terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escalada - Via Paredão Resta Um - Costão / Itacoatiara

Via Paredão Resta Um – 4º VIIa E2 D1 100m
Costão - Itacoatiara

Data: 26/02/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém.

DICAS: Muitas agarras ainda por quebrar na última enfiada; lacas soltas, principalmente uma entre o terceiro e quarto grampo da segunda enfiada; opção de móvel ou uma fita longa com boca de lobo no bico de pedra em um pequeno diedro; treinar comunicação, guia não vê participante; descida por trilha; e segurança de corpo no final da via.

Já foram duas vias na face Oeste do Costão. As opções já estão acabando e eu tenho vontade de fazer todas antes de repetir alguma. Durante a semana, O Guilherme me perguntou se eu já havia pensado em alguma. Sugeri a via Paredão Resta Um, que segundo o Guia de Escaladas de Niterói, era uma via de 4º com um crux de VIIa no início da segunda enfiada. Topamos em fazê-la, porém deixamos bem claro que se não desse, faríamos o rapel do ponto onde pararmos.

Chegamos no gramado, próximo ao Costão, onde paramos as motos. Era por volta de 7:20 da manhã. Não tinha nenhuma nuvem no céu. Se fizesse o calor que houvera feito no sábado, estaríamos literalmente fritos. Nos equipamos na base, pois teríamos que fazer uma escalaminhada até o Camaleão, um platô com um grande pedaço de vegetação, lugar onde a via efetivamente começa.

Depois de alguns minutos de subida, chegamos ao Camaleão. Logo na entrada, já dava para ver os primeiros grampos. Essa primeira enfiada era de 4º e achávamos que não teríamos problema. O Guilherme guiaria a primeira enfiada e eu, a segunda.

O Guilherme começou a escalada e não demorou muito a chegar na primeira parada. Era minha vez de subir. Um começo tranquilo, algumas boas passadas. A vista, como sempre, maravilhosa. Foram sete costuras até a primeira parada. Chegando lá, vimos que era um platô, muito menor que o Camaleão, mas deu para ir caminhando até encontrarmos a base da segunda enfiada.

Logo de cara já vimos que o lance era exigente. Uma barriga que nos obrigaria a suar muito para vencê-lo. Tínhamos um problema e precisávamos resolvê-lo. Pensamos em vária opções, laçar o grampo, artificializar com fitas, etc. Mas espera aê!!!!!! A gente tá aqui para escalar!!!! Vamos tocar pra cima!!!!! Se não conseguir, aí sim a gente faz de outra forma, pensei. Mentalizei as passadas e ameacei uma subida para sentir o lance. Minha intenção era costurar o primeiro grampo, para dar mais segurança. Comecei a subir enquanto o Guilherme dava segurança com os braços esticados, lance típico de bouler. Com uma passada de tesoura, consegui costurar o primeiro grampo. Primeira parte cumprida, mas faltava muito.

Desci para respirar um pouco. Tirei a mochila para ficar mais leve e toquei para cima. De novo, usei a mesma passada em tesoura e consegui avançar mais um pouco. Acima da barriga vi uma excelente agarra. Mais uma pequena passada e consegui chegar nela. Coloquei a duas mãos e pronto: lance vencido. Costurei o segundo grampo, me prendi e reboquei a mochila para continuar a escalada. Mais um grampo e tinha uma laca enorme e toda oca. Dei umas batidas nela e nem arrisquei usá-la. Fui pelo lado, numa diagonal para a direita, muito quebradiça por sinal, até chegar um pequeno diedro. Não tinha móvel, então usei uma fita de 60cm, com um boca de lobo no bico de uma pedra. Assim diminuí a exposição do lance e melhorei, de quebra, o meu psicológico.

Fui fazendo os lances bem devagar, ia batendo nas agarras com o bico da sapatilha e alguns quebravam. Nessa hora todo cuidado era pouco. Minha preocupação com as agarras era tanta, que subi demais numa diagonal, tive que desescalar um trecho para costurar o grampo. Nessa hora, o sol apareceu com força. Por vezes, tinha dificuldade em olhar para cima. Apoiei a mão numa pedra e ela se soltou, só de tempo de gritar PEEEEDRAAAAA !!!!!!

Chegou uma hora, logo depois do sexto grampo, que não via o próximo. Comecei a subir reto e vi, logo acima, uma excelente base. Cheguei nela e consegui achar o grampo logo abaixo, pensei em ir lá costurá-lo, assim aumentaria a segurança. Porém, a base era tão boa que resolvi ficar ali mesmo. Me preparei para dar segurança de corpo. Avisei para o Guilherme que ele já poderia subir. Ele iniciou a subida e me pediu para puxar a corda e estiquei ao máximo. Em um momento, fez tanta força para baixo que se não estivesse bem apoiado, seria difícil segurar.  Foi nessa hora que olhei para o grampo e pensei que deveria ter costurado-o. Mesmo estando bem apoiado, não custava nada, não é? Depois de alguns minutos ele já estava lá em cima.

Aí, foi só curtir a vista... Descemos pela trilha e logo chegamos a praia. Um mergulho para refrescar. Nada mal para um dia de sol...

Até a próxima.

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Vídeo





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Escalada - Paredão Uma mão lava a outra - Costão - Itacoatiara

Via Uma mão lava a outra – 4ºsup V E2 D1 200m
Costão - Itacoatiara

Data: 20/02/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém.

DICAS: Algumas agarras ainda por quebrar; lacas soltas; treinar comunicação, guia não vê participante; descida por trilha; e segurança de corpo no final da via.

Depois de um final de semana sem escalar, já estava mais que na hora!!!!!! Em pleno carnaval, nosso bloco foi outro... Tinha ido a praia um dia antes e o calor estava de mais. O sol queimava sem dar trégua. Tentei marcar com o Guilherme bem cedo, mas ele não podia. Decidimos marcar as 08:00 h da manhã, no primeiro quiosque, perto do Costão. Meu medo era o sol sair e nos “fritar” na pedra. Cheguei mais cedo em Itacoatiara, o dia estava perfeito. O Costão bloqueava o sol e metade da praia ainda estava a sombra. Corria aquela brisa da manhã, enfim, para uma escalada, não podia ficar melhor. Ah, podia sim !!!! Tinha algumas que com certeza aliviaria o sol, aí seria só curtir...

As oito, o Guilherme chegou e nos encaminhamos para o Costão. Subimos em direção a vegetação, base da via Luis Arnaud, e seguimos à direita até a matinha. Daí foi seguí-la para cima até encontrar a base mais vertical da parede. Fomos para a direita e olhando para o alto foi fácil avistar o primeiro grampo.  Olhando para baixo tem umas madeiras que servem de banco. Muito fácil identificar a base da via. A direita, ficava a base da via Paredão de Itacoatiara, mas essa deixaríamos para uma outra oportunidade.

No começo já dava para ver que seria uma excelente escalada. A parede era bem vertical. Nos arrumamos e decidimos que eu iria guiar a primeira enfiada. Tudo pronto!!! Combinamos a comunicação, caso fosse necessário. Essa era uma via que nas paradas, o guia não enxerga o participante, logo a comunicação tem que estar bem afiada, afim de não haver problemas. Combinamos assim: O guia chegou a parada, três puxões na corda, ele está preso; o participante, três puxões na corda, o guia está solto; o guia, três puxões corda, o participante pode subir; o participante, três puxões na corda, ele está escalando.

Conferida a comunicação, segui pra cima!!!! Lance inicial bem tranquilo. Cheguei no primeiro grampo, costurei-o e toquei para cima. No segundo, coloquei uma costura mais longa, 60 cm, para evitar o arrasto da corda. Daí para cima, a dificuldade já foi aumentando. Mais alguns lances difíceis até que em um momento, num lance delicado, bem vertical, com pequenas agarras, entre um grampo e outro, dei uma passada para cima, estiquei a mão direita numa agarra e quando fiz força, ela quebrou, fazendo que desse uma meia escorregada. Consegui me firmar... O coração disparou... Quase... Passou uns 5 segundos, respirei e disparei para cima. Depois dessa, não tinha lance que me segurava. Acho que a adrenalina turbinou meus pés e mãos!!! eheheheheh

Cheguei na primeira parada e o Guilherme tocou para cima. Quando ele chegou, avaliamos essa enfiada. Foi bem forte. Daria um IVsup, até um V, em algum lance. Diferentemente, do que consta no Guia de escalada de Niterói. Mas isso é muito relativo. Questão de grau é complicado... Nem sempre há consenso.

Pequena pausa para água e o Guilherme guiaria a segunda enfiada. Demos uma olhada no croqui e crux da via, um V, era logo acima. Ele passou, se foi tranquilo não sei, mas foi bem rápido. Um lance em aderência e com pequenas agarras no final. Daí para cima teve mais um lance difícil e depois foi ficando mais tranquilo. A exposição vai aumentando a medida em que a dificuldade vai diminuindo. Mais acima, o Guilherme montou a segunda parada. Subi tranquilo, só apreciando a vista. Como estava participando, fui aprimorando a técnica, prestando atenção nos lances, testando passadas, etc.. Coisas que as vezes não dá para fazer guiando.

Assim que cheguei na terceira parada, bebi uma água e comecei a guiar a terceira enfiada. Costurei o primeiro grampo e fui subindo, subindo, subindo... Não via o próximo grampo. Olhei para o lado direito e vi um grampo da via Paredão de Itacoatiara, um lance horizontal para a direita que a via tem. Lembrei que tinha um lance bem exposto, mas não sabia que seria tanto. Continuei subindo.  Avistei o grampo lá em cima. Ainda bem!!!!! Cheguei nele e montei a parada. O guilherme subiu e chegou na parada. Enquanto conversávamos, nem percebi que o sol não tinha saído com força. Olhei para o alto e vi que algumas nuvens, seguravam a sua força. Que bom!!!!rs

Era a última enfiada, o Guilherme foi subindo. O cume era logo acima. Lá, fez segurança de corpo e eu iniciei a subida. Nessas vias do costão, nenhuma tem grampo de cume. Missão cumprida!!!!! Via muito boa, um pouco exigente. For men!!!!!!!!! Hehehehehahehahae.

Retornamos até a praia e demos um mergulho para refrescar. Lá de baixo dá para ver a bela escalada que foi, uma bonita linha. Bem vertical.

Até a próxima.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Escalada - Via Entre Quatro Paredes - Costão - Face Leste - Itacoatiara

Via Entre Quatro Paredes
Morro do Tucum (Costão) Itacoatiara – Face Leste

Data: 05/02/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Eny


Havia feito minha inscrição no Clube Niteroiense de Montanhismo e precisava fazer uma avaliação técnica para poder participar das atividades. Recebi um e-mail da Eny me avisando que eu guiaria a via Entre Quatro Paredes. Dei uma olhada no croqui e vi que era muito tranquila, com um crux em IV, bem no início. Nunca havia entrado em nenhuma via desta face, nem ao menos sabia onde ficava trilha de acesso, somente a trilha principal, apesar de conhecer bem o local.

E assim fomos. Chegamos a entrada do parque por volta de 15:45 h, depois de passar alguns minutos tentando achar uma vaga para o carro. Como o dia estava extremamente quente, a praia estava lotada. Seguimos a trilha em direção ao Bananal e antes de cortar o caminho d’água, a trilha até a base começa à direita. Não muito óbvia, mas é só pegar uma linha reta, que chega na parede. Assim que se chega, entra de frente a via Novos Horizontes, aí é só caminhar para a esquerda, procurando um platô de mato acima e localizar o primeiro grampo.

Quando chegarmos na base da via, conversamos um pouco sobre os procedimentos de segurança, minha experiência em escalada, equipamento, etc.

Nos arrumamos e ficou decidido que faríamos a primeira parada antes da horizontal, pois a Eny não me conhecia e queria conversar sobre alguns procedimentos, afinal de contas, era uma avaliação. Iniciei a escalada. Cheguei rapidamente ao primeiro grampo e logo em seguida, veio o crux da via, um IIIsup, que fiz em aderência, não me importando muito em procurar agarras. Costurei o terceiro grampo e demorei um pouco até achar o quarto, a cor dele, o deixava camuflado na rocha. Achado o grampo, montei a parada e liberei a Eny para subir.

Quando a Eny chegou, conversamos sobre uma situação em que o participante não quisesse fazer a horizontal e não fosse possível rapelar do ponto onde estávamos. Situação semelhante já acontecera com a Eny e ela gostaria de saber como eu agiria nessa situação.

Simulamos alguns procedimentos caso o participante não quisesse continuar a escalada e que não fosse possível descer ou caso a descida fosse pior que continuar a escalada daquele ponto. Caso fosse possível o rapel, a escalada seria abortada imediatamente. Pensamos em dois casos:

1º - o guia faz o lance da horizontal e o participante não quer continuar com medo de pendular;
2º - o guia ainda não fez o lance e o participante avisa que não quer continuar.

No primeiro caso, após o guia chegar no grampo e montar a parada, o participante deverá:

Passo 1: fazer uma aselha na corda e predê-la no loop com um mosquetão para ficar preso ao guia e evitar de perder a corda;
Passo 2: desfaz o oito pela ponta, passa a ponta da corda por dentro do olhal do grampo no sentido guia participante e refaz o oito pela ponta, prendendo-se a corda novamente;
Passo 3: desclipe o mosquetão do aselha e o desfaça o nó;
Passo 4: faça um prussik na corda esticada entre o grampo do guia e do participante, prendendo-o no loop;
Passo 5: O participante já pode desmontar a parada e iniciar horizontal; o guia dará segurança liberando a corda e não mais puxando. Atentar para o alongamento da corda, dependendo do tamanho da horizontal. Nesse caso, como não foi combinado nenhum procedimento antes, a atenção deve ser redobrada.

No 2º caso, como o guia ainda não saiu da parada, ele mesmo adotará os procedimentos, e poderá fazê-lo da seguinte forma:

Passo 1: desfaz o oito pela ponta e passa a corda pelo olhal do grampo, no sentido grampo da parada para o próximo grampo da horizontal;
Passo 2: refaça o oito pela ponta e já pode iniciar a escalada normalmente, depois de concluída os procedimentos padrões de segurança;
Passo 3: quando o guia chegar na parada, se prender, puxar o excesso de corda, o participante fará um prussik na corda esticada entre o grampo do guia e do participante, prendendo-o no loop;
O participante já pode desmontar a parada e iniciar horizontal; o guia dará segurança liberando a corda e não mais puxando. Atentar para o alongamento da corda, dependendo do tamanho da horizontal.

Passado o episódio hipotético, iniciei a segunda enfiada, fazendo a horizontal. Cheguei sem problemas ao grampo e costurei com uma fita longa, a fim de diminuir o arrasto da corda. Continuei subindo e montei a parada no quarto grampo. A Eny veio subindo e me pediu que eu não desse tranco nas cordas enquanto dava segurança e que também não mantivesse a corda muito esticada. Dali para cima eram mais dois grampos. Continuei a escalada e passei do último grampo para procurar um local com bom apoio de pés para fazer segurança de corpo para a Eny.

Dali subimos um vara mato até que chegamos no caminho para o alto do costão. Aí foi descer... Só esqueci de uma coisa: as fotos!!!!!!

Escalada - Paredão Leila Diniz - Morro das Andorinhas / Itaipu

Paredão Leila Diniz 2º IIIsup E1 D2 300m
 Morro das Andorinhas - Itaipú

Data: 21/01/2012
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém e Leonardo Carmo

Depois da grande aventura que fiz com o Bruno na semana passada, escalando o Alto Mourão pela via Oswaldo Pereira, hoje seria mais light. Passei a semana me recuperando pensando em qual via entrar. Teria que ser uma tranquila, pois seria a primeira escalada do meu irmão, porém, alguma via que tivesse um algo a mais. Depois de uma pesquisa, sugeri a via Paredão Leila Diniz, uma via relativamente fácil, com grau de exposição em E1, com crux em IIIsup e o barato dela: 300 metros. Achei que seria a melhor pedida, pois teriam várias enfiadas e daria para o meu irmão treinar bastante a chegada nas paradas, dar segurança, etc.

E assim ficou, marcamos as 06:45 da manhã no estacionamento perto do Museu de Arqueologia de Itaipu, nessa escalada, fomos: eu, Guilherme e meu irmão Leonardo Carmo. O sol prometia... Tínhamos que entrar bem cedo na via, pois a cordada seria lenta, somente daria para dar esticões de no máximo 30 metros. De acordo com o croqui, teríamos mais ou menos 10 enfiadas. Quando chegamos à praia de Itaipú, somente os pescadores e algumas pessoas que compravam os peixes recém pescados ocupavam a areia. Várias aves e o mar extremamente calmo, completavam a paisagem.

Na areia já dava para ver a grande parede do Morro das Andorinhas. Chegamos a base da via, logo no final da praia, ao lado de um antigo bar que fora demolido pela prefeitura. Os primeiros grampos facilitam a localização da via. Nos arrumamos, pousamos para algumas fotos e começamos a escalada. O Guilherme guiaria a via e eu ficaria na intermediária, orientando a primeira escalada do Leonardo.

Nos primeiros lances, está o primeiro crux da via, mas nada que ultrapasse um IIIºsup. Vencemos com facilidade. Partimos para a segunda enfiada, terceira... Fomos subindo sem dificuldades. Em alguns momentos tínhamos que parar para procurar o grampo, por muitas vezes escondidos na vegetação. A linha da via, nem sempre era óbvia, mesmo com o croqui em mãos, mas como não tinha muita dificuldade, se perdêssemos o caminho, dava para voltar sem problemas.

O Guilherme teve que desescalar uns lances, mas continuava tranquilo. A cada parada, a vista ia ficando cada vez mais bonita. O mar calmo era um grande convite para um mergulho. Com o calor a vontade de pular dali era grande!!!!!

E assim continuamos a subir, já na décima parada e pelo meus cálculos faltando uma enfiada, avistei um lance, não obrigatório, que com certeza seria o melhor da via. Falei com o Guilherme, que como estava guiando depois de quase 3 horas de escalada, preferiu não fazê-lo. Leonardo subiu, também pelo outro lado. Chegou minha vez de subir, cheguei a base do lance, e toquei para cima. Pequenas agarras e uma passada longa de perna ajudaram a vencer o lance. Teria que repeti-lo, mas acho que daria um IVsup.

Enfim, chegamos ao final da via. Uma pausa para água, lanche e fotos!!!!! Visual fantástico. Agora faltava voltar. Procuramos a trilha de volta e não achamos. Decidimos entrar em linha reta até chegar a trilha principal, pois sabia que estávamos perpendicular a ela e não muito longe. Fui para dentro do mato. No início tinha muito capim, mas depois, foi piorando... eheheheheheh. Começaram os arranha-gatos. Mais um pouco de caminhada e cheguei a trilha principal. Logo depois, vieram Guilherme e Leonardo. Aí foi só alegria!!!!!

Depois de alguns minutos de caminhada, chegamos ao mirante de Itacoatiara. Vista maravilhosa de Itacoatiara, Mourão, Costão, etc. Mais alguns minutos e retornamos ao estacionamento. Aí, foi pegar a moto e ir embora...

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Escalada - Paredão Osvaldo Pereira - Mourão - Itacoatiara

Via Paredão Osvaldo Pereira 4º VIsup (A1/VI) E1 D3 510 metros
Alto Mourão (Pedra do Elefante)

Data: 14/01/2012
Participantes: Leandro do Carmo e Bruno Silva

Alto Mourão, também conhecido como Pedra do Elefante, é o ponto mais alto de Niterói, com 412 metros de altura. Está localizada no Parque Estadual da Serra da Tiririca, entre as praias de Itaipuaçú e Itacoatiara. Esse seria o destino da próxima aventura. Mas dessa vez seria diferente, não alcançaria o cume pela trilha, seria fácil demais... rs. A missão seria outra, escalar a face sudoeste, numa via de 500 metros.

Tudo começou quando o Bruno, um amigo da Companhia da Escalada me falou que iria fazer uma via na Pedra do Elefante e se eu conhecia. Falei que conhecia o local, porém nunca tinha entrado em nenhuma via. Passado o final de semana, perguntei como tinha sido a via e ele me falou que não havia feito e me convidou. Não pensei duas vezes, seria a oportunidade perfeita. Como tenho o Guia de Escaladas de Niterói, sugeri a via Paredão Osvaldo Pereira, por se tratar da única E1 da parede.

Bom, marcada a escalada, era hora de preparar a logística. Afinal de contas, uma D3 (escalada com duração entre 4 e 6 horas) e com lances de 5º, 6º, 6ºsup e A1/VI não é qualquer escalada. Minha primeira preocupação foi com o sol. Seria necessário entrar o mais cedo possível na via. Porém, a entrada no Parque da Tiririca só é permitida a partir das 08:00. Entrei em contato com a administração do parque, na qual fui muito bem atendido, e nos foi concedida permissão para entrar a partir das 06:30.

Outra fator importante, seria o peso a carregar e quantidade de água. Pela previsão do tempo, ficaria nublado com possibilidade de chuva somente no final do dia. Improvisei meu reservatório flexível de água em uma mochila pequena e levei mais duas garrafinhas de Gatorade, além de duas bananas e dois sanduíches.

Marcamos então, as 06:45. Nossa intenção era começar a escalar o mais cedo possível. Eu nunca havia chegado à base da via, mas conhecia bem o local. A trilha até o Bananal foi tranquila como sempre. A partir dali, nunca havia ido naquela direção. Quando cheguei no bloco “A Isca”, fui subindo pela mata, em diagonal, me orientado por uma linha imaginária que havia traçado. E deu certo. Depois de uns 15 minutos chegamos a parede. E como estava descrito no croqui, o primeiro grampo era bem baixo, estava fácil de identificá-lo.

Nos arrumamos, demos uma última olhado no croque e combinamos uma comunicação extra, caso não fosse possível contato visual ou sonoro. Decidimos que faríamos as primeiras enfiadas em 20 minutos, pois eram as mais fáceis e queríamos ganhar tempo.  O Bruno iria guiar a via, pois ele tem vontade de se certificar na AGUIPERJ e para isso, são necessários 25 vias em D3, no mínimo entre outros pré-requisitos.

Assim começamos. Já na primeira enfiada, demos uma arrancada boa. Em vinte minutos já estava concluída. Foi assim nas próximas 5. A vista ia ficando cada vez mais bonita.  O sol começava a aparecer. Já dava uma prévia do que seria dali para frente. Enquanto subia nessas enfiadas, de vez em quando passava por uma chapeleta em péssimas condições. Para mantermos esse ritmo, não dava para ficar de bobeira. Assim que o Bruno chegava na parada e avisa que estava preso, eu já calçava a sapatilha me preparava para subir. O contrário também funcionava assim, quando eu chegava na parada, ele já começava a se preparar para subir. Era só o tempo de beber uma água e começar a escalar.

Não seguimos fielmente as paradas do croqui, em alguns casos dávamos uma esticada a mais, a fim de otimizarmos a subida. Em alguns lances a parede estava bem suja, o liquen cobria as agarras e por vezes tínhamos que subir na “sujeirência” e não em aderência!!!!! Chegamos ao diedro, onde ficava a base A1/VI. Foi quando entendi o por que do artificial no lance de VI e livre no lance de VIsup mais acima. O lance é bem desconfortável e em caso de queda, o guia poderia se machucar. Se machucar a 300m de altura, não seria nada agradável!!!!!  Uma pequena pausa para água e algumas fotos.

O Bruno então iniciou o lance, subiu e quando passou dos grampos da parada e foi costurar a chapeleta, ela se desfez!!!!  Aí o lance que poderia ser feito em A1, virou obrigatório e de quebra deve ter virado um E2. Acho que nessa hora ele não queria estar ali, hahaeeaheah. Mas o cara manda bem. Venceu o lance na pressão e tocou para cima.  Foi minha vez de subir. Participando fica mais fácil. Fui mais tranquilo, sem risco de queda. Passei pela chapeleta super podre, costurada só por que estava ali, pois não seguraria nem o peso da corda.

Coloquei a mão no capacete e ele estava quentíssimo. Nessa hora, o sol já não dava trégua. Veio o lance de V e paramos na base do VIsup. Se o sol estava forte, agora ficou fortíssimo. O Bruno perguntou se depois dessa enfiada e poderia guiar o resto. Topei na hora. Demos uma boa descansada em baixo da vegetação. Não estava muito confortável, mas era o que dava.  Já estávamos chegando ao fim. O Bruno então partiu para o VIsup e parou na segunda parada dupla, de onde rebocou sua mochila.

A vontade de guiar era tanta, que passei voando pelo VIsup, até eu me surpreendi!!!! Cheguei até o Bruno e já me preparei para subir. Nem água quis beber. Começamos a ouvir algumas vozes e percebemos que já estávamos quase no cume. Olhei o croqui e faltavam 3 enfiadas. Toquei para cima. Da parada só dava para ver o primeiro grampo. Quando cheguei nele, avistei os outros. Entrei no IVsup e venci tranquilo. Cheguei na nossa P10.  Daí para cima, foi uma escalaminhada por meio da vegetação até o cume.

Em fim, depois de 5:10 h de escalada, 11 paradas, chegamos ao cume. Não dá para descrever a sensação. A vista maravilhosa de Itaipuaçú, Maricá, Inoã, Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas, Piratininga, Rio de Janeiro, etc. Missão cumprida??? Que nada, ainda faltava a trilha do cume até o mirante de Itaipuaçú e depois uma caminhada no asfalto até Itacoatiara.

A trilha de volta foi tranquila, apesar do calor. A densa floresta refresca um pouco. Só faltava uma nascente para refrescar o calor. O pior acho que foi a caminhada no asfalto quente e os carros passando a toda, por vezes tirando um fino. Paramos no Posto ALÊ e o ar condicionado da loja de conveniência deu gás para concluirmos a caminhada até a entrada do parque, em Itacoatiara.

Para evitarmos essa caminhada na descida da serrinha de Itaipuaçú, poderíamos ter deixado um carro parado no mirante, da próxima vez, faremos isso. Mas aí, foi tarde de mais...

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Escalada - Via Roda Viva - Babilônia / Urca

Via Roda Viva 4º VI E2 D1 140 metros
Babilônia – Urca

Data: 07/01/2012
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém e suzana.


Passei a semana inteira esperando o sábado chegar e quando chegou a sexta, o tempo virou e caiu uma chuva de desanimar. Pensei que a escalada do sábado já tinha acabado. Liguei para o meu irmão, que já estava desanimado, e ele desmarcou. Quando liguei para o Guilherme, já querendo cancelar, ele me falou para esperar, pois ele iria acordar cedo e daí, veríamos como ia ficar.

Não deu outra, as sete da manhã o céu estava limpo. Nem sinal de chuva. Liguei insistentemente para o meu irmão e ele não me atendeu. Resolvemos partir assim mesmo. No caminho, ligamos para a Suzana. Ela aceitou na hora.

Marcamos na praça da Urca, como sempre. Já estávamos lá quando vimos o Davi chegando. Estávamos pensando em entrar na Reinaldo Benken, mas olhando lá de baixo, vimos que a via ainda estava muito molhada e demoraria muito para secar. Dava para ver a marca d’água na parede do Babilônia. O Davi nos sugeriu a M2 ou a Roda Viva. Esperamos a Suzana chegar e fomos para a trilha. No caminho iríamos pensando.

Na base da Reinaldo Benken, encontramos o Flávio Daflon que também nos deu a dica da M2, Roda Viva ou a Arca de Noé. Olhando para cima, confirmamos o quanto a parede estava molhada. Demos uma olhada no Guia da Urca e resolvemos que fazer a Roda Viva. Curiosamente, foi lá que fizemos a primeira aula com a Companhia da Escalada. Chegamos a base da via e enquanto o Davi dava a primeira aula para dois alunos, nos preparávamos e de tabela, ouvíamos os ensinamentos do mestre.

Ficou decidido que o Guilherme guiaria as primeiras enfiadas e ficaria com o resto. Fizemos uma cordada em A. O Guilherme começou a subir e chegou rapidamente no primeiro grampo.  No começo, o pequeno diedro estava bastante molhado. Ele continuou subindo sem problemas. Esses lances de III são bem tranqüilos.  Chegando a primeira parada e foi minha vez de escalar. Subi muito tranquilo, bem rápido. Optei por subir a esquerda do diedro, sem usar a oposição. Cheguei a primeira parada e foi a vez da Suzana que também escalou sem problemas.

Prontos para a segunda enfiada, o Guilherme guiou rapidamente e com precisão. Comecei a subir e a Suzana veio logo atrás. Chegamos a segunda parada e o Guilherme guiou a terceira enfiada. Essa um pouco mais difícil com um lance de IIIsup. Chegamos todos e aí foi minha vez de guiar. Dali para cima seria comigo. Agora a escalada ficaria boa. Participar é muito bom, dá para treinar umas passadas, confiar mais nas pequenas agarras, aderência... Mas guiar é diferente. Até chegar ao grampo de cima, o negócio é outro!!!!!

Lá no alto, apesar do sol, estava mais fresco que na base da via. Acho que o vento ajudava um pouco. Me preparei e comecei a subir. A saída já é complicada, pois essa parada não é muito confortável. O risco de um fator dois é grande. Poderia até cair em cima do Guilherme e da Suzana. Cheguei ao primeiro grampo, aí já deu uma aliviada. Essa enfiada já começa forte e logo vem o primeiro lance de VI da via. Algumas agarras pequenas e boa aderência dos pés, ajudaram a vencê-lo. Achei um pouco exposto apesar do E1 do lance no croqui. Na verdade só fui saber que seria uma lance de VI depois que já tinha feito a via. Achava que seria um IV. Vencido o VI grau, foi passar pelo IV e chegar a quarta parada. Aí, foi dar segurança ao Guilherme e a Suzana, que também sentiram o primeiro crux da via.

Depois daí, fizemos uma pequena diagonal para a direita, porém não foi possível continuar, pois dava para ver que a última enfiada ainda estava molhada. Acho que o melhor ou o pior, dependendo do ponto de vista, já tinha passado. Demos uma rápida descansada, bebemos uma água e nos preparamos para o rapel. Fizemos ao todo 5 rapeis, inclusive um em diagonal, muito bom. Na hora da descida, deu para ver como era vertical o lance de VI.

Valeu e até a próxima!!!!!!!!!

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Conquista - Paredão Faturêncio

Inauguração do Paredão Faturêncio

Data: 30/12/2011
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme Belém e Clayton

Sexta-feira à tarde, penúltimo dia do ano, dia nublado, nada para fazer... Foi aí que tive uma idéia: Por que  não fazer um rapel lá no Campo do Júlio? Falei com Clayton e ele topou. Liguei para o Guilherme e na mesma hora falou que já estava a caminho.

Esse lugar fica no final da Rua Jonatas Botelho, numa antiga pedreira desativada a pelo menos 50 anos. Na chapada do morro fica o abandonado campo do Júlio.

Assim que o Guilherme chegou fui em casa separar o equipamento. Levei também a sapatilha, pois tinha idéia de escalar em top rope. Já tinha ido lá algumas vezes e sempre tive vontade de escalar a parede e abrir algumas vias.

Quando cheguei lá, o Guilherme e o Clayton já estavam montando a ancoragem em duas árvores próximas, na parte mais limpa e alta da parede. Conferimos os equipamentos, nós e tudo mais. O Guilherme iniciou o rapel. O mato junto a um platô atrapalhou um pouco e deixou um arranhadão na canela do Guilherme. Quando desci, fui pelo outro lado, com cuidado para não escorregar e pendular, visto que eu estava fazendo uma diagonal para a minha esquerda. Depois de mim, veio o Clayton.

No rapel, fui bem devagar a fim de estudar a parede e pensar numa possível subida. Vi que dava.  Acho que por ali seria o caminho. Percebi algumas agarras que poderiam quebrar facilmente. Também no caminho, algumas lacas praticamente soltas poderiam dificultar a subida.

Quando todos já estavam na base, comentei com o Guilherme que o lado por onde desci, daria para subir. Ele concordou e subiu pela trilha até o alto da parede para preparar o top rope. Enquanto ele subia, decidi que treinaria ascensão com prussik e sugeri que o Clayton o fizesse também. Iniciei a subida e fui analisando o possível caminho novamente. Fui até a metade da parede e voltei. Foi a vez do Clayton treinar o prussik, tendo ele, ido até o final da parede.

O Guilherme terminou a ancoragem do top rope e fez o rapel. Chegando na base, ele iniciou a subida do nosso projeto. Na metade da parede, soltou uma laca, de pelo menos uns 20kg. Se tivesse alguém em baixo, teria feito um estrago.

Quando ele retornou, foi minha vez de subir. No primeiro lance, uma passada em aderência, com pequenas agarras. Fui contornando o platô de mato em direção a minha esquerda, até chegar a uma excelente base para descanso. A partir daí, com a parede bem suja, o que dificulta um pouco a escalada, fui subindo na aderência e em pequenas agarras, conforme o começo. Via concluída sem dificuldades. Depois de grampeada, acho que não deve passar de IIIsup no crux.

O Clayton iniciou por um outro caminho, com certeza será uma variante. Em breve retornaremos ao local para a conquista da via. Ele deve-se chamar “For Man”. O paredão foi batizado de “Paredão Faturêncio”.

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Escalada - Via dos Italianos - Pão-de-Açúcar

Via dos Italianos 5º Vsup E1/E2 D1 95 metros
Pão-de-Acúcar - Urca

Data: 24/12/2011
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém.

Quando fui a primeira vez no Morro da Urca, olhei para o Pão-de-Açúcar e vi que tinha alguns escaladores no meio de uma parede vertical e pensei: como é que esses caras conseguiram chegar lá? Será que um dia conseguirei chegar lá? Muito tempo se passou e hoje teria a oportunidade de escalar a tão famosa Via dos Italianos.

Tudo começou com um mal entendido na lista da Companhia da Escalada, onde o Orlando comentou com a Suzana que eu iria escalar a Italianos. Quando falei com a Suzana e com o Bruno, achei até engraçado... Eu que nunca tinha guiado nenhum lance de V, como é que guiaria uma via inteira nesse grau? Até que deu vontade...

Com a notícia, a galera se empolgou e logo marcaram uma invasão na Italianos. Era tanta gente querendo participar que não teria guia suficiente para as cordadas. De primeira, já avisamos que seria um participante para um guia, visto a dificuldade da Italianos. Depois de tantas trocas de e-mails, ficou dividido da seguinte forma: Nereira com Júlia, David com Suzana, Bruno com o Ricardo e Eu com o Guilherme. Duas cordadas marcaram às 06:00 e outras duas às 06:30, pois como é uma via muito concorrida, poderia ter um engarrafamento na base.

Eu e o Guilherme chegamos na praça às 06:40 e não tinha ninguém. Resolvemos subir, pois achávamos que o Bruno e o Ricardo já haviam subido. Subimos a trilha bem rápido e ao chegarmos na base, encontramos o pessoal. O David já estava chegando à primeira parada, Suzana, Nereida e Cláudio já estavam prontos. A Júlia, o Bruno e o Ricardo não foram. Olhei para o alto e vi que a via era mesmo vertical, porém achava que dava!!!!!

O David chegou na parada e a Suzana iniciou a subida. Logo em seguida, foi a vez da Nereida começar a guiar. Nessa hora chegou o Flávio Leone, que iria fazer a Cavalo Louco. Fui prestando atenção nas passadas dele para ter uma idéia desse começo. Senti que era um pouco exposto, porém, tinha uma fenda que dava boa pegada, tanto para as mãos quanto para os pés.

Depois que o Cláudio estava no meio da primeira enfiada, decidi que era hora de subir. Guiar a vista é sempre diferente. Iniciei a subida logo cheguei ao primeiro grampo, costurei e segui em frente. Esse começo é bem tranquilo. Costurei o segundo e continuei subindo na oposição até o terceiro grampo, onde precisaria de uma costura bem longa, pois o lance acima seria uma diagonal para a direita e não queria que o atrito da corda aumentasse. Passada essa pequena diagonal, vinha o primeiro lance difícil. Acho que um Vsup, já para aquecer.

Lance bem protegido, o que dá uma pouco mais de segurança. Deixei ele para trás e continuei subindo. A parede bem vertical e graduação bem constante dão mais adrenalina a escalada. Quando estava na metade da primeira enfiada, o Flávio Leone avisou que uma costura que estava com o Cláudio havia caído no platô entre o CEPI e a Italianos. Me concentrei e continuei subindo. Cheguei a primeira parada dupla. Minha intenção era dar segurança ao Guilherme na segunda parada dupla, mas lá estava cheia. A Suzana, a Nereida e o Cláudio ainda estavam lá.

Preparei a equalização e pedi para o Guilherme procurar a costura do Cláudio. Ele procurou por uns 5 minutos e nada. Resolvemos continuar a escalada para não atrasar muito. O Guilherme iniciou a subida. Veio recolhendo as costuras e vencendo lance por lance. Chegando na parada ele me confirmou o que eu havia percebido: a via é f...

Tivemos que esperar um tempo até as cordadas de cima deixarem a parada. Com isso, o desgaste foi aumentando. Na Italianos, as paradas não são muito confortáveis. Quando o último participante saiu da parada de cima, me preparei e iniciei a segunda enfiada. Pensei que talvez fosse ficando mais fácil, mas engano meu. É quinto grau até em cima, sem dar descanso!!!!!!

Dei mais uma esticada e o cansaço foi batendo, dei uma meia parada e já havia subido mais uns trinta metros. Nessa hora, o cansaço bateu de vez e resolvi dar uma descansada. O corpo foi esfriando. Olhei para o grampo de cima e falei para o Guilherme que para mim não dava mais. Perguntei se ele gostaria de subir até onde eu estava e ele respondeu que para ele estava bom também.

A missão foi parcialmente cumprida!!!! Quando resolvi fazer a via já tinha em mente que iria subir até onde desse e que teria grande chance de não terminá-la. Pedi ao Cláudio que avisasse ao pessoal que eu e o Guilherme iríamos descer. Puxei a corda e preparei o rapel. Desci até a parada onde o Guilherme estava. Em seguida o Guilherme rapelou até a base, depois foi minha vez.

Ao chegar a base, o Guilherme achou a costura do Cláudio. Analisamos a escalada, o grau de dificuldade, enfim, aprendemos muito com essa via. Com certeza uma das mais belas do Rio de Janeiro. Aguardaremos a próxima oportunidade para tentar encadená-la por completo.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mergulho Noturno - Lagoa Azul - Ilha Grande

Mergulho Noturno

Lagoa Azul – Ilha Grande RJ
Data: 17/12/2011

Profundidade máxima: 10 m
Tempo total de mergulho: 1:20 h
Temperatura da água: 22ºC
Visibilidade: 20 m


Já fazia um bom tempo que não mergulhava a noite. O último foi a quase um ano e meio atrás, um mergulho fantástico no naufrágio do Pinguino, na Ilha Grande. Para se ter uma idéia, do barco dava para ver a placa de homenagem colocada no naufrágio. Visibilidade de pelo menos 25 metros!!!!!!

A expectativa era grande. Nos encontramos na PRF da Ponte Rio-Niterói, às 12:00 h e partimos em comboio. Um calor que só podia piorar se estivesse engarrafado. Dito e feito: acidente na Av. Brasil e trânsito lento. Quando passamos da entrada da Dutra, o trânsito foi melhorando.

Quando chegamos na pousada, nos foi avisado que o barco que iria nos levar, tinha dado problema. Tentamos outros, porém nada. Enquanto aguardávamos o desfecho do problema, pegamos uma praia. Água transparente, porém um pouco fria. Com o sol que estava, tudo ficava bom.

Depois de muita discussão, resolvemos que faríamos apenas o noturno quando do Mis. Princesa chegasse. Esperamos até quase nove da noite. Alguns foram embora. Mas a recompensa veio!!!! Chegamos a Lagoa Azul por volta das 10:00h. Visibilidade por volta dos 20m, temperatura da água agradável, mar parado, sem vento, tudo perfeito.

Com o equipamento já montado e as lanternas testadas, fomos para água. Decidi que não levaria a máquina agora. Deixaria para depois. Estava afim de curtir o mergulho sem ter que carregar nada. Já dentro d’água, eu, Gerog´s e o Thiago decidimos em que direção iríamos e combinamos alguns procedimentos, caso fossem necessários. Nessa hora, o Georgs percebeu que sua caixa estanque tinha alagado. Aí, já era tarde de mais.

Ele devolveu a máquina para o barco e começamos o mergulho. Bem devagar, fomos em direção ao canal. Já embaixo do barco, no areal, algumas raias pequenas e um cação viola.  Muitos peixes pequenos passavam por nós. A quantidade ia aumentando, a medida que nos aproximávamos dos corais.  O coral sol era um espetáculo a parte. Suas cores laranja e amarela ficavam cada vez vibrantes com as luzes das lanternas.

Algumas esponjas de pé se alimentando completavam a paisagem que só a noite é possível de observar. Já entrando no canal, fizemos um pequeno drift. Depois de 30 minutos de mergulho, subimos depois que o Thiago sinalizou. Chegamos na superfície e já não avistávamos mais o barco. Resolvemos voltar.

Na volta um grande tartaruga verde repousava no fundo, junto aos corais, além dos muitos peixes que circulavam. Chegando ao barco peguei minha câmera e voltei para o fundo. Como não tenho equipamento de iluminação, tive que usar a lanterna na mão esquerda e a máquina, na direita. Ainda bem que estou com um controle de flutuabilidade muito bom, pois se não... O Georgs ajudou bastante, ia colocando o foco da lanterna dele junto ao meu.

Um grande carangueijo vermelho roubou a cena. Ele se alimentava calmamente numa toca. Nem se incomodou com a minha presença. Mais a frente, uma lesma do mar caminhava lentamente sobre uma pedra. Enquanto observava a beleza do coral sol, o Georgs avistou um uma concha no formato de búzios, viva, de mais ou menos um palmo. Muito bonita.

Nadamos mais um pouco e olhei para o relógio, já tinha 1:20 h de mergulho. Já estava cansado. O tempo passa e a gente nem percebe. Sinalizei para o Georgs e subimos. Nadamos em direção ao barco. Foi excelente.

Valeu a pena a espera.


Escalada - Via Diedro Pegasus - Babilônia Urca

Via Diedro Pégasus 4º IVsup E2 D1 85 metros
Babilônia – Urca

Data: 26/11/2011
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém

O terror dos tornozelos!!!! Assim me disseram quando falei que iria escalar o Diedro Pégasus, um bonito diedro, com mais ou menos 20 metros, 4º IVsup E2. Nessa empreitada, como sempre, o Guilherme estava junto. Chegamos na Urca por volta das oito da manhã. Os Daflons já estavam lá, como sempre, esperando o pessoal do curso. Conversamos um pouco e eles nos deram algumas dicas sobre a via. Deveríamos tomar cuidado entre o 1º e o 2º grampo, pois a queda, poderia levar o guia a platô.

Assimilados os ensinamentos dos mestres, partimos para trilha. Entramos pela portaria do bondinho do Pão-de-Açúcar. A Cíntia veio logo atrás, daria uma aula experimentaL a uma aluna. Ela ainda falou: “Leva um galho para ir abaixando o mato, pois lá tem cobra, devido ao fato da trilha ser menos acessada”. E assim foi feito. O Guilherme foi na frente e a gente até brincou: “Será que tem cobra mesmo?”. Melhor não arriscar...

Fui com o Guia da Urca na mão para identificar as vias do Babilônia. Depois de alguns minutos de caminhada, chegamos a base da via e lá estava o tão esperado diedro. Olhei o tempo e estava muito nublado. Uma pequena neblina baixava sobre a rocha, mas nada que nos impedisse de subir, somente ter mais cuidado.

Nos arrumamos e subimos até o platô, para iniciarmos a subida. O Guilherme guiaria a primeira enfiada, justamente o diedro. Nos preparamos  e quando estávamos prontos para iniciar a subida, chegaram mais dois escaladores que apontaram para uma coral que estava enrolada numa pedra, um palmo abaixo de onde estávamos nos arrumando. Com um graveto, eles encostaram nela, que saiu rastejando para o mato. Tentei bater uma foto, mas ela foi mais rápida. Não deu para ver se era uma coral verdadeira ou falsa. Bem que a Cíntia falou!!!!!!!

Passado o evento da coral, iniciamos a escalada. O começo já é complicado. É preciso por força no braço, e passar a perna esquerda por cima da pedra, a fim de dar sustentação, até costurar o primeiro grampo. Poderíamos ter improvisado um stick. O Guilherme subiu, costurou o primeiro grampo e partiu para o segundo. Acho que foi perdendo a força e o psicológico entre o primeiro e segundo grampo falou mais alto e pronto: primeira queda. Tentou de novo e mais uma queda.

Aí, foi minha vez de tentar. Com o primeiro grampo já costurado, o começo já não fica tão difícil. Apoiei as mãos, subi um pouco e passei a perna esquerda por cima da pedra para dar apoio. Passei do primeiro grampo e na oposição fui até o segundo sem pensar muito. Além das mãos, usava, também, o pé esquerdo no diedro, para dar mais força, tendo a certeza que ele não escorregaria. Costurei o segundo grampo e adrenalina diminui.

Cheguei ao terceiro grampo. A partir daí, a pedra dentro da fenda vai ficando mais lisa, em algumas vezes sem muito apoio. A perna direita, na rocha, vai dando mais sustentação. O diedro vai fazendo um pouco de curva para a direita, que no final vai dificultando um pouco. Lá de baixo o Guilherme falou: “Olha para cima, tem um mico te olhando.” Quando não é urubu, é mico. Sempre tem um para te acompanhar!!!! Subi mais um pouco e cheguei ao quarto grampo, o único do lado esquerdo. Já no final do diedro, quase sem força, tem umas agarras que dão sobre vida!!!!!! Boa mão, aí fica fácil!!!!!! Tem uma laca que pode ser alcança pela mão direita que é muito boa. Cheguei a primeira parada. 1/3 da via e o crux (IVsup) já estavam completos. Suei pra c... Montei a parada e o Guilherme iniciou a escalada.

Nem lembro de ter perguntado se ele gostaria de guiar o resto da via, fui logo me preparando para subir, já estava aquecido!!!!! Comecei a segunda enfiada. Fui mirando o grampo e acabei subindo pelo lado errado. Tentei fazer uma pequena horizontal, mas decidi desescalar umas três passadas e seguir pelo lado correto. Pelo croqui, teria que usar um fita longa em um grampo bem a esquerda. Como vi que era um pedaço bem tranquilo, resolvi não costurar aquele grampo e segui bem exposto até o próximo.

Resolvi, também, não fazer a segunda parada. Quando chegou a metade da corda, o Guilherme avisou e vi que daria para ir até o final. Passado o trecho sujo, vinha agora um pedaço em diagonal de aderência e pequenas agarras, acho que um 3º. Tudo sem problema, tirando o arrasto da corda, devido ao fato de não ter feito a segunda parada.

Senti uma gota de chuva no meu braço. Depois outra. Acelerei a subida e cheguei ao cume. Montei a parada e avisei ao Guilherme que ele poderia subir. Olhei para o lado e os dois escaladores que viram a coral na base via, estavam chegando ao final da Cervinos.

O Guilherme começou a subida, não tinha contato visual. Ele foi subindo e os pingos foram aumentando. Quando ele apareceu, a chuva apertou. Rapidamente molhou a via. A parte final fica muito próxima da mata, o que a torna muito suja. Com a chuva, aquela sujeira torna a via muito escorregadia. Foi um perrengue até que ele chegasse a última parada.

Com a via molhada e escorregadia, decidimos rapelar por fora da via, pois fazer aquela diagonal, não seria muito fácil. Demos uma última olhada no croqui para conferir esse rapel por fora da via, pois não estava nada a fim de ter que prussikar. Descemos a corda bem devagar para não impactar a vegetação. Desci primeiro e fui procurando os grampos. Eles ficam um pouco para a esquerda, abaixo de um platô de mato. Montei a parada e o Guilherme iniciou a descida.

Olhei para baixo e vi que tinha muita vegetação na rocha. O diedro estava bem a esquerda e não daria para alcançá-lo. Teria mesmo que rapelar por ali. Arrumamos bem a corda e fui descendo com ela no braço esquerdo. Se soltasse a corada por cima da vegetação, seria um estrago.

Cheguei até uma parada simples. Dali, seria o último rapel, menor que os outros dois. O Guilherme desceu logo em seguida. Montamos o terceiro e último rapel. No final os galhos das árvores atrapalharam um pouco. Tive que afastá-los e descer de lado para não enroscar na mochila.

Chegamos a base. Arrumei a corda, tirei a sapatilha e começamos a voltar. Nem tirei o resto do equipo. Estava com medo da chuva apertar. Já estava tudo molhado. Não queria passar mais sufoco. Chegando na portaria da estação, vi que fomos os últimos a ir embora. Tinha um grupo chegando e com certeza não iriam aproveitar muito.

Agora é só espera a próxima!!!!!!!

Via CEPI - Pão-de-Açúcar

Via CEPI – Ferrata
Pão-de-Açúcar – Urca

Data: 19/11/2011
Participantes: Leandro do Carmo, Guilherme, Rodolfo e Orlando.

Escalar o Pão-de-Açúcar talvez seja o sonho da maioria dos escaladores. Na Face Leste como na Face Sul, há vias com baixo grau de dificuldade, 3º e até 2º. Mas na Face Oeste a história é outra. Levando em conta que ainda não guio 5º ou superior, decidimos fazer CEPI, que é uma via Ferrata, ou seja, em toda a sua extensão há um cabo de aço que pode servir de auxílio na subida.

A CEPI  foi conquistada pelo extinto Clube Excursionista Pico de Itatiaia. Devido ao grande número de acidentes com escaladores inexperientes e até mesmo não escaladores, a parte inicial dos cabos foi trocada por chapeletas, que também pode ser feita em artificial.

Chegamos cedo à Praça central na Praia Vermelha, por volta das 08:00. Esperamos o Orlando chegar. O Rodolfo também iria nessa, seria a primeira vez que ele iria escalar com a gente. Enquanto esperávamos o Orlando, encontramos o Flávio Daflon e o Formiga, que nos deu algumas dicas da via.

Subimos a trilha da Urca e chegamos na bifurcação. Viramos à direita, indo em direção ao Pão-de-Açúcar. Passamos pela torre de iluminação e seguimos em frente até chegarmos à base da via. Dividimos a cordada e o Guilherme guiaria o Orlando e eu, o Rodolfo.

Dei uma conferida no início da via e vi que era bem vertical mesmo e o artificial seria necessário. Preparei as fitas, duas de 1,2 m e duas de 60 cm.  Foi minha primeira escalada em artificial. Se não me engano, foram cinco chapeletas até o início do cabo, onde montei a primeira parada.

Dessa parada, iniciou uma grande horizontal para a direita, depois um subida vertical até a segunda parada. Daí para cima, começa a pedreira, subidas bem verticais que usam muito o braço. Tem que estar preparado. O cabo maltrata muito a mão. Se eu não tivesse colocado esparadrapo, acho que teria dado bolhas.

Na terceira enfiada, chequei na grutinha, onde tem uma placa em homenagem a Geroge Guarischi e Valmir de Castro em um acidene nesta via. Pelo que o Formiga me falou, o pior já havia passado e faltava pouco até o cume. O Rodolfo iniciou a subida e veio com muita dificuldade, demorando bastante nas passadas. Enquanto isso, Guilherme e Orlando vieram e passaram pelo Rodolfo.

Senti que não daria para o Rodolfo, mesmo ele dizendo que gostaria de continuar. Conversei com o Guilherme que acabara de chegar e resolvemos abortar a subida assim que o Orlando chegasse na grutinha. Quando o Orlando chegou, pedi para o Rodolfo se prender com as duas solteiras no grampo mais próximo, pois eu iria recolher a corda para iniciar o rapel.

E assim foi feito. Emendamos as duas cordas com um pescador duplo e iniciei o rapel. Passei pelo Rodolfo e pedi que ele esperasse até que eu completasse a descida para ele iniciar o rapel. Chequei até um grampo abaixo da parada para que não ficasse muito cheio quando o pessoal descesse. Quando liberei a corda, o Rodolfo começou a se preparar para o rapel. Eu já estava ficando preocupado, foram 45 minutos de espera até o cara chegar. E perguntava lá de baixo se estava tranquilo e ele me respondia que sim. O tempo passava e isso cada vez mais me deixava preocupado. As nuvens começaram a escurecer. Meu medo agora, era que começasse a chover.

Enfim, o Rodolfo chegou a parada. Logo depois, apareceu o Orlando e em seguida, o Guilherme. Hora de puxar a corda e eu pensei: só falta a corda prender!!!! Não deu outra. A corda prendeu. Pensei: c... tá f... Hoje não é o dia!!!!!! Só falta chover!!!! Aí seria de mais. Deus foi bom e segurou a chuva.

Me propus a subir para desprender a corda. Mas o Orlando falou que subia. A corda presa logo acima da parada, numa pequena horizontal. Corda liberada. Iniciei o rapel, logo abaixo estava a grande horizontal. Fui apoiando no cabo de aço até o fim, passei uma costura no início do cabo para não pendular. Enfim, cheguei à base da via. Mas a missão ainda não estava cumprida. Faltava a galera.

Veio o Guilherme, em seguida o Rodolfo e, por último, o Orlando. Galera toda lá em baixo, foi hora de refletir sobre o que aconteceu. Antes de escalar qualquer via é preciso que saibamos dos nosso limites. Acho que a lição foi aprendida!!!!!!

Como já estava ficando tarde, chegamos às 08:00 e já era 15:00, eu e o Guilherme adiantamos a descida. Fizemos em doze minutos o final da pista Cláudio Coutinho.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Escalada - Via Luiz Arnaud / Itacoatiara - Niterói

Por Leandro do Carmo

Via Luiz Arnaud 2º III E2
Itacoatiara – Niterói RJ

Data: 12/11/2011
Participantes: Leandro do Carmo e Guilherme Belém.

Toda vez que eu ia a praia de Itacoatiara, pensava: ainda vou escalar o costão. Não tinha nenhuma noção de como se fazia escalada, os equipamentos que utilizava, etc. Fui diversas vezes escalaminhando até o Camaleão (pequena mata no lado esquerdo, em frente ao gramado no final da rua da praia) e uma vez subi andando pelo lado esquerdo.

Com o croqui na mão, resolvi que seria hoje!!!!! Conversei com o Guilherme e ele aceitou a aventura. A via é bem tranquila, graduação de de 2º III E2, porém visual grau 1.000.

Chegamos na praia por volta das 08:00 da manhã, o sol ainda não batia no costão, fomos até a areia onde deixamos a Sarah, minha esposa, e Viviane, noiva do Guilherme e o Theo, filho dela. Nos preparamos e começamos a subida com uma escalaminhada até o platô de mato, quase na linha da arrebentação.

Quando chegamos lá nos arrumamos e o Guilherme guiaria os primeiros lances. Demos uma última olhada no croqui, conferimos o equipamento e iniciamos a escalada.

O Guilherme chegou à primeira parada, foram quase os 60 metros de corda na primeira enfiada. Iniciei a subida. Comecei pelo lado da direita, um lance de aderência com pequenas agarras. No começo o sol começava a aparecer, mas logo era encoberto por algumas nuvens, o que tornava a escalada muito agradável. Devido ao baixo grau de dificuldade, cheguei rapidamente a primeira parada. Passei as costuras para o Guilherme que iniciou a segunda enfiada.

Mais um esticão de mais ou menos 50 metros e o Guilherme montou a segunda parada. Mais uma subida tranquila com um lance mais difícil, porém sem problemas. Cheguei a parada e me preparei pois iria guiar esse final. Iniciei a subida chegando, na minha opinião, ao crux da via. Bem vertical mas com boas agarras. Nessa hora, o sol começou a esquentar. Olhei para o alto e cadê as nuvens?

Cheguei até um ponto onde precisaria de uma horizontal grande. Coloquei uma costura maior e fui embora. Nessas horas o arrasto da corda vai ficando cada vez maior. Montei a terceira parada e o Guilherme iniciou a subida.

Uma pausa para água e iniciei a quarta enfiada, essa talvez, a mais fácil de todas. Fui subindo e quando vi, já estava no topo do costão. Parecei um alienígena chegando, um monte de gente lá em cima batendo foto, perguntando como eu cheguei lá, etc.

Já no topo, fiz a segurança de corpo para o Guilherme subir. Como já não tinha mais contato visual, puxei  a corda três vezes para ele subir. Deixei a corda bem esticada e na medida que ela afrouxava, eu a puxava. Não demorou muito e ele chegou.

Arrumamos as coisas e descemos pela trilha do PESET. Na volta, avistamos um grupo que estava escalando o morro do Telégrafo. Quem sabe a próxima via a ser escalada?

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Via Luiz Arnaud

Via Luiz Arnaud


Via Luiz Arnaud

Via Luiz Arnaud