domingo, 22 de julho de 2012

Via A Linha Enígena - Morro do Tucum - Costão / Itacoatiara

Via A Linha Enígena – Vsup E2 40 metros
Conquistadores: Pablo Ximenes e Marcelo Viana
Data da conquista: 21/07/2008

Local: Face Oeste – Morro do Tucum (Costão) – Itacoatiara – Niterói RJ

Data: 07/07/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém
Material Utilizado: 8 costuras e corda de 60m

DICAS: A base fica a esquerda da Via do Tetinho, porém mais acima; bem protegida no crux; tomar cuidado com alguns blocos soltos no meio e no final da via;  para chegar a base, caminhar pelo costão a beira mar e subir acompanhando a matinha, mantendo a esquerda;  via exigente; se quiser, o participante pode dar segurança do primeiro grampo da via do Tetinho.

 


Foi bonito chegar e ver Itacoatiara assim!!! Céu aberto, mar parado e visibilidade fantástica da água. Mas hoje não seria mergulho, nem remada, iria escalar!!! Encontrei o Guilherme ainda no caminho, paramos para comprar água e tomar um café da manhã. Por serem curtas, estava pensando em fazer as três vias do local, Via A Linha Enígena, Via do Tetinho e Via Tetando Ramirez. Chegamos à praia dei uma olhada no visual e começamos a subir na direção do gramado. Fomos beirando o mar até contornar a matinha. Nunca tinha ido até base, mas sabia mais ou menos onde ficava.

Fui acompanhando para ver se achava os grampos, subimos um pouco até que os encontrei. dei uma olhado no croqui par me certificar de que era ali mesmo. Decidimos começar pela da esquerda, a Via  A Linha Enígena, um excelente Vsup, numa bonita linha. Acho que todas as vias do Costão tem linha bonita!!!!! A vista é fantástica.

Decidida a via, começamos a nos arrumar. Eu fiquei mais em cima e o Guilherme estava na direção do primeiro grampo da Via do Tetinho. De lá, ele se ensolterou e deu segurança dali mesmo. Como a via era curta, deixei a mochila na base e iniciei a escalada. Os primeiros lances foram tranquilos, estava certo de que seria fácil!!! A dificuldade foi aumentando e aí fui sentindo realmente a via. No terceiro grampo pra cima, os lances foram ficando mais técnicos. Os lances são em agarras, hora nos pés, hora nas mãos, foram poucos onde usei aderência.

Já quarto grampo, olhei para o alto e vi um pequeno diedro, o que facilitaria um pouco minha vida, visto que a próxima proteção estava bem acima. Subi usando a oposição, apesar de não confiar muito nessa grande laca. A sua esquerda um grande bloco solto pode rolar caso alguém se apoie. Mas chegar ali não é preciso. Logo acima, costurei o quinto grampo e veio mais um lance complicado, acho que era o crux. Demorei um pouco até entender as passadas. Nessa hora eu pensei: O que é que eu estou fazendo aqui!!! hehehe Agora é tarde!!! Pedi para o Guilherme segurar um pouco a corda para eu tomar um fôlego e toquei pra cima!!!!

Veio o sexto e o sétimo grampo, numa sequência de excelentes passadas, muito exigente!!! Cheguei a um pequeno platô onde dois buracos, um grande e um pequeno, ajudaram um pouco. Vi um grampo a esquerda, e fui na direção dele, coloquei a costura e vi a parada dupla. Ali, outro bloco solto que deve ser evitado. Mais uma subidinha e já estava nela. A vista é irada!!!! Apesar de ter subido em várias outras vias desta face, de cada local temos um ângulo diferente, sempre uma surpresa.

A água estava claríssima, alguns mergulhadores faziam caça bem próximo do costão. O sol, estava tão bom que nem lembrava dele. Esses dias de inverno são excelentes!!! Depois de apreciar um pouco a vista era hora de dar segurança ao Guilherme, a final de contas não estava sozinho. Hahahha

Perguntei para o Guilherme se daria para ele subir com sua corda, assim faríamos um único rapel. Ele a colocou na mochila e tocou pra cima. Teve um hora que não conseguia mais vê-lo. De vez em quando só ouvia o pedido para retesar, eu só pensava: “deve estar naquele lance f...” Quando ele chegou na altura dos buracos, foi hora de bater algumas fotos. Já na parada, dei uma triste notícia: “Cara, se você quiser guiar as outras vias, eu vou  participando, pra mim já deu!!!!” A minha triste notícia virou boa!!! Na hora foi até engraçado. Quando falei que iríamos fazer as três vias o Guilherme ainda pensou: “O cara tá f...” Cheio de gás”. Mas foi só fogo de palha!!!! Hahahehahehah

 Com as duas cordas para rapelar, seria mais rápido. Com o pescador duplo, as emendamos e rapelamos. Chegamos a base, guardamos o equipamento e pensamos fazer outro caminho de volta. Porém ficaria mais difícil que voltar por onde viemos. Não teve jeito. Voltamos contornando a matinha e logo estávamos na praia. Pensei até em dar um mergulho, mas o frio... Vai ter que ficar para a próxima!!!!

Valeu galera, até mais!!!!!

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