrar em uma dessas casas aqui e dormir...” Quando olhei para o lado, em direção a uma luz, vi um vulto passando. Fui em direção a uma sala e tinha um vigilante falando no rádio. Resolvido. O guarda da portaria estava falando com ele. Me identifiquei e peguei as chaves que o Denílson havia deixado. Fiquei aliviado. Àquela altura, ter que ficar ali não estava nos meus planos.

Peguei o carro e fui até a portaria. Seguimos até o Paraíso da Serra e saboreei um delicioso bolinho de aipim com carne seca e um copo, com um chorinho de primeira, de caldo de cana.


Missão cumprida!!!!!!

PitBull Aventura e BTBW!!!!!!

Paulo Guerra e Leonardo Carmo

Sandro encoberto pela neblina

Leandro do Carmo, Leandro Pestana e Paulo Guerra

Trabalho em equipe no lance do cavalinho

Leonardo Carmo

Leandro do Carmo apreciando a vista

Galera no caminho

Mais uma no caminho

Garrafão nos poucos momentos de visibilidade

Uma pausa para o descanso!

Visão do cavalinho

No abrigo!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vídeo da Escalada na via Paredão Alan Marra

Por Leandro do Carmo

Fala Pessoal!!!!!

Segue o vídeo da escalada na Via Paredão Alan Marra. Ela fica na face leste, e sua base está localizada no canto direito da enseada do Bananal. O acesso é pela subsede do Parque, em Itacoatiara. Uma excelente pedida para a parte da tarde, onde sol começa a se despedir. Para acessar o relato, clique aqui.

Vídeo em HD