terça-feira, 26 de março de 2013

Remada à Ilha Mãe - Itaipu


Data: 23/02/2013
Participantes: Leandro do Carmo e Leonardo Carmo

DICAS: Ver condições do mar com antecedência pois o desembarque na ilha pode ficar prejudicado.

Vídeo: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/2013/04/video-da-remada-ilha-mae-itaipu-niteroi.html

Localização:


Exibir mapa ampliado

Relato

Era para ser a travessia Itaipu-Itaipuaçú, mas tempo não deixou. Foi uma semana de tempo bom, mar extremamente calmo, sem vento e muito calor. No sábado anterior, quando fui escalar em Itacoatiara, vi a galera do stand up e voltou a idéia de fazer essa travessia. Partindo de Itaipu, são uns 5 km, nada muito complicado, com mar calmo, é claro! Monitorei o tempo e as condições do mar durante toda a semana, cheguei a fazer convites a alguns amigos, mas dessa vez ninguém podia.

Fechado para a missão, só eu e meu irmão. E assim nós fomos... Na sexta-feira, já deixamos os caiaques amarrados no carro e as coisas arrumadas para não termos que fazer tudo no sábado, assim ganharíamos tempo. Com tudo pronto, saímos às 05:30 e partirmos em direção a Itaipú. Chegamos cedo e quando paramos o carro já percebi que o vento não iria ajudar. Dei uma olhada de longe e vi o mar bem encrespado. Não seria dessa vez... Uma semana inteira de tempo bom, ia virar logo agora??? rs

Pois é... virou!!!! Tiramos tudo do carro, nos preparamos e fomos para a areia. Voltei para comprar uma água e conversando com alguns pescadores, eles me avisaram que entrou um vento sudoeste nessa noite e que quase ninguém saíra para pescar do lado de fora, somente quem tinha motor. Já estava decido: iríamos ficar por ali mesmo, nada muito longe.

Aquele vento, tornava o clima extremamente agradável. Os barcos chegando com muitos peixes, outros puxando as redes... Pessoas esperando para comprar o mais fresco dos pescados. Aquela movimentação de praia de pescador! Um contraste com aquelas paredes de tijolo e carros parados no estacionamento... Um ontem e hoje separados por alguns metros... Um belo visual!

O mar... nem tão bom assim...muitas marolas... Mas fomos assim mesmo. Colocamos os caiaques na água e começamos a remar. Rapidamente chegamos no canal formado pelo Morro das Andorinhas e a Ilha Menina. Já tinham muitos barcos pescando. O peixe da vez era o Olho de Cão. Apesar do vento e do mar meio grosso, resolvemos ir até a Ilha Mãe. Bem devagar, levamos uns 25 minutos. Chegando à ilha, dava para ver os peixes pulando, uma mostra da grande quantidade que havia no local. Procuramos um local para desembarcar e ficamos numa enseada. No desembarque tivemos ajuda de um pescador local, que nos indicou o melhor lugar e ainda deu uma força para colocar os caiaques para cima da pedra.

Fomos muito bem recebido pelo Geraldo, que possui até uma cabana na ilha, onde passa dias sem precisar voltar a terra, como ele próprio diz. O grande problema na Ilha é a falta de água, não há nenhuma nascente ou outra fonte. Isso torna a permanência limitada. Porém, o fato é que a torna mais preservada, pois se existisse água, talvez a frequência fosse maior.. Aí já viu! Ele nos contou sobre a quantidade de lixo que algumas embarcações deixam na enseada, bem como a atuação muitos pescadores que, mesmo vivendo do mar, não tem o menor cuidado.
Conversando ele nos falou sobre a trilha que leva ao cume da ilha e aproveitei para perguntar onde fica. Ele gentilmente nos levou até o começo dela. Como já estava ali... Aproveitei a oportunidade... rs. Resolvi subir e quando já estava no alto, meu irmão me gritou e me avisou que eles iriam subir também. Aproveitei para tirar algumas fotos e apreciar a vista.


Depois de alguns minutos, eles chegaram e continuamos a caminhada. O sol começou a esquentar, mas a beleza do local me fazia esquecer do calor. Continuamos subindo e ouvimos algumas histórias, inclusive sobre um grande incêndio causado por um balão e também, sobre a última ressaca, onde tiveram que ficar uns 15 dias sem poder sair da ilha, como a comida já havia acabado, tiveram que ser resgatados por um helicóptero...


Mais alguns minutos de caminhada e chegamos ao cume da ilha, bem no local onde havia uma bandeira, que hoje já não existe mais, somente as marcas na rocha. Como o tempo estava bom, a vista era completa: Morro das Andorinhas, Itaipú, Lagoa de Itaipú, Camboinhas, Piratininga Pão de Açúcar, Copacabana, etc. Mesmo não tendo feito o que tinha planejado, aquilo já valera a pena. Não fiquei nem um pouco frustrado.
Depois de algum tempo apreciando a vista, resolvemos descer, pois o sol estava forte e não levamos água. Caminhamos mais um pouco e já estávamos de volta, em frente a cabana do pescador Geraldo. Fizemos uma pausa para o lanche, bebi uma água e resolvemos voltar. Colocamos os caiaques na água e remamos. Fomos em direção à Ilha Menina e meu irmão seguiu direto para a praia e fui beirando o Morro das Andorinhas. Mais a frente encontrei um amigo que mergulhava na enseada, conversamos um pouco continuei, sempre bem próximo ao Morro.

Quando cheguei à praia, tive a surpresa de encontrar meu pai, minha mãe e meu filho curtindo um solzinho... Fiquei um pouco lá e seguimos para arrumar toda a tralha!!!! rs. Mas a aventura não acabou por aí... Na volta, o Jeguinho enguiçou!!! Mas fusca é assim: dá uma mexida aqui outra ali, aperta um parafuso... E tá rodando de novo.

E foi assim.... Até a próxima!!!

































domingo, 24 de março de 2013

Vídeo da Escalada no Costão de Itacoatiara (Morro do Tucum)

Por Leandro do Carmo

Fala pessoal!

Segue o vídeo da escalada que fizemos, no Costão de Itacoatiara. Madrugamos para não pegar calor, mas valeu a pena!!!!

Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém e Bruno Santos.

Relato da escalada: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/2013/02/escalada-no-costao-de-itacoatiara-via.html

Vídeo em HD:


sexta-feira, 22 de março de 2013

Flores

Por Leandro do Carmo

Comecei batendo fotos das flores daqui de casa. Mas agora, também fotografo de outros lugares...

Rio das Ostras

Rio das Ostras

Rio das Ostras


Rio das Ostras

Rio das Ostras

Minha casa

Minha casa

Minha casa

Minha casa

Minha casa

Minha casa

Minha casa

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso

Torres de Bonsucesso
Trilha para a Pedra do Sino
Trilha para a Pedra do Sino
Trilha para a Pedra do Sino




terça-feira, 19 de março de 2013

Expedição Guarapari - ES

Fala Galera!!!

Esse é o vídeo dos mergulhos que fizemos em Guarapari. Foram dois dias de muito mergulho e com uma galera nota 1000. Agradecimentos ao Leandro Pessoa - Corsários Divers Escola de Mergulho, que organizou a expedição. Os pontos foram Ilha Escalvada, Ilhas Rasas, e o maior naufrágio artificial da América Latina, o Victory 8B.

Vídeo disponível em HD. Para assistir o vídeo, basta clicar na imagem abaixo e assistir direto na página do youtube.

Relato do Primeiro dia de mergulho: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/2013/04/mergulho-em-guarapari-es-ilha-escalvada.html

Expedição Guarapari
Local: Guarapari - ES
Data: 09 e 10 de março de 2013
Pontos: Ilha Escalvada, Ilhas Rasas e o naufrágio Victory 8B.


sábado, 16 de março de 2013

Pico do Frade - Macaé

Nossa próxima aventura...

Dia 24/03/2013

Um breve histórico...

Por Geraldo Barfknecht


Símbolo e cartão postal de toda região serrana de Macaé, o Pico do Frade é constituído de duas grandes rochas, sendo a maior, denominada Pedra do Frade e outra menor, localizada em seu lado norte, denominada por seus desbravadores como Pedra do Paulo (atualmente Pedra do Grito, sendo essa que faz as costas do frade). A região do pé do pico até o topo é coberta por densa floresta tropical (Floresta Ombrófila Densa-Mata Atlântica) com diversos estratos, conforme a variação da altitude, apresentando em seu interior variada flora e um grande número de animais selvagens, todavia de rara aparição, frente a diversas causas, sendo a caça clandestina algo que não é estranho na região.

A parte mais elevada do Pico do Frade, é típica das mais elevadas porções dos cumes da "Serra do Mar", escarpa do Embasamento Cristalino (terrenos com cerca de 500-650 milhões de anos)com os monolitos, grande pedras isoladas, formando relevos do tipo "pão de açúcar" nos estados do RJ e ES e a vegetação constituída de diversas espécies, onde predominam as gramíneas,alguns arbustos, em campos desprovidos de arvores e algo que aqui, de certo modo pode ser chamado, de pequeno campo de altitude, pela reduzida área de ocorrência, dado a inclinação do terreno e pouca espessura do solo.


Por causa de sua grande altitude, o Pico do Frade é avistado em vários pontos da região norte do Estado fluminense, de Barra de São João até Campos, assim como desde as maiores elevações da região de Nova Friburgo a Oeste ( que próximo a última cela, paredão do Frade, na trilha de acesso, são avistados a Oeste 2-3 picos incríveis) e de todos os municípios vizinhos.Com certeza, precisamos frisar que o Pico do Frade, também deve ter sido referencia para os navegantes portugueses, que inicialmente "descobriram" o Brasil e depois, "tomaram um pouco", do Pau-brasil, para fazer corantes para a nobreza.

De sua parte mais alta, no Norte tem-se uma visão ampla de toda a Região Serrana de Macaé, assim como todos os povoados desde a BR-101 (Córrego do Ouro, Trapiche, Glicério, Óleo, Frade e parte do Sana). A Leste, avista-se a sede de Macaé e à Oeste, parte dos municípios de Conceição de Macabu e Trajano de Moraes, cuja elevação está próxima dos limites entre esses municípios.










sábado, 9 de março de 2013

História do Montanhismo Fluminense, um fenômeno recente?

Por Alex Figueiredo

Quando da fundação do Clube Niteroiense de Montanhismo, em 2003, se debateu sobre este tema, se o CNM seria “inovador” ao ser criado na região leste da Baia da Guanabara.

Logo depois de sua criação, a surpresa! O sexto clube de montanhismo do Brasil era de Niterói! O extinto Clube Excursionista Icaraí (CEI), fundado em 03 de maio de 1939, com o lema; “Sois brasileiros? Quereis conhecer de perto a vossa pátria? Inscrevei-vos no Clube Excursionista Icaraí.” Com atividades de caminhadas tando em Niterói quanto no Distrito Federal (a atual cidade do Rio de Janeiro).

Mas, entre o CEI e o CNM temos um hiato de tempo de 63 anos ..., o que houve nesse periodo? Existia a prática de montanhismo em Niterói e arredores?

Em Niterói sempre houve atividade de tropas escoteiras em diversos bairros, o que sem dúvida, permitiu que a prática do montanhismo continuasse em nosso berço, sendo algo um pouco “naturalizado”, mas não com a alcunha de montanhismo, era simplesmente o hábito de frequentar nossas florestas e montanhas, mas infelizmente não como a ideia de um clube excursionista como conhecemos hoje me dia.

Os excursionistas da Capital vinham frequentar nossas montanhas que, de certa forma, eram pouco frequentadas, sendo que a primeira conquista de uma via de escalada em Niterói foi, parece, em 1956, batizada de “Artificial da Conquista”, na Agulha Guarish, na Serra da Tiririca. Tivemos também a “Chaminé Campelo” em 1956 no morro do Cantagalo, na Reserva Darcy Ribeiro (acho que agora, deve ser conhecida como Setor Darcy Ribeiro, do Parque Estadual da Serra da Tiririca) e o “Paredão Surpresa” em 1978, no Morro do Santo Inácio.

Na década de 70, houve cerca de 8 conquistas de vias, 13 conquistas na década de 80 e 10 até fins dos anos 90. Após este período, as rochas niteroienses testemunharam uma verdadeira febre de novas de vias de escaladas!

Mas voltando a idéia de Clubes de Montanhismo, em junho de 1989 houve a fundação do Grupo Caminhante Independente, por Gerhard  Sardo que, originalmente, almejava a ideia de um clube excursionista, tanto que em suas programações de atividades, o informativo do GCI constava um item curioso, que era “Influência Ideológica” onde elencava os nomes dos clubes de montanhismo cariocas. Houve também o Grupo Terra, mas de curta duração.

Em 1992 o GCI executou um projeto que foi, a seu modo, um marco na História das Montanhas de Niterói, a campanha SOS Montanhas de Niterói, quando foram realizados mutirões de limpeza em todos os topos e trilhas do município. Nesse momento, as pessoas que frequentavam as trilhas se deram conta de duas informações importantes: SIM, nós temos montanhas! E do quanto estavam degradadas nossas montanhas.

Infelizmente também em 1992 o GCI começou a enveredar o caminho do movimento de defesa ambiental, perdendo de forma irreversível sua ideia original, que era o de um clube de montanhismo. Mas essa iniciativa acabou rendendo frutos, e membros deste grupo fundaram: o Grupo Cauã de caminhadas; Grupo Sussuarana, de Jorge Antônio Lourenço Pontes e Flávio Siqueira, ambos de curta existencia no território fluminense; e o Projeto Ecoando, em 1994, de Cássio Garcez, que é um misto de empresa de ecoturismo e de um Clube Excursionista, que existe até hoje.

O ano de 1994 também foi marcado pela tragédia no montanhismo fluminense. Em 25 de setembro de 1994 um grupo do Clube Excursionista Brasileiro, em uma atividade de caminhada ao Morro do Cantagalo, foi atacado por um enxame de abelhas africanizadas, gerando o óbito de Herald Zerfas (guia) e Joaquim Afonso Braga. Herald era um montanhista apaixonado pelas montanhas de Niterói, onde realizava diversas caminhadas e escaladas, sempre com bom humor e um chapéu estilo tirolês.

Ao iniciarmos o novo milênio, o montanhismo em Niterói ressurgiu em sua forma mais organizada e, com o apoio da FEMERJ montanhistas organizaram, finalmente, o segundo clube de montanhismo de Niterói, o Clube Niteroiense de Montanhismo, que teve em sua primeira diretoria Gustavo Muniz (presidente), Alan Marra (vice-presidente), Nise Caldas (tesoureira), Jerônimo dos Santos (diretoria técnica) e Alex Figueiredo (diretoria de meio-ambiente).

Agora, nove anos se passaram desde a primeira reunião organizada por essas pessoas e, dessa forma, tivemos um período de diversas atividades, explorações e conquistas, mas principalmente, 9 anos se passaram de risos, aventuras e camaradagem, que nos deram muitas alegrias e histórias para contar.

domingo, 3 de março de 2013

Pracinha de Itacoatiara

Vias diversas

Data: 17/02/2013

PARTICIPANTES

Do CNM: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Eny Hertz, Alexandre Valadão, Alessandra Neves, Marcos Soares;

Da Companhia da Escalada: Vitor Pimenta, Bia Pimenta, Victor Ferreira e outros.

DICAS: Boulders, esportivas e muita sombra o dia inteiro

RELATO

A pracinha ficou lotada!!! Do Clube Niteroiense de Montanhismo foram 6, mais 4 da Companhia da Escalada, mais 4 amigos de amigos... Tinham +/- umas 22 pessoas lá!!!! Top rope para tudo que é lado. Era sair de um e entrar na fila do próximo. Todo mundo revezando nas cordas, na segurança, nos boulers. Uma tarde excelente.

Cheguei às 14:00h e a Eny, Alexandre e a Alessandra já estavam lá se arrumando. Depois chegou o Victor Ferreira e o Marcos Soares, esse último, do Clube. Fiz um aquecimento na fendinha, bem a direita do bloco da esquerda. Segui depois para a travessia, que fica no bloco da direita.

Foi montado top na fendinha, no grampo torto do bloco da esquerda, nas vias Tô na Merda, Pescoço de Ganso e em um grampo à direita do bloco da direita.

O Marcos havia me perguntado sobre a possibilidade de fazer a avaliação nesse final de semana, mas como já estava com duas atividades abertas, falei para ele que seria melhor marcarmos outro dia e aproveitei e o convidei ir à Pracinha. Apesar dele ainda não ter feito a avaliação, considerei que essa atividade não teria exposição a algum tipo de risco.

No mais, todos se divertiram e treinaram. Uns pela primeira vez, outros na enésima...