terça-feira, 24 de abril de 2012

Escalada - Via Paredão Itacoatiara - Costão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara – 3º IVsup E2 D2 230metros

Local: Costão – Face Oeste - Itacoatiara

Data: 21/04/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém.

DICAS: A via está a direita da Paredão Uma Mão Lava a Outra; no final da primeira enfiada dá para ver uma grande laca; o crux está na primeira enfiada; a partir da segunda enfiada, alguns grampos são de difícil localização; muita diagonal; uma diagonal com inclinação para baixo na segunda enfiada; treinar comunicação, por vezes o guia não vê o participante; segurança de corpo no final da via.

Foram 42 dias sem escalar!!! Literalmente fora de forma!!!! Mas tínhamos que voltar... Na face Oeste do Costão, só faltavam a Paredão Itacoatiara e a via Olha lá. Preferimos fazer a Paredão Itacoatiara por se tratar de uma via clássica e com lances muito mais variados. Tem diagonal, uma horizontal que na verdade é uma diagonal com uma pequena inclinação para baixo e o crux de IVsup.

Marcamos às 06:30 da manhã no Costão de Itacoatiara. Fomos caminhando até a base da via. Ela fica mais ou menos no meio do alto da grande mata no Costão, já na direção do mar. Chegando lá, nos arrumamos e falei com o Guilherme que ele podia guiar a primeira enfiada. Na hora eu não falei (quando o Guilherme ler isso, vai rir pra caramba), mas não queria guiar a primeira enfiada, deixei a furada do crux para ele!!!! Um tempão sem escalar... hahahhehahahehahee

Decidido quem guiaria, começamos a escalada. O Guilherme foi guiando tranquilo, costurou os grampos até a grande laca, onde tem o crux. Usou o braço e foi subindo. Deu uma escorregada, mas segurou forte e venceu o lance. Montou a primeira parada no 5º grampo acima da grande laca e logo depois iniciei a minha escalada.

Participando, tentei começar por um lance mais difícil, dei uma escorregada e resolvi seguir pela linha da via. Fui subindo sem dificuldade até chegar a grande laca. Passei à esquerda dela, usando a oposição. Chegando à primeira parada já estava de volta ao mundo da escalada. Aquele começo fiquei um pouco travado, mas consegui superar, era preciso tirar a ferrugem!!!!!

Me preparei, dei uma olhada no croqui, vi que pararia no 6º grampo. Comecei a guiar a segunda enfiada. Uma diagonal à esquerda e para cima, assim foram os primeiros lances. Fui subindo até que comecei a descer numa diagonal para a esquerda, desescalando em alguns lances para manter a linha da via. Por vezes os grampos estavam tão escondidos que era preciso dar mais algumas passadas no escuro para encontrá-los. Cruzei a via Paredão Uma Mão Lava a Outra e tive a certeza que estava no caminho certo. Fui chegando bem devagar. Achei que fosse ser mais tranquilo que a primeira enfiada, mas me enganei... Aqui também é puxado!!!!!! Diagonal, horizontal... Uns gostam, outros odeiam... Cheguei ao sexto grampo e montei a segunda parada. Já não via mais o Guilherme. Foi a hora dele escalar. Veio reclamando até a parada!!!! Hehahehaheha

Bebemos uma água e foi a vez do Guilherme guiar a terceira enfiada. Foi subindo, também sem dificuldade. Por ter lances mais fáceis, a grampeação é mais distante, o que dificulta ainda mais a visualização dos grampos. Numa hora escutei: PEEEEDRAAAA!!!! Nem olhei para cima, encostei o corpo na rocha, só que minha perna estava um pouco para o lado, com a corda enrolada. E não que a pedra foi certinho no meu joelho!!!! Ainda bem que era uma pedra pequena, só deu um pequeno corte... um pouquinho de sangue e nada mais. Se fosse uma maior.... O Guilherme gritou: QUANTO DE CORDA???? E eu respondi que faltavam uns dez metros. O suficiente para chegar ao próximo grampo. Ele montou a terceira parada e iniciei a escalada.

Subi bem tranquilo e o Guilherme me perguntou se eu achava algum grampo, pois nas nossas contas ele deveria ter parado no 4º, mas teve que dar um esticão muito grande e ele achou muito estranho. Fui olhando e vi um bem escondido na vegetação. Ele passou batido, mas tinha sobra de corda e deu para fazer a parada um pouco mais acima, no 5º. Como o sol ficou entre as nuvens, nem lembrava dele. Escalar nessas condições é uma beleza!!!! Cheguei a terceira parada e comecei a guiar a quarta enfiada. Uma diagonal para a direita, onde cruza, novamente,  a via Paredão Uma Mão Lava a Outra. Mais alguns grampos e montei a parada no 4º, a esquerda do lance de IIIsup. Avisei ao Guilherme para subir. Ele veio tranquilo e chegou rapidamente. Dali para cima, faltavam dois grampos, mais uma pequena subida até o cume, que foi guiada pelo Guilherme. Lá no cume, ele fez segurança de corpo e fui subindo. Quando vi, já estava lá em cima. Começamos a escalada por volta de 7:15 e terminamos as 09:30. Dava até para ter feito em menos tempo... Mas para que a pressa???????

Missão cumprida!!!! Mais uma via completada!!!! Aí foi só curtir o visual...

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Fotos






sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mergulho nos Naufrágios Taurus e Lupus - Recife Pe

Mergulho nos Naufrágios Taurus e Lupus - Recife Pe

Data: Abril/2011
Local: Recife / Pe

Participantes: Leandro do Carmo

Quando pensei na minha viagem à Recife, não podia deixar de incluir o mergulho na programação. Decidi que faria um dia de mergulho pelo menos. Depois de uma pesquisa, escolhi a operadora Aquáticos. Excelente infra-estrutura e um catamarã super confortável, com capacidade para uns 30 mergulhadores.

De taxi, cheguei cedo ao Cais das Cinco Pontas no Recife Antigo e logo fui conversando com o pessoal da operadora. Estava sozinho e tratei logo de fazer amizades a fim de não ficar tão isolado.  De cara, conheci um casal de Brasília, onde conversamos muito sobre mergulho, é claro!!!

Recife tem muitos naufrágios e estava ansioso para descobrir qual seria o destino. Passado o roteiro, os destinos seriam os naufrágios artificiais Taurus e Lupus. A principio, gostaria de fazer um naufrágio mais antigo, mas já estava lá e não teria como voltar atrás. Saímos pontualmente do cais. Embarcamos no Galileo, um excelente e confortável catamarã. Acostumado com as escunas aqui no Rio, fiquei impressionado com o conforto.

Saímos do cais e fui apreciando a vista. Muito bonito o local. Ao sair do canal, percebi que o mar não estava muito bom. Muito mexido e com grandes ondas, que foram aumentando a medida que íamos nos distanciando da costa. Era cada onda, que por vezes os motores eram cortados para diminuir o impacto. Fiquei imaginando como seria a navegação num barco menor.

Quando a praia de Boa Viagem estava muito longe, o bóia de marcação foi lançada, indicando o ponto do naufrágio. Nos preparamos e as instruções foram passadas. O mar estava tão mexido que fiquei com um mal-estar, mas nada que atrapalhasse o mergulho. O primeiro naufrágio seria o Lupus, com profundidade máxima de 36 metros. Esse seria meu primeiro mergulho fora do estado do Rio de Janeiro. Quando cai na água, fiquei impressionado com a visibilidade: no mínimo uns trinta metros.

Todos os mergulhadores na água, fomos nos guiando pelo cabo da bóia. Do alto já dava para ver a sombra do navio. A medida que eu ia descendo, ficava fascinado com o visual. A areia branca realçava cada vez mais o naufrágio. Em posição de navegação, o Lupus repousa no fundo de areia e forma um grande recife artificial. Centenas de peixes circulavam o naufrágio, principalmente a cabine. Dei uma volta por completo nele e parei um pouco para apreciar a hélice. A partir dai, fui subindo ate chegar a proa da embarcação, de onde me afastei um pouco para olhar o naufrágio um pouco mais de longe.

O tempo foi acabando, e fui me preparando para subir. Subi lentamente pelo cabo e ainda fiz uma parada de segurança. Mergulho fantástico, não via a hora de chegar ao próximo. Cheguei a superfície e era cada onda... Foi um sacrifício subir no barco. Mas todo esforço valia a pena. Já no barco, dei uma mareada. A primeira nesses 15 anos de mar. Tomei uma coca-cola e foi passando.

Fomos navegando ate o próximo mergulho, o naufrágio Taurus. Chegamos ate o ponto e os procedimentos foram os mesmos. Descemos pelo cabo guia da bóia e a visibilidade continuava maravilhosa. Esse seria um mergulho um pouco mais raso. O Taurus esta a 25 metros de profundidade. Nele a vida era mais intensa. O tom azulado da água me deixava cada vez mais impressionado, muito diferente da Ilha Grande, que é esverdeado. Circulei o navio e fiz uma pequena penetração. Ao final do mergulho fomos presenteado por uma raia, que nadava lentamente pela embarcação.

Fomos subindo e fiz uma parada de segurança. Ai foi só voltar ao barco e trocar de roupa e apreciar a navegação de volta ate ao cais. Com tantas placas de perigo de tubarão na praia de Boa Viagem, estava certo de que avistaria um. Mas que nada, nem um tubarão lixa  para fechar o mergulho com chave de ouro. Mas tudo bem... Pegar 30 metros de visibilidade... Valeu a pena.

Segue abaixo a ficha técnica dos naufragios:


Nome: Lupus
Data: 18/01/2002
GPS: 8º 09.525' S / 34º 43.304' W
Localização: Recife
Profundidade (m): 36
Visibilidade (m): 20
Motivo: Afundado para criação de recife artificial
Estado: Inteiro
Carga: Vazio
Tipo: Rebocador
Nacionalidade: Brasil
Dimensões (m): 34
Deslocamento (t): 10,6
Armador: Wilson, Sons
Estaleiro: -
Propulsão: -
Fabricação: -


Nome: Taurus
Data: 03/05/2006
GPS: 8º 8º 04,203' S / 34º 45,183' W
Localização: Recife
Profundidade (m): 26
Visibilidade (m): 10-40
Motivo: Afundado para criação de recife artificial
Estado: Inteiro
Carga: Vazio
Tipo: Rebocador
Nacionalidade: Brasil
Dimensões (m): 28 / 7 / 4
Deslocamento (t): 240
Armador: Wilson, Sons
Estaleiro: MacLaren
Propulsão: 02 motores à diesel
Fabricação: 1976




Assista aqui aos vídeos:

Naufrágio Lupus

Naufrágio Taurus
Parte 1

Parte 2



Remada em Itaipu e Itacoatiara - Niterói RJ

Por Leandro do Carmo

Remada em Itaipu e Itacoatiara - Niterói RJ

Data: Julho/2011
Local: Itaipu e Itacoatiara

Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo e João.

Domingo de sol, mar super calmo, excelentes condições para uma remada. Saímos da praia de Itaipu e fomos remando bem de vagar até Itacoatiara. Aquele canal entre o Morro das Andorinhas e a primeira Ilha, a menor, é fantástico. Em dia de mar agitado, o local vira um liquidificador!!!!! Depois de uma parada em Itacoatiara para apreciar a vista, voltamos e fomos até a segunda ilha, em frente a Camboinhas, onde paramos para curtir um pouco do sol. De quebra ainda comemos uns mexilhões, preparados por pescadores da região. Excelente dia !!!!!!!!

Segue o vídeo da remada.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Remada no Rio São João - Barra de São João

Por Leandro do Carmo

Remada no Rio São João - Barra de São João

Data: 12/05/2011
Participantes: Leandro do Carmo e Jesus Paulo

Saimos da boca da barra, aos pes da Igreja. Fomos subindo o rio. Muito diferente do mar, as aguas são mais tranquilas, sem aquela ondulaçao. Passamos pelas ruinas da antiga ponte e logo cruzamos a ponte nova. No caminho encontramos algumas pessoas pescando. Continuamos a remada e a beleza do local me impressionava cada vez mais. Remamos por quase uma hora rio acima. Chegamos numa pequena enseada onde fizemos um pequena parada. Voltamos lentamente, curtindo a paisagem.

Excelente local. Vale a pena.

Segue um video que fiz do local.