quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Via CEPI - Pão-de-Açúcar

Via CEPI – Ferrata
Pão-de-Açúcar – Urca

Data: 19/11/2011
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme, Rodolfo e Orlando.

Escalar o Pão-de-Açúcar talvez seja o sonho da maioria dos escaladores. Na Face Leste como na Face Sul, há vias com baixo grau de dificuldade, 3º e até 2º. Mas na Face Oeste a história é outra. Levando em conta que ainda não guio 5º ou superior, decidimos fazer CEPI, que é uma via Ferrata, ou seja, em toda a sua extensão há um cabo de aço que pode servir de auxílio na subida.

A CEPI  foi conquistada pelo extinto Clube Excursionista Pico de Itatiaia. Devido ao grande número de acidentes com escaladores inexperientes e até mesmo não escaladores, a parte inicial dos cabos foi trocada por chapeletas, que também pode ser feita em artificial.

Chegamos cedo à Praça central na Praia Vermelha, por volta das 08:00. Esperamos o Orlando chegar. O Rodolfo também iria nessa, seria a primeira vez que ele iria escalar com a gente. Enquanto esperávamos o Orlando, encontramos o Flávio Daflon e o Formiga, que nos deu algumas dicas da via.

Subimos a trilha da Urca e chegamos na bifurcação. Viramos à direita, indo em direção ao Pão-de-Açúcar. Passamos pela torre de iluminação e seguimos em frente até chegarmos à base da via. Dividimos a cordada e o Guilherme guiaria o Orlando e eu, o Rodolfo.

Dei uma conferida no início da via e vi que era bem vertical mesmo e o artificial seria necessário. Preparei as fitas, duas de 1,2 m e duas de 60 cm.  Foi minha primeira escalada em artificial. Se não me engano, foram cinco chapeletas até o início do cabo, onde montei a primeira parada.

Dessa parada, iniciou uma grande horizontal para a direita, depois um subida vertical até a segunda parada. Daí para cima, começa a pedreira, subidas bem verticais que usam muito o braço. Tem que estar preparado. O cabo maltrata muito a mão. Se eu não tivesse colocado esparadrapo, acho que teria dado bolhas.

Na terceira enfiada, chequei na grutinha, onde tem uma placa em homenagem a Geroge Guarischi e Valmir de Castro em um acidene nesta via. Pelo que o Formiga me falou, o pior já havia passado e faltava pouco até o cume. O Rodolfo iniciou a subida e veio com muita dificuldade, demorando bastante nas passadas. Enquanto isso, Guilherme e Orlando vieram e passaram pelo Rodolfo.

Senti que não daria para o Rodolfo, mesmo ele dizendo que gostaria de continuar. Conversei com o Guilherme que acabara de chegar e resolvemos abortar a subida assim que o Orlando chegasse na grutinha. Quando o Orlando chegou, pedi para o Rodolfo se prender com as duas solteiras no grampo mais próximo, pois eu iria recolher a corda para iniciar o rapel.

E assim foi feito. Emendamos as duas cordas com um pescador duplo e iniciei o rapel. Passei pelo Rodolfo e pedi que ele esperasse até que eu completasse a descida para ele iniciar o rapel. Chequei até um grampo abaixo da parada para que não ficasse muito cheio quando o pessoal descesse. Quando liberei a corda, o Rodolfo começou a se preparar para o rapel. Eu já estava ficando preocupado, foram 45 minutos de espera até o cara chegar. E perguntava lá de baixo se estava tranquilo e ele me respondia que sim. O tempo passava e isso cada vez mais me deixava preocupado. As nuvens começaram a escurecer. Meu medo agora, era que começasse a chover.

Enfim, o Rodolfo chegou a parada. Logo depois, apareceu o Orlando e em seguida, o Guilherme. Hora de puxar a corda e eu pensei: só falta a corda prender!!!! Não deu outra. A corda prendeu. Pensei: c... tá f... Hoje não é o dia!!!!!! Só falta chover!!!! Aí seria de mais. Deus foi bom e segurou a chuva.

Me propus a subir para desprender a corda. Mas o Orlando falou que subia. A corda presa logo acima da parada, numa pequena horizontal. Corda liberada. Iniciei o rapel, logo abaixo estava a grande horizontal. Fui apoiando no cabo de aço até o fim, passei uma costura no início do cabo para não pendular. Enfim, cheguei à base da via. Mas a missão ainda não estava cumprida. Faltava a galera.

Veio o Guilherme, em seguida o Rodolfo e, por último, o Orlando. Galera toda lá em baixo, foi hora de refletir sobre o que aconteceu. Antes de escalar qualquer via é preciso que saibamos dos nosso limites. Acho que a lição foi aprendida!!!!!!

Como já estava ficando tarde, chegamos às 08:00 e já era 15:00, eu e o Guilherme adiantamos a descida. Fizemos em doze minutos o final da pista Cláudio Coutinho.

Para ver as fotos, clique aqui.




Um comentário:

  1. Incrível...quando não é pra ser...amiguinho...! Não se pode teimar!
    Bjks, Suzana

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