quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Filme: Travessia Petrópolis-Teresópolis, A Travessia dos Sonhos!

Por Leandro do Carmo

Fala Pessoal!!!


Está disponível o filme "Travessia Petrópolis-Teresópolis, A Travessia dos Sonhos! Gravado entre os dias 12 e 14 de julho. O filme mostra vários pontos da travessia, considerada por muitos como a mais bonita do Brasil. O lance do elevador, mergulho, cavalinho entre outros...

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=iEeHUc_po2g

Link para o relato: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Livros que ando lendo...

Por Leandro do Carmo


Ler é o exercício da mente! Essa postagem é para falar um pouco sobre os livros que leio. Comecei no final do ano passado e vou sempre acrescentando quando termino a leitura. Fiquem livres para comentar e indicar algum que já tenha lido!!!


Título: Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte
Autor:Waldemar Niclevicz

Sinopse:A saga de Waldemar Niclevicz com o K2, também conhecido como Montanha da Morte, começou em 1998, quando foi obrigado a desistir da escalada devido ao elevado risco de avalanches. No ano seguinte, o mau tempo mais uma vez o impediu de chegar ao cume. Em 2000, acompanhado pelos italianos Abele Blanc e Marco Camandona, e sem o uso de oxigênio, a vitória tão perseguida foi alcançada.UM SONHO CHAMADO K2 é o testemunho inegável da vitória de um homem sobre a natureza. De um brasileiro sobre a montanha mais desafiadora do planeta. O relato e imagens não apenas das três expedições de Niclevicz ao K2 como também das escaladas preparatórias ao Shisha Pangma (8.046m), ao Cho Oyo (8.201m) e ao Gasherbrum (8.035m), além de diversos aspectos geográficos e culturais do Nepal, do Tibete e do Paquistão.
Comentário Pessoal: tá esperando o que para ler????? O livro foi muito bem escrito e estruturado. Uma leitura agradável e que prende a atenção. Sem dúvidas o Waldermar é um dos grandes nomes do montanhismo brasileiro. Subir o K2 sem oxigênio não para qualquer um. Os relatos são muito precisos e por vezes me vi dentro da expedição! Foram três tentativas para superar a Montanha das Montanhas, mas nem por isso se tornou repetitivo. Cada dia é um dia no K2.


Título: A Expedição Kon-Tiki
Autor: Thor Heyerdahl

Sinopse: Tudo começou com uma pergunta: como os povos antigos se locomoviam pelo planeta? Quando uma jangada semelhante às embarcações pré-históricas deixou as costas do Peru em 1947, o norueguês Thor Heyerdahl (1914-2002) e seus cinco companheiros – mesmo sem nenhuma experiência em navegação – tinham uma única certeza: só o sucesso da travessia explicaria as relações entre a América e a Polinésia. Em "A expedição Kon-Tiki" – 8.000 km numa jangada através do pacífico, Thor relata sua experiência e cria uma obra-prima de reconstituição pré-histórica.

Comentário Pessoal: Um bom livro. Passar 101 dias a bordo de uma jangada não deve ser nada fácil. Mas para comprovar sua teoria, tudo era preciso. A narrativa final, com a visão das ilhas, é a melhor parte do livro. Valeu a leitura!


Título: A Escalada: A Verdadeira História da Tragédia no Everest
Autor: Anatoli Boukreev e G. Weston Dewalt

Sinopse: Em 10 de maio de 1996, uma tempestade atingiu o Monte Everest por mais de dez horas. Dos 33 escaladores que estavam subindo pela Face Sul, apenas 28 retornaram, sendo que, dos sobreviventes, três escaparam por muito pouco e dois sofreram graves queimaduras e, mais tarde, tiveram extremidades amputadas. Este livro conta como Anatoli Boukreev ajudou a salvar três pessoas quase mortas. O guia-chefe russo tomou uma decisão aparentemente suicida ao tentar um resgate sozinho.
Comentário Pessoal: Primeiramente: leitura obrigatória! Quando li No Ar Rarefeito, todos os comentários diziam que tinha que ler “A Escalda, de Anatoli Boukreev”, mas sejamos justos: não foi só ele que escreveu o livro, acho que se não fosse o Dewalt, de repente o livro não fosse tão bom. Mas vamos ao que interessa! Depois que alguns de seus atos foram questionados por Krakauer, Boukreev respondeu a altura. Acho que esse livro é um complemento. Dá uma outra visão sobre o que aconteceu no dia 10 de maio de 1996.


Título: No Ar Rarefeito - Um Relato da Tragédia no Everest em 1996
Autor: Jon Krakauer

Sinopse: Contratado por uma revista para escrever sobre a crescente comercialização da escalada do monte Everest, Jon Krakauer participou de uma expedição guiada ao topo do mundo. Em 10 de março de 1996, atingiu com muito custo os 8848 metros de altitude. Enquanto descia ao acampamento, nove alpinistas morreram, e até o final daquele mês outros três não resistiriam à empreitada. Muito abalado pela tragédia e obcecado em rever o evento em detalhes, Krakauer escreveu este depoimento tocante sobre o sentido da vida e o poder dos sonhos.
Comentário Pessoal: Um excelente livro!!!! O livro de Krakauer é fantástico, bem estruturado e que, mesmo sabendo o final desde o começo, prende a atenção até a última página. O autor conta a história dos personagens e tenta mostrar os motivos que ocasionaram a tragédia, bem como as circunstâncias. Foi muito criticado à época, mas sem entrar no mérito, se está certo ou errado, é um excelente livro. O seu relato levou Anatoli Boukreev, guia da expedição de Scott Fischer, a escrever o livro: A Escalada. Já estou lendo!!!!


Título: Linha D’água - Entre Estaleiros e Homens do Mar
Autor: Amyr Klink

Sinopse: A história em torno da qual giram as várias outras histórias deste livro é a da construção, lançamento e navegação do Paratii 2, "um barco simples como canoa e cargueiro como navio". E a busca dessa simplicidade e dessa amplidão demanda um tempo que no mar é sempre escasso, um tempo que aflige enquanto não produz resultado, mas que permite armazenar na memória tudo que contribuiu para que o barco de Amyr fosse o mundo - repleto de tipos antológicos, apetrechos insuspeitados, como um "enganchador de moças" e "bichos peçonhentos" perfuradores de dedos aventureiros, e momentos de tensão em que dez segundos podem decidir o destino do navegador. O leitor acompanha o nascimento do interesse de Amyr pelos barcos, sua paixão pelas canoas de Paraty, as leituras desfrutadas no sótão e as histórias recolhidas pelo mar. Testemunha também as pesquisas, os testes e as viagens empreendidas para realizar o sonho de um barco capaz de passar anos inteiros nas terras geladas da Antártica e levar na tripulação crianças e suas fantasias infantis. Este livro de Amyr Klink traz um barco como tema, mas o homem é o porto. E como toda boa história marítima, tem até tesouro enterrado.
Comentário Pessoal: Ler um livro do Amyr já virou garantia de excelente leitura! Nessa minha terceira viagem, já estou ficando preocupado quando suas publicações acabarem... Esse é um belo que conta os bastidores da construção de seu barco, na qual resolveu levantar um estaleiro, bem como os testes de equipamentos e a construção de uma marina. Aliado a isso, ele conta como conheceu sua esposa e o nascimento das filhas. Tudo isso num entrecorte de histórias que fazem do livro uma grande obra. Recomendadíssimo!!!!


Título: Paratii Entre Dois Pólos
Autor: Amyr Klink

Sinopse: Relato da viagem de 642 dias entre a Antártida e o Ártico a bordo do veleiro Paratii no período de 1989 a 1991. Amyr Klink é sempre surpreendente. Depois de cruzar o Atlântico em um minúsculo barco a remo - travessia relatada em Cem dias entre céu e mar -, lançou-se em outro projeto assombroso: passar um ano inteiro na Antártica, dos quais seis meses imobilizado no gelo, em companhia apenas de pinguins e leões-marinhos. Para realizar esse sonho, no final de 1989 partiu no veleiro Paratii para uma viagem que iria durar 22 meses. Navegando solitário por mais de 50.000 quilômetros, alcançou não apenas o continente gelado do Sul, mas também as geleiras do Polo Norte. E trouxe na bagagem dois punhados de pedrinhas, um da Antártica e outro do Ártico: símbolos da misteriosa matéria de que são feitos os mais belos e ousados sonhos.
Comentário Pessoal: Segundo livro do Ary Klink que leio e posso te garantir que o cara é bom!!!! É uma leitura que prende do início ao fim. Mesmo ficando meses, congelados em um baía na Antártida, há sempre excelentes histórias e grandes ensinamentos, coisas que mexem com o nosso sentimento.



Título: Everest, O Diário de Uma Vitória
Autor: Waldemar Niclevicz

Sinopse: Waldemar Niclevicz fez uma tentativa de escalar o Everest em 1991, pelo Nepal, chegando até os 8.504m de altitude. Em 1995, voltou para o Everest pelo lado oposto, pelo Tibete, e finalmente realizou o grande sonho de levar a bandeira brasileira ao alto da maior montanha do mundo. Neste livro, Waldemar divide com os leitores, sem medo, os sentimentos que o dominaram ao longo dessa extenuante e recompensadora jornada, que levou literalmente o Brasil ao Topo do Mundo. O texto é envolvente e tenta estimular o leitor a escalar o seu próprio "Everest". Possui descrições da cultura tibetana e nepalesa, costumes e tradições dos povos do Himalaia.
Comentário Pessoal: Apesar de muito detalhista no começo, com informações que não me prenderam muito, confesso até que muita coisa ficou difícil de entender, gostei muito de como descreveu as dificuldades e os desafios, que não foram poucos, de escalar a maior montanha do mundo. Como o título diz, um diário. Contando dia a dia, com uma riqueza em detalhes que prendem a leitura, principalmente na parte da ação! Waldemar de Mozart, fizeram a dupla mais entrosada do grupo e atacaram o cume sozinhos. Um belo livro que recomendo.


Título: Família Schurmann – Um mundo de Aventuras
Autor: Heloisa Schurmann

Sinopse: Neste livro, a família narra sua experiência de refazer a perigosa rota de um dos mais famosos navegadores da História, Fernão Magalhães. A Magalhães Global Adventures partiu de Porto Belo, em Santa Catarina, no dia 23 de novembro de 1997. E seguia, com a ajuda do veleiro Aysso, a trilha do navegador português pelos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico. Dois anos e meio — e muitas aventuras depois — a Família Schürmann ancorou em águas brasileiras no dia 22 de abril, em Porto Seguro, para comemorar o V Centenário do Descobrimento.
Comentário Pessoal: Excelente! No início do livro, comecei a ler rápido para matar a curiosidade, já no final, lia devagar, já sentido saudades! O livro envolve, me fiz parte da família! Muitos detalhes sobre a circunavegação de Magalhães, cultura dos lugares onde paravam e a vida no mar. Uma experiência em tanto.



Título: Cem dias entre o céu e o mar
Autor: Amyr Klink

Sinopse: é o relato de uma travessia considerada incomum - mais de 3500 milhas (cerca de 6500 quilômetros) desde o porto de Lüderitz, no sul da África, até a praia da Espera no litoral baiano, a bordo de um pequeno barco a remo. Neste livro Amyr Klink quer transportar o leitor para a superfície ora cinzenta, ora azulada do Atlântico Sul, tornando-o cúmplice de suas alegrias e seus temores, ao mesmo tempo em que se propõe a narrar, passo a passo, os preparativos, as lutas, os obstáculos e os presságios que cercaram a viagem.
Comentário pessoal: Remar durante 100 dias!?!?!?! Da África até o Brasil?!?!?!?! Pois é... esse foi o desafio de Amyr. Como transformar a monotonia de estar sozinho durante todo esse tempo em um livro que mescla aventura, auto conhecimento e força de vontade? Esse é o livro! Rico em detalhes e curiosidades e uma leitura extremamente agradável. Recomendadíssimo! Leitura obrigatória!


Título: Velejando o Brasil: de Porto Alegre ao Oiapoque
Autor: Geraldo Tollens Linck

Sinopse: O livro narra a aventura da viagem, em um barco a vela, de Porto Alegre ao Oiapoque, fazendo escalas em quase todos os abrigos existentes. A viagem, de cerca de 10 mil quilômetros, durou um ano e nove meses e foi realizada em 14 etapas, sempre com tripulação.
Comentário pessoal: Um bom livro, vale a leitura. O autor conta curiosidades e histórias sobre os locais por onde passa e isso prende um pouco mais a leitura. Muitos locais pouco explorados à época da viagem, principalmente no norte do país, me fez conhecer um pouco mais de imenso país. Os desafios, os problemas e os detalhes dão um toque especial à obra. Me parece que tempos depois ele seguiu viagem, lançando o livro “Um brasileiro velejando as Antilhas: do Oiapoque à Porto Rico”. Um dia leio!



Título: O Lado Desconhecido da Fortaleza de Santa Cruz (RJ): À Margem de sua História
Autor: Alice Pinheiro Maryan


Sinopse: Sempre enfocando uma época remota da misteriosa Fortaleza de Santa Cruz, RJ, veio à tona o nome de vários prisioneiros – mercenários alemães – que lá cumpriam severas penas por diversas transgressões militares, mas, com a complacência do Imperador D. Pedro II, alguns eram perdoados. Entra em cena também a sangrenta Campanha de Canudos 1896/ 1897, ainda que de passagem (neste caso), ao se constatar a ida de seus artilheiros para o alto sertão baiano, já que naqueles idos a FSC era uma das mais bem equipadas, tanto em efetivos como em armamentos. Daí em diante o pesquisador envolve-se em pequenos dramas pessoais (dentre muitos) que valem como pequenas e comoventes mensagens, sem deturpar a verdade e sem partidarismo.
Comentário pessoal: O livro parece mais um diário de combatentes da Guerra de Canudos. As narrativas são excelentes. Muitos detalhes da sangrenta e heróica guerra na Bahia. Até entender como Antônio Conselheiro defendia a cidade, milhares de soldados morreram e sofreram com o clima, a sede, entre outros problemas... Pensei que você ler outra coisa, mas apesar da surpresa, gostei!


Título: La Salle, O Fugitivo da Fortaleza de Santa Cruz
Autor: Alice Pinheiro Maryan

Sinopse: Jamais prisioneiro algum, encarcerado na inexpugnável Fortaleza de Santa Cruz (RJ), conseguiu a espantosa façanha de se evadir de seus calabouços. Na época das invasões francesas (1710-1711) o Tenente G. R. de LASalle, deseperado com tudo que o cercava, arriscou, à custa de incríveis sacrifícios, uma milagrosa fuga por mar.
Comentário pessoal: Um bom livro. Mostras algumas antigas características da cidade e seus governantes, muitas curiosidades. Só de saber que um dia esticaram uma corrente que atravessava a Baía de Guanabara, com o intuito de impedir a entrada de navios, foi de mais! Leitura rápida.




Título: Horizontes Verticais
Autor: Jean Pierre von der Weid

Sinopse: Relatos e reflexões sobre a Montanha e a escalada. Aventuras, sonhos e lembranças fortes que vieram de longe, acompanham o autor até hoje. Escaladas, desafios e conquistas no Espírito Santo, Salinas (Nova Friburgo) e Minas, com os croquis das principais vias. Retratos de pessoas e lugares distantes, remotos no tempo e no espaço, momentos de medo, coragem, alegria e decepção. Histórias de acampamento, à  luz do lampião e ronronar do fogareiro. Sabor de café e conversa, na casa do sertanejo simples que se tornou amigo por sua índole franca e admiração ao ver montanhistas lutarem tanto por algo incompreensível ou inútil aos olhos de um qualquer: chegar lá em cima!
Comentário pessoal: Parecia que eu estava lá nas conquistas! O Jean Pierre acertou em cheio. Conseguiu mostrar como ocorreram algumas das mais importantes conquistas no montanhismo nacional. Com uma leitura agradável e bem poética, o livro ainda possui os croquis das conquistas, fotos, tudo isso ajuda a sentir o esforço empreendido.


Título: História do Montanhismo no Rio de Janeiro: Dos Primórdios aos anos 1940
Autor: Waldecy Mathias Lucena

Sinopse: Trata-se de um livro onde se fala das técnicas e materiais empregados na escalada ao longo de sua evolução, fatos e curiosidades que marcaram o passado das ascensões a montanhas, mas principalmente de homens, verdadeiros heróis, alguns anônimos até aqui, outros esquecidos ao longo do tempo, todos revelados pelo autor e valorizados por seus feitos, que escreveram a história do montanhismo. Trata-se do primeiro livro sobre o tema a ser publicado no país e é, portanto, imperdível.
Comentário pessoal: Como diz a sinopse: IMPERDÍVEL. Como é bom praticar o esporte e ler um livro tão completo. Muitas curiosidades e um mergulho profundo na história do montanhismo do Rio de Janeiro, que em muitas vezes se confunde com o Brasil. O Waldecy caprichou e já tem público garantido para a continuação, ou seja, “A história do montanhismo, a partir dos anos 1940...”


Título: Sob o Mar: Extraordinária Vida dos Pioneiros do Mergulho
Autor: Tervor Norton


Sinopse: A história dos precursores do mergulho submarino - suas descobertas e experiências bastante arriscadas, para não dizer um pouco suicidas. O livro também traz a história do mergulho desde os pescadores, que atingiam profundidades muito perigosas para o organismo humano, até os conservacionistas.
Comentário pessoal: Um bom livro. Para quem mergulha e gostaria de conhecer como foi os primórdios do esporte, é uma boa pedida. É impressionante como os antigos mergulhadores testavam os limites... Hoje seria impossível realizar alguns mergulhos como foram feitos. Talvez tenha lido esse livro numa hora errada, emendei depois que terminei o Annapurna, fiquei crítico demais!


Título: Annapurna: O Primeiro Cume de Mais de 8 Mil Metros Conquistado Pelo Homem
Autor: Maurice Herzog

Sinopse: No dia 3 de junho de 1950 o francês Maurice Herzog e seu companheiro de equipe Louis Lachenal alcançaram o topo do monte Annapurna, no Himalaia, tornando-se os primeiros a conquistar uma das catorze montanhas de mais de 8 mil metros do mundo. O feito se concretizou depois de meses de esforço para estabelecer a rota de ataque, numa região ainda não mapeada, sob imensas dificuldades técnicas e no limite de tempo estabelecido pela chegada da monção, prevista para os primeiros dias de junho. Lançado em 1951, este clássico da aventura relata uma das expedições mais dramáticas já vividas na montanha. O livro foi escrito enquanto autor se recuperava no hospital.
Comentário pessoal: Fantástico!!! Por vezes estiquei o braço para ajudá-los... rs A todo momento, me perguntava sobre o que leva um homem a passar por tudo o que eles passaram? Mas no fim, consegui entender que não adianta buscarmos uma resposta, a não ser que seja você o protagonista! Uma leitura que preenche o tempo. Talvez uma prévia pesquisa sobre a região e as montanhas, possa ajudar a entender os detalhes.

Título: Os Lobos Não Choram
Autor: Farley Mowatt

Sinopse: A incrível história verídica da vida entre os lobos do Ártico, que deu origem a um filme inesquecível. O drama, o suspense e o heroísmo fiel à vida de Os lobos não choram, transformou este livro num best-seller internacional.
Comentário pessoal: Um excelente livro. A precisão nos detalhes e os sufocos do autor prenderam a atenção do início ao fim. Algumas histórias engraçadas tornaram a leitura muito mais agradável. Foi difícil se despedir do livro!!!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Subida ao Escalavrado - Parque Nacional da Serra dos Orgãos

Por Leandro do Carmo

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Data: 01/09/2013

Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém, Michael Rogers e Leonardo Carmo

Dicas: Apesar de muitos falarem que não precisa de equipamento de escalada, considero imprescindível levar, no mínimo, uma corda; alguns lances muito expostos, apesar da baixa graduação; se o tempo virar, a descida sem equipamento se torna muito perigosa; em dias de calor, o sol castiga; é necessário enviar o termo de conhecimento de riscos ao Parque, podendo ser encaminhado por e-mail:

Tempo: Total - 3h 55min / Subida - 1h 50min / No cume - 30 min / Descida - 1h 35min
Altura: 1.406 metros
Desnível: 606 metros
Localização:
Relato

O Escalavrado é uma imponente montanha que compõe a Serra dos Órgãos, sendo a primeira que desponta, ao lado esquerdo do Dedo de Deus. Sua conquista aconteceu em 30 de agosto de 1931, pelo Centro Excursionista Brasileiro, período em que outros cumes da região, também foram alcançados, como o Cabeça de Peixe, Dedo de Nossa Senhora, Santo Antônio, São João, etc.

Era a última montanha daquela área do Parque que me faltava subir. O Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora, Dedo de Deus, e o Cabeça de Peixe, formam os cumes que são acessados por trilha que ficam fora da sede do Parque, em Teresópolis. A princípio, estava marcado de subir novamente o Dedo de Deus, mas por um erro meu, tinha marcado, justamente no dia de um compromisso de família, não tinha como estar nos dois lugares ao mesmo tempo! Não teve jeito, desmarquei o Dedo de Deus e sugeri que fizéssemos o Escalavrado no dia seguinte. Missão aceita para aqueles que podiam...

Saímos às 06:30 lá de casa e seguimos caminho. Como o Guilherme dirigiu da última vez, quando fomos até o Dedo de Nossa Senhora, resolvi dar um descanso à ele e fui dirigindo. Chegamos no Paraíso das Plantas com o tempo já aberto e quente. Não tinha nenhum carro lá parado, para nossa surpresa... Pensei que fosse encontra um monte de gente lá... Nos preparamos e seguimos estrada abaixo até o corte na crista do Escalavrado, numa curva, onde, mais abaixo, na primeira rampa de concreto, começa a subida. Mas não foi mole assim... Não sei por que, mas fiquei na cabeça que ao invés de rampa, a trilha começava por uma escada de concreto! Depois da curva, vi que a primeira rampa não tinha escada, então segui descendo. Olhei a segunda, nada... Chegamos na terceira e tinha uma escada com degraus, que chegavam a quase dois metros! Falei: é aqui!!!!

Com muita dificuldade, subimos uns 15 degraus e no final era para ter uma trilha. A todo momento o pessoal falava: - Não pode ser aqui!!!!. E eu afirmava: - É aqui sim!!!! Mas no final dos degraus, para minha surpresa, nenhum sinal de trilha. Não podia ser tão difícil assim! Quando pedi para o meu irmão dar uma olhada no guia do PARNASO, do Waldyr Neto, vimos que não tinha nada de escada... ahaaaaaa! Pegadinha do Malandro!!!! Pelo menos rolou um aquecimento! Descemos a “escada de gigante”, como a chamamos, voltamos alguns metros da estrada e entramos no caminho certo.

Foi outra coisa! Logo no final da rampa de concreto, tem uma placa indicando o início da trilha. Seguimos subindo e logo percebi que, caso chovesse, nossa descida ficaria complicada. Mas como o tempo estava ótimo, nem me preocupei com isso. Seguimos subindo, ora pela laje de pedra, ora pela trilha e sempre vendo vários grampos. Chegamos numa parte mais vertical, onde tem um lance para a direita, que dependendo do grupo, pode-se fixar um corda, num grampo mais acima, para poder facilitar a subida. Seguimos sem proteção, até entrar de novo na trilha.

Mais subida e chegamos num outro ponto onde rola alguns lances de escalada, dependendo de onde se suba, rola até um 2º ou 2ºsup. Com todos encordados, fui um pouco mais para direita, sempre de tênis, até que encontrei um grampo, bem acima, quase com 50 metros de corda. Montei a parada e vi que o Leonardo vinha logo atrás. Com um pouco de dificuldade na comunicação, pois ventava muito, pedi para ele avisar ao Guilherme para subir pelo outro lado e assim ele fez. Depois que ele chegou na parada, vimos que tínhamos subido pelo lado mais complicado. Esperamos um pouco até que o Guilherme chegasse e tocamos pra cima.

Continuamos subindo, num misto de trilha e laje de pedra. Como achei que fosse moleza, nem me preocupei com o peso da mochila, que nessa altura, somado ao peso da corda, já incomodava. Mas não dava para reclamar! Mas reclamei assim mesmo... Porém sempre subindo! A vista já impressionava. Chegamos numa parte bem exposta, que pode causar calafrios até aos mais experientes de montanha! Literalmente na crista, olhava para o pé esquerdo, penhasco, para o direto, penhasco também! Nesse ponto subimos com bastante cuidado, principalmente por causa das rajadas de vento.

Dali dava para ver que ainda faltava muito, mas devagar também se chega. Mais subida e a panturrilha começou a reclamar. Teve uma hora que o Guilherme achou que tivesse chegando, quando contornou uma barriga, mas viu que ainda faltava um pedaço, mas muito menos do que faltava a uma hora atrás. Mais alguns metros e estávamos lá. Cume!!!! Havia subestimado o Escalavrado... Achava que era muito tranquilo... Não que seja difícil, mas tinha uma outra visão. É subida o tempo todo, em dias de sol forte, nem aconselho!

O sol de inverno tinha vindo com força. A vista do Dedo de Deus é fantástica. Decidimos ficar no cume por 30minutos, o suficiente para bater fotos, lanchar, assinar o livro de cume e contemplar a paisagem. Peguei o binóculo que tinha pedido para  meu irmão levar. Tinha certeza que veria alguém escalando o Dedo de Nossa Senhora ou alguém no cume do Dedo de Deus. Mas não tinha ninguém! Estávamos sozinhos contemplando a paisagem. Tive a impressão de ter visto alguém no cume da Agulha do Diabo, focalizei o binóculo, mas a distância fazia com que não conseguisse estabilizar as mãos direito, fazendo com que a imagem ficasse um pouco tremida. Ninguém mais conseguiu ver, acabei desistindo de afirmar que tinha alguém lá.

Finalizado o nosso tempo, começamos a descer. Pelo menos já sabíamos por onde passar. Fomos descendo bem devagar e com o cuidado redobrado. A descida pode ficar perigosa em caso de chuva. Nos lances mais expostos, fomos abaixados e sempre bem lento, um de cada vez. Fizemos apenas um rapel e fixamos a corda uma vez para auxiliar um lance. Nos demais descemos em livre. A descida pode não parecer, mas tem suas dificuldades. Se o joelho não estiver em dia...

Estávamos de volta na estrada e faltava ainda um pedaço até o carro. Começamos a subir demos uma parada na Santinha, onde aproveitei para tomar um banho. A água estava tão gelada que só deu para molhar o corpo rapidamente! Meus pés começaram a doer de frio... Rapidamente saí e me sequei. Parecia que a água tinha saído da geladeira!!! Mas a água fria deu sobrevida. Fiquei renovado. Caminhamos até o Paraíso das Plantas e aquela coxinha de galinha foi providencial! Lanchamos e seguimos de volta ao som de O Rappa, The Offspring, Charlie Brown,  etc...


Até a próxima!!!

Na crista do Escalavrado


No cume

Vista do Dedo de Deus

Dedo de Deus

Dedo de Deus

Agulha do Diabo

No cume

Serra dos Órgãos

Apreciando o visual

Voltando

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Relato da Conquista da Via Amigo É Pra Essas Coisas

Por Leandro do Carmo

Relato dos dois dias da conquista da via

Croqui da via

Local: Morro das Andorinhas - Setor Casa de Pedra

Ver mais conquistas

Primeira Investida
Data: 28/07/2013

Participantes: Leandro do Carmo, Ary Carlos e Guilherme Belém

Depois de um feriado de chuva e frio, conseguir escalar no final de semana seria uma tarefa difícil. Havia chovido bastante e tudo estava muito molhado. Já estava até desanimado, mas no sábado o tempo deu uma firmada e a previsão para o domingo era de tempo bom, pelo menos não choveria. Tive a idéia de começar um projeto que havia pensado há um tempo atrás, lá no Morro das Andorinhas. A parede é bem limpa, seca rápido. Como é um setor verde, já havia comunicado ao PESET, a minha intenção de conquista. Falei com o Ary e com o Guilherme e eles toparam na hora.

Marcamos de sair por volta das oito da manhã. Acordei cedo e fui preparar o equipamento. Não queria esquecer nada, muito menos os grampos! Tomei um café e parti em direção à Itaipú. Nosso ponto de encontro foi na Igreja de São Sebastião. Começamos a agradável trilha até chegar ao setor Casa de Pedra. Lá, demos uma parada para organizar o equipamento e mostrei, mais ou menos a linha que havia pensado. Fomos até a base e decidimos por onde começar. Nos preparamos e comecei a subir. Segui uma leve diagonal para a direita e escolhi um local bem visível para o primeiro grampo, para que não houvesse dúvida quanto ao início da via. Quando saquei a furadeira, cadê a broca? Ficou na mochila! Avisei ao Guilherme e ao Ary do meu esquecimento eles amarraram um saquinho com as brocas. Puxei o saquinho e coloquei o primeiro grampo.

Mais uma diagonal para a direita e mais um grampo. Os lances iniciais são bem tranquilos, sem dificuldade. Muitas agarras ainda por quebrar. Segui mais em diagonal e avistei um pequeno platô e resolvi colocar o terceiro grampo. Mais a direita, dava para ver uma parte mais limpa e vertical da parede, mas a corda não chegava lá, resolvi então que faria ali a P1 da via. Montei a parada e o Guilherme de tênis, subiu, seguido pelo Ary.

Na parada, passei a vez para o  Ary, que conquistou a segunda enfiada, resumindo assim:

“Fiz a segunda parte da via depois que o Leandro colocou os 3 primeiros grampos, saí em horizontal até pegar uma linha limpa vertical e mais "emocionante" da via, coloquei o quarto grampo e toquei pra cima, mais ou menos na metade da corda coloquei o quinto grampo, para o caso de alguém querer descer a via de rapel e a corda alcançar a parada onde o Leandro e o Guilherme estavam. O sexto grampo, eu coloquei no meio de um lance mais vertical antes de chegar em uma parte que estava molhada, dali subi mais um pouco e cruzei para a direita da parte molhada e como a corda estava acabando coloquei o sétimo grampo e fiz a parada nele.”

Quando o Ary montou a parada, foi minha vez de subir. O Ary tinha razão, por enquanto a melhor parte via! Depois da horizontal, segue reto para cima, com pequenas agarras e muitas ainda por quebrar. Mais acima um lance de aderência bem interessante. Cheguei na parada e o Guilherme veio logo atrás, de tênis, aos trancos e barrancos... Com todos na parada. Era a vez do Guilherme conquistar... Mas ele estava de tênis... Emprestei minha sapatilha para ele. - Amigo é para essas coisas!!! - falamos na hora. Mas não seria assim tão mole! Ele seguiria pela parte mais suja e molhada da via. Tinha ficado com essa parte “boa”, mas amigo, também é para essas coisas!!!! Além disso, só tínhamos 4 grampos para terminar a via! Tinha que dar um jeito! Amigo é ... Ninguém estava a fim de voltar rapelando e subir a trilha de volta.

Assim foi o relato da conquista da terceira enfiada, feita pelo Guilherme:

“Mais uma via e mais uma conquista. A minha primeira com tecnologia! Pois o paredão que conquistara anteriormente levou 2 dias para bater 4 grampos! Furadeira de última geração super leve e fura muito rápido, cruzada com uma fita no peito e toca para cima. Antes disso estava ansioso para mostrar a minha sapatilha ao Leandro, TOP ( via de 7° vira 5° hehehe), trilha de 30 min e chegamos na praia. Base da bela linha no Morro das Andorinhas, em 1min Leandro equipadaço. Perguntei: - Nem preciso perguntar se quer guiar o primeiro lance? Não é? Leandro riu, e logo depois armei a segurança dele. Cadê a minha sapatilha? P... ferrou! Logo me antecipei. - Participo de tênis mesmo (com cara de choro). Ary riu e Leandro seguiu.

Toma- lhe diagonal, escalei com muita dificuldade e claro com a corda super justa. Óbvio que escorreguei e caí várias vezes, o que foi tema de divertimento dos outros dois guias (vídeo cassetadas). A segunda enfiada guiada por Ary então... escorreguei muito. Na terceira enfiada, lembrando que cada esticada tinha aproximadamente 55m, faltava mais uma ou duas enfiadas, e tínhamos só 4 grampos. Nosso amigo Leandro manda a letra: - E aí Reginaldo? Vai? Meu sobrenome é Reginaldo e é engraçado, sei disso! Respondi: - Agora! Kmon! Subi cheio de gana pois agora sim a pedra estava firme, porém...ah porém, deveria conquistar super exposto, lembrei dos 4 grampos no boudrier. Aí o coração acelerou! O primeiro foi bem perto da parada, escolha minha, para que o escalador não perdesse o grampo de vista. Ary e Leandro gritavam: sobe mais... E toma diagonal.

No segundo grampo, procurei me distanciar mais, porém ao passar no meio de muitas bromélias, estava molhado. Lance tenso demais. Escorreguei feio e caí de cara na pedra, ralei o braço, mas não desci nenhum centímetro. A tensão era tanta, que fiquei pendurado por uma mini agarra e bromélias prestes a soltar. Levantei trêmulo e irritado, olhei para trás e só via Leandro na atividade na segurança (rindo muito e esperto, o que nada adiantaria pois a exposição era tanta que acho que cairia na água rsrs). Ary alertou que eu deveria entrar bromélias e mato a dentro. Foi o que fiz, cansado de diagonal e só 2 grampos toquei verticalmente.

Achei um platô e coloquei o penúltimo grampo. Faltava uns 10m para o cume, e depois desse grampo o lance mais sinistro da via, um provável VIsup niteroiense, 7a do Rio. Escalei, ensaiei, desescalei e nada, vocês não estão entendendo, não tinha agarra! Cansado, ralado e por causa das bromélias molhado (sapatilha do Leandro também). Gritei para o Ary: - Tá f...! Ele disse: - Se prende aí que vou subir. O cara subiu, e comentou que tava difícil a via. Eu disse: Ah malandro, falou "para carai"! Quero ver subir esse lance aqui! Tensooo! Ary: - Deixa comigo, subo o Leandro (de tênis), depois venço isso aê! Esse foi o lance mais engraçado, ver o do Carmo sambando na rocha e chegou cansado na parada. Leandro: P... amigo é pra essas coisas. Feito o nome da via. Dito e feito, Ary com tecnique boa, venceu o lance e pôs o último grampo. Fez o cume e segurança na árvore. Subi, tentando não roubar no lance, venci, roubando! E fiz segurança do Leandro que subiu sambando com o meu tênis. Afinal amigo é para essas coisas!”

Enquanto o Guilherme conquistava, conforme o relato acima, ficamos preocupados se os grampos dariam. A cada parada e barulho de marretada, perguntava para o Ary: Será que vai dar para fazer cume? Tinha uma parte bonita e limpa, parecia bem íngreme, talvez o crux. Tentamos falar com o Guilherme para proteger numa árvore, mas ele não ouviu. Como a corda já estava quase no fim, o Guilherme colocou o 10º grampo e fez a parada ali. Subi por último e de tênis. Um perrengue... Mas cheguei, escorregando, mas cheguei!

Estávamos num platô, em uma parada bem confortável, de frente para um lance bem vertical, de uns 10 a 15 metros, sem agarras e com apenas um grampo para bater. Tinha uma barriga mais acima que não tínhamos idéia do encontraríamos depois. Foi arriscar! Como o Ary já estava pronto, resolveu seguir.

Esse foi o relato do Ary, na conquista da última enfiada:

“No final ainda fiz aquele restinho da via que deve ser um 6ºsup ou VIIa na saída dele e gastei o último grampo na parte mais vertical, depois fiz o resto naquela aderência e faltou colocar o grampo no final da via porque não tínhamos mais grampos para colocar. Tive que dar segurança numa árvore que encontrei no final, já no começo da mata.”

Depois que o Ary e o Guilherme subiram, foi minha vez. Novamente de tênis. Só que agora num lance bem mais difícil. Sem agarra, sem apoio, sem nada, ah! Tinha pelo menos uma coisa: a mochila pesada!!! A solução: fui igual ao Batman!!! Subi rapidinho e cheguei no meio de um capinzal. Pensei na hora: varar esse mato vai ser f.... Votar para rapelar, missão impossível! Não tinha mais como desistir. Guardei o último gole de água, liguei meu GPS natural e seguimos. Mas nem foi muito ruim assim. Só teve mato e arranha gato no começo. Depois ficou um pouco aberto e fácil de caminhar. Seguimos uma diagonal para esquerda, até encontrar a trilha principal, aquela que começa a descer até a enseada. Quem não conhece bem o local, pode complicar um pouco, mas nada que assuste.

Já na trilha, o Guilherme levou as duas cordas, afinal de contas ele está treinando para o Xterra!!! Fomos descendo e pensando no nome para a via. Depois de tantas “ajudas”, resolvemos batizá-la de “Amigo é pra essas coisas”.


Segunda Investida – 10/08/2013

Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Ary Carlos e Marcos Leonardo.

Depois de termos conquistado a via, faltava alguns ajustes: intermediar alguns lances, duplicar as paradas e achar o melhor caminho para voltar. Era uma boa missão. Afinal de contas repetir a via inteira guiando, seria um grande prazer. Dessa vez, o Guilherme não pôde ir, já tinha um compromisso. Eu e o Ary convidamos o Marcos e o Leonardo para nos acompanhar. Nos encontramos na entrada da trilha e seguimos até ao setor Casa de Pedra.

Na base, nos preparamos e olhei para o primeiro grampo e pensei: “Por que eu coloquei alto???” Mas não tinha jeito, era tocar para cima. O lance inicial é bem tranquilo. Sobe reto e depois segue numa diagonal até a primeira parada. Lá, dupliquei a parada e o Leonardo subiu. Veio rápido e assim que ele chegou, já me preparei para a segunda enfiada. Mais uma diagonal para a direita e cheguei o grampo que antecede um lance mais vertical. Um 3º, com algumas agarras quebrando, já para esquentar! Mais um grampo costurado e fui seguindo para cima. Subi e subi... Quando olhei o próximo grampo, bem acima, vi que já tinha subido bastante. Foi ficando difícil e uma queda ali, não seria nada agradável! Subi mais um pouco e decidi colocar um grampo. O lance estava muito exposto, um E3. Desescalei um pouco, meio no perrengue, quase escorregando e o bati um grampo. Deu um pouco mais de confiança e segui. Um 4sup na aderência, com aquelas pedrinhas que fazem escorregar... Foi prender a respiração e tocar pra cima.

Costurei mais um grampo e toquei numa diagonal para a direita. Cheguei na parada, a dupliquei e avisei ao Leonardo para subir. Essas três enfiadas já estavam completas! A mochila pesada já começava a incomodar. O calor estava forte e o sol não dava trégua! Lá de cima víamos a galera de caiaque e stand up curtindo um mar bem calmo e com águas claras... Pensei num mergulho... Mas a essa altura.... Só restava um mergulho no meio do mato!

Um minutinho de descanso e segui novamente. Essa é a parte mais suja da via. Além da sujeira, tem algumas bromélias que dificultam a visualização dos grampos, que por sinal são apenas 2 antes da parada. Para não perdê-los de vista, basta seguir numa diagonal para a direita, se guiando por um arbusto bem longe, abaixo de um platô, não tem erro! E assim fui escalando. Costurei o primeiro grampo, o segundo e tome diagonal. Um lance um pouco exposto, mas bem tranquilo, até chegar ao platô onde temos a terceira parada. Lá, também foi duplicada. Agora, esperaria o Ary subir, para que agente pensasse como intermediar o próximo lance, pois era o crux da via.

Com todos reunidos numa parada bem confortável, com exceção do sol que já incomodava, comentei com o Ary o motivo pelo qual coloquei um grampo antes do lance em aderência, ele concordou que estava exposto demais e lembrou de como foi para conquistar o lance... Decidi ir pouco mais para o lado direito para tentar um variante. Até fiz o lance, mas decidimos não grampear outro caminho. Resolvemos bater o grampo um pouco mais acima da parada, assim daria para fazer em artificial, caso não alguém não conseguisse fazer em livre.

A saída é bem técnica, poucas agarras de mão e poucas para pé. Talvez um VII. Dali, seguimos para cima até o próximo grampo, num platôzinho. A saída também técnica, mas não tão difícil, apesar de ter menos opção. Uma agarra abaixo do grampo e depois o pé bem na esquerda, completa uma passada em IVsup, seguido de um lance em total aderência, mas razoavelmente tranquilo... Cruzamos um matinho, até chegar a uma pequena laje de pedra onde bati o último grampo, montando a última parada. Estava concluída!!! Via Amigo é pra essas coisas, que graduamos em 3º VII(A0) E2 D1 175 m. Uma via interessante, com lances em agarras, aderência, lances mais técnicos e um belo visual! Superou minhas expectativas!

Agora faltava a segunda parte... Um vara mato! Como já havíamos feito duas semanas antes, o caminho já estava mais ou menos mentalizado. A saída fica a esquerda do grampo, é só seguir reto até uma pedra, passar por cima dela e seguir um pouco para a esquerda, desviando das pequenas árvores, até chegar numa pequena árvore cheia de espinhos. Dali, foi só pegar uma diagonal para a esquerda, até chegar uma grane calha. Descemos até o meio da calha e seguimos reto para cima, depois para viramos para esquerda e chegamos exatamente onde havíamos saída na primeira vez. Bem tranquilo!

Voltamos pela trilha e paramos para um refrigerante e cerveja numa casa de um morador que abriu, estrategicamente, um ponto de venda!!!


Valeu pessoal e até a próxima!!!!

Até a próxima!!!