segunda-feira, 29 de abril de 2013

Escalada na Via Paredão Emil Mesquita - Parque Estadual da Serra da Tiririca - Niterói - RJ

Via Emil Mesquita – 3º V E2 D2

Data: 13/04/2013
Participantes: Leandro do Carmo e Leonardo Carmo e Marcos Duarte

DICAS: Sombra na até +/- 10 da manhã (outono); como a base está bem no começo da trilha interditada para o Alto Mourão, devemos ter cuidado ao acessá-la para não aguçar a curiosidade das pessoas que ficam descansando nos bancos; a via é bem protegida, principalmente no crux; em dias de chuva ou que tenha chovido no dia anterior, é bem provável que o começo da via esteja muito molhado; o crux está no final, numa barriga com diagonal para a esquerda .

Relato

Na base da via
Há muito tempo que gostaria de fazer essa via. Na primeira vez que tentei fazê-la, o começo estava completamente molhado, ainda consegui costurar dois grampos e só. Nas outras duas vezes, choveu! Agora era a hora.

Aproveitei que o Marcos Duarte precisava fazer sua avaliação no Clube Niteroiense de Montanhismo e como já havia feito uma atividade na Pracinha com ele, não teria problema em entra numa via. Fiz o convite para fazer a Emil Mesquita, assim, cumpriria o meu dever com o clube e saciaria a minha vontade de fazer a via! Como seria uma escalada tranquila, aproveitei para abrir uma atividade no site, disponibilizando mais uma vaga para quem quisesse nos acompanhar. Combinado o dia e horário, foi só torcer para que o tempo ajudasse. Fiz contato com o Ary, pois sabia que ele estaria por lá e de repente poderia nos acompanhar na subida, mas ele já tinha combinado de fazer a Agulha Guarischi com a Alessandra. Na última hora, meu irmão aceitou o convite e também foi com a gente.

O tempo ajudou e sábado de manhã partimos para Itacoatiara. Cheguei um pouquinho atrasado e o Marcos já estava lá, em frente à entrada do Parque. O Ary aguardava a Alessandra. Esperamos um pouco até ver se a Alessandra viria, pois se não, o Ary subiria com a gente. Tinha uma galera do CEB que iriam fazer algumas vias no Tucum (Costão). Ainda bem, pois se tivesse mais gente querendo fazer a mesma via, ficaria complicado.

Por volta das 08:30, iniciamos a trilha até a base. Chegando lá, conversamos sobre os procedimentos do clube, segurança, rapel, backup, dinâmica da escalada, nós, cordada em “A” e em “I”, as responsabilidades do guia e do participante na cordada, entre outras coisas.

Como estávamos em três, decidimos por subir em “A”. Os lances iniciais são muito tranquilos, os grampos bem visíveis e linha da via bem definida entre a vegetação. Um verdadeiro corredor. Pela densidade da vegetação em volta da linha, devem ter retirado muita coisa à época da conquista. Hoje em dia, nunca se conquistaria uma via dessas!

Cordada do CEB na Via Entre 4 Paredes
Comecei a subir e quando estava aquecendo, já era hora de parar. Com uma corda só, ter que parar de 25 em 25 metros é chato. Há algum tempo que não escalava assim. Porém, nesses casos, prefiro até que seja desse jeito, pois sempre há contato visual com os participante e se pode acompanhar toda a escalada. Montei a parada e mandei o Marcos e o Leonardo subirem. Eles vieram rápido e assim que chegaram, comecei a escalar novamente.

Cheguei a segunda parada num platô, muito mais confortável. Dali já dava para ver uma cordada na Guarischi, não tinha certeza que era o Ary e a Alessandra. No Tucum, as cordadas do CEB estavam na Alan Marra, Entre 4 Paredes e Novos Horizontes. Um visual bonito. Pausa para algumas fotos e comecei a subir novamente. Mais alguns metros e já estava parando novamente.

O tempo estava perfeito. Firme e sem sol. Isso já estava ajudando bastante. Quando o Marcos e o Leonardo chegaram na terceira parada, iniciei a quarta enfiada. Subi um pouco e até que enfim cheguei num lance bom. Praticamente um degrau, mas bem liso. Uma passada e estava dominado. Mais acima, montei a 4ª parada e depois de mais alguns minutos, todos já estavam lá.


Morro do Tucum (Costão de Itacoatiara)
Que visão do Costão! Dava a impressão de ter
crescido mais um pouco!.  Víamos vários pontos coloridos no meio da face leste e muitas pessoas na trilha principal, visando chegarem a cume. Dali não víamos mais a Guarischi, mas tínhamos visão do Bananal, da praia inteira, Morro das Andorinhas, etc.

Fui para 5ª enfiada. Comecei a subir e vi que já estava no crux. Uma barriga, numa diagonal para esquerda, em regletes e bem protegida. Algumas marcas de magnésio espalhadas, até dificultavam um pouco, pois umas estavam mais distantes e em alguns lugares pouco amigáveis! As ignorei e fiz a minha própria linha. Mais fácil assim! Numa pequena passada, costurei o grampo e aí ficou mais fácil. O psicológico ajudou. Um pézinho mais acima e estava dominado. Costurei mais um grampo e cheguei numa parada dupla. Logo veio o Leonardo e em seguida o Marcos.

Marcos no Rapel
Vi mais três grampos acima e uma dupla. Porém, como já tínhamos passado o “melhor” da via, decidimos rapelar dali mesmo. E assim iniciamos a descida. Quando chegamos no platô, logo acima da vegetação, vi o Ary escalando, na altura da “cabeça da tartaruga”, mais ou menos no local onde as vias Face Sudoeste e Paredão Eldorado utilizam um grampo em comum. Bati algumas fotos e continuamos a descida.

Chegamos à base e descemos a pequena trilha. Fomos até o começo da subida do Costão e aproveitei para tirar algumas fotos do Ary e a Alessandra no cume da Agulha Guarischi.

Enfim, consegui fazer a via!!!! Até a próxima!





2 comentários:

  1. Grande dia e ótima compania, perfeito para escalar.

    Forte abraço.

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  2. Showw wwwwwwwww Leandro, excelente relato dessa via bacana.

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