domingo, 24 de junho de 2012

Eslcalada na Urca - Via Vilma Arnaud

Vilma Arnaud – 4º V E2/E1 D2 185 metros

Local: Morro da Babilônia, Urca RJ

Data: 17/06/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Leonardo G Carmo

DICAS: A base da via fica após a Roda Viva; uma pedra deitada, forma um pequeno platô; a primeira proteção é uma chapeleta; na primeira enfiada a proteção é mais distante que as outras; existem parabolts sem chapeletas entre os grampos; na segunda enfiada, a proteção está bem próxima, nela o grau aumenta; possibilidade de rapelar por fora da via, usando duas cordas.

Depois de um final de semana de chuva, nada como olhar na previsão do tempo e ver que a probabilidade de chover no sábado seria de 0%!!!! Éramos em quatro, dois guias e dois participantes: Eu, Guilherme , Leonardo e Luiz, respectivamente. Dei uma olhada no croqui e sugeri entrar na Vilma Arnaud e IV Centenário, lá no Babilônia. São duas vias que tem a mesma graduação, vão seguindo quase paralelas e terminam muito próximas uma da outra.

Chegamos cedo à Urca. Encontramos o mestre David, esperando dois alunos e trocamos um idéia. Na portaria, vimos que já tinha uma cordada na IV Centenário. Não mudamos os nossos planos e caminhamos até a base. Lá, eu e Leonardo, ficamos na Vilma Arnaud e  Guilherme e Luiz foram até a IV Centenário, onde estavam dois escaladores se preparando para subir. Eles aguardariam um pouco e subiriam logo depois. Me arrumei, repassamos a corda, dei a última olhada no croqui e comecei a escalar. Pararia, na segunda parada dupla, depois de 10 costuras.

O começo foi tranquilo. Fui costurando e percebi que existiam alguns parabolts entre os grampos. Isso me confundiu um pouco, não sabia se os contava ou os pulava. Porém, como os lances estavam relativamente tranquilos, continuei subido.  Passei pela primeira parada dupla e depois alcancei a segunda. Esse começo seria um aquecimento para o resto da via, pensei... Quando cheguei a primeira parada, vi que o Guilherme começava a iniciar sua subida. A cordada da frente demorou um pouco para subir. Nessa hora, avisei ao Leonardo par subir. Ele se preparou e começou a limpar a via. Veio subindo devagar. Em alguns lances lembrava para ele “testar os lances”, coisas que o participante tem que aproveitar... E assim ele fez...

Quando chegou a parada, percebi que ele estava esgotado. O sol não era tão forte, mas dormir tarde... Isso sim acaba com qualquer um. Acho que a próxima enfiada, por ser mais difícil, aliada a saída que era bem vertical, o fez desistir. Pensei: “vou fazer a próxima enfiada e depois rapelo até onde ele está.” Beleza, comecei a subir.

Na saída, costurei logo a chapeleta, com receio da queda. Ela é baixa, duas passas e logo está nela. Costurada, fui mais tranquilo até o segundo grampo. Apesar de vertical, existem boas agarras, o que torna o lance não muito complicado. Continuei subindo e pelo que já tinha lido no guia, viria alguns lances de V, com pequenas agarras. Fui subindo com precisão. Além de pequenas agarras, era uma parte com muitos cristais, o que tornou a parede muito lisa e escorregadia em alguns lances. Apesar da dificuldade, os lances são bem protegidos, o que torna a escalada bem tranquila. Senti o grau bem constante nesses lances. Fui subindo até a parada, quando puxei a corda para repelar.

Quando estava descendo, ouvi um barulho e logo olhei para a cordada do Guilherme. Só vi o cara rolando parede abaixo. Bateu no Luiz que lhe dava segurança e continuou caindo, até que só o ouvi gritando: “SEGURA, SEGURA, SEGURA”. Foi tão rápido que nem deu tempo de pensar em nada. Assim que ele parou de cair, já levantou. Então vi que estava tudo bem. Fiquei mais despreocupado. Nessa hora, comecei pensar em um monte de coisas. Como que ele havia caído, por que será que ele desceu tanto, etc.

Cheguei a parada onde meu irmão estava e continuei a observar o Luiz e o Guilherme. Eles começaram a rapelar. Também nos preparamos e começamos a descer. Quando chegamos à base, entendi o que havia acontecido.

O Guilherme caiu quando foi costurar o primeiro grampo após a primeira parada, ocasionando uma queda fator 2. Quando a corda deu o baque, puxou a mão do Luiz, esfolando os dedos no atc e na corda. O Guilherme ainda desceu mais um pouco e depois dos gritos de “segura”, o Luiz prendeu a corda. O Guilherme ralou os dedos da parte de fora da mão e o ombro na queda. Foi aí que lembrei de alguns procedimentos bem simples que poderiam ter minimizado o impacto da queda. Mas isso aí vai ficar para uma outra postagem...


Fotos






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Homem sem pernas chega ao cume do Kilimanjaro

E você ainda reclama da vida...


Homem sem pernas chega ao cume do Kilimanjaro



O canadense Spencer West, 31 anos, subiu recentemente o Monte Kilimanjaro (5.895 metros), o maior pico da África.  Anualmente, cerca de 35.000 pessoas tentam chegar ao cume da montanha, localizada no norte da Tanzânia, mas muitas delas não têm sucesso na expedição devido ao ar rarefeito. Mas o fato inusitado não gira em torno da dificuldade de se chegar ao topo do continente africano. A curiosidade fica por conta do aventureiro do Canadá.

Desde os cinco anos de idade, Spencer West não possui as suas duas pernas, devido a um problema genético. Mas isso nunca foi um motivo para ele se esquivar das dificuldades. Além de querer inspirar os outros a alcançar o impossível, West desafiou o Monte Kilimanjaro por uma causa muito nobre: o canadense arrecadou a partir da expedição 500 mil dos 750 mil dólares necessários para construir um sistema de água potável para cerca de 20.000 quenianos.

Apesar de quando criança os médicos relatarem que West deveria se restringir a atividades como leitura e escrita, os pais do então menino de três anos amputado na altura do joelho nunca deixaram esse fato desanimar seu filho. O canadense ainda passou por outra amputação aos cinco, esta na altura da pélvis. No entanto, a partir de trabalhos de fortalecimento muscular, Spencer há anos consegue se locomover utilizando as mãos como os pés. Aliás, o canadense anda com tanta facilidade que correr não é nenhum problema para ele.

A expedição no Monte Kilimanjaro durou sete dias e contou com uma equipe de 50 pessoas, a qual deu suporte a Spencer para realizar com sucesso o desafio, o qual pode ser feito todo caminhando. O Kilimanjaro está na lista dos sete cumes do mundo e é alvo constante de aventureiros na busca por alcançar o topo das sete maiores montanhas da Terra.

Confira abaixo outras fotos da expedição de Spencer West no topo da África:





Criação do Parque Estadual da Pedra Selada

Mais uma notícia encaminhada à lista de discussão da FEMERJ(femerj@yahoogrupo.com.br), falando sobre a criação de mais um parque estadual, o da PEDRA SELADA.

Por André Ilha.
Reproduzido na íntegra.
"Caros e caras,

É com grande satisfação que informo que foi publicado hoje no Diário Oficial o decreto criando o Parque Estadual da Pedra Selada, com pouco mais de 8.000 hectares, na Serra da Mantiqueira, mais precisamente no município de Resende, com uma lasquinha em Itatiaia.

O novo parque forma um corredor ecológico com o PNI e quatro RPPNs, e é a primeira unidade de conservação estadual do RJ na Mantiqueira. Ele abriga uma vasta extensão de floresta estacional em ótimo estado de conservação, um pouco de campos de altitute, e tem em seu centro, claro, o belíssimo conjunto da Pedra Selada, destino consolidade de caminhadas e escaladas em rocha. O parque foi pedido siimultaneamente por ambientalistas e pelo setor turístico daquela região, que assim reforça a nossa proposta de aproximação entre meio ambiente e turismo, de forma a tornar nossos parques mais conhecidos, valorizados e defendidos.

A pedido da prefeitura de Resende foi incluída, no parque, uma área pública no chamado "Lote 10", de Visconde de Mauá, para deter o avanço das ocupações irregulares ali.

Com isso, passamos de 200.000 hectares incluídos em unidades de conservação de proteção integral - parques, reservas biológicas e estações ecológicas - um aumento de cerca de 72% em relação à área protegidas por tais unidades no início deste governo, o que é um índice fantástico sob qualquer ponto de vista.

Aproveito a oportunidade para informar que nos últimos 30 dias começaram as obras de construção do complexo da sede (sede, centro de visitantes, alojamentos de guarda-parques e de pesquisadores e residência funcional do chefe da unidade) da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba, em São Francisco de Itabapoana; e de reforma e ampliação das sedes do Parque Estadual da Ilha Grande, na Vila do Abraão, e da Reserva Biológica da Paraia do Sul, na Praia do Aventureiro, ambas na Ilha Grande. Quando estiverem prontas, convidaremos todos a conhecê-las.

Abraços,

André"


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Criação da Unidade de Policiamento Ambiental do Rio de Janeiro - UPAm

Segue nota enviada pelo André Ilha à lista de discussão da FEMERJ (femerj@yahoogrupos.com.br) sobre a criação da UNIDADE DE POLICIAMENTO AMBIENTAL - UPAm.

Reproduzido na íntegra.

"Caros e caras,

Além da criação do Parque Estadual da Pedra Selada, o Diário Oficial do RJ de hoje trouxe outro importante avanço: a transformação do antigo Batalhão de Polícia Ambiental e Meio Ambiente (BPFMA), que ficava numa posição muito subalterna no organograma da PMERJ, no Comando de Polícia Ambiental, vinculado dirtamente ao Estado-Maior da PM do Rio de Janeiro, e ao qual ficarão vinculadas as UPAm - Unidades de Polícia Ambiental, cuja estrutura administrativa segue o bem-sucedido projeto das UPPs.

As UPAm:

1) serão instaladas, paulatinamente, em TODAS as unidades de conservação de proteção integral (parques, reservas biológicas e estações ecológicas) estaduais, o que significa que as teremos de norte a sul do estado;

2) terão um efetivo mínimo de 20 policiais a serem comandados por um oficial de patente intermediária (capitão ou, no mínimo, tenente);

3) atuarão preferencialmente nestas UC e em sua zona de amortecimento, mas seu efetivo poderá ser programado para agir em outras áreas próximas, inclusive nas UCs federais, municipais e RPPN; e

4) terão suporte constante do Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, para fazer a coisa como deve ser feita: identificar quais são as quadrilhas de caçadores, palmiteiros, madeireiros, passarinheiros etc. para tentar desarticulá-las, sem o que teríamos apenas uma mera redistribuição de contingente, sem a perspectiva de resultados mais concretos.

Isso significará um reforço extraordinário para os nossos chefes de UC, que passarão a contar com um poder coercitivo contra infratores e criminosos de que não dispunham antes. Importante destacar que as funções dos policiais ambientais (que ganharão gratificação paga pelo INEA igual à dos policiais das UPP, que é bancada pela prefeitura do Rio) NÃO se confunde com a dos guarda-parques: guarda-parque, que trabalha desarmado, é para promover o ordenamento do uso público nas UC estaduais, fiscalizar e reprimir INFRAÇÕES administrativas ambientais, manejar trilhas e outros ambientes naturais em nossos parques e reservas e prevenir e combater incêndios florestais. Já os policiais reprimirão os CRIMES ambientais em todas as suas formas, e darão suporte, quando necessário, às operações dos nossos servidores.

O tempo dirá se a experiência será exitosa ou não, mas nossa expectativa é que isto significará um enorme salto qualitativo no combate aos crimes ambientais em nossos parques e reservas e em todo o restante do estado, até porque o Comando de Polícia Ambiental disporá de uma força extra para continuar o trabalho de repressão a baloeiros, tráfico de animais, areais clandestinos etc. etc. Isso desmente categoricamente os rumores de que a Secretaria de Segurança estaria "desmantelando" o BPFMA; na verdade, ele será requalificado, embora num primeiro momento alguns postos de baixo retorno em termos de resultados estejam de fato sendo desativados por medida de economia, mas é uma situação transitória.

Só poderá haver UPAM onde tivermos um imóvel disponível para alojá-la, e por esta razão o projeto começará em apenas cinco unidades: Parques Estaduais da Ilha Grande, Desengano, Pedra Branca, Serra da Tiririca e Reserva Ecológica da Juatinga.

Estamos trabalhando neste projeto há muito tempo, mas agora finalmente aconteceu, e até o final do ano estas primeiras já deverão estar funcionando, após os imóveis disponíveis serem adaptados e móveis, utensílios, equipamentos etc. serem adquiridos.

Abraços,

André"

domingo, 17 de junho de 2012

Exposição fotográfica "A Terra vista do Céu"

Fui à exposição e indico!!!!


O meio ambiente visto por um ângulo diferente. Esse é o foco da exposição “A Terra vista do Céu” do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, que chega pela primeira vez ao Brasil.

Através de 130 imagens de grandes dimensões, a mostra convida o público do Rio de Janeiro a admirar a beleza e pensar sobre a fragilidade do nosso Planeta, propondo uma reflexão sobre sua evolução 20 anos após a realização da “Eco 92”, que desencadeou o trabalho do fotógrafo.

Às vésperas do evento “Rio+20”, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a exposição funcionará como um prelúdio da cidade ao evento, contribuindo de forma lúdica e crítica para o debate de temas tão fundamentais.

O projeto também realiza uma grande ação de educação ambiental envolvendo escolas da rede municipal, além de exibições populares do documentário “Home – Nosso planeta, nossa casa”.

O inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da exposição "A Terra vista do Céu" será realizado pela Voltalia Energia do Brasil. As emissões relativas ao evento serão compensadas através de um projeto de restauração florestal na bacia hidrográfica do rio São João, no âmbito do projeto "Corredores Florestais" da Associação Mico Leão Dourado http://www.micoleao.org.br/

Visitas Guiadas
Segunda a sexta - 10h  às 11h | 13h às 14h | 15h às 16h | 17h30min às 18h30min
Sábados e domingos - 11 às 12h | 15h às 16h

Horário da exposição

O horário do Centro de Visitantes e dos monitores é de 9h às 19h em dias úteis
e de 10h às 18h aos finais de semana.

A iluminação dos expositores ficará acesa diariamente até às 23h.

Foi difícil escolher... Segue abaixo algumas dessas belas imagens. Para ver todas as fotos, vistite o site oficial: http://terravistadoceu.com/

VILAREJO DE KOH PANNYI NA BAÍA DE PHANG NGA, TAILÂNDIA
Banhado pelo mar de Andaman, o litoral do sudoeste da Tailândia apresenta uma sucessão de baías com inúmeras ilhas, dentre elas a turística Phuket. A baía de Phang Nga é formada pelo derretimento do gelo ocorrido há 18.000 anos. A elevação das águas submergiu as áridas montanhas calcárias, só deixando de fora os cumes, atualmente cobertos de vegetação tropical. Transformado em parque marinho em 1981, a baía abriga o vilarejo sobre pilotis de Koh Pannyi, construído há dois séculos por pescadores mulçumanos de origem malásia. À atividade tradicional de pesca se junta o turismo. O vilarejo é um local muito procurado por turistas. Até 3.000 pessoas desembarcam a cada dia na hora do almoço. À noite, restaurantes e lojas de souvenirs fecham e o vilarejo de pescadores retoma sua tranquilidade. Protegido por sua configuração, o fundo da baía sofreu muito menos com o tsunami de 26 de dezembro de 2004 do que os locais vizinhos. Em 2011, a Tailândia recebeu 19,1 milhões de turistas estrangeiros, quase 2 vezes mais do que há 10 anos.



CORAÇÃO DE VOH EM 1990, NOVA CALEDÔNIA, FRANÇA
O manguezal, floresta semiterrestre e semiaquática, desenvolve-se nos solos lodosos tropicais expostos às alternâncias de marés. Constituído por diversas plantas halófitas (capazes de viver em solos salgados), com uma predominância de mangues, ele reveste quase 1/4 dos litorais tropicais e cobre cerca de 15 milhões de hectares no mundo. Esse meio frágil recua continuamente diante da excessiva exploração de recursos, da expansão agrícola e urbana, do desenvolvimento das criações de camarões e da poluição. Contudo, o manguezal ainda é indispensável à fauna marinha e ao equilíbrio do litoral, assim como à economia local. A Nova Caledônia, conjunto de ilhas do Pacífico que cobre 18.575km2, conta com 200km2 de um manguezal bastante baixo (8 a 10m de altura) mas muito denso, principalmente na costa oeste da Grande-Terre, ilha mais importante do arquipélago neocaledônio. No interior das terras, onde a água marinha só penetra no momento das grandes marés, a vegetação cede lugar a extensões nuas e extremamente salgadas chamadas tanne, como perto da localidade de Voh, onde a natureza desenhou essa clareira em forma de coração estilizado.



GELEIRA PERITO MORENO, PROVÍNCIA DE SANTA CRUZ, ARGENTINA
No sul da Patagônia, perto da fronteira chilena, o parque nacional de Los Glaciares, criado em 1937, foi inscrito em 1981 na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Esse espaço abriga 47 geleiras oriundas da calota de gelo continental da Patagônia, a maior do mundo após as da Antártica e do Ártico. Com uma largura frontal de 4km e uma altura de 60m, Perito Moreno se estende por 52km e avança sobre um dos braços do lago argentino, levando em sua descida destroços de rocha arrancados das encostas das montanhas. Periodicamente, na confluência dos dois braços do lago, a geleira interrompe o fluxo da água, e a pressão crescente sobre a barreira de gelo acaba por rompê-la, produzindo uma detonação que pode ser ouvida a muitos quilômetros do local. O fenômeno, que ocorreu 16 vezes no século XX, aconteceu novamente em julho de 2008, em pleno inverno austral. As geleiras e as calotas polares representam 9% das terrasemersas do globo. O aquecimento do planeta, em parte ligado às atividades humanas, por meio do derretimento do gelo e sobretudo pela dilatação da água sob o calor, pode elevar o nível dos oceanos em 50cm em média antes do final do século XXI e inundar litorais férteis e habitados.




VULCÃO DE RANO KAU NO PARQUE NACIONAL DE RAPA NUI, ILHA DE PÁSCOA, CHILESituado a sudoeste da ilha, esse vulcão teve sua última erupção há cerca de 150.000 a 210.000 anos. Os ataques do oceano Pacífico entalharam altas falésias, transformando o vulcão numa espécie de cidadela. É lá, 250m acima do oceano, nos lábios da caldeira, que os pascoenses, habitantes originais da ilha, construíram um vilarejo cujas marcas ainda são visíveis. Batizado de Orongo, ele era o lugar de cerimônias e de iniciações ligadas ao culto do homem-pássaro. Esse culto, que sucedeu ao das estátuas gigantes, foi encerrado nos anos 1860, quando praticamente toda a população da ilha foi deportada e reduzida à condição de escravos ou arrasada por doenças importadas pelas tripulações dos navios e pelos missionários. A cristianização dos sobreviventes deu o golpe de misericórdia nessa cultura polinésia que tinha inventado uma escrita, o rongo-rongo, que hoje ninguém mais sabe decifrar. Reduzida a 200 habitantes no fim do século XIX, a população que vive de forma permanente na ilha chega a cerca de 4.000 pessoas nesse início de século XXI, com a chegada de novos habitantes. O turismo (mais de 50.000 visitantes por ano) traz novas ameaças para essa ilha, inscrita desde 1995 na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.



O CORCOVADO NO ALTO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, BRASIL
Situada num pico rochoso a 704m chamado Corcovado, a estátua do Cristo Redentor se projeta sobre a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, promovendo uma visão privilegiada da cidade do Rio de Janeiro. A cidade deve seu nome a um equívoco dos primeiros navegadores portugueses, que jogaram âncora na baía, em janeiro de 1502, pois pensando ter entrado no estuário de um grande rio, ou – outra hipótese – a uma transcrição errada de ria (sinônimo de baía). Capital do Brasil de 1763 a 1960, e até capital de Portugal entre 1808 e 1821, o Rio de Janeiro tornou-se hoje uma megalópole que se estende por 50km e abriga mais de 11 milhões de habitantes. Ser a sede da final da Copa do Mundo de 2014 e organizar os Jogos Olímpicos em 2016 irá reforçar a notoriedade da cidade cujo nome se manteve ligado à Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento, mais conhecida sob os nomes de Cúpula da Terra / ECO-92, em junho de 1992. Mas Rio e São Paulo, a maior cidade do país e sua capital econômica, podem, daqui a 20 anos, formar uma só área urbana que os geógrafos designam de megalópole. As duas metrópoles e suas cidades-satélites já agrupam 42 milhões de habitantes, ou seja, 23% da população brasileira.



ILHA ARTIFICIAL PALMEIRA JUMEIRAH, DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Há 50 anos, Dubai tinha algumas casas de adobe, um mercado e um porto acessível aos boutres (pequenos barcos árabes à vela) que navegavam pelo golfo Pérsico e pelo mar de Omã. Enriquecido graças ao petróleo dos emirados vizinhos, esse Estado orientou sua economia para o turismo e se lançou num programa de construção de ilhas artificiais. Em forma de palmeira, Palm Jumeirah é a menor das três ilhas sendo preparadas. Um semicírculo de 11 km é ligado à extremidade da palmeira por um túnel submarino. Esse semicírculo, que acolhe palácios e hoteis de luxo, cerca uma gigantesca palmeira de areia composta de um tronco de 2km, ligado ao continente por uma ponte a partir da qual se abrem 17 palmeiras destinadas às casas. Começado em 2001, esse canteiro custou quase 12 bilhões de dólares, e hoje está quase terminado apesar da crise financeira que em 2009 quase levou os Emirados à falência. Quase 94 milhões de metros cúbicos de areia foram drenados do fundo do mar para criar a ilha, e 40.000 pessoas participaram da sua realização. Essa proeza técnica, realizada graças ao trabalho de engenheiros holandeses especializados na construção na água, não teria sido possível sem o emprego em massa de uma mão de obra “importada”. Dubai conta com 1,8 milhão de habitantes, dos quais 80% são trabalhadores imigrantes e mal pagos. Nessa cidade-Estado não democrática, onde os sindicatos são proibidos, e mais ainda nos Emirados Árabes Unidos, as condições de trabalho são qualificadas de “sub-humanas” pela associação Human Rights Watch.

sábado, 9 de junho de 2012

Mergulho em cavernas desconhecidas na Rússia

Segue notícia interessante sobre mergulho em caverna. Sem contar as fotos: Sensacionais!!!!!
Impressionantes fotos submarinas mostram labirinto de cavernas desconhecidas na Rússia

Publicado em 5 de junho de 2012 por Dive Bay Brasil

Um mergulhador desliza através de uma lagoa de cristal azul sob um dossel de estrelas de tirar o fôlego. Em outra foto outro mergulhador examina uma parede de musgo verde brilhante, iluminado por uma lâmpada subaquática. Estas maravilhosas fotografias foram tiradas pelo fotógrafo da National Geographic Victor Lyagushkin que acompanhou uma equipe de mergulhadores para explorar uma rede de cavernas subaquáticas. Tiradas no Lago Azul, perto das montanhas do Cáucaso na Rússia, estas cenas incríveis foram capturadas pela câmera, repletas de sensibilidade sobre esse único ambiente.



O apneísta desliza através de uma lagoa de cristal, debaixo de uma árvore no Lago Azul na Rússia.


Um mergulhador examina uma parede de musgo verde brilhante iluminado por uma lâmpada subaquática.

O lago possui 770 metros de comprimento, 400 metros de largura e 800 pés de profundidade, o Lago Azul é atualmente considerado um dos mais profundos lagos do mundo, chamado de lago Karsk na Rússia. É praticamente intocado e espera-se que essas maravilhosas fotografias chamem a atenção dos cientistas para pesquisar esse ambiente único.

O Lago Azul está situado a uma altitude de 800 metros e é cercada por montanhas “, disse Lyagushkin. .O céu é claro e aberto e não possui a luz difusa de cidades próximas. “Eu vim com a idéia de fazer uma tentativa que vai combinar o meu amor por estrelas cadentes e fotografia subaquática.

Esses tipos de lago são geralmente formados a partir de rocha calcária que sofre erosão pela água. “Mergulhadores russos tentaram localizar no sistema, a fonte de água do sistema mais profundo de caverna submarina do mundo”, disse ele. “Tais mergulhos complicados e profundos precisa de uma grande equipe de mergulhadores treinados e experientes, que trabalham juntos como um único homem.

O perigo é que não foi explorado tudo ainda. – não sabemos quase nada sobre a caverna.“O objetivo do projeto era fazer com que os cientistas prestem atenção a este lago e comecem a pesquisá-lo. Queríamos que as pessoas compreendessem que esta não é uma poça gigante, mas um desconhecido e maravilhoso mundo sob a água “, disse Lyagushkin.




Um mergulhador se depara com uma árvore praticamente intocada no sistema de cavernas submarinas.



Uma mulher usa debaixo d’água um vestido preto e um pano amarelo na cabeça, complementando a parede de verde musgo.







Mais informações: http://www.underwatertimes.com/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Exposição de Fotografia Sub - Centro Cultural dos Correios

Eu fui e indico. Excelente exposição, fotos sensacionais. Não vão se arrepender!!!! O filme deve ser excelente, aguardo ansioso.

Leandro do Carmo 

 

Exposição no Rio mostra imagens raras do fundo do mar

Mostra no Centro Cultural Correios esta aberta desde o dia 17 maio e ficará até o dia1º de julho.
As 35 fotos foram feitas por equipe de filme que ganhou o 'Oscar francês'.

 Do G1 em São Paulo

Imagem da exposição 'Oceanos', que traz imagens inéditas do fundo do mar e abre no Centro Cultural Correios, no Rio, em 17 de maio de 2012 (Foto: Richard Herrmann ) 
Foto da exposição 'Oceanos', que traz imagens inéditas do fundo do mar (Foto: Richard Herrmann )
Com imagens captadas pela mesma equipe responsável pelo documentário "Océans" - ganhador do César, "o Oscar francês", de melhor documentário em 2011 -, a exposição "Oceanos" está aberta parade para visitação desde 17 de maio, no Centro Cultural Correios, no Rio. Até 1º de julho, ficam à mostra no espaço 35 fotos. De acordo com a assessoria de imprensa, a inciativa pretende "contribuir para a conscientização ambiental por ocasião da Rio+20". Trata-se da conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, que acontece entre 13 e 22 de junho na mesma cidade.

Digirido por Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, e coproduzido pela Disneynature, "Océans" partiu da ideia de "ser peixe entre os peixes", explica o texto de divulgação de "Oceanos". "A equipe de Perrin e Cluzaud chegou a construir três tipos de câmeras inéditas, a fim de poder circular naturalmente entre os habitantes dos cinco oceanos da Terra."

Na exposição, chamam a atenção as imagens de animais raros, caso de exemplar ancestral da iguana marinha, descrita como "um lagarto passeando embaixo da água". O material de imprensa explica que as iguanas "voltaram ao mar para obter o alimento que as ilhas Galápagos, quase desertas, não ofereciam a eles".

Já o elefante marinho da ilha de Guadalupe destaca-se pela grande proximidade da câmera, enquanto "o peixe shrek [...] é munido de monstruosos tumores que incham seu crânio e seu queixo". Segundo a nota, as mudanças surgem conforme o animal envelhece: "a jovem fêmea 'elegante' se transforma em 'macho velho', ou seja, o peixe nasce fêmea e morre macho".

O texto cita ainda uma imagem, captada no sul da Austrália, em que aparecem milhares caranguejos juntos: eles estão ali para a mudança de pele, e chegam a cobrir o fundo do mar até uma altura de um metro. “Últimas testemunhas de uma riqueza acabada, essas indescritíveis abundâncias eram comuns antes do homem industrial”, observa Perrin, codiretor de "Océans", na nota.

“E elas nos lembram que a ‘amnésia ecológica’ está nos atingindo, pois cada um considera a natureza que descobre em sua infância como original. Assim, de geração em geração, aceitamos o inaceitável empobrecimento, pois não podemos medir a extensão global do desastre.”

Exposição Oceanos
Onde: Centro Cultural Correios (Av. Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio).
Quando: de 17 maio a 1° de julho (terça a domingo, das 12h às 19h).
Quanto: entrada franca
Classificação: livre
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/05/exposicao-no-rio-vai-mostrar-imagens-raras-do-fundo-do-mar.html

 

 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Escalada no Bananal - Itacoatiara - Parque Estadual da Serra da Tiririca

Vias do Bananal – Diversas – Campo Escola Helmut Heske

Local: Bananal – Itacoatiara- Parque Estadual da Serra da Tiririca

Data: 02/06/2012
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém e Luiz Gabriel

DICAS: Várias vias em top rope; verificar estado de conservação dos grampos

O tempo estava ótimo, mas foi só o final de semana se aproximar, que as nuvens foram aparecendo. No final de semana passado, tentamos organizar uma invasão ao Costão, mas sem sucesso. A chuva implacável interromperam nossos planos. Fiquei com medo de também não conseguir fazer nada nesse final de semana. Recebi algumas ligações de pessoas interessadas em escalar conosco, mas a minha resposta era sempre a mesma: “se o tempo deixar... me ligue amanhã de manhã para confirmar”.

Para piorar, na sexta, por volta das nove da noite, caiu uma chuva, que desanimaria até mesmo os mais otimistas!!!! Mas sou brasileiro!!!! Então, no sábado, às sete da manhã, já estava de pé. O tempo havia melhorado, abri a janela e me empolguei. Comecei a arrumar as coisas. O Guilherme ligou e falei com ele que já saindo. Me atrasei um pouco, pois tive que colocar meu filho para dormir. O Luiz me ligou e queria saber se estava tudo certo. Ele ainda estava no Rio, mas a caminho. Como ele conhecia o local, marquei com ele direto Bananal.

E assim fomos, demos uma pequena parada para o café da manhã e partimos para Itacoatiara, que por sinal estava linda com o mar agitado. Chegamos a entrada o parque, assinamos o termo de compromisso e começamos a trilha. O caminho bem molhado devido a chuva da noite anterior. Chegamos rápido ao Bananal. O tempo estava agradável. O sol aparecendo entre as nuvens deu uma esquentada, mas nada de mais. Subimos o primeiro bloco e decidimos onde montar os tops. O primeiro foi na primeira ponta, à esquerda, onde no alto tem um grampo. Preparei o top rope e desci para dar uma analisada na linha que pretendia fazer.

Preparei minha câmera nova, queria fazer outros ângulos com ela montada no capacete. O Guilherme subiu primeiro. Em top rope tem mais liberdade. Dá para  tentar lances e movimentos que talvez não se tentaria em outras situações. Chegou a crux, tentou e queda. Foi a minha vez, o começo é tranquilo, lá no alto, tem um negativo que exige bastante dos braços e dedos. Não deu... Queda também!!! Cada um tentou mais duas vezes e nada. Cheguei até a avançar uma passada, mas sem sucesso de chegar ao cume.

Para relaxar, fui pelo lado esquerdo da aresta. Mais fácil, porém bem técnica. A mão esquerda entalada numa fenda, ajuda a vencer um lance. Nessa via, a coisa foi mais fácil. Voltei até a base e o Guilherme, insistente, foi de novo. Subiu e quando estava quase lá...  toma!!! Foi tão forte, que subi uns dois metros do chão e ainda queimei a mão. Em compensação, ele veio parar na metade da via, pura adrenalina!!!!

Depois dessa, resolvemos mudar de via, fomos mais para a esquerda. Depois de lavar a mão que ardia, montei o top em outro grampo. Era uma linha mais suave, o crux um pouco mais com aderência. Enquanto montava, o Luiz apareceu, pensei que ele não viria mais.

Descemos até a base e dessa vez, fui o primeiro a subir. O começo é tranquilo, exceto por um cacto, que se der mole, ele fura suas costas. Essa linha é boa, tem oposição, aderência e um lance tipo boulder no final, onde tem que usar força e técnica. Todos completaram duas vezes a via e fomos para a terceira. Essa, virada para o mar. Já havia tentado subir antes, queria me livrar do cacto, mas sem sucesso. Montei o top junto com o Luiz e ele desceu rapelando. Não deu para tentarmos a via, a corda não corria. Tem uma barriga que dá muito atrito. Tem umas marcas na parede onde mostra que os grampos foram retirados, acho que devido a grande ação da maresia e por segurança, alguém resolveu tirá-los.

Abortamos o top naquela parede e como já era 13:30, resolvemos para por ali. Na próxima, montaremos o top com uma fita ou solteira maior, assim os mosquetões ficarão abaixo da barriga. A linha é bem interessante, muito vertical e técnica. Essa via ficar para a próxima.
Então galera, até a próxima!!!!


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