quarta-feira, 29 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

Trilha - Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso – Torre Central

Dia: 27/04/2013

Participantes: Leandro Collares, Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Alexandre Valadão, Eny Hertz, Neuza Ebecken, Renata Garcia e Mariana Abunahman

Dicas: Subida moderada, pequena exposição em pequenos lances, mas nada de dificuldade, só . A trilha se inicia próximo a umas caixas d’águas. Bem marcada. O início é bem protegido pelas árvores, mas na crista, fica exposto ao sol. O último ponto com água é a +/- 30 minutos do início da trilha, numa saída à esquerda (seguir o barulho das águas).


Da entrada, em Bonsucesso, até o início da trilha(o google não reconhece a estrada):

Exibir mapa ampliado

Relato

Quando vi o local no programa Montanhistas do Canal OFF, pensei: tenho que ir lá! Pesquisei alguma coisa sobre o lugar e o deixei guardado para uma futura investida. Quando vi que o Leandro Collares abrira uma atividade no Clube, tratei logo de me organizar para aproveitar a oportunidade.

Marcamos para sair de Niterói às 06 da manhã e eu e meu irmão, pontualmente, estávamos lá. Seguimos pelo Rio, pois a estrada que vai para Magé, seguindo por Itaboraí, não está muito boa. No Paraíso das Plantas, quase chegando à Teresópolis, encontramos o Alexandre Valadão, que já nos aguardava. Deixei meu carro lá estacionado e fomos de carona com ele. Dali até o Distrito de Bonsucesso, roda-se uns 60 km.

Assim que chegamos à Bonsucesso, entramos à direita, numa leve subida, com uma Igreja no alto. Há uma placa indicando Lucios. Seguimos numa rua asfaltada, em condições razoáveis, até que tudo virou barro. Era tanto buraco que, por vezes, achava que o carro não iria subir. Mas ele foi guerreiro! No caminho tortuoso, estava tão concentrado nos buracos que nem percebi a beleza do local. Quando vi, estava no meio de um monte de alface! Ali é um lugar de plantação de hortaliças, das mais variadas. Mais acima, já dava para ver as Torres.

Estacionamos o carro ao lado de uma casa e, para variar, ao lado de uns pés de alface! Olhei para frente e lá estavam: as Torres... Um paredão imponente, onde afloram duas torres, cortadas por grandes fendas, dando a impressão de que estão coladas na parede. Com altura de quase meio quilômetro, elas se estendem por toda a cabeceira do lugar conhecido como Vale do Lúcio.

As Torres de Bonsucesso é um conjunto formado por três torres de granito: a Torre Maior (2.000 m), a Torre Central (1.860 m) e o Ferro de Passar Roupa (1.630 m).

O nosso destino seria a Torre Central. Acertado os detalhes, alongamos, tiramos algumas fotos e iniciamos a caminhada. No começo, é por uma estradinha de chão, até que passamos por uma porteira e seguimos até umas caixas d’água. Dali, entramos numa pequena porteira e realmente começamos a trilha. A subida começa tranquila e encontramos algumas bifurcações, mas rapidamente vemos o caminho principal, um pouco mais aberto. Algumas fitas nas árvores, ajudam na orientação.

Depois de uns 45 minutos de subida, entramos numa parte mais íngreme. Estava na frente e de repente, ouvi um barulho nas árvores e uma bomba caiu sobre minha cabeça... rs. Conferi logo para ver se não era de urubru! A sorte é que eu estava de boné... se não! Demos uma pequena parada e continuamos a subir. As árvores fechavam nossa visão e ainda não víamos o nosso destino. Um barulho de água corrente nos acompanhou nesse começo. Deveríamos estar perto da nascente, pois mais para cima era a parede.

Depois de mais alguns minutos, elas apareceram. As Torres estavam lá. E mais a direita já dava para ver a crista. Não conhecia a trilha, mas tinha certeza que passaríamos por ali. As árvores foram diminuindo e a vegetação foi se transformando, diminuindo o tamanho a medida que subíamos. Mais alguns metros e estávamos numa pedra, um verdadeiro mirante. Subi para bater algumas fotos e aguardar o pessoal chegar. Todos aproveitaram para tirar algumas fotos também.

Continuei subindo, agora com toda a visão aberta, nada atrapalhava.... Só uma dorzinha de cabeça que me acompanhava desde lá de baixo.
Chegamos à Pedra do Ferro de Passar. Dizem que parece um ferro, dali não percebi. Vou esperar chegar mais acima para ver se tenho outra impressão, pensei. Muitas orquídeas espalhadas por toda a trilha na parte alta, principalmente depois do Ferro de Passar. Outras flores também dão um toque especial ao local. O dia que estava aberto, deu uma nublada de leve, com o sol saindo de tempo em tempo. Isso foi tornando a subida mais agradável. Nos dias de calor deve ficar puxado!

Chegamos no final da grande chaminé, a direita da Torre Central, para quem olha lá de baixo. Dali, passamos por trás dela até que chegamos no lado esquerdo. Subi junto com meu irmão, pois o resto do grupo ainda não haviam chegado. Um pequeno trepa-pedra, um pouco exposto. A única segurança são uns pequenos arbustos e depois disso, um paredão de quase 500 metros... O menos experientes devem usar alguma proteção.

O lugar é mágico! Um visual daqueles de tirar o fôlego. Como o dia estava bom, as montanhas se perdiam no horizonte. O verde predominava. Em direção a Teresópolis, vários morros riscados de marrom, marcados pelas fortes chuvas que arrasaram a cidade tempos atrás. Ao fundo, o Dedo de Deus, Escalavrado, Verruga do Frade e a Pedra do Sino se destacavam. O silêncio tomava conta. A sensação de que estava flutuando... A brisa e o sol, completavam a vida que eu pedi a Deus! Por um instante esqueci de tudo, parecia que fazia parte daquele lugar...

Aos poucos fui voltando à lucidez... Bati várias fotos e pedi para o meu irmão tirar algumas também. Voltei para ver o resto do pessoal e eles estavam praticando a montagem de um baudrier com o auxílio de fitas. De um lance de trepa-pedras, o Collares me passou as mochilas que ficaram lá em baixo e depois de alguns minutos, estavam todos lá em cima. Assinamos o livro de cume, lanchamos, batemos fotos e contamos mentira!!! Dava para ver o caminho que fizemos para subir, muitas vezes, marcado na vegetação rasteira.

Falaram que lá do alto dava para ver o ferro de passar.... Estou até agora tentando vê-lo!!! Não sei se estou exigente de mais... Por volta do meio dia, iniciamos a descida. Fomos devagar eu fui parando para tirar algumas fotos enquanto o resto do pessoal ia na frente. Cheguei numa pedra, abaixo do Ferro de Passar, onde subi e fui acompanhado o pessoal descer. Uma bela cena... As roupas coloridas zig zagueando no meio do verde, até sumirem em meio a vegetação...

Desci acelerado e em alguns minutos já estava junto com o resto do grupo. Fui fechando a fila. Cheguei no ponto onde o barulho da água estava maior, aproveitei e dei um pulo lá para me refrescar. Mas nem deu! A água estava tão gelada que doía até os dedos... Parecia que estava saindo da geladeira. Não sei se acontece com todo mundo, mas só na volta é que percebo o quanto subi!!!!!

Enfim chegamos. Descemos em 1:30h, praticamente a metade do tempo que levamos para subir. Voltamos até o carro. Todos vivos, agora se prontos para outra... essa eu não sei! Segui com uma fome de matar até ao Paraíso da Plantas e lá devorei um pastel com caldo de cana. Peguei mais um guaraná natural para ir acompanhado um biscoito salgado e seguimos viagem de volta... Aí foi só lembrar das belas imagens...

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Conquista na Praia de Adão e Eva - Chaminé Saí Ralado

Por Leandro do Carmo

No sábado, dia 11/05, eu e o Guilherme demos um pulo na praia de Adão e Eva a fim de darmos uma olhada num ponto onde já tinha visto uma possibilidade de conquista. Assim que cheguei, coloquei dois grampos para rapelar até a base e iniciar a subida pela chaminé. Com a maré alta, pode ser que nem dê para acessar a base direito.

Não é uma chaminé com paredes paralelas, ela é em formato de V. O começo é um pouco alto, sendo difícil a saída. Tem uma agarra alta e para vencer o lance tem que usar o braço, pois fica sem apoio para os pés. Muitas agarras quebrando. Fui subindo e por ser muito estreita no começo, fui bem devagar.  Dei uma parada num pequeno buraco, onde acomodei meu pé para descansar um pouco. 

Depois de pegar um fôlego, continuei subindo e o lance foi dificultando um pouco, tem que começar a sair e mais acima, já fica numa posição mais confortável. Dá para fazer em top rope, com proteção numa árvore no final dela

Ralei o joelho e os dois ombros... Depois de feita, não poderia termos dado outro nome: Chaminé Saí Ralado!

Ainda preciso confirmar o grau, mas acho que deve ficar em IVsup. Tem que alguém ir lá para confirmar o grau.

Ver mais conquistas 

Seguem algumas fotos:

No alto da chaminé


Linha da chaminé

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Trilha - Pedra do Cantagalo - Niterói RJ

Por Leandro do Carmo

Data: 06/04/2013
Participantes: Leandro do Carmo e Igor Holzer

DICAS: Apesar de bonita, li relatos de caminhantes terem encontrado pessoas fortemente armadas na trilha de acesso, logo, muito cuidado.


Relato

Um local fantástico e tão perto da cidade... Passar por pequenos córregos, nascentes, ver pássaros, micos... Um privilégio para poucos. Por que que eu ainda não tinha ido lá? Não faço a mínima idéia, mas já estava na hora. Aproveitando que o tempo estava meio instável, fiz um convite ao Igor, que mora perto da entrada da trilha, se ele gostaria de ir lá comigo. Ele aceitou o convite e marcamos sábado de manhã, por volta das sete.

A trilha começa na Estrada Fr Orlando, no bairro do Jacaré. É até fácil identificar o início da trilha, pois o local também é visitado pela galera do motocross, que com o passar do tempo, deixou, em alguns lugares, umas canaletas de quase 1 metro de profundidade.

No caminho passamos por vários sítios e o único barulho é o da natureza. Somente pássaros e o vento nas árvores. O Igor levou os dois cachorros dele para o passeio. Foram tocando o terror durante o caminho!!! rs. O caminho é bem fechado pelas árvores. São poucos os pontos onde conseguimos ver a Pedra do Cantagalo. O contato com a natureza é intenso.

Depois de uns 35 minutos de caminhada, chegamos ao ponto onde encontramos a bifurcação com a trilha que vem do Cemitério Parque da Colina. Subimos mais um pouco e já dava para ver a pedra bem de perto. Ao invés de seguirmos a trilha, descemos até a base da pedra para tentar identificar algumas vias de escalada que tem no local. Conseguimos identificar as três: a Chaminé Almas Penadas, Fissura Ritos Macabros e Fissura Vozes do Além. Com muito mato em volta, ficamos de voltar um outro dia para poder limpar a base e poder repetir as vias. Ficou difícil encontrar a Chaminé Campello, segunda via de escalada aberta na cidade. Sem um facão para abrir caminho no mato seria quse impossível prosseguir. Ficará para uma próxima investida ao local.

Depois de conhecer o local, seguimos até o cume. O visual é fantástico. 360º de pura beleza. Serra da Tiririca, Lagoa de Itaipú, Piratininga, Rio de Janeiro, Parque da Cidade, Serra do Órgãos... Difícil até de enumerar todos os locais vistos!!! O tempo ajudou bastante. A previsão era de tempo ruim, mas as nuvens se dissiparam um pouco e ficou um dia agradável.

Ficamos conversando que nem vimos a hora passar. Também, com uma vista dessas... Iniciamos a descida e logo já estávamos na casa do Igor. Tomamos um café e comemos um bolo. Manhã perfeita!

Igor, valeu pela trilha e pela companhia; pessoal, até a próxima!!!


Fotos cedidas por Igor Holzer













terça-feira, 7 de maio de 2013

Aventura, Liberdade, Sonho, Objetivo e Conquista.


Por Paulo Guerra


Não sei explicar o fascínio que o Pico das Agulhas Negras sempre exerceu sobre mim. Muito antes de praticar o montanhismo, “diga-se de passagem”, fazia trilhas e nem havia me dado conta do que se tratava, vivia repetindo que um dia queria chegar ao seu cume.

Deixei que a vida me levasse e ela me levou. “Tome cuidado com o que pede, pois vai que acontece, aconteceu!”.

Um dia um conhecido me mostrou fotos da Pedra do Sino, fiquei encantado e ele me disse que estava montando um grupo para ir ao Pico da Bandeira, claro que me pilhei e fui. Foi o start de um processo que tem enriquecido os meus dias. Daí para o Curso Básico de Escalada e o Curso de Guia de Cordada foi um pulo e não parei e não consigo parar de subir montanhas, pedras, paredes e etc...

Bem, alguns dias atrás um amigo convidou-me para escalarmos a Pedra do Picús em Itamonte, MG , aceitei o convite. Liguei para um parceiro em comum e estendi o convite.

No dia 20/04/13 partimos. No carro meu parceiro de aventura mandou o veneno: “cara o que você acha de pilharmos a galera para irmos ao Pico das Agulhas Negras”? Claro, achei a idéia ótima.

Chegamos à Itamonte, passamos o papo, a galera resistiu. Todos já haviam feito o Pico. Decidimos não

recuar, o dono do abrigo nos deu o bizu das vias de escaladas que poderíamos fazer.
Escolhemos a Oba-Oba 5º VIIa.

Na manhã do dia 21/04/13 acordamos cedo, Rodrigo comeu tudo que pode e ainda separou um pouco do macarrão com salsicha para levar, “isso mesmo o doido levou marmita!” Às 9:00h, estávamos no Parque, indo em direção ao nosso objetivo. Eu com o coração pulsando a todo gás, olhando aquelas tão almejadas agulhas.

Caminhada forte, para ganharmos tempo na estradinha que vai até o abrigo Rebouças.

Entramos na trilha com toda a sede, passamos pelo reservatório de água, que é belíssimo. “Valeria um banho se não estivesse tão frio”. Caminho que segue até uma pequena ponte, fotos e trilha que segue o caminho meio alagadiço. “Pra variar esqueci as botas e tive que encarar de tênis mesmo”. Depois disso, começou um trepa pedra e as pedras vão no Toddynho, ganhando tamanho.

Bem, esse trepa pedra parecia que não acabaria nunca, o ar rarefeito mostrando quem manda. De tempo em tempo, parávamos para recobrar o fôlego. Eis que ao meio dia encontramos a base da via no meio de um cânion, uma parede bem vertical com poucos pés e quase nenhuma mão. “Vale ressaltar que Rodrigo está escalando como gente grande”. O cara guiou a via toda. A segunda enfiada parecia fácil, só que aparecia no final dela um lance em diagonal, tipo meio corpo dentro da fenda e enfim estávamos.... não, não era o cume, Rodrigo saiu trepando pedra de novo e não deu em nada. Então resolvi que daria a volta neste bloco, à beira do abismo, e começou uma escalaminhada de 2º grau e eis que de repente estávamos no ápice da empreitada, com um céu azul e toda a imensidão a nossa volta.

Fotos, lanchinho. “Ah! Claro, Rodrigo atacou a marmita com direito a ovo cozido e tudo no macarrão”.

De repente umas nuvens chegaram não sei de onde “ou melhor de todos os lugares”, preparamos as coisas e começamos a descer, chegamos em dois grampos, montamos o rapel deste trepa pedra, e tome pedra pra descer, só que agora elas diminuíam, ao longo do caminho e logo estávamos na trilha, depois na ponte, depois na estrada de volta ao abrigo, rodovias.

Que a vida continue a me levar, que as missões sejam cumpridas.

E que os sonhos se transformem em objetivos de liberdade e conquistas.

Até a próxima aventura!











domingo, 5 de maio de 2013

Exercício de escalador

Por Guilherme Belém


Como melhorar a sua escalada?


Nós temos a resposta!

Sempre que entramos de cabeça em algum tipo de esporte, nos espelhamos em heróis que toda a vida tem se dedicado a tal aventura. É aí que entra a diferença entre o iniciante, o praticante amador, o intermediário e os heróis atletas de alto nível.

Como educador físico e treinador, devo alertar que existe sim uma grande diferença entre esses treinos. Precisamos nos adaptar a cada estímulo dado, sem tentar pular as fases do aprendizado motor. No primeiro momento, o iniciante se depara com o desafio tanto cognitivo quanto motor, ou seja; a destreza física pode ocorrer, porém o costume de se expor a alturas, ventos e pequenas dificuldades na via de escalada, podem fazer com que o treino vire um pesadelo. É preciso vivenciar algumas vezes a via e exposição para criar intimidade com a rocha, aprimorar técnicas de passadas, desempenho de força e economia de energia em um determinado momento exigente da via e principalmente superar o medo.

Métodos de treinamentos são muito eficazes nesses aspectos, porém demandam trabalho, disciplina, determinação e responsabilidade. O corpo entende o estímulo dado, e nessa hora precisamos saber exatamente onde por em prática os exercícios , intervalos de descanso, incremento de carga e execução perfeita de movimentos.

Iniciarei a matéria com dicas de treino para iniciantes, e nas próximas postagens trabalharei outras categorias . 

Obs: Para a prática de qualquer atividade física é necessário um exame médico e autorização do mesmo, para que a atividade não vire uma adversidade. Lembrando que essa é uma planilha de treino para escaladores iniciantes.

Antes de realizar o exercício é necessário que se faça um aquecimento das musculaturas e mobilidade articular. Ou até mesmo realizar 1 série desses exercícios com 50% da carga empregada, afim de evitar lesões.

Método de treinamento: Alternado por segmento corporal.

Objetivo: Melhorar o desempenho de escaladores iniciantes com o treinamento resistido (neuromuscular).

Exercício
Série
Repetições
Carga
Intervalo
Agachamento unilateral ou afundo
2 a3
12 a 15
Peso corporal
30”
Remada
2 a 3
12 a 15
70%
30”
Levantamento terra
2 a 3
12 a 15
Peso corporal
30


Flexão de braços
2 a 3
8 a 10
Peso corporal
30”
Agachamento
2 a 3
12 a 15
Peso corporal
30”
Tríceps mergulho
2 a 3
8 a 10
Peso corporal
30”
Flexão plantar
2 a 3
12 a 15
Peso corporal
30”
Bíceps p. Supinada
2 a 3
8 a 10
70%
30”
Flexão de antebraço
2 a 3
12 a 15
70%
30”
Extensão de antebraço
2 a 3
12 a 15
70%
30”
Abdominal supra completo no chão.
2 a 3
12 a 15
70%
30”



Definição de cada exercício:

Agachamento Unilateral ou Afundo

Músculos trabalhados: Glúteo, quadríceps e posteriores da coxa.

Realizando: Posicionar os pés e pernas afastadas em um eixo antero-posterior (uma perna na frente e a de apoio atrás), o calcanhar de trás fica fora do chão, sendo o apoio com a ponta do pé, e a frente o pé ficará chapado no chão. Desça o corpo de forma que o mesmo continue ereto e não vá a frente. Depois é só trocar o lado.


 
Agachamento

Músculos trabalhados: Quadríceps, posteriores da coxa e glúteos.

Realizando: O movimento se inicia com o indivíduo em pé com os pés paralelos e alinhados ao quadril, postura ereta, olhar no horizonte e agachar o quadril com se fosse sentar em uma cadeira, terminando o momento de força ao ficar novamente em pé.



Remada
Músculos trabalhados: Adutores escapulares, deltóides no porção posterior e trapézio 2.
Realizando: Poderá ser feito da forma sentado ou de pé (nesse caso o corpo deverá estar flexionado paralelo ao solo. Onde será realizado no momento da força uma abdução horizontal de ombros ou extensão dos mesmos. Poderá ser feito ou uso de halteres, uma barra fixa ou móvel ou até um elástico tensionado.




Levantamento terra
Músculos trabalhados: Eretor da coluna lombar, pré-estiramento do glúteo e ísquios tibiais.
Realizando: De pé com o olhar no horizonte e pés paralelos na largura do quadril, movimentando o tronco para frente como uma referencia oriental (semelhante ao exercício chamado de “bom dia”) e com os joelhos semi flexionados.


Flexão de Braços
Músculos trabalhados: Peitoral, tríceps, deltóides porção anterior.
Realizando: Deitar o corpo em decúbito ventral, e usar as mãos abertas para empurrar o corpo para cima.

Tríceps mergulho
Músculos trabalhados: Tríceps (extensor do cotovelo)
Fazer um apoio em um banco, onde os braços estarão apoiados no mesmo, na largura do quadril. Ao descer o corpo freando o movimento e quando subir estenderá o cotovelo.



 -


Flexão Plantar
Subir e descer o calcanhar em relação ao solo, com o corpo de pé. Musculatura envolvida: Panturrilha.


  
Bíceps pegada supinada
Flexionar o cotovelo, com as mãos voltadas para cima pegando uma resistência (halteres, fitas, anilhas elástico etc.) Musculatura envolvida: flexor do cotovelo (bíceps).




Flexão de punho
Músculo trabalhado: flexor de punho.
Realizando: Pode ser sentado ou em pé, desde que o antebraço esteja com uma resistência, e com as palmas das mãos para cima, e subir ao máximo a mesma em relação ao ante braço.

-


Extensão de punho
Músculo trabalhado: Extensor do punho.
Realizando: Mesma forma que o exercício anterior, porém com as palmas das mãos viradas para baixo.


Abdominal Supra Completo
Músculo trabalhado: Abdômen
Realizando: Flexionar o tronco, retirando o corpo por completo do chão.




    
As repetições devem ser  realizadas por completo, de forma que ao fim da série o músculo fique cansado. Os intervalos serão rigorosamente respeitados, e a carga deverá ser revista a cada 2 a 3 semanas. É aconselhado que a série inicie com pouca carga, poucos exercícios  que gradativamente será aumentado. O treino não pode ser fácil, pois dessa forma não trará ganho significativo das valências preteridas.
Para mensurar a força, é necessário fazer um teste de ação máxima (1RM), peça ajuda a um professor de educação física. Onde saberá 100% da sua carga.Este tipo de treinamento complementa a escalada, mas deve vivenciar a rocha, aprender a traduzir em forma de movimento leituras de passadas e obstáculos na via.

Faça um alongamento no fim do treino com a finalidade de relaxar a musculatura e manter seus níveis de movimentação articular.

Para maiores esclarecimentos: guilhermebelem@gmail.com

“Quem não tem dúvidas... tem dívidas! Kmon!”

BOM TREINO!

Guilherme Belém é Professor Especialista em Exercício aplicado à Reabilitação Cardíaca e Grupos Especiais, Medicina do Exercício, Emagrecimento e Consultor PitbullAventura. CREF:028167-G/RJ.

Agradecimentos: Aos modelos, professores e amigos Renato Stoeckli, Bruno Giesta, Bruno Pereira, Fabio Castelo e Leandro do Carmo.