terça-feira, 22 de outubro de 2013

Segunda Invasão ao Costão de Itacoatiara (Morro do Tucum)

Data: 20/10/2013

Local: Costão de Itacoatiara (Morro do Tucum)

Um grande dia! Tudo perfeito... Muito obrigado à todos que participaram!!!!

Mas antes de estarmos lá, tivemos um pouquinho de trabalho... Depois do sucesso da 1ª Invasão, o pessoal já estava cobrando quando iríamos fazer a próxima... Com a agenda cheia, consegui marcar para o dia 20 de outubro. Mas o que tinha de especial no dia 20? Nem eu lembrava, mas só próximo ao evento, lembrei, ou melhor, fui lembrado que era o 57º aniversário da conquista da Agulha Guarischi. Uma data muito especial para nós montanhistas...

Definida a data, comecei a convidar as pessoas. Mandei e-mail para várias listas, fiz contato com o Jornal “O Fluminense”, que sempre me atendeu prontamente fiz, também, contato com o Parque da Serra da Tiririca para comunicar que faríamos o encontro. Abri a atividade de escalada no site do Clube Niteroiense de Montanhismo e estava disposto a ter que escalar duas vezes para que todos participassem, caso alguém ficasse sem cordada. Com tudo pronto definimos o ponto de encontro e o horário: 08 horas, no gramado em frente ao Costão.

No sábado a noite, preparei a mochila e deixei tudo pronto. No domingo, por volta das 8 horas, estava chegando no ponto de encontro. Já tinha gente esperando. Todo mundo animado para mais um dia. O tempo estava ótimo. Mas não foi assim durante a semana passada. Até sexta-feira, o tempo estava fechado, com chuvas fortes durante os dias. Mas São Pedro foi generoso e nos brindou com um final de semana espetacular, espantando qualquer possibilidade de adiamento do encontro.

Aos poucos a turma foi aumentando e quando o sol começou a aparecer, decidimos não esperar mais e começar! Mas antes disso, nos juntamos para a foto do jornal! Algumas cordadas já estavam divididas, mas como foram muitas, fica difícil lembrar de todas... Só se que acabei indo escalar a Via Novos Horizontes, na Face Leste, junto com o Marcos Duarte.

No final da escalada nos encontramos, no cume do Costão e ficamos conversando e esperando as outras cordadas que entraram em vias mais demoradas. Sempre que chegava um, apesar do calor, era só alegria. Para os que não conheciam, a vista impressionava, para os que já conheciam o Costão, também conhecido como Tucum, a vista também impressionava! A água estava tão clara que era possível ver a sombra das pranchas dos surfistas no fundo de areia!!!!

Esperei todas as cordadas chegarem, menos a do Paulo, pois a fome já era tão forte que não estava dando para esperar mais. Desci junto com o pessoal e nos encontramos no quiosque para lanchar e conversar. Lá de baixo, ainda acompanhávamos a cordada do Paulo concluir a via.

Chegamos a 37 participantes!!!! Entre os que escalaram, caminharam ao Costão, participaram da manutenção de via, etc. Novamente, muito obrigados a todos que participaram!!!!!!

Valeu CNM e PESET!!!!!

Seguem algumas fotos:

















































sábado, 19 de outubro de 2013

Treinamento de Auto Resgate com Ian Will

Por Leandro do Carmo

Uma excelente oportunidade!!!!



Treinamento de Auto Resgate - TAR

Pré requisito: Ter participado de Curso Básico de EscaladaIdeal: Ter conhecimento como guia de cordada


Módulo 01 - Teórico/ prático
Cena: Resgate com procedimentos de descensão de vítimaData: 26 de outubroHorário: 9h às 17h (com pausa para almoço)Valor: R$60,00      Valor com desconto para sócio de clube R$40,00Material necessário: Equipamento individual de escaladaLocal: Itacoatiara, Niterói.


Módulo 02 - Teórico/ prático
Cena: Resgate com procedimentos de ascensão de vítimaData: 27 de outubroHorário: 9h às 17h (com pausa para almoço)Valor: R$60,00      Valor com desconto para sócio de clube R$40,00Material necessário: Equipamento individual de escaladaLocal: Itacoatiara, Niterói.


Quem fizer os 2 módulos recebe certificado como Curso de Auto Resgate


Inscrições pelo site www.ogarimpeiro.com.br.

Ian Will21 8341 3060

terça-feira, 15 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dedo de Deus com Rana Montana

Por Rana Montana

Dedo de Deus não é só um marco do montanhismo brasileiro, mas também um marco na vida de todo escalador.

Depois de tanto sonhar em ir na imponente pedra mais famosa da Serra dos Órgãos, fiquei sabendo que o Pimentel estava organizando uma investida lá no sábado. Rapidamente liguei para ele e perguntei se cabia mais uma cordada, eu e o Sandro (isso foi na quinta a noite). Ao todos eramos 8: Pimentel e Wilton, Leo Carvalho e Rafael Vargens, Brigitte e Davi Tostes, eu e Sandro.


Arrumei a mochila de véspera tendo o cuidado de não levar muito peso, mas não esquecer ÁGUA, comida, equipo, lanterna , anorak. Ou seja, não teve jeito, a mochila ficou pesada. Partimos do Rio ás 4h da manhã rumo a terê, no caminho encontramos os dois carros do resto da galera e chegamos todos juntos no Paraíso das Plantas. Tomamos um rápido café com direito a bolo da Brigitte, frutas, sanduíche e café quentinho. E partimos, estava frio e ventava. Começamos e trilha às 6h15, passamos pela grade que de relatos passados lembrei: "olha bem para essa grade, vc vai ficar muito feliz quando vê-la de novo!!" rsrsrs. De fato.

A trilha era bem puxada, subindo sempre. Eu pensando que demoraria umas duas horas pra chegar na pedra, mas pela minha surpresa e alívio, em 50 min. chegamos no inicio dos cabos. Tinha uma cordada na nossa frente. Escondi uma garrafa de água no moita e partimos pelo cabo, todos com prussik na corda para segurança. Com apenas um trecho de cabo exposto, o resto no meio do mato, foi mais rápido. Passamos pela bifurcação da Teixeiria e tocamos para a direita rumo a via Leste.

Depois da bifurcação do polegar, fizemos um lance de trepa pedra no prussik e chegamos na base, eram umas 8h30. Tinha chegado mais uma cordada atrás da gente. Leo e Rafa tocaram por uma variante a esquerda com o início em artificial até a P1 e o resto foi pela via normal. Pimentel foi na frente, depois mais um guia, intercalando os guias e participantes das cordadas, de forma que sempre tinha uma corda fixa. Primeiro lance de aderencia, depois em agarras meio vertical. Não havia um grampo sequer, os camalot 2 e 3 que levamos foram muito bem-vindos!

Chegamos todos na Grutinha da Árvore. A cordada da frente seguiu pela BlackOut e nós fomos pela Maria Cebola. Confesso que fiquei com muita vontade de seguir pela BlackOut, o primeiro grampo da Maria Cebola era alto. A arvore q alcançava esse grampo havia cedido um pouco. Mas nosso grupo era um luxo, usei a costura do Pimentel mesmo e segui contornando a lateral direita do Dedo. A um passo do espaço rsrsrs, tentei não olhar muito para baixo e a corda fixa foi muito convidativa! Uma aderencia nem um pouco aderente até a árvore. Lance das fotos mais iraaadas! rsrsrs Uma das...

O próximo lance era se enfiando em uma fenda não muito óbivia a esquerda que subia em uma chaminé. Nesse ponto o grupo estava demorando demais e acabou molezinha de corda fixa. A chaminé acompanhava uma fenda na rocha, depois era técnica de chaminé com joelho, parava em uma pedra entalada, puxava as mochilas e continuava a chaminé até sair para a lateral da montanha de novo. A partir daí era uma curta chaminé, que terminava abraçando uma pedra carente, até uma parada linda que tinha a vista de todo o imponente Escalavrado!!

O lance do Pulo na saidinha na parada era bem chato, mas uma vez recuperado o equilibrio era tranquilo, mais chaminé, mais pedras carentes que recebiam nosso abraços repletos de alívio rsrsrs. Chegamos na Gruta das pedra soltas aonde tinha o último lance de chaminé e o Passo do Gigante até se arrastar por uma fenda, saindo na última parada da via. A escada a frente!! Fui a última a subir! Coração acelerado, o cume tão perto!! Quando foi minha vez fui correndo até a escada. Ela balançava, e fazia barulho, cruzes! Mas era ela que me levaria ao cume!!

Cume!!!!! A escalada mais esperada desde que terminei o CBM enfim realizada!! O visual? Nem é preciso dizer.... Não havia uma nuvem no céu, o dia estava perfeito!!
Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora, Verruga do Frade, Garrafão, Sino, Agulha do Diabo, todas as lindas pedras da Serra estavam lá nos agraciando com sua presença!!! 360 graus de puro espetáculo!! Não encontramos a cordada que tinha começado na nossa frente, e nem a cordada de trás que acho que desistiu. 


Fizemos a escalada toda sozinhos, e o cume era só nosso!! Chegamos no cume umas 13h30, ficamos uns 45 min., pois apenas metade do caminho tinha sido concluído. Pimentel foi abrindo os rapéis na frente. Eu sabia o que estava por vir, mas achei melhor não pensar muito sobre isso. Primeiro rapel fiz besteira de não descer pela escada rsrsrsrs, tive que me balançar para não entrar na fenda. Segui para direita da escada em direção a Teixeira, desci a fenda até uma parada que me deixou um pouco apreensiva. Tentei não me mexer muito, era um pouquinho alto rsrsrs. Mas ainda não era esse o rapel que eu estava esperando. Quando cheguei perto da outra parada o Sandro, que já estava lá, disse: "Vem devagar e se prende, olha para a parada, não olha pra baixo" Putz.... Era agora. Foram poucas as vezes que senti medo na escalada, essa acho q está no topo da lista agora. 30 metros de rapel no negativo com o abismo do lado!! Só não foi diretamente no abismo pq o Pimentel fez o favor de costurar!! Fiquei com pena do Leo que fechou todos os rápeis e com certeza deve ter pendulado nesse...

O último rapél era tranquilo...Quando finalmente acabou foi que percebi como o lado da Teixeira era bonito... O silencio era incrível, só era quebrado pelas centenas de andorinhas que davam rasante na pedra e mergulhava no abismo. O sol do fim de tarde batendo e fazendo contraste nas montanhas, lindo lindo... Não queria deixar o lugar, mas sabíamos que já ia começar a escurecer.


A sequencia de cabos de aço na descida tb foi lindo!! Era difícil não olhar para o Escalavrado, mas era necessário toda a atenção para não pisar errado. Chegamos no primeiro lance de cabo da subida e rapelamos pela lateral. Quando guardávamos o equipo tinha acabado de escurecer. Bebi a tão esperada água que havia abandonado e percebi que o Sandro que tinha descido na frente já tinha tomado metade... rsrsrsrs. Fizemos a trilha de volta a luz da head lamp e às 19h chegamos à tão esperada grade (Feliz ao vê-la, sim sim!!!) e à estrada!!

Missão cumprida!! Subida e descida do Dedo de Deus com segurança!! Dia maravilhoso, entre amigos, perfeito!!


Chegamos no Paraíso da Plantas e comemos pastel, misto quente com coca-cola, e o disputadíssimo bolo de chocolate da Brigitte que estava uma delícia!! Estávamos tão cansados que o chopp ficou para outro dia!!

Isso aí galera, valeu a aventura! Vcs foram demais!! Valeu Pimentel por nos guiar com segurança e por nos apressar o tempo todo!! rsrsrs


Sandro, parceiro, sem comentários!!! rsrsrs BTBW!!!


Beijos,

Rana Montana.

O Dedo de Deus e suas faces

Por Leandro do Carmo

Com seus 1.692 metros, o Dedo de Deus se destaca na paisagem do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Sua ascensão em 1912, tornou-se o marco do montanhismo nacional e desde então, figura entre os sonhos de 10, em cada 10 montanhistas que conheço.

É impossível subir Rio-Tersópolis e não se impressionar com a vista. Porém, não é só de lá que se pode vê-lo. Assim como toda a Serra dos Órgãos, sua beleza se desponta, mesmo com toda a distância, nos olhos de quem circula por muitos lugares na capital do estado.

De cada lugar que o olhamos, vemos uma forma diferente. Muitos até dirão que são picos distintos, mas uma coisa ninguém pode negar: são fantásticos!!!!

Segue abaixo algumas fotos de diversos pontos do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e algumas de fora, ou melhor, bem de fora do parque também.


Da Estrada do Sumaré

Foto cedida por Diogo Grumser













Cume do Cabeça de Peixe


























Trilha do Cabeça de Peixe







Cume do Dedo de Nossa Senhora





Cume do Escalavrado




Trilha do Escalavrado




























Da Estrada






























Do Polegar



Da Trilha para a Pedra do Sino




























Do Paraíso das Plantas





























Da Travessia Petrópolis-Teresópolis